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Apresentação Manejo - Brenda PDF

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USO DE MICRO-ORGANISMOS PARA A

BIORREMEDIAÇÃO DE AMBIENTES IMPACTADOS


BRENDA BARROS CABRAL
Introdução

Produção de Contaminação Alcance de áreas


Crescimento da Atividade
rejeitos nocivos dos corpos superficiais e
população industrial
ao ambiente hídricos subterrâneas
Os micro-organismos
• Estudos indicam fungos e bactérias como principais micro-organismos eficientes
na degradação de poluentes, possuindo alto potencial de ação na recuperação de
ambientes contaminados;
• Vários organismos podem ser utilizados para a biodegradação, como bactérias,
fungos ou plantas;
• A eficiência irá depender da estrutura da molécula, presença de enzimas hábeis
em degradar o produto e da metodologia empregada;
• A estrutura química do xenobiótico deve ser semelhante à estrutura de moléculas
naturais.
Biorremediação
• Biorremediação é um processo no qual organismos vivos, normalmente plantas,
micro-organismos ou suas enzimas, são utilizados tecnologicamente para
remover (remediar) ou reduzir poluentes no ambiente;
• A estrutura química dos poluentes orgânicos influência a metabolização destes
por micro-organismos, especialmente com respeito às taxas e à extensão da
biodegradação;
• Os produtos finais de uma biorremediação efetiva são água e gás carbônico.
Estratégias de biorremediação
• Utilização de micro-organismos autóctones, ou seja, do próprio local, sem
qualquer interferência de tecnologias ativas de remediação (biorremediação
intrínseca ou natural);
• Adição de agentes estimulantes, como nutrientes, oxigênio e biossurfactantes
(bioestimulação);
• Inoculação de consórcios microbianos enriquecidos (bioaumento).
Biorremediação in situ
• Realizada no próprio local, sem que haja remoção de material contaminado;
• Biorremediação passiva ou intrínseca, também denominada atenuação natural,
nela o contaminante permanece no local e, por meio de processos naturais, como
biodegradação, volatilização (quebra da molécula em compostos voláteis),
diluição (diminuição da concentração inicial do poluente) e sorção (adsorção do
poluentes a parede celular microbiana ou a seus metabólitos), ocorre a
descontaminação do ambiente;
• A biorremediação passiva pode ser muito lenta, exigindo o uso conjunto de outras
técnicas;
Biorremediação in situ
• Quando a baixa taxa de degradação de um contaminante no solo é resultado do
número reduzido ou inexistente de micro-organismos com habilidade de
degradação do composto, a bioaumentação ou a bioestimulação são técnicas
recomendadas;
• A bioaumentação é uma técnica de biorremediação in situ que consiste na
inoculação de microrganismos com alto potencial de degradação dos
contaminantes no local contaminado;
• A bioestimulação é a introdução de nutrientes orgânicos e inorgânicos no solo,
visando estimular a atividade dos microorganismos nativos em degradar o
composto poluente;
Biorremediação ex situ
• Quando há a necessidade de retirada de solo ou efluente do local contaminado
para que os mesmos sejam tratados em outro local;
• Quando há possibilidade contaminação de pessoas e do ambiente próximo do
solo a ser biorremediado, ou quando a presença de altas concentrações de
contaminantes demanda a utilização de técnicas como compostagem,
biorreatores, entre outras;
• A compostagem é uma técnica ex situ em que o solo contaminado é removido do
local de origem e alocado na forma de pilhas, em um local que permita o controle
da lixiviação e do escoamento superficial dos líquidos originados, os micro-
organismos aeróbios irão degradar os contaminantes orgânicos, transformando-
os em material orgânico estabilizado, CO2 e água;
Biorremediação ex situ
• A utilização de aterros sanitários é um outro método de tratamento de rejeitos
sólidos muito utilizado nos grandes centros urbanos, o processo de decomposição
é anaeróbio em razão da escassez de ar dentro das células;
• Outro exemplo são o reatores biológicos, esses processos biológicos dividem-se
em aeróbios e anaeróbios, os mais comuns são os filtros biológicos anaeróbios ou
aeróbios, o sistema de lodos ativados e suas variações e os digestores anaeróbios
de fluxo ascendente;
• Dentre os processos biológicos aeróbios, o sistema de lodos ativados é o mais
utilizado no tratamento de águas residuárias, sendo a alternativa aplicada em
mais de 90% das ETEs de médio e grande porte dos países desenvolvidos;
Biorremediação ex situ
• O tratamento anaeróbio de fluxo ascendente com manta de lodo, conhecido
como reator UASB, também é muito utilizado;
• O tratamento de efluentes utilizando reator UASB constitui um método eficiente
e de custo relativamente baixo, para a remoção de matéria orgânica e de sólidos
em suspensão, diminuindo consideravelmente o potencial poluidor dos efluentes
após o tratamento;
• A combinação do UASB com um sistema de lodos ativados também é uma
alternativa, pois permite obter uma melhor qualidade do efluente final, com
menos da metade do volume de reatores, da produção de lodo e do consumo de
oxigênio de um sistema convencional de lodos ativados.
Esquema geral de um reator UASB. Fonte: Google.
CONCLUSÃO
• Importância do uso dos microorganismos como ferramenta biotecnológica para a
remediação de áreas contaminadas;
• No tratamento dos mais diversos tipos de resíduos;
• Importância dos organismos nativos do ambiente, como fungos, bactérias e
leveduras, em reciclar toda e qualquer matéria orgânica natural ou xenobiótica
que é disposta no ambiente.

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