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Iniciação No Futebol de Formação - 10

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KEEP IT SIMPLE – SIMPLIFICAR

OU COMPLICAR O PROCESSO DE
TREINO?
 RAFAEL CASTRO 22 MAIO, 2018 3.1K VISUALIZAÇÕES
     
O que será mais fácil? Um exercício feito de forma repetitiva até que fique “perfeito”, ou a constante alteração de
exercícios que poderá provocar uma certa confusão nos atletas? É isto que, na minha opinião, todos os treinadores se
devem questionar.

Atualmente no mundo do futebol, existe uma constante mudança nos exercícios que se aplicam no treino. Por vezes,
chega-se a fazer 4/5 exercícios bastante complexos num espaço de 90 minutos. Será benéfico para um atleta (seja ele
de alta competição ou amador) uma diversidade tão grande de exercícios num curto espaço de tempo? Penso que não.
Sou apologista de que se deve seguir aquilo que é mais simples, mais fácil, mas que, ao mesmo tempo, consigamos
esmiuçar ao máximo aquilo que é o principal objetivo da tarefa que se está a realizar. Nós podemos perfeitamente,
com o que é simples, chegar ao mesmo objetivo de forma tão ou mais rápida que um exercício onde foi colocado mais
condicionantes, mais sinalizadores ou cones, e que foi feito com um “aparato” descomunal.

Quando o jogador está no processo de treino, tem de estar a assimilar tudo o que está a fazer e não podemos estar
constantemente, semana após semana, a desvirtuar aquilo que estamos a trabalhar. E não é fazer um exercício numa
determinada unidade de treino e só volta a repeti-lo passados 3 meses, não está a criar rotinas, bases para poder
aplicar no contexto de jogo. Qual é o problema de repetir, pelo menos, o mesmo exercício 3 semanas seguidas? Se ao
fim da 3ªsemana o exercício já sair na “perfeição” é sinal que atingimos o patamar mais alto do que foi pedido e, ainda
para mais, é sinal que em jogo poderá acontecer de uma forma mais natural e inconsciente por parte dos jogadores,
devido à insistência, persistência por parte do orientador em não deixar o exercício “morrer”.

Quando se prepara a época desportiva deverá ter-se alguns exercícios bases que devem ser feitos ao longo do ano, e,
conforme os cenários que se vão passando, vai-se ajustar ao contexto que se está a viver. É preciso estudar, tirar
apontamentos, investigar, para todos os treinadores se aperfeiçoarem e conseguir ajustar os exercícios que observam
quer em em livros, vídeos ou mesmo nas equipas de TOP mundial, à sua equipa. Os jogadores não são todos iguais,
alguns com mais dificuldades que outros e tem de se ter em conta as debilidades que cada um possa ter, para que o
exercício se torne benéfico quer para uns quer para outros.

Volto a dizer que os jogadores não são todos iguais, e tem de haver “sensibilidade” na adaptação dos exercícios ao
contexto em que se está inserido. Um exemplo prático é o facto de ser praticamente impensável fazermos um exercício
copiado pelo treino do Manchester City de Pep Guardiola e aplicá-lo numa equipa da 2ªdivisão distrital do Porto. São
realidades completamente diferentes. Podemos é tentar fazer esse exercício mas com os ajustes necessários. Como já
escrevi na minha segunda crónica, sou apologista do processo da progressão, e neste caso pode haver uma
progressão. Quando o exercício em si já tiver a ser feito de uma forma fluída, poderemos aumentar a complexidade do
mesmo. Mas tudo isto feito com calma, paciência porque demasiada informação acaba por baralhar o jogador.

Fazer o mais fácil não é sinal de desleixo por parte do treinador, podemos fazer exercícios simples mas com objetivos
reais e que vão acontecer em jogo. “Keep it simple” é uma expressão que realmente deveria acompanhar todos os
treinadores, quer no futebol de formação quer no futebol sénior.

Concordo com o exposto. No entanto, como em tudo, o equilíbrio é o mais importante. Não podemos esquecer e
desvalorizar o fato da repetição também potenciar aspetos negativos como a desmotivação por estar sempre a fazer a
mesma coisa. É no equilíbrio entre a repetição, practice makes perfect, e o desafio de novos desafios que devemos
navegar. Se fosse fácil …

ENC. EDUCA ÇÃO ÉT ICA PAIS TREINADOR ES


É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL SER
TREINADOR DE FORMAÇÃO…
 JOÃO LOPES 23 MARÇO, 2017 24.9K VISUALIZAÇÕES
     
Hoje em dia a nossa sociedade tem deparado com uma grave crise de valores.

Vivemos tempos de facilitismos, em que a maioria dos pais só fazem uma parte do seu trabalho, mimar.

Todos os pais querem dar o melhor aos seus filhos, mas por vezes esquecem de transmitir o mais importante,
valores/ética.

São muitas vezes os treinadores que os transmitem, em certos momentos fazem o papel de pai, é certo que também
tem essa responsabilidade, mas não de todo pode ser ele a ter o papel mais importante na educação do atleta.

A função mais primordial na educação cabe aos pais, o treinador também tem essa responsabilidade, mas sempre em
segundo plano.

Em muitos casos são os treinadores os únicos a terem essa preocupação, ainda tudo se torna mais difícil, porque está
num contexto coletivo, existe momentos que futebol é a única coisa que não trabalha.

O treinador sabe que no futebol o mais importante é o homem, sem o homem o futebol não é executado.

Todo esse trabalho é muito desgastante e rara vez é valorizado.

Por vezes é criticado pelos pais, porque desportivamente não consegue resultados.

Normalmente são esses pais que falham nas suas responsabilidades, possivelmente se o trabalho fosse bem feito em
casa, o treinador tinha mais tempo para pensar em futebol.

Quando o trabalho é bem feito fora das 4 linhas é mais fácil ter sucesso dentro delas.

Escrevo este texto porque já tive a experiência de ser treinador de um uma equipa de formação durante 7 anos, tive a
sorte de encontrar excelentes pais, que sempre souberam ocupar o seu lugar e que sempre assumiram as suas
responsabilidades como pais.

É verdade que ganhava sempre, mesmo na formação é sempre mais fácil quando ganhas, mas a maior vitória foi
quando perderam, quando não alcançaram os objetivos.

É nesse momento que vem o maior desafio de todos, como vai ser os comportamentos dos pais e dos atletas?
Esses pais continuam a ganhar, porque nesse dia os seus filhos não tiveram mudança de comportamentos, os
valores/ética estiveram sempre presentes, tanto nas muitas vitorias como nas derrotas.

Mas é muito raro encontrar assim um grupo de pais…por isso É cada vez mais difícil ser treinador de formação

Como treinador reconheço que os pais podem ser uns intervenientes muitos importantes no futebol.

Só um grande homem poder ser um grande atleta, esse trabalho começa sempre em casa.

ÁREA TÉCN ICA ATLETA S EQU IPAS FU TEBOL FUTEB OL 11 FU TEBOL 7 FU TEBOL 9 FU TEBOL AMADO R FU TEBOL FEMIN IN O FU TEBOL
FOR MAÇ ÃO JOGOS TREINADOR ES TRE INO S

MODELO DE JOGO E
CRIATIVIDADE TÁTICA: DUAS
FACES DA MESMA MOEDA?
 CARLOS ALMEIDA 4 JANEIRO, 2019 4K VISUALIZAÇÕES
     
Notas prévias: (1) o texto foi originalmente publicado, em 2015, no blogue Linha de
Passe (http://linhadepasse.blogspot.com); (2) está particularmente direcionado aos treinadores que
atuam na etapa “Início e Desenvolvimento do Rendimento no Futebol”, i.e. dos Sub-14 aos Sub-19
(FPF, 2018).

————————————————————————————————————————–

No âmbito do treino do futebol, a expressão “modelo de jogo” tem sido amplamente difundida nos
últimos anos, sobretudo em Portugal e nos países lusófonos. O advento e a notoriedade adquirida
pela Periodização Tática – modelo de planeamento utilizado por José Mourinho, André Villas-Boas,
Vítor Pereira, Carlos Carvalhal, entre outros – assim o determinaram. O conceito de modelo de jogo
remete-nos para uma série de princípios que concedem organização nas diferentes fases e momentos do
jogo (Delgado-Bordonau & Mendez-Villanueva, 2012). Entre muitas outras variáveis, o modelo de jogo
está subjacente à filosofia do treinador/equipa técnica e pode, segundo diversos autores da
especialidade, ser adotado ou criado. Esta modelação é, em primeira instância, obra do treinador e que,
posteriormente, será interpretada e aplicada pelos seus jogadores.

(foto de Jorge Carrilho)


Por sua vez, a criatividade tática é algo que está inerente ao desempenho dos jogadores em contexto de
jogo. De acordo com o investigador alemão Daniel Memmert (2014), a criatividade tática é definida
como a criação/execução de diversas soluções para problemas em grupos específicos de indivíduos ou
em situações de jogo coletivas, que podem ser consideradas como surpreendentes, raras e/ou originais.
Esta criatividade tática, também associada ao conceito de inteligência tática, é cada vez mais acreditada
pelos treinadores de elite como uma característica fundamental do jogador no futebol contemporâneo.

O problema que tenho identificado através da observação sistemática, de inúmeras entrevistas e com o
qual também me debato em todas as sessões de treino, resume-se a uma singela questão: até que ponto a
definição e a operacionalização de um determinado modelo de jogo não constrange a criatividade tática
dos jogadores?

Na minha perspetiva, são duas faces da mesma moeda e algo sobre o qual o treinador/equipa técnica
deve(m) ponderar em permanência ao longo da época desportiva. Como conceder organização, sem
condicionar a capacidade criativa dos nossos jogadores?

Atentemos ao exemplo que consta na Figura 1.

Figura 1. Exemplo da hierarquização e da fragmentação dos princípios de jogo na fase de organização


ofensiva.
O treinador pretende que a bola circule rápido de zonas de maior concentração de jogadores oponentes
para outras zonas menos congestionadas. Para isso, prepara os jogadores para aumentar a área da equipa
em largura (subprincípio 1: amplitude) e que haja, pelo menos, três linhas de passe relativamente ao
portador da bola (subprincípio 2: soluções múltiplas). Até aqui, parece-me tudo muito razoável. Quando
começamos a fracionar os subprincípios em mais sub-subprincípios e sub-sub-sub-etc., deixo de
concordar. É precisamente neste ponto que eu entendo que o excesso de regras/normas de ação
(modelação comportamental) compromete a criatividade tática dos jogadores.
Temos um princípio bem definido (“circular a bola para longe da zona de pressão adversária”), mais
dois subprincípios adicionais e é com essa matéria que, no treino, o treinador/equipa técnica deve(m)
propor tarefas para que os jogadores, individual e coletivamente, encontrem soluções (descoberta
guiada) para cumprirem os princípios estipulados e que estão consubstanciados no modelo de jogo.

Deste modo, conseguiremos tirar o máximo proveito das duas faces da moeda (modelo de jogo e
criatividade tática) num processo que requer, por um lado, o desenvolvimento dos jogadores e da equipa
e, por outro lado, a obtenção de resultados em competição.

Referências

Delgado-Bordonau, J. L., & Mendez-Villanueva, A. (2012). Tactical periodization: Mourinho’s best-


kept secret? Soccer NSCAA Journal, 3, 28-34.

FPF Portugal Football School (2018, 13 de julho). Etapas de desenvolvimento do jogador de futebol –


Níveis de desempenho. Retirado de https://www.fpf.pt/News/Todas-as-notícias /Notícia/news/17281

Memmert, D. (2014). Tactical creativity in team sports. Research in Physical Education, Sport and
Health, 13(1), 13-18.

10 MANDAMENTOS DO TREINO
COM JOVENS FUTEBOLISTAS
 VALTER PINHEIRO 5 MAIO, 2016 36.7K VISUALIZAÇÕES
     
Autores

VALTER PINHEIRO* Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE) / Fundação da Ciência e Tecnologia

ARMANDO COSTA** Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE)

BRUNO BAPTISTA*** Metodologia TOCOF

PEDRO SEQUEIRA**** Diretor da Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém

Resumo

O treino com jovens atletas é um tema que vem sendo discutido na literatura, sem que, contudo, se consiga chegar a
um entendimento claro sobre o mesmo. Assim, algumas dúvidas permanecem na obscuridade, por falta de respostas
concretas, ou, muitas vezes, pela relutância dos principais atores do cenário desportivo em relação à mudança, ou seja,
à rutura com o passado.

Com o presente artigo procuraremos dar resposta a algumas interrogações, lançando o debate sobre alguns temas que
importam ser discutidos.

Introdução

O treino de Futebol com jovens é um atividade que tem tanto de desafiante como de interrogante. Muitos são os que se
dedicam ao seu estudo, reflexão e treino, procurando dar resposta às interpelações que a prática coloca.

Contudo, se é verdade que existe um grupo de pessoas empenhado na melhoria qualitativa deste fenómeno, tornando-
o mais científico, também é verdade que muitos treinadores desenvolvem o seu labor, sem exercer a necessária
reflexão sobre a sua prática.
O treino de futebol com jovens não poderá assumir-se, somente, como uma práxis esvaziada de conteúdo, fruto de
uma repetição daquilo que era realizado no passado. O treino de futebol reclama dos seus principais agentes uma
atitude ativa, crítica e construtiva, tornando este fenómeno um verdadeiro processo de ensino, ao qual corresponderá,
necessariamente, uma aprendizagem.

Por isso, ao longo deste artigo, serão elencados um conjunto de preocupações, aos quais ousámos chamar de
“mandamentos”. Não temos o arrojo de considerar que somos os donos da verdade, por isso, estes são os nossos
mandamentos e jamais, OS mandamentos.

1º MANDAMENTO – “ANTES DE SER TREINADOR, SER EDUCADOR”


É sabido que à prática desportiva, em geral e ao futebol, em particular, são associados um conjunto de benefícios
resultantes da sua vivenciação. Por isso, existe a crença de que praticar desporto é um excelente método para a
aquisição de valores morais e éticos, bem como, para o desenvolvimento de todos os componentes ligados à saúde.
Todavia, os estudos científicos são claros ao afirmar que a prática desportiva, per se, não faz bem nem mal. Deste
modo, somente a qualidade da prática poderá assegurar o desenvolvimento das referidas competências sociais, ou
seja, se a prática for bem orientada pelos adultos significativos, esta terá certamente uma influência positiva sobre os
jovens. Pelo contrário, uma experiência mal conduzida, terá efeitos nefastos e, neste caso, seria melhor que os jovens
não participassem no desporto.

Concluímos, desta forma, que treinar crianças não se pode reduzir ao simples ensino das questões de natureza técnica,
tática e física. O treinador deverá assumir um verdadeiro compromisso com a sua praxis, assumindo que a sua conduta
se assume como um exemplo a ser seguido pelos seus atletas. Logo, antes de ser treinador de futebol é um educador
desportivo, independentemente da sua formação académica. Olvidar esta premissa, é assumir uma prática estéril e
inconsequente.

Não é demais referir que a esmagadora maioria das crianças que iniciam o futebol, jamais logrará ser futebolista
profissional. Todavia, todas serão futuros cidadãos. Por isso, importa refletir sobre os modelos de ensino de futebol
que continuam a vigorar.

Ao treinador deverá ser confiado o ensino dos mais nobres valores, nomeadamente, o esforço, o empenho, a
dedicação, a resiliência, a abnegação, o respeito pelo outro e por si mesmo.

Deste modo, não é lícito ao treinador afirmar que a educação é da responsabilidade dos pais e da escola, na medida em
que educar é um processo levado a cabo por todos e a todo o momento.

O treinador, pelo cargo e posição que ocupa, é um verdadeiro “fazedor de cidadão”,

2º MANDAMENTO – “ANTES DE GOSTAR DE GANHAR, GOSTAR DE


JOGAR FUTEBOL”
A questão da vitória desportiva no futebol com jovens nunca foi consensual. Para os mais puritanos, a busca pela vitória
conduz as crianças por caminhos desviantes, levando-os muitas vezes a adotarem comportamentos anti desportivos.
Por isso, a vitória deverá ser vista como algo pernicioso. Para os mais competitivos, a vitória é o resultado que somente
interessa. Nada existe para além da vitória e perder é sinal de fracasso.

Neste âmbito, posicionamo-nos numa zona equidistante face a estas duas realidades diametralmente opostas.

Na verdade, a vitória jamais poderá ser entendida como um convite a prevaricação. É desleal e até mesmo pouco
racional ensinar as crianças a não procurarem a vitória. As crianças deverão ser educadas a granjearem a superação, a
buscarem a transcendência. Numa sociedade altamente competitiva, como a atual, é certamente um erro não educar
para a vitória.

Todavia, esta não poderá ser o centro nevrálgico quando se treina crianças. Por isso, devemos estimular os atletas a
procurarem a superação, desejando vencer, devendo, todavia, explicar que a prática do futebol pressupõe a existência
de três resultados possíveis. Por isso, a principal função do treinador é desafiar as potencialidades das crianças,
encorajando-as a querem ser cada vez melhores. Contudo, alertando para a necessidade de ser um vencedor humilde e
um perdedor tranquilo.

Assim, somos liminarmente contra a frase cliché “Ganhar ou perder é desporto”. Acreditamos que esta frase deverá ser
substituída por “ No desporto eu quero sempre ganhar, mas sei que posso perder.”

3º MANDAMENTO- “ANTES DE ENSINAR JOGADAS, ENSINAR A


ESSÊNCIA DO JOGO”
Em primeiro lugar, importa salientar o que para nós significa o termo “jogadas”. Em nosso entender, não são mais do
que circulações estereotipadas, repetidas vezes sem conta, em contexto de treino, com o objetivo de vê-las
reproduzidas na competição. Normalmente, estas jogadas são fruto de uma arquitetura mental do treinador que
procura tornar os seus atletas verdadeiros robots programados.

Quando ensinamos jogadas, aniquilamos o potencial decisional das crianças, na medida em que criamos cenários que
queremos ver reproduzidos, esquecendo-nos que a competição está sujeita à imprevisibilidade, ao casuístico. Assim,
não poderão os treinadores procurar “robotizar” os seus atletas, mas antes muni-los de ferramentas que lhes permitam
em cada situação do jogo, decidir da melhor forma. No entanto, um olhar mais atento sobre os escalões de formação
de futebol, revela que para muitos treinadores, o futebol se assume como um verdadeiro jogo de computador, onde a
missão do treinador é teleguiar os seus atletas. Muitos treinadores ocupam todo o tempo de jogo a dar indicações
claras e precisas a cada atleta do que deve fazer, como fazer e onde fazer. Claro está, que não defendemos que o
ensino do futebol seja anarquizado e o papel do treinador é de suma importância na correção. Contudo, ensinar
futebol, implica apontar caminhos, oferecer diferentes soluções e depois, permitir que em contexto competitivo seja o
atleta a escolher, em cada momento, qual o melhor desfecho para os problemas que lhe surjam.

Concluindo, cabe ao treinador a árdua tarefa de promover nos seus atletas a tomada de decisão, de modo autónomo,
singular, procurando dar sempre a melhor resposta às contingências do contexto.

4º MANDAMENTO – “ANTES DO JOGO FORMAL, O JOGO


REDUZIDO”
Ensinar o jogo de futebol às crianças não passa por colocá-las na hercúlea tarefa de confrontarem-se num 11*11.
Assim, como ninguém aprende a ler através das obras de Fernando Pessoa, mas antes em livros apropriados para esse
fim, também não se aprende a jogar futebol através da sua forma mais complexa (11*11).

Tomando como exemplo um livro: é mais moroso ler uma obra de 400 páginas do que uma obra de 100, pois o número
de páginas é menor. No Futebol, se partirmos do princípio que cada atleta em campo é uma página, facilmente
compreendemos que quanto mais jogadores houver em campo, mais tempo levarão os atletas a fazer a leitura do jogo.
É importante que percebamos que por cada atleta que se adicione ao jogo, acrescentam-se mais um conjunto de
variáveis. Por isso, o ensino do jogo de futebol, deverá operacionalizar-se através de formas jogadas reduzidas. Estas,
não são uma forma inferior de ensinar o jogo, mas antes um utensílio pedagógico de inegável qualidade. Antes de
aprender a confrontar-se contra 4 adversários, a criança necessita de aprender a defrontar-se contra 1. Posteriormente,
necessita de saber cooperar com um companheiro para a obtenção do objetivo do jogo. Esta é a lógica progressiva do
ensino do jogo de futebol, relevando a sua característica de jogo de cooperação – oposição.

Além disso, as crianças que começam a experimentar o futebol, são normalmente limitadas do ponto de vista motor,
necessitando de frequente contacto com o móbil do jogo. Os jogos reduzidos, promovem uma maior proximidade
entre a criança e a bola, permitindo-lhe vivenciar mais situações de condução de bola, passe, drible, desarme, entre
outros. Não nos podemos esquecer que a grande motivação das crianças é a possibilidade de conduzir a bola.

Por isso, acreditamos que a melhor forma de ensinar o jogo de futebol é através de formas simplificadas que permitam
à criança a apropriação da essência do jogar.
5º MANDAMENTO –“ EM VEZ DE CRITICAR, CORRIGIR E ELOGIAR
MAIS”
Vivemos numa sociedade onde o termo “criticar” assume uma conotação negativa. Fazer crítica, é normalmente
sinónimo de depreciar, ridicularizar, desmerecer alguém. Contudo, a crítica assume uma vertente pedagógica, quando
bem conduzida. É sabido que ninguém nasce ensinado e que durante um processo de aprendizagem devemos saber
conviver com o erro. Ao treinador cabe a tarefa de ser paciente perante o erro e de intervir no sentido de eliminá-lo.

Assim, importa atentar em que tipos de intervenções deverá o treinador centrar-se de modo a propiciar as melhores
informações aos seus atletas.

Em primeiro lugar, dizer ao atleta que fez determinado gesto técnico mal, é assumir a premissa de que esse mesmo
atleta não tem capacidade discriminativa para perceber que errou. Ou seja, o atleta tem normalmente consciência de
quando executa mal um passe, um remate, um desarme. Mais do que enfatizar o que foi mal executado, importa
salientar o que deve ser feito para se melhorar. Por isso, as célebres frases “ João, estás a rematar mal”, deverão ser
substituídas por “João, afasta o pé de apoio da bola para rematares melhor”. Em vez de empolar o erro, o treinador
deverá escalpelizá-lo com o seu atleta com o objetivo de corrigi-lo.

Outras das questões muitas vezes esquecidas pelos treinadores aquando do processo de comunicação com os seus
atletas são os elogios, encorajamentos e incentivos. A literatura é unânime em reconhecer que todo o ser humano
aprende melhor quando o seu comportamento é reforçado positivamente, mesmo que esse comportamento ainda não
esteja completamente de acordo com o desejado. Muitos treinadores dão relevo apenas ao produto final, olvidando-se
do processo. Se uma criança remata sempre mal e posteriormente passa a rematar um pouco melhor, essa evolução
não poderá passar despercebida aos olhos do treinador. Apesar de ainda se encontrar longe daquilo que é desejável,
na verdade a criança já deu mais um passo rumo ao comportamento pretendido.

A este respeito importa referir que os estudos realizados no âmbito da psicologia denotam que uma das principais
causas de abandono desportivo por parte das crianças, se deve a ausência de estímulos positivos. Por isso, não deve o
treinador perder a oportunidade de elogiar um bom comportamento da criança. Elogios e encorajamentos geram um
clima motivacional positivo, propício a aprendizagens.

Além disso, promove uma relação de maior confiança entre treinador –atleta.

6º MANDAMENTO – “ANTES DE MECANIZAR, DESENVOLVER A


CRIATIVIDADE”
Se analisarmos com algum detalhe as últimas épocas do futebol português, compreendemos que muitos dos jogos
acabam com empates a zero. Este resultado deverá provocar em nós uma reflexão interior, procurando resposta para o
mesmo. Em nosso entender, a organização defensiva é um momento do jogo ao qual os treinadores dão cada vez mais
relevância, na busca de somar os necessários pontos à obtenção dos objetivos. A política do “resultadismo” impera
sobre a demanda do espetáculo desportivo. Contudo, não nos parece que o problema resida somente na grande
qualidade com que se organiza o processo defensivo. Na verdade, acreditamos que perante modelos de jogo altamente
defensivos, somente uma processo ofensivo de inegável qualidade poderá sortir efeito. Todavia, um processo ofensivo
de qualidade reclama a existência de atletas criativos, “ sui generis”, capazes de fazerem a diferença. Importa deste
modo atentar no termo “criatividade”. Na conceção de alguns autores a criatividade representa a emergência de algo
único e original. O recurso a um autor mais antigo não foi falta de zelo, mas antes propositado. É que desde sempre
que o ato criativo foi assumido como algo ímpar, excecional, exclusivo de determinados atletas. Ser criativo significa ver
além dos demais, encontrar caminhos, onde outros veem becos, ver soluções onde outros veem problemas. Ser
criativo, é ser-se especial, é ser ousado, é ser-se audaz ao ponto de encontrar soluções imprevistas e impensadas.

Contudo, a originalidade também se desenvolve, através do processo de treino. Mas para ser desenvolvida reclama do
treinador uma postura de tolerância. É que o processo criativo anda de mãos dadas com o erro. Torna-se difícil
desenvolver-se a criatividade, se do exterior não existir paciência para com os erros.

Por isso, cabe aos treinadores reconhecerem o papel de destaque que assumem os atletas criativos, na medida em que
estes poderão ser os futuros atletas de eleição. Não nos podemos esquecer que os atletas criativos, são os mais
arrojados, os audazes, procurando a todo o momento a transcendência.
7º MANDAMENTO – “ACIMA DE TUDO A SAÚDE”
Quando treinamos jovens atletas praticantes de futebol, fazemo-lo, muitas vezes, centrados no seu desenvolvimento
técnico e tático, esquecendo que o treino com jovens deverá promover hábitos e estilo de vida saudável. Ser treinador
de jovens é procurar intervir positivamente na saúde daqueles que são objeto do nosso labor. Importa lembrar que a
saúde, de acordo com a organização mundial da saúde, não é apenas a ausência de enfermidade, mas um completo
bem-estar físico, social e mental.

No que concerne a dimensão física, verificamos que muitas vezes o processo de treino conduz ao aparecimento de
lesões, ou por deficiente preparação dos atletas, ou por repetição excessiva de determinado gesto técnico. Alguns
treinadores, buscando sucesso imediato, promovem uma intensidade desproporcionada às características morfo-
funcionais das crianças. Por isso, o princípio da multilateralidade deverá ser a pedra angular no planeamento do treino
de futebol com jovens, estabelecendo uma relação estreita com o princípio da especificidade. Em relação à dimensão
mental, verificamos que em diversas situações a prática desportiva é a responsável por diversos problemas de natureza
psíquica. Crianças que sofrem de depressões, ansiedade, medo de errar, passaram muitas vezes por processos de
treino onde a exigência estava muito acima das suas potencialidades. O treino, como já se disse anteriormente, deverá
promover a superação, a transcendência, todavia, respeitando o princípio da individualidade, ou seja, reconhecendo
que cada criança é um ser único, singular e irreproduzível e que por isso reclama do treinador diferentes abordagens.
Não pode o treinador ensinar para TODOS como se fossem UM.

No que diz respeito à dimensão social, devemos reconhecer que muitas crianças procuram a prática do futebol pela
necessidade de pertença a um grupo, pelo desejo de afirmação perante os seus pares, pela demanda de rivalizar com o
outro.

Todavia, este processo deverá ser orientado pelo treinador que não deverá permitir que em situação alguma, uma
criança possa ser alvo de troça ou chacota por parte dos seus colegas. O treinador deverá assegurar-se que todos os
elementos fazem parte do grupo e que nenhum se situa no seu exterior.

Acreditamos que, se o treino produzir alterações positivas na saúde das crianças, então, todo o processo estará
impregnado de sucesso.

8º MANDAMENTO – “EM VEZ DE EXCLUIR, INCLUIR”


O desporto com jovens é eminentemente inclusivo e o futebol não deverá ser exceção. Significa que todas as crianças
devem ter o direito de jogar futebol, desde que enquadradas em contextos que correspondam às suas potencialidades.
Ou seja, não defendemos que todas as crianças tenham o direito de jogar futebol nos clubes de maior nomeada
quando as suas potencialidades não o permitem. Apesar disso, não lhes deverá ser negado o acesso de praticarem
futebol noutros contextos mais condizentes com as suas qualidades.

Um dos grandes problemas que se assiste no futebol jovem em Portugal é o tempo de jogo concedido a cada criança.
Muitos treinadores, com a inquietação de obterem sucesso rápido, dão oportunidade de jogar, apenas aos mais aptos
que ao jogarem mais vezes, aumentarão o fosso para os demais. Há realidades em Portugal em que algumas crianças
passam todo o jogo na condição de suplentes sem que lhes seja dada a possibilidade de participarem. Em nosso
entender, trata-se de uma crueldade atroz e intolerável que deverá ser repudiada. Todas as crianças deverão ter o
direito a participar na competição, jogando tempos diferentes, em função das suas potencialidades. Todavia, a
nenhuma deve ser vedado a participação, por ínfima que seja, no contexto competitivo. É factual que só se aprende
algo, fazendo. Logo, só se aprende a jogar futebol, jogando.

9º MANDAMENTO – “OS PAIS TAMBÉM JOGAM”


É verdade que em diversas situações, os pais dos atletas revelam comportamentos perturbadores do desenvolvimento
desportivo dos seus filhos. Alguns pais que desejavam ter sido futebolistas de alta competição, mas que viram esse
sonho gorado, procuram realizar esse intuito nas vidas dos seus educandos. No fundo, entendem a vida dos mesmos,
como uma continuação da sua. Esta conduta é deveras nefasta para as crianças que se sentem pressionadas no seu
desempenho. Contudo, os nossos atletas têm pais e naturalmente, devemos aprender a cooperar com os mesmos para
um único objetivo – o sucesso dos atletas.
Por isso, cabe ao treinador procurar encontrar elos de ligação com os pais, suscitando nestes a necessidade de
empreender uma postura positiva face à prática desportiva dos seus filhos.

Uma das estratégias que poderá contribuir para uma maior aproximação entre treinadores e pais é a realização de uma
reunião de início de época. Nestas, os treinadores deverão definir os objetivos do seu labor, bem como, aquilo que
esperam que os pais venham a desenvolver. Os pais deverão ser informados das condutas e procedimentos que no
entender do treinador, poderão contribuir para o sucesso dos seus filhos.

O treinador deve, ainda, ser consistente na comunicação com os pais, ou seja, deverá existir coerência no seu discurso.
Nada pior do que prometer aquilo que não poderá cumprir. Nessa medida, o treinador deverá transmitir aos pais,
aquilo que para ele é expectável em relação ao desenvolvimento das crianças.

Depois, também é muito importante garantir independência relativamente a todos os pais. Por diversas ocasiões, os
treinadores estabelecem com determinados pais, laços de proximidade que poderão ser “lidos” pelos restantes, como
uma forma de favorecimento a determinadas crianças. Desta modo, o treinador deve procurar estabelecer uma relação
equidistante com todos.

10º MANDAMENTO: “O TREINADOR: UM TEÓRICO – PRÁTICO”


A discussão entre a validade da teoria e da prática já vem de longe, assumindo-se muitas vezes como uma questão
quase dogmática. Desta forma, os treinadores que tiveram experiência prática enquanto atletas reclamam para si o
conhecimento próprio de quem conheceu as adversidades do campo. Os treinadores de formação académica avogam
que o estudo científico do futebol que realizaram na Universidade lhes confere um olhar mais profundo do fenómeno
do treino. Acreditamos que ambas as posições se encontram demasiado extremadas, porque a prática revelanos que
as duas tipologias de treinadores referenciados anteriormente apresentam resultados de qualidade. Assim, nem só a
prática enquanto ex- atleta confere a um treinador todos os conhecimentos necessários para treinar uma equipa, pois
uma realidade é a do jogador, outra distinta é a de liderar um grupo. Mas, o estudo científico do futebol, per se, não
serve para nada se não for justificada com uma prática profícua. É por isso célebres algumas frases dos ditos “práticos”
e “teóricos”, como “Quem sabe faz, quem não sabe ensina” ou “Não há nada mais prático do que uma boa teoria”. No
entanto assumimos com maior clareza a frase de Paulo coelho que afirma que “a teoria é como uma espada que
quando não é utilizada apodrece.

É por isso que vamos ao encontro de Pinheiro (2011) quando afirma que não basta ter-se sido um excelente jogador de
futebol, nem ter sido um brilhante aluno de faculdade para se ser um bom treinador. No fundo o treinador deverá ser
um “teórico-prático” procuram obter uma prática de elevada qualidade, consubstanciada teoria viva e passível de
aplicar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Pinheiro, V. (2011). Os 10 mandamentos (+1) no treino de futebol com jovens.

Colóquio de futebol jovem organizado pelo Grupo Desportivo Águias de Camarate.

Pequenas ideias sobre as componentes técnica, tática e qualitativas acerca dos jogadores que fazem parte
do mundo do Futebol de Formação.

Inicialmente é importante perceber, entender e aceitar que de uma maneira geral todos os jogadores são
diferentes, isto é, temos que compreender que numa mesma equipa há jogadores completamente
diferentes, tanto a nível social, psicológico, técnico, tático, etc…
Desta forma, e, tendo em conta que também todos os treinadores são diferentes, é muito
importante conhecer o treinador e só depois integrá-lo numa equipa para que, todo o trabalho
desenvolvido possa decorrer da melhor forma e que todos os jogadores possam evoluir.

Todos os treinadores devem conhecer os jogadores e respeitar as diferenças existentes entre eles para
que o seu trabalho possa ser bem sucedido. Este conhecimento é bastante importante uma vez que temos
jogadores com caracteristicas muito diferentes e não têm percepção das coisas de igual forma de outros
jogadores.

Antes de tudo devemos saber quais os objetivos do clube, da equipa, do treinador e do jogador
para que seja possível preparar todo o trabalho de forma correta. Será que todos eles têm o
mesmo objetivo?

Devemos entender que várias equipas são constituídas por um número elevado de jogadores, no entanto
existem vários objetivos diferentes entre todos.

Como vai desenvolver o treinador o seu trabalho?

Trabalho mais difícil mas completamente possível de desenvolver.  Equipas onde todos os jogadores
têm o mesmo objetivo são poucas a nível do Futebol de Formação, desta forma também são poucos os
treinadores que têm equipas destas.

Ao conhecer o trabalho de várias escolas de formação podemos desde logo observar que temos
jogadores a começar a prática da modalidade aos 4 anos e outros a começar aos 11 anos, algo que
nos faz perceber o porquê de algumas vezes observarmos numa equipa jogadores com enormes
diferenças a nível técnico/táctico, pois enquanto uns começaram a jogar há cinco anos atrás outros
talvez seja o primeiro ano da sua atividade. No entanto, o treinador deve arranjar soluções para que
todos os jogadores possam evoluir, de acordo com as suas capacidades, mas que todos consigam sentir
que estão a evoluir.

Sou treinadora de futebol de formação há muitos anos, todos estes anos treinei equipas completamente
heterogéneas, no entanto sempre coloquei a mim mesma o desafio de tentar que todos tivessem a mesma
possibilidade de evoluir. Foram várias vezes que me questionei e continuo a questionar sobre a
possibilidade de integrar jogadores iniciantes no mesmo exercício dos jogadores altamente
competentes. Posso dizer que já tive situações de juntar, e situações que os mantive separados, ainda
hoje não consigo garantir o que é o certo. A única coisa que posso garantir é que todos os dias o meu
objetivo nos treinos é que todos possam evoluir, juntos ou separados, exercícios mais fáceis ou mais
difíceis, logo que todos os exercícios proporcionem situações de evolução individual/coletiva, esse sim é
o meu foco principal.
Por vezes levanto a questão:

– Um menino com 10 anos que está a iniciar a sua atividade no futebol deve treinar com os meninos da
idade dele ou com os meninos que, apesar de mais novos, possuem as mesmas competências e têm as
mesmas dificuldades?

É importante perceber as diferenças de trabalho com


os meninos que estão a iniciar com os meninos que já têm alguns anos de experiência. Devemos
perceber que muitas vezes a idade não é indicador de competências, assim sendo porque não um
menino com 10 anos treinar junto do menino com 6 anos?

Como referi anteriormente devemos respeitar as diferenças e saber desenvolver o nosso trabalho
corretamente para que todos possam evoluir e ter sucesso nos exercícios que desenvolvem. Em
relação a este ponto devemos entender que respeitar as diferenças não quer dizer que devemos colocar
os jogadores da mesma idade todos juntos nem os separar porque uns são bons e outros menos bons, é
muito importante conversar com os jogadores e explicar a finalidade/objetivo do trabalho que o
treinador irá desenvolver.

Sou da opinião que o treinador deve explicar aos jogadores (independentemente da idade) todos os seus
objetivos, tanto a nível prático como teórico, desta forma tudo fica mais simples entre todos, por
conseguinte a probabilidade do trabalho em equipa alcançar o sucesso é maior.

Para finalizar apenas quero deixar um apelo a todos os apaixonados pelo Futebol de Formação…

VAMOS DEIXAR QUE AS CRIANÇAS SEJAM CRIANÇAS, QUE SE DIVIRTAM E SEJAM


FELIZES COM A PRÁTICA DESTA APAIXONANTE MODALIDADE CHAMADA
FUTEBOL…

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