Decreto Nº 44.844 25 de Junho de 2008
Decreto Nº 44.844 25 de Junho de 2008
Decreto Nº 44.844 25 de Junho de 2008
Estabelece normas para licenciamento ambiental e
autorização ambiental de funcionamento, tipifica e classifica
infrações às normas de proteção ao meio ambiente e aos
recursos hídricos e estabelece procedimentos administrativos
de fiscalização e aplicação das penalidades.
(Publicação – Diário do Executivo – “Minas Gerais” - 26/06/2008)
O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de atribuição que lhe
confere o inciso VII do art. 90, da Constituição do Estado, e tendo em vista o disposto na
Lei Delegada nº 125, de 25 de janeiro de 2007, e nas Leis nº 7.772, de 8 de setembro de
1980, nº 13.199, de 29 de janeiro de 1999, nº 14.181, de 17 de janeiro de 2002, nº
14.184, de 31 de janeiro de 2002, e nº 14.309, de 19 de junho de 2002, [1]
DECRETA:
CAPÍTULO I
DA COMPETÊNCIA
Art. 1º Ao Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM, ao Conselho Estadual de
Recursos Hídricos - CERH, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
- SEMAD, à Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM, ao Instituto Estadual de Florestas - IEF e
ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM compete a aplicação das Leis nº 7.772, de 8 de
setembro de 1980, nº 14.309, de 19 de junho de 2002, nº 14.181, de 17 de janeiro de 2002 e da Lei nº
13.199, de 29 de janeiro de 1999, deste Decreto e das normas deles decorrentes, no âmbito de suas
respectivas competências.[2][3]
Art. 1º Ao Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM, ao Conselho
Estadual de Recursos Hídricos – CERH, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável – SEMAD, à Fundação Estadual do Meio Ambiente –
FEAM, ao Instituto Estadual de Florestas – IEF e ao Instituto Mineiro de Gestão das
Águas – IGAM, compete aplicação das Leis nº 7.772, de 08 de setembro de 1980, nº
20.922, de 16 de outubro de 2013, nº 14.181, de 17 de janeiro de 2002 e nº 13.199, de 29
de janeiro de 1999, deste Decreto e das normas deles decorrentes, no âmbito de suas
respectivas competências.
Art. 2º O COPAM e o CERH, na execução do disposto neste Decreto,
se articularão com os órgãos federais, estaduais e municipais que, direta ou
indiretamente, exerçam atribuições de proteção, conservação e melhoria do meio
ambiente e dos recursos hídricos, visando a uma atuação coordenada que resguarde as
respectivas competências.
CAPÍTULO II
DA CLASSIFICAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS E DAS ATIVIDADES
Art. 3º Compete ao COPAM estabelecer, por meio de Deliberação Normativa, os
critérios para classificação dos empreendimentos ou atividades efetiva ou potencialmente
poluidores ou degradadores do meio ambiente, especificando quais serão passíveis de
Licenciamento Ambiental ou de Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF.
Parágrafo único. Compete ao CERH estabelecer, por meio de Deliberação Normativa, a
classificação dos empreendimentos ou atividades quanto ao porte e potencial poluidor
para os fins de cessão de outorga de uso de recursos hídricos, aplicação de penalidades
e demais instrumentos de gestão das águas.
CAPÍTULO III
DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL E DA AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL DE
FUNCIONAMENTO - AAF
Art. 4º A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação
de empreendimentos ou atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados
efetiva ou potencialmente poluidores, bem como dos que possam causar degradação
ambiental, na forma estabelecida pelo COPAM, nos termos do caput do art. 3º,
dependerão de prévio Licenciamento Ambiental ou da AAF.
Art. 5º Os empreendimentos ou atividades considerados de impacto ambiental não
significativo ficam dispensados do processo de licenciamento ambiental no nível estadual,
mas sujeitos à AAF, pelo órgão ambiental estadual competente, na forma e de acordo com
os requisitos dispostos pelo COPAM, em Deliberação Normativa específica, sem prejuízo
da obtenção de outras licenças ou autorizações cabíveis.
§1º Fica facultada aos empreendimentos ou atividades dispensados dos instrumentos de
Licença Ambiental ou AAF, a obtenção de Certidão de Dispensa emitida pelo órgão ambiental
estadual competente, sendo admitida a emissão por meio de autenticação eletrônica, mesmo sendo
passível de licenciamento ambiental junto ao município. [4][5] (REVOGADO)
§2º A SEMAD, por meio de resolução, designará a autoridade competente para assinar a
certidão de que trata o SS 1º, caso seja requerida via ofício, bem como estabelecerá forma, conteúdo
e validade da sobredita certidão.[6] [7] (REVOGADO)
Art. 6º O COPAM poderá convocar ao licenciamento ambiental qualquer
empreendimento ou atividade, ainda que, por sua classificação em função do porte e
potencial poluidor ou degradador, não esteja sujeito ao licenciamento ambiental.
Art. 7º A ampliação ou modificação de empreendimento ou atividade que já tenha
sido objeto de Licença Ambiental ou AAF deverá ser precedida de consulta prévia e formal
ao órgão ambiental, para que seja verificada a necessidade ou não de novo
Licenciamento Ambiental ou de nova AAF.
Art. 8º Entende-se por formalização do processo de Licenciamento Ambiental e de
AAF a apresentação do respectivo requerimento, acompanhado dos documentos, projetos
e estudos ambientais exigidos pelo órgão ambiental competente.
Art. 9º O COPAM, no exercício de sua competência de controle, poderá expedir as
seguintes licenças:[8]
I - Licença Prévia - LP: concedida na fase preliminar de planejamento do empreendimento ou
atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e
estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de
suaimplementação, observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso e ocupação do
solo;
II - Licença de Instalação - LI: autoriza a instalação de empreendimento ou atividade de
acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as
medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo
determinante; e
III - Licença de Operação - LO: autoriza a operação de empreendimento ou atividade, após a
verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de
controle ambiental e condicionantes determinados para a operação.
§ 1º Poderão ser concedidas concomitantemente as licenças prévia e de instalação, na forma
que dispuser o COPAM, por meio de Deliberação Normativa.
§ 2º Para as atividades industriais, de extração mineral, de exploração agrossilvipastoril e de
disposição final de esgoto sanitário e de resíduos sólidos urbanos, que tiverem obtido LP e LI, ainda
que esta última em caráter corretivo, poderá ser concedida Autorização Provisória para Operar, por
meio de requerimento expresso do interessado, a ser protocolado quando da formalização do
processo de LO.
§ 2º Formalizado o processo de LO, o órgão ambiental poderá, mediante requerimento
expresso do interessado, conceder Autorização Provisória para Operar – APO – para as atividades
industriais, de extração mineral, de exploração agrossilvopastoril, atividades de tratamento e
disposição final de esgoto sanitário e de resíduos sólidos que obtiverem LP e LI, ainda que, esta
última, em caráter corretivo.[9]
§ 3º A concessão da Autorização Provisória para Operar não desobriga o empreendedor de
cumprir todas as exigências de controle ambiental previstas, notadamente aquelas emanadas do
COPAM e de seus órgãos de apoio, inclusive as medidas de caráter mitigador e de monitoramento
dos impactos sobre o meio ambiente, constante(s) da(s) licença(s) já concedida(s), sujeitando-se o
infrator à aplicação das penalidades previstas neste regulamento.
§ 4º Se o processo de LO estiver devidamente formalizado, o Certificado de Autorização
Provisória para Operar será emitido pelo órgão ambiental competente, no prazo de até dez dias,
contados da data do protocolo do requerimento de que trata o § 2º.
Art. 9º – A SEMAD e o COPAM, no exercício de suas competências, poderão
expedir as seguintes licenças:
I – Licença Prévia – LP: atesta a viabilidade ambiental da atividade ou do
empreendimento quanto à sua concepção e localização, com o estabelecimento dos
requisitos básicos e das condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de
sua implementação;
II – Licença de Instalação – LI: autoriza a instalação da atividade ou do
empreendimento, de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e
projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes;
III – Licença de Operação – LO: autoriza a operação da atividade ou do
empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta da LP e da LI,
com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinadas para a operação e,
quando necessário, para a desativação.
§ 1º – A LP, a LI e a LO poderão ser solicitadas concomitantemente, em uma
única fase, para os seguintes empreendimentos:
a) de pequeno porte e grande potencial poluidor;
b) de médio porte e médio potencial poluidor;
c) de grande porte e pequeno potencial poluidor.
§ 2º – A LP e a LI poderão ser solicitadas concomitantemente para os seguintes
empreendimentos:
a) de médio porte e grande potencial poluidor;
b) de grande porte e médio potencial poluidor;
c) de grande porte e grande potencial poluidor.
§ 3º – A LI e a LO poderão ser concedidas concomitantemente quando a instalação
implicar na operação do empreendimento.
§ 4º – A SEMAD, quando o critério técnico assim o exigir, poderá determinar que o
licenciamento se proceda no modelo trifásico para empreendimentos enquadrados em
qualquer classe.
§ 5º – Formalizado o processo de LO e comprovada a instalação das medidas de
controle ambiental necessárias à operação, o órgão ambiental poderá, mediante
requerimento expresso do interessado, conceder Autorização Provisória para Operar –
APO – para as atividades industriais, de extração mineral, de
exploração agrossilvipastoril, atividades de tratamento e disposição final de esgoto
sanitário e de resíduos sólidos que obtiveram LP e LI, ainda que esta última em caráter
corretivo.
§ 6º – A concessão da APO não desobriga o empreendedor de cumprir as
exigências de controle ambiental previstas, notadamente aquelas emanadas do COPAM e
de seus órgãos seccionais de apoio, inclusive as medidas de caráter mitigador e de
monitoramento dos impactos sobre o meio ambiente, constantes das licenças já
concedidas, sujeitando-se o infrator à aplicação das penalidades previstas neste decreto.
Art. 10. O procedimento administrativo para a concessão e renovação das licenças
ambientais referidas no art. 9º será estabelecido em ato normativo do COPAM, respeitadas as
disposições gerais da Lei nº 14.184, de 31 de janeiro de 2002.[10] [11]
Art. 10 – As licenças ambientais serão outorgadas com os seguintes prazos
máximos de validade:
I – LP: cinco anos;
II – LI: seis anos;
III – LP e LI concomitantes: seis anos;
IV – LO: dez anos;
V – licenças concomitantes com a LO: dez anos.
§ 1º – As licenças de operação para ampliação de atividade ou empreendimento
terão prazo de validade coincidente ao prazo remanescente da LO principal do
empreendimento.
§ 2º – Caso a LI seja concedida concomitantemente à LO, a instalação do
empreendimento deverá ser concluída no prazo previsto no inciso II, sob pena de
revogação das licenças.
§ 3º – Na renovação da LO, a licença subsequente terá seu prazo de validade
reduzido em dois anos a cada infração administrativa aplicada ao empreendimento ou
atividade objeto do licenciamento, com aplicação de penalidade da qual não caiba mais
recurso, não podendo tal prazo ser inferior a seis anos.
§ 4º – O empreendedor deverá requerer a renovação da licença ambiental com
antecedência mínima de cento e vinte dias da expiração do seu prazo de validade, fixado
na respectiva licença, ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação
definitiva do órgão ambiental competente.
§ 5º – Não sendo observada a antecedência mínima prevista no § 4º, a licença
ambiental a ser revalidada expirará no prazo nela fixado, ficando o empreendedor sujeito
às sanções cabíveis.
§ 6º – No caso de impossibilidade técnica de cumprimento de medida
condicionante estabelecida pelo órgão ambiental competente, o empreendedor poderá
requerer a exclusão da medida, a prorrogação do prazo para cumprimento ou a alteração
de seu conteúdo, formalizando requerimento escrito devidamente instruído com a
justificativa e a comprovação da impossibilidade de cumprimento, com antecedência
mínima de sessenta dias em relação ao prazo estabelecido na respectiva condicionante.
§ 7º – O requerimento a que se refere o § 6º será apreciado pelo órgão competente
para decidir, em grau de recurso, sobre a licença concedida, admitida a reconsideração
pelo órgão concedente.
Art. 11. O prazo para decisão acerca dos requerimentos de concessão das licenças referidas
neste Capítulo será de até seis meses, ressalvados os casos em que houver a necessidade de
apresentação de Estudo de Impacto Ambiental - EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental -
RIMA, ou realização de audiência pública, quando o prazo será de até doze meses, contados, em
qualquer hipótese, da data formalização do processo. [12]
§ 1º A contagem dos prazos previstos neste artigo será suspensa durante a elaboração dos
estudos ambientais complementares ou preparação de esclarecimentos que tenham sido
formalmente solicitados ao empreendedor.
§ 2º O empreendedor deverá atender à solicitação de esclarecimentos e complementações
formuladas pelo órgão ambiental competente dentro do prazo máximo de quatro meses, contados
do recebimento da respectiva notificação, admitida prorrogação justificada e ajustada entre o
empreendedor e o órgão ambiental licenciador.
§ 3º O COPAM poderá estabelecer prazos diferenciados para a análise do requerimento de
cada modalidade de licença, em função das peculiaridades da atividade ou do empreendimento, bem
como para a formulação de exigências complementares, respeitados os prazos máximos
estabelecidos no caput e no § 2º. (REVOGADO)[13]
Art. 11 – A SEMAD poderá estabelecer prazos de análise diferenciados para cada
modalidade de licenciamento ambiental, desde que observado o prazo máximo de seis
meses entre a formalização do respectivo requerimento devidamente instruído e a
decisão, ressalvados os casos em que houver Estudo de Impacto Ambiental – EIA – e
Relatório de Impacto Ambiental – Rima –, ou, ainda, nos casos em que se fizer necessária
audiência pública, quando o prazo máximo para análise e decisão será de doze meses.
§ 1º – Caso o órgão ambiental solicite esclarecimentos adicionais, documentos ou
informações complementares, o empreendedor deverá atender à solicitação no prazo
máximo de sessenta dias, contados da data do recebimento da respectiva notificação,
admitida prorrogação justificada por igual período, nos termos do art. 22 da Lei nº 21.972,
de 21 de janeiro de 2016.
§ 2º – O prazo previsto no § 1º poderá ser sobrestado quando os estudos
solicitados exigirem prazos para elaboração maiores que os previstos no § 1º, desde que
o empreendedor apresente o cronograma de execução, a ser avaliado pelo órgão
ambiental competente.
Art.11-A – Os órgãos e entidades públicas a que se refere o art. 27 da Lei nº
21.972, de 2016, poderão manifestar-se quanto ao objeto do processo de licenciamento ambiental,
de maneira não vinculante, no prazo de cento e vinte dias, contados da data em que o empreendedor
formalizar, junto aos referidos órgãos e entidades intervenientes, as informações e documentos
necessários à avaliação das intervenções.[14]
§ 1º – A não vinculação a que se refere o caput implica na continuidade e na conclusão da
análise do processo de licenciamento ambiental, com a eventual emissão de licença ambiental, sem
prejuízo das ações de competência dos referidos órgãos ou entidades públicas intervenientes em
face do empreendedor.
§ 2º – A licença ambiental emitida não produzirá efeitos até que o empreendedor obtenha a
manifestação dos órgãos ou entidades públicas intervenientes, o que deverá estar expresso no
certificado de licença.
§ 3º – Caso as manifestações dos órgãos ou entidades públicas intervenientes importem em
alteração no projeto ou em critérios avaliados no licenciamento ambiental, a licença emitida será
suspensa e o processo de licenciamento ambiental será encaminhado para nova análise e decisão
pela autoridade competente.
§ 4º – A critério do órgão ambiental licenciador, a manifestação dos órgãos e entidades
públicas intervenientes poderá ser exigida como requisito para formalização do processo de
licenciamento ambiental, ou para seu prosseguimento, hipótese em que o empreendedor
deverá protocolizar, junto ao órgão licenciador, a decisão do órgão ou entidade pública
interveniente, no prazo máximo de trinta dias contados do recebimento da manifestação.
Art. 12. No caso de AAF, o prazo máximo para exame e decisão do ato não será
superior a três meses, contados da data de formalização do processo.
Art. 13. Esgotados os prazos previstos nos arts. 11 e 12 sem que o órgão ambiental
competente tenha se pronunciado acerca do requerimento de Licença Ambiental ou de AAF, deverão
ser cumpridos os seguintes procedimentos:[15]
I - os processos de Licença ou de AAF serão incluídos na pauta de discussão e julgamento
da Unidade Regional Colegiada - URC do COPAM, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais
assuntos;
II - o Presidente da URC designará Relator, que, no prazo de até quarenta e oito horas, emitirá
parecer sobre o pedido; e
III - transcorridos trinta dias contados do sobrestamento da pauta, o Secretário Executivo do
COPAM decidirá sobre o pedido de requerimento de Licença Ambiental ou de AAF, no prazo de até
cinco dias úteis; [16] (REVOGADO)
Art. 13 – Esgotados os prazos previstos nos arts. 11 e 12 sem que o órgão
ambiental competente tenha se pronunciado acerca do requerimento de licença ambiental,
deverão ser cumpridos os seguintes procedimentos, mediante requerimento do
empreendedor:
I – o Secretário Executivo da unidade competente do COPAM designará conselheiro
relator que, no prazo de trinta dias, apresentará parecer conclusivo sobre o pedido;
II – o processo de licenciamento ambiental será incluído na pauta de discussão e
julgamento da unidade competente do COPAM, sobrestando-se a deliberação quanto aos
demais assuntos;
§ 1° – As competências originárias de análise e decisão pelas unidades do
COPAM permanecem inalteradas, caso não haja requerimento do empreendedor.
§ 2º – O decurso dos prazos de licenciamento sem a emissão da licença ambiental
não implica emissão tácita nem autoriza a prática de ato que dela dependa ou decorra.
Art. 14. O empreendimento ou atividade instalado, em instalação ou em operação,
sem a licença ambiental pertinente deverá regulariza-se obtendo LI ou LO, em caráter
corretivo, mediante a comprovação de viabilidade ambiental do empreendimento.
§ 1º O empreendimento ou atividade instalado, em instalação ou em operação,
sem a devida AAF deverá regularizar-se obtendo a respectiva AAF, em caráter corretivo.
§ 2º A demonstração da viabilidade ambiental do empreendimento dependerá de
análise pelo órgão ambiental competente dos documentos, projetos e estudos exigíveis
para a obtenção das licenças anteriores, ou quando for o caso, AAF.
§ 3º A continuidade da instalação ou do funcionamento de empreendimento ou
atividade concomitantemente com o trâmite do processo de Licenciamento Ambiental ou
de AAF previstos pelo caput e § 1º, respectivamente, dependerá de assinatura de Termo
de Ajustamento de Conduta com o órgão ambiental, com previsão de condições e prazos
para instalação e funcionamento do empreendimento ou atividade até a sua
regularização.
§ 4º A possibilidade de concessão de LI e de LO, em caráter corretivo, não
desobriga os empreendimentos e atividades considerados efetiva ou potencialmente
poluidores, bem como os que possam causar degradação ambiental, de obterem o prévio
licenciamento ambiental, nem impede a aplicação de penalidades pela instalação ou
operação sem a licença competente, exceto nos casos e condições previstas no § 2º do
art. 9º e no caput do art. 15.
Art. 15. Será excluída a aplicação da penalidade decorrente da instalação ou
operação de empreendimentos ou atividades ambientais e hídricas, anteriores a
publicação deste Decreto, sem as Licenças Ambientais, ou AAF ou outorga de uso de
recursos hídricos, pela denúncia espontânea, se o infrator, formalizar pedido de LI ou LO
ou AAF, em caráter corretivo, ou outorga pela utilização de recursos hídricos e demonstrar
a viabilidade ambiental do empreendimento ou atividade.
§ 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de
qualquer procedimento administrativo junto à SEMAD e às suas entidades vinculadas ou
medida de fiscalização relacionados com o empreendimento ou atividade.
§ 2º A denúncia espontânea na forma do caput não exclui a responsabilidade
administrativa pelas demais infrações cometidas em decorrência da instalação ou
operação do empreendimento ou atividade.
§ 3º A denúncia espontânea opera efeitos desde a data da caracterização do
empreendimento ou atividade, por meio de Formulário de Caracterização do
Empreendimento - FCE, até a data de vencimento do Formulário de Orientação Básica -
FOB, no caso de não formalização tempestiva do processo.
§ 4º Na hipótese de formalização tempestiva do processo, os efeitos da denúncia
espontânea operarão até obtenção da Licença Ambiental, AAF e outorga.
Art. 16. A análise do requerimento de licença ambiental, em caráter corretivo,
dependerá de indenização dos custos de análise da licença inerente à fase em que se
encontra o empreendimento, bem como das licenças anteriores, não obtidas, incluídos os
custos de análise de EIA-Rima, quando for o caso.
Art. 17. Os valores correspondentes à indenização pelos custos de análise da
Licença Ambiental e da AAF serão fixados pela SEMAD, em norma específica.
CAPÍTULO IV
DO RECURSO QUANTO AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AAF
Art. 18. Compete à URC do COPAM decidir, como última instância administrativa,
recurso de decisão relativa ao requerimento de AAF, emitida pela respectiva
Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SUPRAM.
Parágrafo único. O juízo de admissibilidade dos recursos a que se refere
o caput compete ao Presidente da URC.
Art. 19. Compete à Câmara Normativa e Recursal - CNR do COPAM decidir, como
última instância administrativa, recurso de decisão relativa ao requerimento de licença
ambiental emitida pela URC ou SUPRAM, admitida reconsideração por estas unidades.
Parágrafo único. O juízo de admissibilidade do recurso a que se refere
o caput compete ao Secretário Executivo do COPAM.
Art. 20. O prazo para interposição do recurso contra decisão referente ao
Licenciamento Ambiental ou à AAF a que se referem os arts. 18 e 19 é de trinta dias,
contados da publicação da decisão.
Art. 21. O recurso será interposto por meio de requerimento fundamentado, dirigido
às instâncias competentes a que se referem os arts. 18, 19 e 26, facultado ao requerente
a juntada de documentos que considerar convenientes.
Art. 22. Terão legitimidade para interpor os recursos, a que se referem os arts. 18 e
19:
I - o titular de direito atingido pela decisão, que for parte no processo;
II - o terceiro, cujos direitos e interesses forem afetados pela decisão; e
III - o cidadão, a organização ou associação que represente os direitos e interesses
coletivos ou difusos.
Art. 23. A peça de recurso deverá conter:
I - a autoridade administrativa ou unidade a que se dirige;
II - identificação completa do recorrente, com a apresentação do documento de
inscrição no Ministério da Fazenda - CPF ou CNPJ e, quando for o caso, contrato social e
sua última alteração;
III - número do processo correspondente;
IV - endereço do recorrente ou indicação do local para o recebimento de
notificações, intimações e comunicações;
V - formulação do pedido, com exposição dos fatos e seus fundamentos;
VI - apresentação de documentos de interesse do recorrente; e
VII - data e assinatura do recorrente ou de seu procurador.
Parágrafo único. O recorrente poderá ser representado por advogado ou
procurador legalmente constituído, devendo, para tanto, anexar ao requerimento o
respectivo instrumento de procuração.
Art. 24. O recurso não será conhecido quando intempestivo ou sem os requisitos
de que trata o art.23.
Art. 25. Apresentado o recurso ter-se-á por consumado o ato, não se admitindo
emendas.
Art. 26. O recurso será submetido preliminarmente à análise do órgão ambiental
competente ou entidade responsável pela decisão relativa ao requerimento de
Licenciamento Ambiental ou AAF que, entendendo cabível, reconsiderará a sua decisão.
Parágrafo único. Não havendo reconsideração na forma prevista no caput, o recurso será
submetido à apreciação da instância competente a que se referem os arts. 18 e 19.
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE FISCALIZAÇÃO, AUTUAÇÃO E
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
Art. 27. A fiscalização e a aplicação de sanções por infração às normas contidas na Lei nº
7.772, de 1980, Lei nº 14.309, de 2002, Lei nº 14.181, de 2002, e Lei nº 13.199, de 1999, serão
exercidas, no âmbito de suas respectivas competências, pela SEMAD, por intermédio das SUPRAMs,
pela FEAM, pelo IEF, pelo IGAM e por delegação pela Polícia Militar de Minas Gerais - PMMG.[17]
Art. 27. A fiscalização e a aplicação de sanções por infração às normas contidas na
Lei nº 7.772, de 1980, na Lei nº 20.922, de 2013, na Lei nº 14.181, de 2002, e na Lei nº
13.199, de 1999, serão exercidas, no âmbito de suas respectivas competências, pela
SEMAD, por intermédio da Subsecretaria de Controle e Fiscalização Ambiental Integrada
– SUCFIS – e das Superintendências Regionais de Regularização Ambiental - SUPRAMs,
pela FEAM, pelo IEF, pelo IGAM e por delegação pela Polícia Militar de Minas Gerais -
PMMG.[18]
§ 1º O titular do respectivo órgão ou entidade, em ato próprio, credenciará servidores para
realizar a fiscalização e lavrar auto de infração, com fundamento em vistoria realizada
pelas SUPRAMs, IEF, IGAM e FEAM, competindo-lhes:
§ 1º O titular do respectivo órgão ou entidade, em ato próprio, credenciará
servidores para realizar a fiscalização e lavrar notificação para regularização de situação,
auto de fiscalização ou boletim de ocorrência e auto de infração, com fundamento em
vistoria realizada pela SUCIFS, SUPRAM´s, IEF, IGAM e FEAM, competindo-lhes:[19]
I - verificar a ocorrência de infração às normas a que se refere o caput;
II - verificar a ocorrência de infração à legislação ambiental;
III - lavrar auto de fiscalização ou boletim de ocorrência e auto de infração, aplicando as
penalidades cabíveis, observando os seguintes critérios na forma definida neste Decreto:
III – lavrar notificação para regularização de situação, auto de fiscalização ou
boletim de ocorrência e auto de infração, aplicando as penalidades cabíveis, observando
os seguintes critérios na forma definida neste Decreto.[20]
a) a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas
conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente e recursos hídricos;
b) os antecedentes do infrator ou do empreendimento ou instalação relacionados à
infração, quanto ao cumprimento da legislação ambiental estadual;
c) a situação econômica do infrator, no caso de multa;
d) a efetividade das medidas adotadas pelo infrator para a correção dos danos
causados ao meio ambiente e recursos hídricos; e
e) a colaboração do infrator com os órgãos ambientais na solução dos problemas
advindos de sua conduta; e
IV - determinar, em caso de grave e iminente risco para vidas humanas, para o
meio ambiente, recursos hídricos ou para as atividades sociais e econômicas, medidas
emergenciais e a suspensão ou redução de atividades durante o período necessário para
a supressão do risco.
§ 2º O servidor credenciado, ao lavrar os autos de fiscalização ou boletim de
ocorrência e de infração, deverá fundamentar a aplicação da penalidade, tendo em vista
os critérios previstos no inciso III.
§ 3º Nos autos de fiscalização, cabe ao servidor credenciado identificar-se através
da respectiva credencial funcional.
§ 4º O titular do respectivo órgão ou entidade, em ato próprio, credenciará
servidores para lavrar auto de infração, com fundamento em Boletim de Ocorrência
emitido pela PMMG, competindo-lhes o disposto no § 1º.
Art. 28. A SEMAD, a FEAM, o IEF e o IGAM poderão delegar à PMMG, mediante
convênio, as competências de fiscalização previstas neste Decreto.
§ 1º Pelo só efeito da celebração do convênio a que se refere
o caput, ficam credenciados os militares lotados na PMMG.
§ 2º Não será objeto de delegação à PMMG a aplicação de pena, de multa simples
ou diária em valor superior a R$100.000,00 (cem mil reais) por infração, salvo em
assuntos de caça, pesca e desmatamento.
§ 3º A suspensão ou redução de atividades e o embargo de obra ou atividade pela PMMG,
deverão estar amparadas por laudo elaborado por técnico habilitado, dispensado este em assuntos
de fauna, pesca e flora, bem como nos casos de instalação sem LI e de perfuração de poço sem a
autorização. [21]
§ 3º – A suspensão ou redução de atividades e o embargo de obra ou atividade
pela PMMG deverão estar amparadas por laudo elaborado por profissional habilitado,
dispensado este em assuntos de fauna silvestre, pesca e flora, bem como nos casos de
instalação ou operação de atividade ou empreendimento sem a respectiva licença ou AAF,
perfuração de poço sem autorização e intervenção em recurso hídrico sem outorga.
§ 4º Nos casos dos convênios realizados entre FEAM, IEF, IGAM e PMMG, a
SEMAD figurará como interveniente.
§ 5º Ainda que a PMMG não tenha competência para aplicar multa, na hipótese do
§ 2º fica-lhe assegurada competência para constatar o descumprimento do disposto na
legislação ambiental e de recursos hídricos, devendo encaminhar à SEMAD ou às suas
entidades vinculadas o registro da ocorrência.
§º 6º No âmbito de suas competências, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de
Minas Gerais - CBMMG poderá receber delegação da SEMAD, da FEAM, do IEF e do
IGAM para exercer a fiscalização exclusivamente no que se refere às atividades de
combate a incêndio florestal.
Art. 29. Para garantir a execução das medidas estabelecidas neste Decreto e nas
normas dele decorrentes, fica assegurada aos servidores credenciados na forma dos art.
27 e 28 a entrada em estabelecimento público ou privado, durante o período de qualquer
atividade, ainda que noturno, e a permanência nele pelo tempo necessário, respeitado o
domicílio nos termos inciso XI do art. 5º, da Constituição Federal.
§ 1º O servidor credenciado, sempre que julgar necessário poderá requisitar apoio
policial para garantir o cumprimento do disposto neste artigo.
§ 2º Nos casos de ausência do empreendedor, de seus representantes legais ou
seus prepostos, ou de empreendimentos inativos ou fechados o servidor credenciado
procederá a fiscalização acompanhado de duas testemunhas.
Art. 29-A. A fiscalização terá sempre natureza orientadora e, desde que não seja
constatado dano ambiental, será cabível a notificação para regularização de situação, nos
seguintes casos:[22]
I - entidade sem fins lucrativos;
II - microempresa ou empresa de pequeno porte;
III - microempreendedor individual;
IV - agricultor familiar;
V - proprietário ou possuidor de imóvel rural de até quatro módulos fiscais;
VI - praticante de pesca amadora;
VII - pessoa física de baixo poder aquisitivo e baixo grau de instrução.
§ 1º Será considerada pessoa física de baixo poder aquisitivo e baixo grau de
instrução, para fins do inciso VII do caput, aquela cuja renda familiar for inferior a um
salário mínimo per capita ou cadastrada em programas oficiais sociais e de distribuição de
rendas dos Governos Federal ou Estadual e que possua ensino médio fundamental
incompleto a ser declarado sob as penas legais.
§ 2º A ausência de dano ambiental será certificada em formulário próprio pelo
agente responsável por sua lavratura.
Art. 29-B. As hipóteses previstas nos incisos do art. 29-A deverão ser
comprovadas no ato da fiscalização, sob pena de lavratura do competente auto de
infração, nos termos deste Decreto.[23]
§ 1º A notificação para regularização de situação prevista no art. 29-A será
oportunizada uma única vez ao infrator e deverá ser autuada por meio de procedimento
administrativo próprio e inserida nos sistemas de informação do órgão ambiental ou
equivalente pela unidade administrativa responsável pela sua elaboração.
§ 2º Verificada a ocorrência de uma das hipóteses dos incisos do art. 29-A,
comprovada no prazo de defesa do auto de infração, serão excluídas as penalidades
aplicadas, sendo lavrada notificação para regularização da situação pelo agente
responsável pela lavratura do auto de infração ou por outro indicado pela autoridade
competente.
Art. 29-C. O notificado nos termos do art. 29-A deverá regularizar-se, dar início ao
processo de regularização ambiental de sua atividade, prestar informações solicitadas ou
cumprir as determinações impostas no prazo máximo de vinte dias, contados da
notificação.[24]
§ 1º O funcionamento, a instalação ou operação das atividades, o uso e intervenção
dos recursos hídricos, a exploração da flora e as atividades de pesca poderão ser
suspensas até sua regularização junto ao órgão ambiental competente.
§ 2º Caberá ao notificado comprovar, junto à unidade administrativa responsável
pela elaboração da notificação, o cumprimento do estabelecido pela
autoridade notificadora, no prazo máximo de vinte dias, contados a partir do fim do prazo
estabelecido para cumprir as determinações impostas.
§ 3º Iniciado o processo administrativo de licenciamento ambiental, a continuidade
da operação do empreendimento ou atividade estará condicionada, ainda, à assinatura de
Termo de Ajustamento de Conduta com o órgão ambiental competente, com previsão de
condições e prazos para instalação e funcionamento do empreendimento ou atividade até
a sua regularização.
Art. 29-D. O não atendimento ao disposto no art. 29-C importará na lavratura do
respectivo auto de infração, pelo responsável pela lavratura da notificação ou por outro
indicado pela autoridade competente, com a aplicação das penalidades cabíveis,
conforme previsto na legislação ambiental vigente.
§ 1º O auto de infração também será lavrado naquelas hipóteses em que, após
iniciado o processo de regularização ambiental, observado o disposto no art. 29-C, o
mesmo for indeferido ou não for finalizado dentro dos prazos legalmente estabelecidos.
§ 2º Não caberá aplicação da penalidade de advertência no caso em que for
constatado o descumprimento do previsto no art. 29-C.
§ 3º O processo administrativo de auto de infração decorrente do não atendimento à
notificação deverá ter seguimento nos mesmos autos da notificação.”
Art. 30. Realizada a fiscalização, será lavrado de imediato o auto de fiscalização
ou boletim de ocorrência, registrando-se os fatos constatados e as informações
prestadas, observadas as diretrizes do inciso III do art. 27.
§ 1º Se presente o empreendedor, seus representantes legais ou prepostos, ser-
lhe-á fornecida cópia do auto de fiscalização ou boletim de ocorrência ambiental, contra
recibo; boletim de ocorrência feito pela PMMG será preenchido no ato da fiscalização e
fornecido contra recibo pelo respectivo batalhão após numeração e digitalização.
§ 2º Na ausência do empreendedor, de seus representantes legais ou prepostos,
ou na inviabilidade de entrega imediata do auto de fiscalização ou boletim de ocorrência
ambiental, uma cópia do mesmo lhe será remetida pelo correio com aviso de recebimento
- AR.
Art. 31. Verificada a ocorrência de infração à legislação ambiental ou de recursos
hídricos, será lavrado auto de infração, em três vias, destinando-se a primeira ao autuado
e as demais à formação de processo administrativo, devendo o instrumento conter:
I - nome ou razão social do autuado, com o respectivo endereço;
II - fato constitutivo da infração;
III - disposição legal ou regulamentar em que fundamenta a autuação;
IV - circunstâncias agravantes e atenuantes;
V - reincidência;
VI - aplicação das penas;
VII - o prazo para pagamento ou defesa;
VIII - local, data e hora da autuação;
IX - identificação e assinatura do servidor credenciado responsável pela
autuação; e
X - assinatura do infrator ou de seu preposto, sempre que possível, valendo esta
como notificação.
§ 1º Na hipótese prevista no art. 64, são competentes para lavrar o auto de infração os
Superintendentes Regionais de Meio Ambiente, o Presidente da FEAM, o Diretor-Geral do IEF ou o
§ 1º – O descumprimento total ou parcial da obrigação prevista no termo de
ajustamento de conduta a que se referem os incisos I, II e III, por culpa do interessado,
implicará na exigibilidade imediata da multa, acrescida de juros de mora e correção
monetária.
§ 2º – A multa poderá ter o seu valor reduzido em até cinquenta por cento, na
hipótese de cumprimento das obrigações relativas a medidas específicas para reparar o
dano ambiental, corrigir ou cessar a poluição ou degradação ambiental, ou
alternativamente com a realização de ações ou o fornecimento de materiais que visem à
promoção e melhoria de atividades de educação ambiental, regularização e fiscalização
ambiental, assumidas pelo infrator no termo de ajustamento de conduta, desde que
promovidas dentro dos prazos e condições nele previstos.
§ 3º – O termo de ajustamento de conduta a que se referem os incisos I, II e III
poderá ser firmado até a inscrição em dívida ativa do crédito decorrente da
multa aplicada.
§ 4º – Na hipótese da multa ter seu valor reduzido nos termos do § 2º e houver
descumprimento total ou parcial das obrigações previstas no termo de ajustamento de
conduta, por culpa do interessado, a multa será cobrada integralmente, incluído o valor
reduzido e acrescida de juros de mora e correção monetária.
Art. 50. Os débitos resultantes de multas aplicadas em decorrência de infração às
normas de proteção ao meio ambiente e aos recursos hídricos poderão ser parcelados
em até sessenta parcelas mensais, a critério da SEMAD ou de suas entidades vinculadas.
Parágrafo único. Os débitos referidos no caput não poderão ser parcelados nas seguintes
hipóteses:
Parágrafo único. O parcelamento dos débitos referidos no caput deverá observar os valores
mínimos de parcela, critérios, procedimentos e formalidades a serem previamente estabelecidos em
resolução conjunta do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do
Advogado-Geral do Estado.[35] (REVOGADO) [36]
I - débitos inferiores aos valores definidos em resolução conjunta do Secretário de
Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Advogado-Geral do
Estado;
II - se o infrator não estiver licenciado ou não tiver formalizado o respectivo
requerimento, ainda que em caráter corretivo;
III - se o infrator não possuir AAF ou não tiver formalizado o respectivo
requerimento;
IV - se o infrator não possuir outorga do direito de uso de recursos hídricos, ou não
tiver formalizado o respectivo requerimento;
V - se o infrator não possuir autorização para exploração florestal ou autorização
para intervenção em área de preservação permanente e demais autorizações exigíveis na
legislação florestal e de pesca; e
VI - se o infrator não possuir reserva legal averbada e preservada.
Art. 51. A adesão ao regime de parcelamento se efetivará junto ao órgão ou
entidade responsável pela fiscalização e lavratura do respectivo auto de infração,
mediante a assinatura de termo de confissão e parcelamento do débito, que deverá
conter:
I - reconhecimento do débito respectivo e renúncia ao direito de defesa ou de
recurso contra a aplicação da penalidade;
II - desistência de eventual ação mediante a qual o infrator discuta o débito;
III - confissão extrajudicial, irrevogável e irretratável do débito, nos termos
dos arts. 348, 353 e 354 do Código de Processo Civil;
IV - data, local e forma de pagamento das parcelas;
V - a forma de correção e juros incidentes sobre as parcelas e saldo devedor;
VI - multa pelo pagamento em atraso de qualquer das parcelas e pelo
descumprimento do parcelamento; e
VII - vencimento antecipado nas hipóteses de não pagamento:
a) da primeira parcela no prazo do termo de confissão e parcelamento do
débito; ou
b) de três parcelas, consecutivas ou não.
Art. 52. O parcelamento incidirá sobre o total do débito consolidado na data da
assinatura de confissão e parcelamento do débito, incluindo juros e outros acréscimos
legais.
Parágrafo único. Quando o débito estiver inscrito em dívida ativa, o parcelamento
dependerá do pronunciamento prévio da AGE, que orientará quanto à forma de
pagamento das despesas judiciais e dos honorários advocatícios.
Art. 53. O parcelamento não poderá ter parcelas inferiores aos valores definidos em
resolução conjunta do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do
Advogado-Geral do Estado. [37]
Art. 54. O parcelamento em andamento, descumprido ou vencido
antecipadamente, somente será objeto de novo parcelamento mediante o pagamento à
vista de vinte por cento do saldo devedor apurado na data do novo parcelamento,
despesas processuais e honorários advocatícios.
Parágrafo único. Ocorrido um segundo parcelamento, nos termos do caput, caso
ele seja descumprido ou vencido antecipadamente, não será admitido um terceiro
parcelamento, devendo o autuado ser inscrito na Dívida Ativa do Estado.
Art. 55. Resolução conjunta do Secretário de Estado de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável e do Advogado-Geral do Estado detalhará os
procedimentos e formalidades a serem adotados no parcelamento e aprovará o modelo
de termo de confissão e parcelamento de débito.
CAPÍTULO VIII
DAS PENALIDADES E INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 56. As infrações administrativas previstas neste Decreto são punidas com as
seguintes sanções, independente da reparação do dano:
I - advertência;
II - multa simples;
III - multa diária;
IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos,
petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na prática da
infração;
V - destruição ou inutilização do produto;
VI - suspensão de venda e fabricação do produto;
VII - embargo de obra ou atividade;
VIII - demolição de obra;
IX - suspensão parcial ou total das atividades; e
X - restritiva de direitos.
Art. 57. Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, serão
aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas.
Art. 58. A advertência será aplicada quando forem praticadas infrações
classificadas como leves.
Parágrafo único. Será determinado prazo de no máximo noventa dias àquele que
houver cometido infração leve, para a regularização cabível, cujo descumprimento
implicará conversão da penalidade de advertência em multa simples.
Art. 59. A multa simples será aplicada sempre que o agente:
I - reincidir em infração classificada como leve;
II - praticar infração grave ou gravíssima; e
III - obstar ou dificultar ação fiscalizadora.
Art. 60. O valor da multa simples aplicada por infração às normas previstas na Lei
nº 7.772, de 1980, e na Lei nº 13.199, de 1999, será de no mínimo, R$50,00 (cinqüenta
reais) e, no máximo, R$500.000,00 (quinhentos mil reais), podendo atingir o valor de
R$50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais), no caso previsto no art. 64, observados os
critérios de valoração das multas constantes nos anexos I e II, deste Decreto.
Parágrafo único. Para fins de aplicação a que se refere o caput, os portes dos
empreendimentos e atividades serão os definidos pelo COPAM ou CERH, conforme o
caso.
Art. 61. O valor da multa simples aplicável a infrações por descumprimento da Lei nº 14.309,
de 2002, será de no mínimo, R$50,00 (cinqüenta reais) e, no máximo, R$50.000.000,00 (cinqüenta
milhões de reais), corrigido anualmente, com base na variação da Unidade Fiscal do Estado de
Minas Gerais - UFEMG, calculado por unidade, hectare, metro cúbico, quilograma, metro, fração
destas medidas ou outra medida pertinente, de acordo com a natureza da infração cometida,
observados o disposto no Anexo III.
Art. 61. O valor da multa simples aplicável a infrações por descumprimento da Lei
nº 20.922, de 2013, será de, no mínimo, R$69,00 (sessenta e nove reais) e, no máximo,
R$50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais), corrigido anualmente, com base na
variação da Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais - UFEMG, calculado por unidade,
hectare, metro cúbico, quilograma, metro, fração destas medidas ou outra medida
pertinente, de acordo com a natureza da infração cometida, observado o disposto no
Anexo III.[38]
Parágrafo único. Nos casos de reincidência em infração leve, o valor da multa
simples aplicada variará de R$100,00 (cem reais) a R$2.000,00 (dois mil reais).
Art. 62. O valor da multa simples aplicável a infrações por descumprimento das
normas previstas pela Lei nº 14.181, de 2002, será calculado conforme o disposto no
Anexos IV e V deste Decreto.
Art. 63. Até cinqüenta por cento do valor da multa de que tratam os arts. 60, 61, 62
e 64 poderão ser convertidos, mediante assinatura de Termo de Compromisso com o
órgão ambiental competente, em medidas de controle, que poderão incluir ação
reparadora a ser realizada em qualquer parte do Estado, desde que cumpridos os
seguintes requisitos:
I - comprovação pelo infrator de reparação do dano ambiental diretamente causado
pelo empreendimento e da adoção das medidas de controle ambiental exigidas pelo
órgão ambiental competente;
II - comprovação do recolhimento do valor restante da multa, que não será
convertido em medidas de interesse de proteção ambiental e de recursos hídricos, nos
termos deste artigo se não aplicada a redução a que se refere o § 2º do art. 49;
III - o infrator possua atos autorizativos ambientais, ou os tenha formalizado, ainda
que em caráter corretivo;
IV - aprovação pelo COPAM, CERH ou Conselho de Administração do IEF, da
proposta de conversão elaborada pelo infrator. e
V - assinatura de Termo de Compromisso com o órgão ambiental competente,
fixando prazo e condições de cumprimento da proposta aprovada pelos dirigentes dos
órgãos ambientais competentes.
§ 1º O requerimento de conversão de que trata este artigo somente poderá ser
realizado antes que o débito resultante da multa seja inscrito em dívida ativa.
§ 2º A reincidência específica por agente beneficiado com a conversão de multa
simples em prestação de serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade
do meio ambiente, implicará a aplicação de multa em dobro do valor daquela
anteriormente imposta.
Art. 64. As multas simples cominadas às infrações gravíssimas previstas neste
Decreto terão seu valor fixado entre o mínimo de R$20.000.000,00 (vinte milhões e reais)
e o máximo de R$50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais), se a infração for cometida
por empreendimento ou atividade de grande porte e causar dano ou perigo de dano à
saúde pública, ao bem-estar da população ou aos recursos econômicos do Estado.
Art. 65. Para os efeitos deste Decreto, considera-se:
I - reincidência específica: prática de nova infração de mesma tipificação daquela
previamente cometida; e
II - reincidência genérica: prática de nova infração de tipificação diversa daquela
anteriormente cometida.
Parágrafo único. Para os fins deste artigo somente serão consideradas as
infrações cuja aplicação da penalidade tornou-se definitiva há menos de três anos da data
da nova autuação.
Art. 66. Para fins da fixação do valor da multa a que se referem os arts. 60, 61, 62,
64 e 70 deverão ser levados em consideração os antecedentes do infrator, do
empreendimento ou instalação relacionados à infração, quanto ao cumprimento da
legislação ambiental estadual, observados os seguintes critérios:
I - se não houver reincidência, o valor base da multa será fixado no valor mínimo
da respectiva faixa.
II - se houver cometimento anterior de infração leve, com decisão administrativa
definitiva, o valor-base da multa será fixado no valor mínimo da faixa da multa acrescido
de um terço da variação correspondente;
III - se houver cometimento anterior de infração grave, com decisão administrativa
definitiva, o valor-base da multa será fixado no valor mínimo da faixa acrescido de dois
terços da variação correspondente; e
IV - se houver cometimento anterior de infração gravíssima, com decisão
administrativa definitiva, o valor-base da multa será fixado no valor máximo da faixa.
§ 1º Para fins de aplicação deste artigo, considera-se:
I - faixa: intervalo de valores estabelecidos pelos arts. 60, 61, 62 e 64; e
II - variação: diferença entre o valor máximo e mínimo da faixa.
§ 2º Havendo cometimento anterior de mais de uma infração, considerará, para fins
de fixação do valor-base, aquela de maior gravidade.
Art. 67. A reincidência específica implica a fixação do valor-base da multa no valor
máximo da faixa.
Art. 68. Sobre o valor-base da multa serão aplicadas circunstâncias atenuantes e
agravantes, conforme o que se segue:
I - ATENUANTES:
a) a efetividade das medidas adotadas pelo infrator para a correção dos danos
causados ao meio ambiente e recursos hídricos, incluídas medidas de reparação ou de
limitação da degradação causada, se realizadas de modo imediato, hipóteses em que
ocorrerá a redução da multa em trinta por cento.
b) comunicação imediata do dano ou perigo à autoridade ambiental hipótese em
que ocorrerá a redução da multa quinze por cento;
c) menor gravidade dos fatos tendo em vista os motivos e suas conseqüências
para a saúde pública e para o meio ambiente e recursos hídricos, hipótese em que
ocorrerá a redução da multa em trinta por cento;
d) tratar-se o infrator de entidade sem fins lucrativos, micro-empresa, micro-
produtor rural ou unidade produtiva em regime de agricultura familiar, mediante
apresentação de documentos comprobatórios atualizados emitidos pelo órgão
competente, ou ainda tratar-se de infrator de baixo nível socioeconômico com hipóteses
em que ocorrerá a redução da multa em trinta por cento;
e) a colaboração do infrator com os órgãos ambientais na solução dos problemas
advindos de sua conduta, hipótese em que ocorrerá a redução da multa em até trinta por
cento;
f) tratar-se de infração cometida em por produtor rural em propriedade rural que
possua reserva legal devidamente averbada e preservada hipótese em que ocorrerá a
redução da multa em até trinta por cento;
g) tratar-se de utilização de recursos hídricos para fins exclusivos de consumo
humano, hipótese em que ocorrerá redução de trinta por cento;
h) tratar-se de utilização de recursos hídricos para fins de dessedentação de
animais em propriedades rurais de pequeno porte, hipótese em que ocorrerá redução de
trinta por cento;
i) a existência de matas ciliares e nascentes preservadas, hipótese em que
ocorrerá a redução da multa em trinta por cento;
j) tratar-se de infrator que detenha certificação ambiental válida, de adesão
voluntária, devidamente aprovada pela instituição certificadora, hipótese em que ocorrerá
redução de trinta por cento;
II - AGRAVANTES:
a) maior gravidade dos fatos, tendo em vista os motivos e suas conseqüências
para a saúde pública, para o meio ambiente e para os recursos hídricos, inclusive
interrupção do abastecimento público, hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta
por cento;
b) danos ou perigo de dano à saúde humana, hipótese que ocorrerá aumento da
multa em trinta por cento;
c) danos sobre a propriedade alheia, hipótese que ocorrerá aumento da multa em
trinta por cento;
d) danos sobre Unidade de Conservação, hipótese que ocorrerá aumento da multa
em trinta por cento;
e) emprego de métodos cruéis na morte ou captura de animais, hipótese que
ocorrerá aumento da multa em trinta por cento;
f) poluição ou degradação que provoque morte de espécie rara ou considerada
ameaçada de extinção, assim indicada em lista oficial, hipótese que ocorrerá aumento da
multa em trinta por cento;
g) ter o agente cometido a infração em período de estiagem, hipótese que ocorrerá
aumento da multa em trinta por cento;
h) os atos de dano ou perigo de dano praticados à noite, em domingos ou feriados,
hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento;
i) poluição que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes de
área ou região, hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento;
j) poluição ou degradação do solo que torne uma área, urbana ou rural, imprópria
para a ocupação humana, para o cultivo ou pastoreio, hipótese que ocorrerá aumento da
multa em trinta por cento;
l) o dano a florestas primárias ou em estágio avançado de regeneração, hipótese
que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento;
m) obtenção de vantagem pecuniária, no caso de infrações às normas da Lei nº
14.181, de 2002, hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento;
n) cometimento de infração aproveitando-se da ocorrência de fenômenos naturais
que a facilitem, no caso de infrações às normas da Lei nº 14.181, de 2002, hipótese que
ocorrerá aumento da multa em trinta por cento; e
o) cometimento de infração em Unidade de Conservação ou lagoa marginal, no
caso de infrações às normas da Lei nº 14.181, de 2002, hipótese que ocorrerá aumento
da multa em trinta por cento.
Art. 69. As atenuantes e agravantes incidirão, cumulativamente, sobre o valor-base
da multa, desde que não implique a elevação do valor da multa a mais de cinqüenta por
cento do limite superior da faixa correspondente da multa, nem a redução do seu valor a
menos de cinqüenta por cento do valor mínimo da faixa correspondente da multa.
Art. 70. A multa diária incidirá a partir da constatação do descumprimento de medidas
impostas ao infrator pelo órgão competente quando da lavratura de auto de infração cujo fato
constitutivo caracterize a existência de poluição ou degradação ambiental.
§ 1º O órgão competente indicará as medidas e prazos adequados à cessação da poluição ou
degradação ambiental, por meio de Auto de Fiscalização, Parecer ou Termo de Ajustamento de
Conduta Ambiental, com a participação do empreendedor que se responsabilizará pela comprovação
da regularização da situação.
§ 2º Caso verificado a inveracidade da comunicação referente à cessação do fato que
ensejou a autuação, após notificação do empreendedor, a multa diária incidirá durante os próximos
trinta dias até que o infrator evidencie a execução das medidas acordadas com o órgão competente.
§ 3º O valor da multa diária corresponderá a cinco por cento do valor da multa simples
multiplicado pelo período que se prolongou no tempo a poluição ou degradação a que se refere o §
2º.
§ 4º Ultrapassados trinta dias do prazo improrrogável a que se refere o § 2º, caso o infrator
não tenha comunicado a regularização da situação, aplicar-se-ão cumulativamente as penalidades
de suspensão das atividades, multa simples e multa diária, após notificação do empreendedor. [39]
Art. 70 – A multa diária será aplicada sempre que o cometimento da infração se prolongar
no tempo e será computada até que o infrator demonstre a regularização da situação à autoridade
competente.
§ 1º – O órgão competente indicará as medidas e prazos adequados à cessação da poluição
ou degradação ambiental, por meio de auto de fiscalização, parecer ou termo de ajustamento de
conduta, nessa última hipótese com a participação do empreendedor.
§ 2º – O empreendedor se responsabilizará pela comprovação da regularização da situação
até o último dia do prazo estipulado para cumprimento das medidas de cessação da poluição ou
degradação ambiental.
§ 3º – Constatado pelo órgão competente que não foi regularizada a situação que deu causa à
lavratura do auto de infração, voltará a ser imposta multa diária desde a data em que deixou de ser
aplicada, cumulativamente com suspensão das atividades e multa simples, notificando-se o autuado.
§ 4º – O valor da multa diária corresponderá a cinco por cento do valor máximo da multa
simples cominada multiplicado pelo período que se prolongou no tempo a poluição ou degradação.
Art. 71. A apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos,
petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração observará o
seguinte:
§ 2º Após a decisão administrativa definitiva, os produtos e subprodutos da fauna e flora, os
equipamentos, os veículos de qualquer natureza, os petrechos e os demais instrumentos utilizados
na prática da infração úteis aos órgãos ou entidades ambientais, entidades científicas, culturais,
educacionais, hospitalares, penais, policiais, públicas e outras entidades com fins beneficentes,
serão destinados a estas, após prévia avaliação do órgão responsável pela apreensão ou confiados
a depositário até a sua alienação.
§ 3º Caso não ocorra a hipótese do § 2º, os produtos e subprodutos da fauna e da flora, os
equipamentos, os veículos de qualquer natureza, os petrechos e os demais instrumentos utilizados
na prática da infração serão avaliados e, a critério da autoridade competente, alienados em hasta
pública.
§ 4º Os produtos e subprodutos de que tratam o § 2º não retirados pelo beneficiário no prazo
estabelecido no documento de doação, sem justificativa, serão objeto de nova doação, leilão ou
destruição, a critério do órgão ambiental.
§ 5º Os produtos e subprodutos perecíveis ou a madeira apreendidos pela fiscalização serão
avaliados e doados pela autoridade competente às instituições científicas, hospitalares, penais,
militares, públicas e outras com fins beneficentes, bem como às comunidades carentes, lavrando-se
os respectivos termos.
§ 6º Os recursos provenientes de hasta pública dos produtos e subprodutos de que trata este
artigo constituem receita própria do órgão ou entidade responsável pela autuação
e serão destinaos para a preservação, melhoria da qualidade do meio ambiente e dos recursos
hídricos.
§ 7º Os custos operacionais de depósito, remoção, transporte, beneficiamento e demais
encargos legais correrão à conta do beneficiário, a partir da data da doação ou da arrematação.
§ 8º Somente poderão participar da hasta pública prevista neste artigo as pessoas e as
empresas que demonstrarem não terem praticado infração ambiental nos três anos anteriores e que
estejam regularmente licenciadas ou autorizadas para as atividades que desempenhem.
Art. 71. Os produtos e subprodutos da fauna e flora, bem como os instrumentos,
petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza, decorrentes ou utilizados na
infração, quando apreendidos, deverão ter a seguinte destinação: [40]
I - alienação em hasta pública;
II - doação a instituições públicas, científicas, hospitalares, penais ou com fins
beneficentes;
III - destruição.
Art. 71-A. Os bens apreendidos poderão ser confiados a depositário até sua
destinação definitiva pela autoridade competente.[41]
§ 7º O depositário poderá ser substituído a qualquer tempo por decisão da autoridade
competente, na qual constará promoção de novo depositário.
Art. 71-C. A doação, de que trata o inciso II do art. 71, dos produtos e subprodutos da
fauna e flora, bem como dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de
qualquer natureza, decorrentes ou utilizados na infração, será procedida após a decisão
administrativa definitiva e dependerá de prévia avaliação do órgão responsável pela
apreensão.[43]
§ 1º Os recursos provenientes da hasta pública de que trata este artigo constituem
receita própria do órgão ou entidade e serão destinados para a preservação, melhoria da
qualidade do meio ambiente e dos recursos hídricos.
Art. 71-F. A destruição, a que se refere o inciso III do art. 71, dos produtos e
subprodutos da fauna e flora, bem como dos instrumentos, petrechos ou equipamentos de
qualquer natureza, decorrentes ou utilizados na infração, será efetivada após a decisão
administrativa definitiva, nas hipóteses em que não houver outra forma de destinação,
quando não houver possibilidade de uso lícito ou quando não estiverem de acordo com as
normas e os padrões ambientais e de recursos hídricos previstos em lei ou regulamento.
[45]
II - entregues aos CETAS, que poderão destiná-los conforme critérios a serem
definidos por meio de resolução.
§ 3º Na resolução a que se refere o inciso II, deverão ser definidos critérios que
privilegiem a entrega dos animais silvestres apreendidos vivos a jardins zoológicos,
fundações ou entidades assemelhadas.
Art. 71-H. Nas hipóteses em que houver decisão administrativa definitiva pela
manutenção da penalidade de apreensão ou, ainda, quando os bens apreendidos sejam
comprovadamente ilícitos ou não tenham comprovação de origem, não haverá devolução
ao infrator.[47]
Parágrafo único. A devolução de produtos e subprodutos da fauna e flora, dos
veículos, equipamentos, aparelhos, instrumentos e petrechos de uso
permitido será admitidanaqueles casos em que a infração for classificada como leve ou
nos casos previstos nos Anexos deste Decreto, mediante a apresentação de documentos
que comprovem a sua devida regularização e a inexistência de débitos no órgão
ambiental, sendo expressamente vedada nos casos de reincidência.
Art. 71-I. A valoração dos bens apreendidos deverá, sempre que possível, levar em
consideração o valor de mercado auferido em pesquisa ou obtido por meio de quaisquer
formas de comunicação que divulguem a comercialização de bens da mesma natureza.
[48]
§ 2° O órgão ambiental poderá manter tabela atualizada, anualmente, contendo a lista
dos bens usualmente apreendidos, com os valores de mercado praticados, hipótese em
que será dispensada a avaliação individual dos bens apreendidos.
Art. 71-K. Nas hipóteses em que não for possível identificar o autor da infração, bem
como o proprietário do bem apreendido, o órgão ambiental deverá promover a sua
destinação.[50]
§ 2° O órgão ambiental deverá publicar no Diário Oficial dos Poderes do Estado o
local e a data de recolhimento do bem, inclusive suas características e condições,
concedendo o prazo de trinta dias para manifestação do interessado.
§ 3° Havendo manifestação do interessado, comprovada a propriedade do bem, este
poderá ser restituído, desde que observado o disposto no art. 71-H, impondo-se, ainda, a
competente lavratura do auto de infração, conforme o caso.
Médio Grande
Porte Inferior Pequeno Médio Grande
Porte Inferior Pequeno Médio Grande
Grave Sem Reincidência 250,00 2.501,00 10.001,00 20.001,00
Porte Inferior Pequeno Médio Grande
Código 101
Especificação das Deixar de informar ao órgão ambiental a mudança de responsável técnico, no caso
Infrações de autorização ambiental de funcionamento .
Classificação Leve
Código 102
Classificação Leve
Código 103
Classificação Leve
Código 104
Especificação das Deixar de atender à primeira convocação para licenciamento, autorização ambiental
Infrações de funcionamento ou procedimento corretivo formulada pelo COPAM ou
pelas URCs.
Classificação Leve
Código 105
Classificação Grave
Outras cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 106
Especificação das Instalar, construir, testar, operar ou ampliar atividade efetiva ou potencialmente
Infrações poluidora ou degradadora do meio ambiente sem as licenças de instalação ou de
operação, desde que não amparado por termo de ajustamento de conduta com o
órgão ou entidade ambiental competente, se não constatada a existência de
poluição ou degradação ambiental.
Classificação Grave
Outras Cominações Quando for o caso, demolição de obra, apreensão dos instrumentos, petrechos,
equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 107
Classificação Grave
Pena Multa simples.
Código 108
Especificação das Funcionar sem autorização ambiental de funcionamento, desde que não amparado
Infrações por termo de ajustamento de conduta com o órgão ou entidade ambiental
competente, se não constatada a existência de poluição ou degradação ambiental.
Classificação Grave
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 109
Especificações das Sonegar dados ou informações solicitadas pelo COPAM, pelas URCs ou pela
Infrações SEMAD e suas entidades vinculadas.
Classificação Grave
Pena Multa simples.
Código 110
Especificação das Contribuir para que a qualidade do ar ou das águas seja inferior aos padrões
Infrações estabelecidos.
Classificação Grave
Código 111
Classificação Grave
Código 112
Especificação das Instalar, construir, testar, operar ou ampliar atividade efetiva ou potencialmente
Infrações poluidora ou degradadora do meio ambiente em propriedade rural cuja reserva
legal não tenha sido averbada.
Classificação Grave
Código 113
Classificação Grave
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão do produto, instrumentos, petrechos, equipamentos
ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 114
Classificação Gravíssima
Pena - multa simples; - ou multa simples e embargo de obra; - ou multa simples e
demolição de obra;
Código 115
Especificação das Instalar, construir, testar, operar ou ampliar atividade efetiva ou potencialmente
infrações poluidora ou degradadora do meio ambiente sem Licenças de Instalação ou de
Operação, se constatada a existência de poluição ou degradação ambiental -
Classificação Gravíssima
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 116
Classificação Gravíssima
Especificação das Funcionar sem autorização ambiental de funcionamento, desde que não amparado
Infrações por termo de ajustamento de conduta com o órgão ou entidade ambiental
competente, se constatada a existência de poluição ou degradação ambiental.
Classificação Gravíssima
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 118
Classificação Gravíssima
Código 119
Classificação Gravíssima
Código 120
Especificação das Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do COPAM ou da SEMAD e suas entidades
Infrações vinculadas.
Classificação Gravíssima
Especificação das Prestar informação falsa ou adulterar dado técnico solicitado pelo COPAM ou
Infrações SEMAD e suas entidades vinculadas, independentemente de dolo.
Classificação Gravíssima
Código 122
Especificação das Causar poluição ou degradação ambiental de qualquer natureza que resulte ou
Infrações possa resultar em dano aos recursos hídricos, às espécies vegetais e animais, aos
ecossistemas e habitats ou ao patrimônio natural ou cultural, ou que prejudique a
saúde, a segurança, e o bem estar da população.
Classificação Gravíssima
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 123
Especificação das Realizar atividade que cause degradação ambiental mediante assoreamento de
Infrações coleções de água ou erosão acelerada nas Unidades de Conservação.
Classificação Gravíssima
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração;
Código 124[64]
Especificação das Infrações Deixar de comunicar a ocorrência de acidentes com danos
ambientais às autoridades ambientais competentes.
Classificação Gravíssima
Código 124
Descrição Especificação da infraçãoinfração Deixar de comunicar imediatamente ao NEA ou à PMMG a
ocorrência de acidente com danos ambientais.
Classificação Gravíssima.
Penalidade Multa simples.
Outras Cominações
Observações A comunicação deverá ser realizada pelo empreendedor
responsável pelo acidente, ou por seu representante ou
contratado, ao NEA ou à PMMG por telefone, imediatamente à
ocorrência do sinistro;.
A comunicação realizada por terceiros (incluindo órgãos
públicos, mídia, etc.) não exime a obrigação de comunicação
por parte do empreendedor, para fins de aplicação
desta infração;.
Em caso de comunicação ocorrida após a primeira hora, até o
transcurso de 4 quatro horas da ocorrência do acidente, será
aplicado o valor da multa simples;.
Após o transcurso de 4quatro horas da ocorrência do acidente
até o prazo de 24 vinte e quatro horas, o valor da multa simples
será multiplicado por 2 (dois);.
No caso de não comunicação do acidente em até 24 vinte e
quatro horas, o valor da multa aplicada pela infração será
multiplicado por 3 (três), sem prejuízo de outros agravantes
e/ou acréscimos previstos neste decreto;.
O cálculo de multa será feito, considerando o momento da
comunicação pelo empreendedor ou representante, registrada
por telefone;.
Os contatos do NEA serão disponibilizados no sítio eletrônico
do órgão ambiental.
Código 125
Especificação das Instalar, construir, testar, operar ou ampliar atividade efetiva ou potencialmente
Infrações poluidora ou degradadora do meio ambiente em área de reserva legal sem licença
ou autorização ambiental ou em desacordo com ela.
Classificação Gravíssima
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
veículos de qualquer natureza utilizados na infração;
Código 126
Classificação Gravíssima
Outras Cominações
Código 127
Classificação Gravíssima
Outras Cominações Quando for o caso, apreensão do produto, instrumentos, petrechos, equipamentos
ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
(Item acrescentado pelo Anexo do Decreto nº 45.181, de 25/9/2009.)
(Vide art. 15 do Decreto nº 45.181, de 25/9/2009.)[65]
Código 128
Ocorrer em áreas de destinação final de resíduos sólidos a utilização destes
Especificação das
resíduos para a alimentação animal, ou a catação destes resíduos em qualquer
Infrações
hipótese ou a fixação de habitações temporárias ou permanentes.
Classificação Grave.
Multa simples;
Pena multa simples e embargo de obra ou atividade;
ou multa diária.
Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
Outras Cominações
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 129
Especificação das Lançar resíduo sólido in natura a céu aberto, sem tratamento prévio, em áreas
Infrações urbanas e rurais.
Classificação Gravíssima.
Multa simples;
Pena multa simples e embargo de obra ou atividade;
ou multa diária.
Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
Outras Cominações
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 130
Queimar resíduos sólidos a céu aberto ou em recipientes, instalações ou
Especificação das
equipamentos não licenciados para esta finalidade, salvo em caso de decretação
Infrações
de emergência sanitária e desde que autorizada pelo órgão competente;
Classificação Gravíssima.
Multa simples;
Pena multa simples e embargo de obra ou atividade;
ou multa diária.
Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
Outras Cominações
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
Código 131
Lançar ou dispor resíduo sólido em lagoa, curso d'água, área de várzea, cavidade
subterrânea ou dolina, terreno baldio, poço, cacimba, rede de drenagem de águas
Especificação das
pluviais, galeria de esgoto, duto condutor de eletricidade ou telefone, mesmo que
Infrações
abandonados, em área sujeita a inundação e em área de proteção ambiental
integral.
Classificação Gravíssima.
Multa simples;
Pena multa simples e embargo de obra ou atividade;
ou multa diária.
Quando for o caso, apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou
Outras Cominações
veículos de qualquer natureza utilizados na infração.
(Item acrescentado pelo Anexo do Decreto nº 46.993, de 2/5/2016)
(Vide art. 11 do Decreto nº 46.993, de 2/5/2016).[66]
Código 132
Especificação da Deixar de realizar qualquer tipo de auditoria técnica de segurança de barragem de
Infração contenção de rejeitos ou resíduos, localizadas em empreendimentos industriais ou
de mineração, conforme previsto na legislação ambiental vigente.
Classificação Gravíssima.
Pena Pena Multa simples
ou multa simples e suspensão de atividade
ou multa simples e embargo de obra ou atividade ou multa diária.
Código 133
Especificação da Deixar de inserir, nos prazos especificados, a Declaração de Condição de
Infração Estabilidade no Banco de Declarações Ambientais, em qualquer um dos casos
previstos na legislação ambiental vigente.
Classificação Grave.
Pena Multa simples.
Código 134
Especificação da Não disponibilizar, para fins de fiscalização ambiental, os relatórios de auditoria
Infração técnica de segurança de barragem nos empreendimentos onde existem barragens
de contenção de rejeitos ou resíduos localizadas em empreendimentos industriais
ou de mineração, conforme estabelecido na legislação ambiental vigente.
Classificação Grave
Pena Multa simples.
Código 135
Especificação da Deixar de implantar, sem a devida justificação técnica, recomendações, ações e
Infração medidas corretivas contidas em relatórios de auditoria técnica de segurança de
barragem de contenção de rejeitos ou resíduos, localizadas em empreendimentos
industriais ou de mineração, conforme estabelecido na legislação ambiental
vigente.
Classificação Gravíssima.
Pena Multa simples ou
multa simples e suspensão de atividade ou
multa simples e embargo de obra ou atividade ou
multa diária.
Código 136 [67]
Descrição Especificação da Deixar de apresentar ao órgão ambiental a manifestação de órgão ou entidade
infração pública interveniente relativa ao processo de licenciamento ambiental, no prazo
de 30 dias, contados de seu recebimento.
Classificação Gravíssima.
Penalidade Multa simples.
Outras Cominações A multa simples poderá ser aplicada isoladamente ou cumulativamente
com o cancelamento de licença ou autorização ambiental.
Observações
Código 137 [68]
Especificação Descrição da Desrespeitar, total ou parcialmente, penalidade de suspensão ou de embargo
infração de atividades.
Classificação Gravíssima.
Penalidade Multa simples.
Outras Cominações – Multa simples;.
– Multa diária;.
– Suspensão de atividades;.
– Embargo de atividades;.
– Apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de
qualquer natureza utilizados no cometimento da infração.
Observações
ANEXO II
(A QUE SE REFERE O ART. 84 DO DECRETO Nº 44.844, DE 25 DE JUNHO DE 2008.)
FAIXAS Insignificante/Inferior Pequeno
Médio Grande
Insignificante Pequeno Médio Grande
Insignificante Pequeno Médio Grande
Código 201
Descrição da Infração Derivar, utilizar e intervir em recursos hídricos, nos casos de Uso
Insignificantes definidos em Deliberação Normativa do CERH, sem o
respectivo cadastro.
Classificação Leve
Penalidade Advertência
Outras Cominações -
Observações No momento do enquadramento da infração verificar em Deliberação
Normativa do CERH a classificação do Uso Insignificante por UPGRH.
Código 202
Descrição da Infração Desativar poço tubular, poço manual ou cisterna sem efetuar o
tamponamento em conformidade com os critérios técnicos exigidos
pelo Igam.
Classificação Leve
Penalidade Advertência
Outras Cominações Cancelar a Portaria de Outorga do respectivo poço tubular, caso encontre-se
em validade.
Código 203
Descrição da Infração Perfurar poço tubular sem a devida Autorização de Perfuração.
Classificação Leve
Penalidade Advertência
Outras Cominações Suspensão da perfuração do poço até a obtenção da autorização e/ou lacre
da perfuratiz se a mesma for permanecer no local
Código 204
Descrição da Infração Extrair água subterrânea, captar ou derivar águas superficiais para fins de
consumo humano, sem a respectiva outorga.
Classificação Leve
Penalidade Advertência
Outras Cominações
Observações Caso a Legislação do CERH referente à classificação de portes não
contemple essa intervenção, dever-se-á considerar porte médio, para fins de
fixação do valor base da multa.
Código 205
Descrição da Infração Extrair águas subterrâneas ou captar águas superficiais para fins
de dessedentação de animais, nos casos de produção rural em regime
familiar, sem a respectiva outorga.
Classificação Leve
Penalidade Advertência
Outras Cominações
Observações 1 - Para consideração de pequeno produtor rural o empreendedor deverá
apresentar documento que comprove a referida situação; 2 - Caso a
Legislação do CERH referente à classificação de portes não contemple essa
intervenção, dever-se-á considerar porte médio, para fins de fixação do valor
base da multa.
Código 206
Descrição da Infração Utilizar recursos hídricos com outorga vencida, desde que o uso esteja em
conformidade com as condições estabelecidas na respectiva outorga.
Classificação Leve
Penalidade Advertência
Outras Cominações
Observações Para fins de fixação do valor da multa deve-se considerar o porte da
intervenção outorgada.
Código 207
Descrição da Infração Intervir para fins de desassoreamento ou limpeza de cursos d'água, sem
outorga ou em desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Código 208
Descrição da Infração Construir ou utilizar barragens, sem a respectiva outorga ou em
desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Demolição 3 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da
Portaria de Outorga).
Observações
Código 209
Descrição da Infração Promover ou manter intervenções que altere o regime, quantidade e/ou
qualidade dos recursos hídricos sem a devida outorga ou em
desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Demolição 3 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da
Portaria de Outorga) 4 - Multa diária.
Observações Entende-se por intervenções todos os usos de recursos hídricos que não
estejam enquadrados nos demais dispositivos desse anexo.
Código 210
Descrição da Infração Emitir ou lançar efluentes líquidos sem a devida outorga ou em
desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga) 3 - Multa diária.
Observações Entende-se por intervenções todos os usos de recursos hídricos que não
estejam enquadrados nos demais dispositivos desse anexo.
Código 210
Descrição da Infração Emitir ou lançar efluentes líquidos sem a devida outorga ou em
desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga) 3 - Multa diária.
Observações
Código 211
Descrição da Infração Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações
Observações Para fins de fixação do valor da multa deve-se considerar como porte médio.
Código 212
Descrição da Infração Desviar parcialmente ou manter desvio parcial de cursos de água sem a
respectiva outorga, ou em desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades:
Observações
Código 213
Descrição da Infração Extrair água subterrânea sem a devida outorga ou em desconformidade com
a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Observações O embargo ou suspensão não poderá aplicado nos casos de usos prioritários
(consumo humano e dessedentação de animais).
Código 214
Descrição da Infração Captar ou derivar água superficial sem a devida outorga ou em
desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Observações O embargo ou suspensão não poderá aplicado nos casos de usos prioritários
(consumo humano e dessedentação de animais).
Código 215
Descrição da Infração Prestar informações falsas ou sonegar dados na formalização do processo
de autorizações ambientais e/ou quando solicitadas pelos órgãos ambientais.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Código 216
Descrição da Infração Causar intervenção que resulte ou possa resultar em danos aos recursos
hídricos.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão 2 - Multa diária.
Código 217
Descrição da Infração Dragar para fins de extração mineral, nos cursos d'água ou em
áreas aluvionares, sem outorga ou em desconformidade com a mesma.
Classificação Grave
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Observações
Código 218
Descrição da Infração Impedir ou restringir os usos múltiplos dos recursos hídricos à jusante da
intervenção.
Classificação Gravíssima
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga) 3 - Multa diária.
Código 219
Descrição da Infração Desviar totalmente ou manter desvio total de cursos de água sem a devida
outorga ou em desconformidade com a mesma.
Classificação Gravíssima
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Observações
Código 220
Descrição da Infração Fraudar os medidores de vazão, quando exigidos na concessão da Portaria
de Outorga.
Classificação Gravíssima
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão de obras ou
atividades 2 - Pena restritiva de direito (Cancelamento da Portaria de
Outorga).
Código 221
Descrição da Infração Poluir ou causar dano aos recursos hídricos, contribuindo para que o corpo
de água fique em classe de qualidade inferior ao enquadramento oficial.
Classificação Gravíssima
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão 2 - Multa diária.
Código 222
Descrição da Infração Descumprir as orientações técnicas dos órgãos ambientais, nos casos de
dano ou ameaça de dano à população e/ou recursos hídricos.
Classificação Gravíssima
Penalidade Multa simples
Outras Cominações A multa simples poderá se aplicada isoladamente ou cumulativamente com
as seguintes penalidades: 1 - Embargo ou suspensão 2 - Demolição
Observações Caso a Legislação do CERH referente à classificação de portes não
contemple essa intervenção, dever-se-á considerar porte pequeno, para fins
de fixação do valor base da multa.
Código 223
Especificação Descrição da Desrespeitar, total ou parcialmente, penalidade de suspensão ou de embargo
infração de atividades.
Classificação Gravíssima
Penalidade – Multa simples;.
– Multa diária;.
– Suspensão de atividades;.
– Embargo de atividades;.
– Apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de
qualquer natureza utilizados no cometimento da infração.
Outras Cominações
Observações
ANEXO III
(a que se refere o art. 86 do Decreto nº 44.844, de 25 de junho de 2008.)
Código da infração 301 [69]
Descrição da infração Explorar, desmatar, destocar, suprimir, extrair, danificar ou provocar a
morte de florestas e demais formas de vegetação de espécies nativa,
em áreas comuns, sem licença ou autorização do órgão ambiental.
Classificação Grave
Incidência da pena Por hectare ou fração.
Penalidades Multa simples
Valor da multa I-Explorar II- desmatar, destocar, suprimir, extrair III- danificar IV-
provocar a morte de florestas e demais formas de vegetação de
espécies nativas, em áreas comuns. a) - Formação florestal: R$ 450,00
a R$ 1.350,00 por hectare ou fração b) - Formação campestre:
R$ 350,00 a R$ 1.050,00 por hectare ou fração c) - Acrescido do valor
base se o produto tiver sido retirado, calculado em razão da tipologia
vegetal e suas variações sucessionais.
Observações Tabela Base para cálculo de rendimento lenhoso por hectare e por
tipologia vegetal: a ser utilizada quando o produto estiver sido retirado.
A - Campo cerrado: 25 m st/ha B - Cerrado Sensu Stricto:46 m3 /ha C -
Cerradão: 100m st/ha D - Floresta estacional decidual: 70m st/ha E -
Floresta estacional semidecidual: 125m st/ha F - Floresta
ombrófila: 200 m st/ha Valor para base de cálculo monetário: - R$ 20,00
por st de lenha, e madeira in natura R$ 250,00 por m3
Código da infração 301
Especificação Descrição da Explorar, desmatar, destocar, suprimir, extrair, danificar ou provocar a morte de
infração florestas e demais formas de vegetação de espécies nativa, em áreas
comuns, sem licença ou autorização do órgão ambiental, ou em desacordo
com a licença ou autorização concedida pelo órgão ambiental.
Classificação Grave
Incidência da pena Por hectare ou fração.
Penalidades Multa simples
Valor da multa I – Explorar;
II – desmatar, destocar, suprimir, extrair;
III – danificar;
IV – provocar a morte de florestas e demais formas de vegetação de espécies
nativas, em áreas comuns.
a) Formação florestal: R$ 450,00 a R$ 1.350,00 por hectare ou fração;
b) Formação campestre: R$ 350,00 a R$ 1.050,00 por hectare ou fração;
c) Acrescido do valor base se o produto tiver sido retirado, calculado em razão
da tipologia vegetal e suas variações sucessionais.
Outras Cominações – Suspensão ou embargo das atividades;.
– Apreensão e perda dos produtos e subprodutos florestais, se estiverem no
local ou acréscimo do valor estimativo quando o produto tiver sido retirado;.
– Apreensão dos equipamentos e materiais utilizados diretamente
na atividade;.
– Reparação ambiental;.
– Reposição florestal proporcional ao dano.
Observações Tabela Base para cálculo de rendimento lenhoso por hectare e por tipologia
vegetal: a ser utilizada quando o produto estiver sido retirado.
a) Campo cerrado: 25 m st/ha;
b) Cerrado Sensu Stricto:46 m st/ha;
c) Cerradão: 100m st/ha;
d) Floresta estacional decidual: 70m st/ha;
e) Floresta estacional semidecidual: 125m st/ha;
f) Floresta ombrófila: 200 m st/ha;
Valor para base de cálculo monetário: R$ 20,00 por st de lenha.
Código da infração 302 (REVOGADO)[70]
Descrição da infração Explorar floresta plantada sem a devida comunicação prévia ao órgão
competente.
Classificação Grave
Incidência da pena Por hectare ou fração
Penalidades Multa simples
Valor da multa R$250,00 a R$750,00 por hectare ou fração.
Outras cominações - Embargo das atividades - Apreensão dos produtos e subprodutos
florestais, equipamentos e materiais utilizados diretamente na atividade
de exploração, no ato da fiscalização. - Não oficializando a
comunicação, no prazo de até 20 dias após a autuação, perda do
produto. - Na ocorrência de perda do produto, se já sido realizada a
retirada deste deverá ser acrescido ao valor da multa o quantitativo de
R$ 20,00 por st.
Observações
Código da infração 303
Descrição da infração Explorar, desmatar, destocar, suprimir, extrair, danificar ou provocar a morte
de florestas e demais formas de vegetação natural em área de reserva legal,
sem prévia autorização do órgão competente e/ou sem respeitar as normas
de exploração sustentável.
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Por hectare ou fração
Penalidades Multa simples
Valor da multa I-Explorar II- desmatar, destocar, suprimir, extrair III- danificar IV- provocar
a morte de florestas e demais formas de vegetação de espécies nativas, em
área de reserva legal. R$ 800,00 a R$ 2.400,00 por hectare ou fração.
Outras cominações -Suspensão ou embargo das atividades - Apreensão e perda dos produtos e
subprodutos florestais. -Tendo ocorrido à retirada dos produtos o valor
estimativo destes será acrescido á multa, conforme tabela base. -
Apreensão dos equipamentos e materiais utilizados diretamente na atividade.
- Impedimento do uso alternativo do solo no local, para regeneração natural.
- Reposição florestal. - Demolição de obra irregular, após decisão
administrativa.
Observações
Código da infração 304
Descrição da infração Explorar, desmatar, destocar, suprimir, extrair, danificar ou provocar a morte de
florestas e demais formas de vegetação em unidades de conservação sem prévia
autorização do órgão competente e/ou sem respeitar as normas de exploração
sustentável.
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Por hectare ou fração
Valor da multa I-Explorar II- desmatar, destocar, suprimir, extrair III- danificar IV- provocar a morte
de florestas e demais formas de vegetação de espécies nativas, em Unidades de
Conservação. R$ 900,00 a R$ 2.700,00 por hectare ou fração
Outras cominações - Suspensão das atividades - Apreensão e perda dos produtos e subprodutos
florestais. - Tendo ocorrido a retirada dos produtos o valor base destes será
acrescido á multa. - Apreensão dos equipamentos e materiais utilizados diretamente
na atividade. - Reparação ambiental - Reposição florestal. - Demolição de obra
irregular, após decisão administrativa.
Observações
Descrição da infração Explorar, desmatar, extrair, suprimir, cortar, danificar ou provocar a morte de florestas
e demais formas de vegetação em área de preservação permanente, sem
autorização especial ou intervir em área de preservação permanente, ainda que esta
esteja descoberta de vegetação.
Classificação Gravíssima
Valor da multa I-Explorar II- desmatar, destocar, suprimir, extrair III- danificar IV- provocar a morte
de florestas e demais formas de vegetação de espécies nativas, em área de
preservação permanente. R$ 900,00 a R$ 2.700,00 por hectare ou fração.
Outras cominações - Suspensão ou embargo das atividades - Apreensão e perda dos produtos e
subprodutos florestais. - Tendo ocorrido à retirada dos produtos o valor base
estimativo destes será acrescido á multa. - Apreensão dos equipamentos e materiais
utilizados diretamente na atividade. - Reparação ambiental - Reposição florestal,
com replantio da área com espécies nativas e cercamento. - Demolição de obra
irregular, após decisão administrativa.
Código da infração 306
Descrição da infração Explorar, desmatar, destocar, suprimir, extrair florestas e demais formas de vegetação
com prévia autorização do órgão competente e não dar a devida comprovação do
uso alternativo do solo, sem justificativa, no curso do ano agrícola.
Classificação Grave
Valor da multa Explorar, desmatar, destocar, suprimir, extrair florestas e demais formas de vegetação
com prévia autorização do órgão competente e não dar a devida comprovação do
uso alternativo do solo, sem justificativa, no curso do ano agrícola.
Classificação Grave
Valor da multa I-Explorar II- desmatar, destocar, suprimir, extrair florestas e não dar a devida
comprovação do uso alternativo do solo. 200,00 a 600,00 por hectare ou fração
Observações
Descrição da infração Cortar ou suprimir arvores esparsas, sem proteção especial, localizadas em áreas
comuns, sem autorização do órgão competente.
Classificação Grave
Observações
Classificação Gravíssima
Outras cominações - Suspensão das atividades - Apreensão e perda dos produtos e subprodutos
florestais obtidos com a infração. -Tendo ocorrido a retirada dos produtos será
acrescido à multa o valor de mais R$20,00 por árvore. - Apreensão dos
equipamentos e materiais utilizados diretamente na atividade. - Reparação
ambiental - Reposição florestal, no local, com espécies nativas.
Descrição da infração Realizar o corte raso ou a supressão total de árvores em lotes urbanos sem
autorização do órgão ambiental.
Classificação Grave
Observações
Descrição da infração Cortar, matar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio árvores ou plantas de
ornamentação, de logradouros públicos, sem autorização, exceto poda simples.
Classificação Grave
Código da infração 311
Descrição da infração Realizar o corte, sem autorização, de árvore imune de corte, assim declarada por ato
do poder público.
Classificação Gravíssima
Valor da multa R$ 350,00 a R$ 1.050,00 por ato, acrescido de R$ 150,00 por árvore.
Observações
Código da infração 312
Descrição da infração Realizar o corte de árvores nativas constantes na lista oficial de espécimes da flora
brasileira ameaçada de extinção em Minas Gerais
Classificação Gravíssima
Observações
Código de infração 313
Descrição da infração Utilizar árvores ou madeira de uso nobre, assim classificada por ato do poder público
na transformação para lenha e ou produção de carvão vegetal.
Classificação Grave
Valor da multa a)-De R$ 150,00 a R$ 450,00 por st de lenha b)-De R$ 300,00 a R$ 900,00 por
metro de carvão
Observações - A espécie em transformação deverá estar classificada por ato do poder público
como árvore de uso nobre.
Código da infração 314
Descrição da infração Utilizar árvores de madeira de lei, assim classificada por ato do poder público na
transformação para lenha ou produção de carvão vegetal.
Classificação Gravíssima
Valor da multa I-transformação para lenha a)-De R$ 250,00 a R$ 750,00 por st de lenha II-
produção de carvão vegetal. b)-De R$ 300,00 a R$ 900,00 por metro de carvão
(mdc)
Observações - A espécie em transformação deverá estar classificada por ato do poder público
como árvore de lei.
Descrição da infração Deixar de dar aproveitamento econômico aos produtos e subprodutos da flora.
Classificação Leve
Observações
Código de infração 316 [71]
Classificação Gravíssima
Valor da multa I-Dificultar a regeneração natural II- impedir a regeneração natural a) -Reserva
Legal b) -Área de Preservação Permanente c) - Unidades de Conservação
Proteção Integral
Descrição da infração Utilizar produtos nocivos às florestas e outras formas de vegetação sem a devida
autorização do órgão ambiental .
Classificação Grave
Outras cominações - Suspensão das atividades - Apreensão dos produtos nocivos - Obrigação de
remoção do produto e destinação adequada - Destruição do produto, se for o caso -
Reparação do dano ambiental -Reposição florestal -Descontaminação do solo.
Código da infração depositar produtos em florestas e ou outras formas de vegetação, sem autorização
ou em desconformidade com o autorizado, ou alcançando áreas externas á
autorizada, quando o produto for controlado.( pó de balão de siderurgia)
Classificação Grave
Outras cominações - Suspensão das atividades - Apreensão dos produtos nocivos - Obrigação de
remoção do produto e destinação adequada - Destruição do produto, se for o caso -
Reparação do dano ambiental -Reposição florestal -Descontaminação do solo.
Observações -para todos os produtos controlados, sob a autorização do IEF, conforme dispuser as
normas.
Código da infração 319
Descrição da infração Suprimir ou retirar vegetação natural para implantação de parcelamento de solo ou
implantação de loteamento sem licença ou autorização ambiental para supressão de
vegetação.
Classificação Grave
Incidência da pena Por hectare ou fração, sobre o agente da infração, maquinista e proprietário do
equipamento solidariamente e concorrentemente o proprietário do loteamento
Observações
Código da infração 320
Classificação Gravíssima
Código da infração 321
Descrição da infração Fazer queimada controlada com autorização, sem tomar as precauções adequadas.
Classificação Grave
Valor da multa De R$ 250,00 a R$ 750,00, por hectare ou fração de área queimada.
Observações
Código da infração 322
Classificação Grave
Valor da multa A - De R$ 400,00 a R$ 1.200,00, por hectare ou fração, em áreas comuns. B - De
R$ 600,00 a R$ 1.800,00, por hectare ou fração, ás margens de rodovias e ferrovias,
áreas de preservação permanente, reserva legal, unidades de conservação e seu
entorno.
Outras cominações - Suspensão da atividade; - Interdição da área para uso alternativo do solo, por um
período de 12 meses; - Reparação ambiental; - Reposição florestal, na ocorrência
do dano; - Apreensão dos equipamentos utilizados na infração.
Observações
Código da infração 323
Classificação Leve
Penalidades Advertência, com prazo para adoção das medidas de proteção, sob pena de
conversão em multa e outras cominações.
Observações
Código da infração 324
Descrição da infração Empregar, como combustível, produtos florestais ou hulha, sem uso de dispositivos
que impeçam a difusão de fagulhas, suscetíveis de provocar incêndio nas florestas.
Classificação Grave
Outras cominações Embargo ou suspensão da atividade até a adequação das instalações. - Apreensão
dos produtos florestais ou da hulha utilizada.
Observações
Código de infração 325
Descrição da infração Fabricar, vender, transportar, ter a posse ou soltar balões que possam provocar
incêndios nas florestas e demais formas de vegetação.
Classificação Grave
Incidência da pena Por unidade - incidindo sobre o agente e sobre todos que concorrerem para a
infração.
Valor da multa I-Fabricar ou vender II- transportar ou ter a posse III- soltar balões que possam
provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. R$ R$500,00 a
R$1.500,00 por ato acrescido de R$100,00 por unidade
Outras cominações - Suspensão da atividade - Apreensão, perda e destruição dos balões. - Apreensão
dos materiais utilizados na fabricação.
Código da infração 326
Descrição da infração Provocar incêndio em florestas, matas ou qualquer outra forma de vegetação.
Classificação Gravíssima
Valor da multa a)- de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 por hectare ou fração, em formação florestal densa
ou Reserva Legal: b) - de R$ 600,00 a R$ 1.800,00 por hectare ou fração, em
formação campestre c) - de R$ 400,00 a R$ 1.200,00 por hectare ou fração, em
pasto, gramíneas, monocultura da cana de açúcar e áreas com reduzido potencial
arbóreo. d) - de R$ 1.500,00 a R$ 4.500,00 por hectare ou fração em área de
preservação permanente ou Unidades de Conservação Integral.
Outras cominações - Suspensão de atividade - Embargo da área para uso alternativo do solo -
Reparação ambiental - Reposição florestal no próprio imóvel - Apreensão dos
materiais utilizados na infração
Código de infração 327
Descrição da infração Soltar animais ou não tomar precauções necessárias para que o animal de sua
propriedade não penetre em florestas sujeitas a regime especial.
Classificação Grave
Valor da multa I-Soltar animais II-não tomar precaução R$ 100,00 a R$ 300,00, pelo ato, acrescido
de R$20,00 por animal.
Outras cominações - Apreensão dos animais - Pagamento das despesas decorrentes do transporte,
guarda e alimentação dos animais. - Reparação ambiental
Código da infração 328
Classificação Gravíssima
Outras cominações - Apreensão dos objetos instrumentos, armas e produtos utilizados na infração. - Se
resultar em dano aplicação da penalidade específica para a infração. - Destruição
dos produtos, aparelhos ou petrechos proibidos.
Observações
Código da infração 329
Código da infração 330
Classificação Grave
Valor da multa De R$ 150,00 a R$ 450,00 por ato, acrescido de R$ 15,00 por muda ou R$ 40,00 por
árvore.
Observações
Código da infração 331
Classificação Gravíssima
Código da infração 332
Descrição da infração Instalar e ou operar fornos de carvão, serrarias e outras atividades consumidoras de
produtos e subprodutos florestais, sem licença ou autorização ambiental, em: a)
Áreas de Preservação Permanente b) - Áreas de Reserva Legal c) - Unidades de
Conservação Integral.
Classificação Gravíssima
Penalidades Multa simples, podendo ser transformada em multa diária se a irregularidade não for
sanada.
Valor da multa R$ 300,00 a R$ 900,00 por ato, acrescido de R$200,00 por forno ou empreendimento
consumidor de produto ou sub produto florestal.
Outras cominações - Suspensão da atividade - Demolição dos fornos - Destinação correta do entulho -
Obrigação do desfazimento de outras obras, se a construção não for
comprovadamente antrópica e autorizada - Recomposição da área - Reparação
ambiental
Código da infração 333
Descrição da infração Instalar e ou operar fornos de carvão sem autorização ambiental para funcionamento
ou cadastro no IEF, em locais passíveis de funcionamento.
Classificação Leve
Penalidades - Advertência, com prazo de 20 dias após a autuação para requerer a Autorização
Ambiental de Funcionamento ou realizar o cadastro, sob pena de conversão em
multa e suspensão da atividade.
Observações
Classificação Grave
Valor da multa a) R$200,00 a R$600,00 por documento ou processo com omissão leve. b)
R$ 500,00 a R$1.500,00 quando implicar em alteração de categoria ou a atividade
estiver sendo exercida trazendo dano ou risco de dano ao meio ambiente.
Código da infração 335
Classificação Grave
Observações
Código da infração 336
Classificação Grave
Observações
Código da infração 337
Classificação Leve
Outras cominações Notificação para adequação ao projeto. - Não procedendo à correção no prazo
estabelecido - Embargo das atividades e suspensão da licença ou
autorização. - Apreensão dos equipamentos utilizados na operação. -
Aplicação da multa - Reparação ambiental - Replantio das falhas
Código da infração 338
Classificação Grave
Incidência da pena Por hectare ou fração.
Código da infração 339
Classificação Grave
Código da infração 339
Classificação Grave
Observações
Código da infração 340
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 341
Valor da multa De R$ 100,00 a R$ 300,00 por deixar de executar as operações, acrescido de
R$ 5,00 por árvore a ser resposta. - De R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por
documento, por informação incorreta.
Outras cominações - Embargo das atividades - Apreensão dos produtos e subprodutos florestais -
Apreensão dos equipamentos - Suspensão de licenças e autorizações
ambientais emitidas para a empresa e o proprietário.
Observações
Código da infração 342
Classificação Grave
Valor da multa R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por projeto, acrescido de R$ 5,00 por árvore nativa
R$ 2,00 por árvore de floresta plantada que for declarado a mais.
Outras cominações - Notificação para reparar a informação em até 20 dias após a autuação. Não
procedendo à retificação: - Embargo das atividades - Apreensão dos produtos
e subprodutos florestais - Suspensão de licenças e autorizações ambientais
emitidas para a empresa e o proprietário.
Observações
Código da infração 343
Classificação Leve
Observações
Código da infração 344
Classificação Grave
Observações
Código da infração 345
Classificação Leve
Penalidades Advertência com prazo de até 20 dias para promover a baixa no registro, sob
pena de conversão em multa
Outras cominações -
Observações
Código da infração 346
Classificação Gravíssima
Valor da multa R$300,00 a R$900,00 por ato de fiscalização acrescido de 200,00 por unidade
de equipamento exporto à venda
Código da infração 347
Classificação Gravíssima
Valor da multa R$300,00 a R$900,00 por ato de fiscalização acrescido de 200,00 por unidade
de equipamento exposto á venda.
Código da infração 348
Descrição da infração Portar ou transportar motosserra e aparelhos de uso controlado sem licença
ou com licença vencida.
Classificação Grave
Observações -os equipamentos que exigem licença para porte ou transporte são os
descritos na legislação de flora. - A devolução será realizada após
regularização no órgão ambiental.
Código da infração 349
Descrição da infração Utilizar trator de esteira ou similar, em floresta ou demais formas de vegetação
sem registro no órgão competente
Classificação Grave
Valor da multa R$ 300,00 a R$ 900,00 por ato. Se do ato resulta outra infração ambiental
aplica-se também a penalidade correspondente.
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Pelo ato
Penalidades Multa simples
Valor da multa I- transportar II- Adquirir, receber armazenar III-comercializar IV-
utilizar, consumir, V-beneficiar, industrializar produtos ou subprodutos
da flora sem documentos de controle ambiental válidos. R$ 500,00 a R$
1.500,00 por ato, acrescido de: a)- R$ 20,00 por st de lenha b) - R$
80,00 por mdc de carvão c) - R$ 20,00 por moirão d) - R$ 10,00 por
estaca para escoramento e) - R$ 5,00 por caibro in natura f) - R$ 200,00
por m3 (metro cúbico) de madeira in natura. g)- R$ 70,00 por kg de
folhas, raízes, caules de plantas nativas h) R$ 100,00 por kg de folhas,
raízes, sementes e caules de plantas medicinais.
Outras cominações - Apreensão dos produtos e subprodutos florestais, com a perda, nos
casos que não se provar a legalidade da origem, dentro do prazo de
recurso. - Reposição florestal, caso não tenha sido realizada. - Custas
de remoção do material apreendido e custas de depósito. - Na
reincidência suspensão da atividade ou embargo, a critério do órgão
ambiental. - Apreensão dos petrechos, máquinas, equipamentos ou
veículos, desde que utilizados para a prática da infração.
Código da infração 351
Classificação Grave
Valor da multa I- de 500,00 a 1.500,00 por carga, acrescido de: a)- R$ 20,00 por st de lenha
b) - R$ 80,00 por mdc de carvão c) - R$ 20,00 por moirão d) - R$ 10,00 por
estaca para escoramento e) - R$ 5,00 por caibro in natura f) - R$ 200,00 por
m3 (metro cúbico) de madeira in natura.
Código da infração 352
Descrição da infração Armazenar, embalar, transportar, comercializar carvão empacotado sem
documentos de controle ambiental válido.
Classificação Grave
Incidência da pena Pelo ato
Penalidades Multa simples
Valor da multa I-Armazenar II- embalar III -transportar IV -comercializar carvão
empacotado sem documentos de controle ambiental obrigatório. R$ 100,00
a R$ 300,00 por ato irregular, acrescido de R$1,50 por Kg de carvão
empacotado.
Outras cominações - Apreensão do produto, com a perda, nos casos que não se provar a
legalidade da origem, dentro do prazo de recurso. - Custas com o
deslocamento para o local de depósito e despesas de armazenamento. - No
cometimento de nova infração, suspensão ou embargo da atividade.
Observações O material apreendido que possuir prova de origem poderá ser
devolvido após regularização perante o órgão ambiental, desde que ocorra
no período de até 20 dias após a apreensão.
Classificação Grave
Incidência da pena Por carga
Penalidades Multa simples
Valor da multa I-Adquirir II-transportar III-armazenar IV-utilizar produtos e
subprodutos da flora oriundos de floresta ou mata plantada, sem
documento de controle. a)- de R$300,00 a R$900,00 por carga,
acrescido de: 1)- R$ $20,00 por st de lenha 2) - R$ 80,00 por mdc de
carvão 3) - R$ 20,00 por moirão 4) - R$ 10,00 por estaca para
escoramento 5) - R$ 5,00 por caibro in natura 6) - R$ 200,00 por
m3(metro cúbico) de madeira in natura.
Classificação Grave
Incidência da pena Por documento
Penalidades Multa simples
Valor da multa R$ 350,00 a R$ 1.050,00
Outras cominações - Apreensão do documento - Apreensão do produto
Observações
Código da infração 355
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Por documento
Observações
Código da infração 356
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 357
Descrição da infração Deixar de vincular "a priori", fonte de suprimento para originar liberação de
documentos de controle.
Classificação Grave
Observações
Código da infração 358
Classificação Grave
Observações
Código da infração 359
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 360
Descrição da infração Emitir documentos de controle ambiental acobertando volume maior que o
produzido no empreendimento.
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 361[73]
Descrição da infração Transportar produto ou subproduto florestal excedente acima de 5%
(cinco por cento) do efetivamente declarado ou acobertado.
Classificação Grave
Incidência da pena Pelo ato
Penalidades Multa simples
Valor da multa R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por ato, acrescido de: A - R$ 20,00 por st de
lenha B - R$ 50,00 por mdc de carvão C - R$ 20,00 por moirão D - R$
10,00 por estaca para escoramento E - R$ 5,00 por caibro F - R$ 220,00
por m3 de madeira in natura
Código da infração 362
Classificação Grave
Observações
Código da infração 363
Classificação Gravíssima
Código da infração 364
Classificação Leve
Valor da multa R$ 100,00 a R$ 300,00 com acréscimo de 20,00 por documento
Observações
Código da infração 365
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Pelo ato
Observações
Código da infração 366
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 367
Classificação Grave
Observações
ANEXO IV
(a que se refere o art. 85 do Decreto nº 44.844, de 25 de junho de 2008.)
Descrição da infração Praticar ato de pesca estando sem licença ou com esta vencida, ou sem
cadastro.
Classificação Grave
Valor da multa em R$ I-R$50,00 a R$150,00 por ato de pesca utilizando linha, anzol, ou caniço
simples e outros aparelhos permitidos na pesca não profissional,
excetuando os itens seguintes. II-R$70,00 a R$210,00 por ato de pesca
utilizando linha, anzol, vara ou caniço e molinete ou carretilha . III-R$90,00
a R$270,00 por ato, quando estiver utilizando além dos apetrechos acima
embarcação motorizada.
Código da infração 402
Descrição da infração Praticar, o pescador profissional, ato de pesca sem portar a licença ou com a
mesma vencida.
Classificação Grave
Valor da multa em R$ I-R$50,00 a R$150,00 por ato de pesca utilizando linha, anzol, ou caniço
simples. II-R$70,00 a R$210,00 por ato de pesca utilizando linha, anzol,
vara ou caniço e molinete ou carretilha. III-R$90,00 a R$270,00 por ato,
quando estiver utilizando apetrechos de pesca com apoio de embarcação
motorizada. IV-R$100,00 a R$300,00 por ato utilizando tarrafa; V-R$150,00 a
R450,00 por ato utilizando rede de emalhar
Código da infração 403
Descrição da infração Realizar torneio de pesca sem autorização ou licença do órgão ambiental.
Classificação Grave
Valor da multa em R$ I-Para o organizador: de R$500,00 a R$1.500,00 por ato. II- Para os
participantes: de R$200,00 a R$600,00 por ato.
Código da infração 404
Descrição da infração Utilizar indevidamente, para fins diversos do autorizado licença, autorização
ou registro de pesca.
Classificação Grave
Código da infração 405
Descrição da infração Portar ou transportar aparelhos de pesca de uso permitido para a categoria
sem estar portando a licença de pesca.
Classificação Leve
Código da infração 406
Classificação Grave
Código da infração 407
Classificação Leve
Incidência da pena Por exercício
Outras cominações -Apreensão do pescado, e nomeação do responsável como depositário fiel até
regularização. Não procedendo ao cadastramento ou registro no prazo
concedido: - Embargo da atividade - Apreensão e perda do pescado.
Código da infração 408
Classificação Grave
Código da infração 409
Descrição da infração Exercer atividade de aqüicultura sem registro ou licença.
Classificação Leve, com prazo de até 20 dias após a autuação para iniciar a
regularização, sob pena de conversão em multa.
Código da infração 410
Classificação Grave
Valor da multa I-Não existindo danos ambientais: advertência, com prazo de 20 dias para
regularização; II-Descumprindo o prazo ou reincidindo na infração, sem dano:
de R$500,00 a R$1.500,00 por empreendimento. III- Com ocorrência de
dano: de R$1.500,00 a R$4.500,00 por empreendimento.
Outras cominações -Se o descumprimento da norma não estiver causando dano ambiental, o
órgão ambiental poderá reescalonar o prazo, por um único período, de acordo
as avaliações técnicas. -Na ocorrência de dano, na reincidência ou no
descumprimento da obrigação, embargo da atividade.
Observações -As normas técnicas a serem cumpridas serão as constantes na licença e nas
normas ambientais.
Código da infração 411
Classificação Grave
Código da infração 412
Classificação Grave
Valor da multa I-Sem autorização De R$500,00 a R$1.500,00 por ato. II- em desacordo com
o autorizado. de R$300,00 a R$900,00 por ato.
Código da infração 413
Classificação Leve
Código da infração 414
Descrição da infração Deixar de dar baixa do registro ou cadastro de atividades de pesca junto ao
órgão competente quando do encerramento da atividade.
Classificação Leve
Observações
Código da infração 415
Descrição da infração Produtos de pesca (pescado) sem documentos que comprovem a origem.
Classificação Grave
Outras cominações - Apreensão dos aparelhos de pesca utilizados na infração, exceto veículos e
câmaras frigoríficas fixas. - Apreensão e perda de todo o pescado sem prova
de origem. - Emolumento de Reposição da pesca - ERP no valor de R$5,00
por kg de pescado apreendido. - Para estabelecimentos comerciais, na
reincidência, embargo da atividade e suspensão da atividade pelo prazo que
fixar a autoridade.
Código da infração 416
Descrição da infração Deixar de fornecer de prova de origem e /ou Guia de Transporte origem/
destino do pescado ao adquirente do produto, para fins de acobertamento
deste.
Classificação Grave
Código da infração 417
Classificação Grave
Outras cominações - Apreensão e perda de todo pescado, pelas infrações constantes nos
incisos I,II, IV e V. -Apreensão e perda da quantidade excedente, por infração
ao disposto no inciso III. -Emolumentos de Reposição da Pesca no valor de
R$5,00 por Kg de pescado apreendido.
Observações
Código da infração 418
Descrição da infração Deixar de remeter, ao IEF, no prazo estabelecido na norma, as vias das Guias
de Controle de Origem/Destino do Pescado destinadas ao IEF e ou os
Relatórios de Controle de Captura/ Comércio de Pescado, conforme
estabelecer o órgão competente.
Classificação Leve
Observações A responsabilidade do envio das vias ao IEF será do profissional que assinar
o recebimento do bloco ou daquele que estiver representando-o perante o
órgão ambiental.
Código da infração 419
Classificação Gravíssima
Outras cominações -Suspensão do registro, cadastro ou licença, se cadastrado junto ao IEF, para
incisos I e II. -Apreensão e perda do pescado acobertado pelo documento,
em todas as situações. -Emolumentos de Reposição da Pesca no valor de
R$5,00 por Kg de pescado apreendido.
Código da infração 420
Classificação Grave
Observações
Código da infração 421
Classificação Grave
Incidência da pena Por ato de venda ou aquisição. Incide sobre ambas as partes
Valor da multa I-Pessoa física: de R$100,00 a R$300,00 pelo ato, acrescido de R$5,00 por
kg de pescado irregular II-Pessoa Jurídica, comerciante de pescado: de
R$300,00 a R$900,00 pelo ato, acrescido de R$5,00 por kg de pescado.
Código da infração 422
Descrição da infração Exercer atividade de pesca profissional, tendo como principal fonte de renda
outra atividade que contrarie a legislação da pesca.
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 423
Classificação Grave
Valor da multa R$100,00 a R$300,00 por aparelho, petrecho ou equipamento sem plaqueta.
Outras cominações - Apreensão do material sem plaqueta quando o proprietário for identificado. -
Recolhimento dos aparelhos, petrechos e equipamentos sem plaqueta. Se o
infrator não for identificado ocorrerá à perda do material.
Código da infração 424
Descrição da infração Praticar, o pescador profissional, ato de pesca em conjunto com outras
categorias de pescadores utilizando equipamentos não autorizados para as
demais categorias, conduzindo espécies não autorizadas para a pesca
amadora, ou em quantidade superior á permitida para o amador
Classificação Gravíssima
Código da infração 425
Classificação Grave
Valor da multa I- de R$200,00 a R$600,00 para o pescador profissional e pessoas físicas. II-
de R$400,00 a R$1.200,00 para pessoas jurídicas.
Outras cominações Apreensão do estoque não declarado.
Observações -O pescado aprendido, que estiver regular quanto aos demais aspectos
poderá ser liberado após a regularização perante o órgão. -A declaração de
estoque do pescado é obrigatória anualmente, no início da piracema.
Código da infração 426
Classificação Grave
Valor da multa I- de R$200,00 a R$600,00 para o pescador profissional e pessoas físicas. II-
de R$400,00 a R$1.200,00 para pessoas jurídicas
Código da infração 427
Classificação Grave
Outras cominações - Apreensão dos aparelhos de pesca utilizados na infração, exceto veículos e
câmaras frigoríficas fixas. - Apreensão e perda de todo o pescado -
Emolumento de Reposição da Pesca - ERP no valor de R$5,00 por kg de
pescado.
Código da infração 428
Classificação Gravíssima
Outras cominações - Apreensão e perda de todo o pescado. - Apreensão e perda dos apetrechos,
aparelhos e equipamentos de pesca.
Código da infração 429
Classificação Gravíssima
Outras cominações - Apreensão e perda de todo o pescado. - Apreensão e perda dos apetrechos,
aparelhos e equipamentos de pesca.
Código da infração 430
Descrição da infração Utilizar como isca, animais da fauna silvestres vivos ou mortos, répteis e
anfíbios. Excetuam-se minhocas, e peixes cujas espécies e mensurações
forem autorizadas pelo órgão competente.
Classificação Gravíssima
Código da infração 431
Classificação Gravíssima
Observações
Código da infração 432
Descrição da infração Portar, guardar ou transportar aparelhos de pesca de uso proibido para a
categoria, ou não autorizado na licença.
Classificação Grave
Incidência da pena Por aparelho
Código da infração 433
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Por ato, cabível quando o equipamento for proibido para a categoria ou estiver
temporariamente proibido/ não permitido pelo órgão ambiental.
Código da infração 434
Classificação Gravíssima
Valor da multa 1) com anzol, linha, vara ou caniço, acoplado ou não de carretilha ou
molinete:R$100,00 a R$300,00 por ato de pesca. 2)Rede simples: R$400,00
a R$1.200,00 por unidade, com acréscimo de R$5,00 por m2. 3) Redes
capeadas, superpostas ou de tresmalho: R$500,00 a R$1.500,00 por rede,
com acréscimo de R$ 10,00 por m2.(proibido para todas as categorias) 4)
Tarrafa: R$500,00 a R$1.500,00 por unidade. 5) Espinhel simples: R$200,00
a R$250,00 por unidade, com acréscimo de R$ 5,00 por anzol. 6) Espinhel
com cabo de aço: R$250,00 a R$750,00 por unidade, com acréscimo de R$
5,00 por anzol. 7) Fisga, gancho, arpão (sem autorização), e aparelhos que
podem causar mutilação aos peixes: R$500,00 a R$1.500,00 por ato de
pesca. 8) Parí: R$1.000,00 a R$3.000,00 por unidade. 9) Covo ou Jequi:
R$400,00 a R$1.200,00 10) Garateia: R$50,00 por ato de pesca, acrescido
de R$20,00 por conjunto excedente a 02 unidades, por isca artificial.
11)Pinda, anzol de galho, caçador, não autorizados para a categoria: R$70,00
a R$210,00 pelo ato acrescido de R$20,00 por unidade de equipamento. m)
outros equipamentos não autorizados ou proibidos para a categoria: de
R$250,00 a R$750,00.
Código da infração 435
Classificação Média
Código da infração 436
Classificação gravíssima
Valor da multa I-Redes de emalhar com medidas de malha menor que a autorizada. De
R$350,00 a R$1.050,00 por unidade, acrescido de R$10,00 por metro. II-
tarrafas de emalhar com medidas de malha menor que a autorizada. De
R$350,00 a R$1.050,00 por unidade III- Outros aparelhos com mensuração
de malha/especificações diversas da autorizada. De R$200,00 a R$600,00
por unidade
Outras cominações -apreensão e perda do aparelho, apetrecho ou equipamento; -apreensão e
perda do pescado; - Emolumentos de Reposição da Pesca - ERP no valor de
R$ 5,00 por Kg de pescado apreendido.
Código da infração 437
Classificação Gravíssima
Observações -no período da piracema os atos irregulares de pesca praticados por pescador
profissional devem ser comunicados ao Ministério Publico do Trabalho e à
SEAP. -Equipamentos permitidos somente ao pescador profissional com
restrição em algumas épocas ou locais.
Código da infração 438
Classificação gravíssima
Código da infração 439
Descrição da infração Realizar atos de pesca com técnicas ou métodos proibidos ou não
autorizados e em especial: I-pescador amador II- pescador profissional a)
com artes de cerco. b) com técnicas de arrasto dos instrumentos, utilizando-
se redes, tarrafas, tarrafões e outros instrumentos de emalhar em
deslocamento no curso d'água, mediante tração humana ou mecânica ou
redes de arrasto de fundo. c) com a técnica de parelha, assim
compreendendo o deslocamento de uma embarcação ao lado de outra
tracionando aparelhos e equipamentos de pesca de emalhar; d) com outros
métodos ou outras técnicas não autorizadas ou proibidas em atos normativos
pelo órgão ambiental.
Classificação Gravíssima
Código da infração 440
Descrição da infração Realizar atos de pesca com substâncias proibidas, em especial: a) com a
utilização de substâncias tóxicas ou que em contato com a água produzam
efeitos análogos; b) com a utilização de: substâncias explosivas ou que em
contato com a água produzam efeitos análogos; c) com substâncias que
produzam efeitos de estupefação. d) com substâncias que causam a
desoxigenação da água.
Classificação Gravíssima
Código da infração 441
Descrição da infração Capturar, adquirir, portar, guardar, utilizar, doar ou receber, transportar,
comercializar, armazenar, manter em depósito para comércio, Industrializar ou
beneficiar espécies protegidas no estado com tamanho inferior ao mínimo
estabelecido pelas normas vigentes ou seccionados em partes com tamanho
inferior ao mínimo estabelecido para a espécie.
Classificação Gravíssima
Valor da multa I-capturar a) pescador amador b) pescador profissional c) outra categoria II-
adquirir, portar, guardar, utilizar, doar ou receber; III-transportar; IV-
comercializar, armazenar ou manter em depósito para comércio; V-
Industrializar ou beneficiar. 1)- De R$300,00 a R$900,00 por ato, acrescido
de R$5,00 por kg de pescado irregular. 2)- Em períodos de piracema, de
R$500,00 a R$1.500,00 por ato, acrescido de R$10,00 por kg de pescado
irregular.
Outras cominações - Apreensão e perda dos aparelhos de pesca utilizados na infração, exceto
veículos e câmaras frigoríficas fixas. -Apreensão e perda de todo o pescado
irregular. -Emolumento de reposição da pesca no valor de R$10,00 por kg de
pescado irregular.
Observações -As infrações descritas neste código não são cumulativas para o mesmo
agente. -Comunicação do crime.
Código da infração 442
Descrição da infração Capturar, adquirir, portar, guardar, utilizar, doar, receber, transportar,
comercializar, manter em depósito para comércio, industrializar ou beneficiar
espécies que devam ser preservadas ou que estejam ameaçadas de extinção,
conforme estabelecido em normas vigentes.
Classificação Gravíssima
Outras cominações - Apreensão e perda de todo o pescado irregular - Apreensão e perda dos
aparelhos, apetrechos e instrumentos de pesca utilizados na infração, exceto
veículos e câmaras frigoríficas fixas. - Reparação ambiental - Emolumentos
de Reposição da Pesca - ERP, no valor de R$5,00 por kg, calculado sobre
todo o pescado apreendido.
Código da infração 443
Valor da multa - Com espécies nativas: multa de R$500,00 a R$1.500,00 por ato. - Com
espécies exóticas: De R$3.000,00 a R$9.000,00 por ato. Outras cominações
- Custas com realização e acompanhamento de estudos técnico-científicos a
serem definidos pelo órgão competente. - Reparação ambiental e mitigação
do dano.
Código da infração 444
Descrição da infração Introduzir espécies nativas ou exóticas em cursos d'água sem autorização do
órgão ambiental.
Classificação Gravíssima
Valor da multa - Introdução de espécies nativas: multa de R$500,00 a R$1.500,00 por ato. -
Introdução de espécies exóticas: De R$3.000,00 a R$9.000,00 por ato.
Código da infração 445
Classificação Grave
Código da infração 446
Classificação Gravíssima
Código da infração 447
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Por mortandade ou registro de lesão.
Outras cominações - Apreensão e perda de todo o pescado, se for o caso. - Apreensão e perda
de todo os petrechos, equipamentos e substâncias utilizadas na prática da
infração. - Reparação ambiental com reposição de espécies nativas indicadas
pelo órgão ambiental. - Custos de análise, laboratoriais, despesas com
técnicos e custos de descontaminação do curso d'água. - Embargo ou
suspensão de atividades, após decisão administrativa, se for o caso.
Código da infração 448
Descrição da infração Abrigar, acobertar, dar fuga aos infratores da legislação de pesca, quando
estiverem fugindo dos agentes de fiscalização ou guardando os aparelhos e
produtos irregulares destes.
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Por ato praticado, incidindo a penalidade sobre aquele que o abrigar,
acobertar ou dar fuga.
Observações - Se no local constatar outras infrações por parte daquele que abriga,
acoberta ou da à fuga, aplicação de penalidade de acordo com a infração
verificada.
Código da infração 449
Descrição da infração Dificultar, evadir, impedir, por qualquer meio ou modo às ações fiscalizadoras
desenvolvidas pelos agentes de fiscalização.
Classificação Gravíssima
Valor da multa a) Dificultar: de R$200,00 a R$600,00 por ato. b) evadir: de R$300,00 a
R$900,00 b) Impedir: de 1.500,00 a 4.500,00 por ato
ANEXO V
(a que se refere o art. 87 do Decreto nº 44.844, de 25 de junho de 2008.)
Código da infração 501
Classificação Gravíssima
Valor da multa 1- armas: 1.1-de fogo; 1.2-outras armas; 2- armadilhas próprias para a caça;
3- substâncias e ou produtos próprios para a caça. I- R$ 1.000,00 aR$
3.000,00 por ato.
Outras cominações - Apreensão e perda dos objetos, armas, produtos e substancias. Destruição
dos produtos, objetos ou substâncias de uso proibido. Suspensão das
atividades
Código da infração 502
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Sobre o caçador profissional e sobre todos que estiverem participando do ato.
Outras cominações - Apreensão e perda dos animais. - Apreensão e perda das armas, petrechos
e equipamentos utilizados na prática da infração. - Apreensão dos veículos,
se utilizados para a prática da infração. - Se da caça ou perseguição ocorrer
lesões, custas da assistência. - suspensão de registro ou licença para criação
ou guarda de animais silvestres.
Observações - A infração somente se caracteriza para aqueles que praticam o ato de caça
como profissão, agindo para si ou no interesse de outrem . - Comunicação de
crime à autoridade competente.
Código da infração 503
Classificação Gravíssima
Outras cominações Apreensão e perda dos animais. - Apreensão das armas, petrechos e
equipamentos utilizados na prática da infração. - Apreensão dos veículos, se
utilizados para a prática da infração. - Se da caça ou perseguição ocorrer
lesões, custas da assistência. - Suspensão da licença ou registro, se houver .
Observações - Comunicação de crime à autoridade competente
Código da infração 504
Classificação Grave
Valor da multa I- R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por unidade com acréscimo por exemplar
excedente de: a)-de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por unidade de espécie
constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo
I da Convenção do Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna
Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; b)- Acréscimo de R$3.000,00
(três mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna
brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Outras cominações - Apreensão e perda dos animais. - Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da infração. -
Destruição das armadilhas. - Embargo da atividade. - Suspensão total ou
parcial das atividades.
Código da infração 505
Descrição da infração Capturar, coletar, matar, quando autorizado por licença especial, animais da
fauna silvestre, larvas e ovos, em desacordo com o autorizado.
Classificação Grave
Outras cominações - Apreensão e perda dos animais. - Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da infração. -
Destruição das armadilhas. - Embargo da atividade. - Suspensão total ou
parcial das atividades. - Cassação da licença ou autorização.
Observações -
Código da infração 506
Descrição da infração Coletar material zoológico, destinado para fins científicos, sem licença
especial, expedida pela autoridade competente ou em desacordo com o
autorizado.
Classificação Grave
Código da infração 507
Descrição da infração Modificar, danificar ou destruir ninho, abrigo ou criadouro natural da fauna
silvestre.
Classificação Grave
Valor da multa 1-Modificar 2- danificar ou destruir ninho, abrigo ou criadouro natural da fauna
silvestre. I- R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por unidade com acréscimo por
exemplar excedente de: a)de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por unidade de
espécie constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção e
do Anexo I da Convenção do Comércio Internacional das Espécies da Flora e
Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; b) Acréscimo de
R$3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial
de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Código da infração 508
Classificação Gravíssima
Código da infração 509
Descrição da infração Guardar, ter em cativeiro ou depósito espécimes da fauna silvestre nativa ou
em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da
autoridade competente.
Classificação Grave
Outras cominações - Apreensão e perda dos animais. - Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da infração. -
Suspensão ou embargo da atividade No cometimento de nova infração: -
Cancelamento do registro ou licença do proprietário dos animais e do
responsável pela guarda ou depósito.
Código da infração 510
Descrição da infração Guardar, ter em depósito, vender, expor a venda ou utilizar ovos de animais
da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a devida permissão,
licença ou autorização da autoridade competente.
Classificação Gravíssima
Outras cominações Apreensão dos ovos. - Embargo da atividade - Apreensão e perda dos
aparelhos, petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da
infração. - Na reincidência, suspensão do registro ou licença.
Código da infração 511
Descrição da infração Criar, manter em cativeiro espécimes da fauna silvestre brasileira ou exótica
proibidas, ou introduzi-las na natureza
Classificação Grave
Valor da multa 1-Criar espécimes da fauna proibidas ou manter em cativeiro; 2- introduzir,
em qualquer local, espécimes da fauna proibida: a)da fauna silvestre
brasileira; b)da fauna exótica; I -R$ 1.000,00 a R$3.000,00 pelo ato, com
acréscimo de R$ 500,00 por animal.
Outras cominações Apreensão dos animais, com prazo de 30 dias para abate ou destinação
correta dos animais - embargo da atividade - Não regularizando a situação: -
perda dos animais - Suspensão de registro ou licença de atividades de fauna.
Código da infração 512
Descrição da infração Instalar ou manter atividade de fauna silvestre brasileira ou exótica sem
autorização ambiental.
Classificação Leve
Código da infração 513
Descrição da infração Instalar ou manter criadouro da fauna silvestre exótica ao ecossistema no raio
de 10 (dez) quilômetros das Unidades de conservação ou em outros locais
proibidos na legislação.
Classificação Leve
Valor da multa I -R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 pelo ato, acrescido de: a)R$ 200,00 por animal
da fauna silvestre exótica.
Outras cominações Apreensão dos animais com prova de origem ou devidamente
anilhados/marcados. - Apreensão e perda dos animais irregulares e sem
possibilidade de regularização. - Não procedendo a regularização: -
Embargo e suspensão da atividade Perda dos animais Custos com a
transferência.
Código da infração 514
Descrição da infração Deixar, o Jardim Zoológico de ter o livro de registro do acervo faunístico ou
mantê-lo de forma irregular.
Classificação Leve
Observações
Código da infração 515
Classificação Leve
Observações
Código da infração 516
Descrição da infração Utilizar licença especial de coleta de material zoológico, destinada para fins
científicos, para atividades comerciais, desportivas ou outros fins.
Classificação Grave
Valor da multa I- atividades comerciais; II- atividades desportivas; III- para outros fins: - De
R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 por licença, acrescido de: a) R$500,00 por animal
excedente a uma unidade; b)-de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por unidade
de espécie constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção
e do Anexo I da Convenção do Comércio Internacional das Espécies da Flora
e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; c) de R$3.000,00 (três
mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira
ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Observações
Código da infração 517
Descrição da infração Transportar animais da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a
devida permissão, licença ou autorização ambiental .
Classificação Grave
Código da infração 518
Classificação Grave
Incidência da pena Por unidade
Valor da multa I-R$500,00 por unidade, com acréscimo de: a)R$ 5.000,00 (cinco mil reais),
por unidade de espécie constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada
de extinção e do Anexo I da Convenção para Comércio Internacional das
Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; b)R$
3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécime constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
II) R$1.000,00 para peles e couros sem documentos de cobertura obrigatória,
com acréscimo de: a)R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por unidade; b)R$ 5.000,00
(cinco mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial da fauna
brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da Convenção para Comércio
Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de
Extinção - CITES; c)R$ 3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécime
constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo
II da CITES.
Código da infração 519
Descrição da infração Transportar larvas ou ovos de animais da fauna silvestre nativa ou em rota
migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade
competente.
Classificação Grave
Valor da multa 1-larvas 2-ovos I -R$500,00 por ato, com acréscimo de: a) R$200,00 por
unidade. b)R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por unidade de espécie constante
da lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da
Convenção para Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna
Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; c))R$ 3.000,00 (três mil reais),
por unidade de espécime constante da lista oficial de fauna brasileira
ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Outras cominações - Apreensão e perda dos ovos ou larvas. - Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos, instrumentos, equipamentos e veículo usados na prática da
infração. - Suspensão ou embargo da atividade - No cometimento de nova
infração acrescenta-se a penalidade: - Cancelamento do registro do
proprietário das larvas e ovos e do responsável pelo transporte.
Código da infração 520
Descrição da infração Utilizar espécimes da fauna silvestre nativa ou em rota migratória, sem a
devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em
desacordo com a obtida.
Classificação Grave
Valor da multa I)R$500,00 por unidade, com acréscimo de: a)R$ 5.000,00 (cinco mil reais),
por unidade de espécie constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada
de extinção e do Anexo I da Convenção para Comércio Internacional das
Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; b)R$
3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécime constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Outras cominações - Apreensão e perda dos animais. -Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da infração. -
Suspensão da licença -Na reincidência: -Cassação da licença, registro ou
licenciamento para atividades de fauna.
Código da infração 521
Descrição da infração Adquirir espécimes da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a
devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
Classificação Grave
Valor da multa I)R$500,00 por unidade, com acréscimo de: a)R$ 5.000,00 (cinco mil reais),
por unidade de espécie constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada
de extinção e do Anexo I da Convenção para Comércio Internacional das
Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; b)R$
3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécime constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Outras cominações -Apreensão e perda dos animais. -Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da infração. No
cometimento de nova infração: - Cancelamento do registro.
Código da infração 522
Classificação Gravíssima
Valor da multa I)R$500,00 por unidade, com acréscimo de: a)R$ 5.000,00 (cinco mil reais),
por unidade de espécie constante da lista oficial da fauna brasileira ameaçada
de extinção e do Anexo I da Convenção para Comércio Internacional das
Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; b)R$
3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécime constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
Outras cominações Apreensão e perda dos animais. - Apreensão e perda dos aparelhos,
petrechos e instrumentos e equipamentos usados na prática da infração. No
cometimento de nova infração: - Embargo ou suspensão da atividade -
Cancelamento do registro.
Descrição da infração Deixar, o comerciante de animais silvestres, pessoa física ou jurídica, de fazer
declaração de estoque e valores, sempre que exigida pela autoridade
competente.
Classificação Leve
Outras cominações -Apreensão dos animais silvestres, ficando sob sua guarda até a
regularização. Não procedendo à regularização: - Perda dos animais -
Suspensão ou embargo da atividade - Cassação do Registro.
Código da infração 524
Descrição da infração Fazer falsa declaração para obter autorizações e ou documentos ambientais.
Classificação Grave
Código da infração 525
Descrição da infração Adulterar relação de passeriformes ou de Plantel de animais controlados
Classificação Gravíssima
Código da infração 526
Classificação Gravíssima
Penalidade Multa
Outras cominações - Apreensão e perda das anilhas ou marcas - Cassação da licença / registro
do detentor da licença e do adquirente.
Observações
Código da infração 527
Classificação Gravíssima
Outras cominações - Apreensão da (s) marca (s) adulterada (s) ou falsificada (s) - Apreensão e
perda dos animais portadores desta (s) marca (s) - Apreensão e perda de
equipamentos e instrumentos utilizados na prática - Cancelamento de licença
/ registro.
Código da infração 528
Classificação Leve
Penalidade Advertência, com 15 dias de prazo para regularizar, sob pena de conversão
em multa
Outras cominações Se não regularizar no prazo estabelecido - Perda dos animais, se for o caso.
- Embargo da atividade - Cassação do registro.
Observações
Código da infração 529
Descrição da infração Extraviar espécimes da fauna de que detenha a guarda ou deixar de mantê-
los nos locais declarados ou confiados.
Classificação Grave
Outras cominações Apreensão dos animais mantidos fora do local declarado ou confiado, até
regularização. - Na reincidência: - Cassação do registro / autorização
Observações
Código da infração 530
Classificação Grave
Código da infração 531
Classificação Grave
Valor da multa I-R$ 2.000,00 a R$ 6.000,00 por ato para o promotor do evento e o cedente
do imóvel, com acréscimo de R$ 500,00 por animal. II-R$1.000,00 a R$
3.000,00 pelo ato, para o torcedor ou expectador e demais práticas.
Outras cominações - Apreensão e perda dos animais. - Se do abuso ou dos maus tratos
ocorrerem lesões ou necessidade de assistência especial, custas da
assistência. - Apreensão e perda dos aparelhos, petrechos e instrumentos e
equipamentos usados na prática da infração. - Suspensão ou embargo da
atividade - Cancelamento do registro, licenças ou autorizações e para o
infrator.
Código da infração 532
Descrição da infração Abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres nativos ou em rota
migratória, domésticos, domesticados ou exóticos.
Classificação Gravíssima
Incidência da pena Sobre o agente da ação e concorrentemente todos aqueles que contribuíram
diretamente na ação.
Outras cominações Apreensão e perda dos animais. Se do abuso ou maltrato ocorrer lesões ou
necessidade de assistência especial, custas da assistência. - Suspensão ou
embargo da atividade Na prática de nova infração: - Cancelamento do
registro, licenças ou autorizações. - Declaração de inidoneidade para
obtenção de licenças e autorizações para manutenção de animais da fauna
silvestre.
Código da infração 533
Classificação Grave
Valor da multa I -R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 por ato com acréscimo de R$ 500,00 por animal
Código da infração 534
Descrição da infração Deixar de socorrer animal que esteja sob sua guarda ou a que tenha causado
lesões
Classificação Grave
Valor da multa I- R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 por ato de omissão com acréscimo de R$
500,00 por animal
Código da infração 535
Descrição da infração Fabricar, vender, expor a venda produtos e objetos que impliquem na caça,
perseguição, destruição ou apanha de espécimes da fauna silvestre.
Classificação Grave
Valor da multa I- De R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por ato, com acréscimo de R$ 200,00 por
unidade de produto proibido, em estoque e/ou comercializado.
Outras cominações - Apreensão e perda de todos os produtos de uso proibido. Na ocorrência de
nova exposição ou venda: - Suspensão ou embargo da atividade -
Cancelamento do Cadastro ou Registro.
Código da infração 536
Descrição da infração Transportar, guardar, ter a posse ou usar produtos e objetos que impliquem na
caça, perseguição, destruição ou apanha de espécimes da fauna silvestre,
sem autorização da autoridade competente.
Classificação Grave
Valor da multa I- R$ 200,00 a R$ 600,00 por ato, acrescido de R$ 100,00 por unidade.
Outras cominações - Apreensão e perda de todo produto e objeto de uso proibido. - Destruição
de todo o material de uso proibido.
Descrição da infração Deixar, a instituição científica, de dar ciência ao órgão público estadual das
atividades dos cientistas licenciados no ano anterior.
Classificação Leve
Valor da multa II- Valor da multa R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 pelo ato, se for descumprido o
prazo estabelecido
Código da infração 538
Descrição da infração Disseminar doenças ou pragas que possam causar danos à fauna.
Classificação Gravíssima
Valor da multa I- R$ 5.000,00 a R$ 2.000.000,00 pelo ato, acrescido de R$500,00 por animal
morto.
Código da infração 539
Descrição da infração Realizar soltura aleatória de espécimes da fauna sem observar normas
técnicas
Classificação Grave
Valor da multa I-R$ 1.000,00 a R$3.000,00 pelo ato, com acréscimo de R$ 200,00 por animal
Outras cominações - Suspensão do ato - cassação do registro / licença - Apreensão e perda dos
equipamentos
Observações
Código da infração 540
Descrição da infração Introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e
licença expedida por autoridade competente.
Classificação Gravíssima
Valor da multa I -R$ 2.000,00 a R$ 6.000,00 por ato, com acréscimo por exemplar de: R$
500,00 por unidade. a- Acréscimo de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por
unidade de espécie constante do Anexo I da Convenção para Comércio
Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de
Extinção - CITES; b- Acréscimo de R$ 3.000,00 (três mil reais), por unidade
de espécie constante do Anexo II da Convenção para Comércio Internacional
das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES.
Outras cominações -Apreensão dos animais. -Perda nos casos em que não for possível a
autorização ou legalização Custas da re-exportação e manutenção do animal.
Suspensão da atividade. Na reincidência: Cassação do registro.
Código da infração 541
Classificação Grave
Incidência da pena Pelo ato
Observações
Código da infração 542
Classificação Grave
Outras cominações
Observações
Código da infração 543
Classificação Gravíssima
Valor da multa I -Dificultar - R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por ato II- Impedir - R$ 1.000,00 a R$
3.000,00 por ato.
Outras cominações - No caso de constatação de outra infração deverão ser adotadas as medidas
previstas