Etica Deon
Etica Deon
Etica Deon
DOCENTE
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JOÃO KATUABI
GRUPO Nº 03
SALA: 10
CLASSE: 10ª
TURNO: MANHÃ
CURSO: ENFERMAGEM
INTEGRANTE DO GRUPO
DEDICATÓRIA
A todos que sempre acreditaram nas nossas capacidades em especial os nossos
familiares, que desde sempre investiram e têm investido nas nossas formações, dando-nos
todo amor, carinho, afecto, e orientações para o caminho certo.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus por nos ter concedido saúde e protecção para que este trabalho
se tornasse realidade, aos nossos pais por terem contribuído financeiramente. Agradecer em
especial o docente e todos aqueles que directas ou indirectamente contribuíram para que este
trabalho se realiza-se.
INTRODUÇÃO-----------------------------------------------------------------------------------------01
1.2. Profissão............................................................................................................................
..03
1.3. Deontologia.......................................................................................................................
..04
2. ENFERMAGEM................................................................................................................04
3. PERFIL DO TÉCNICO DE
ENFERMAGEM................................................................06
3.1. Atitude social ...............................................................................................................06
3.2. Comportamento moral (sentido de
responsabilidade) ..................................................06
4. ATITUDE
PSICOLÓGICA................................................................................................06
CONCLUSÃO--------------------------------------------------------------------------------------------14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS---------------------------------------------------------------
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INTRODUÇÃO
Há casos em saúde, que são resolvidos mediante os princípios éticos, pois que a lei não traz
resposta. Exemplo da tomada da decisão ética na escolha de quem deve ter prioridade no
atendimento de três doentes. Todos graves: um de 45 anos de idade e que sofreria de hepatite
ou cirrose hepática. O segundo de 14 anos, adolescente sexo feminino e sofreria de um
acidente de aviação. E o último, de 78 anos de idade, com problema cardíaco.
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1. ÉTICA E DEONTOLOGIA PROFISSIONAL
A ética constitui um tema que sempre esteve presente nas diferentes sociedades, culturas e
religiões desde a antiguidade. Actualmente tem sido um assunto muito discutido em diversas
actividades humanas, tornou-se um assunto corrente nos meios de comunicação, na vida
política, privada e pública, no convívio social, nas relações humanas, na formação académica
e no exercício das profissões sobretudo naquelas que tem como objecto o próprio ser humano.
O estudo da ética tornou-se significativamente importante para os profissionais de saúde; as
mais urgentes questões morais da nossa era estão sendo levantadas nos sectores de cuidados
de saúde, pois é neles que as pessoas se vêm cara a cara com as reais escolhas da saúde, vida e
morte.
1.1. Ética
A ética é o estudo da boa conduta, do bom carácter e das boas razões e está preocupada em
determinar o que é bom ou valioso para todas as pessoas. A ética como ciência normativa
sobre a rectidão dos actos humanos, tenta explicar questões como a liberdade, a natureza do
bem e do mal, a virtude, e a felicidade. O termo é de origem Grega, tendo duas géneses
possíveis:
Éthos, que significa habito ou costume, semelhante ao termo Latino morus (moral);
Êthos, que significa propriedades do carácter, sendo o princípio orientador do que
denominamos por ética.
Ambos os vocábulos são inseparáveis, segundo Aristóteles (384-322 a.C.), uma vez que a
personalidade ou modo de ser do indivíduo desenvolve-se a partir dos seus hábitos e
costumes. Foi o Aristóteles que abordou primeiro sobre a ética como ramo da filosofia
escrevendo “ética e Nicómaco”, a sua principal obra sobre o tema.
Nela expõe as suas principais concepções de racionalidade pratica, da virtude como mediana e
as suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência na ética. Esta obra foi
traduzida para o Latim, tendo dado origem ao termo mos, moris (moral em português), que
equivale a habito ou costume.
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1.2. Profissão
A profissão é definida como a ocupação, emprego, que requer conhecimentos especiais. Esta
definição torna difícil diferenciar profissões e ofícios; o adjectivo
A pratica de saúde, antes mística e sacerdotal (inicia-se no século V a.C., estendendo-se até
aos primeiros séculos da Era Cristã), passando a ser um produto desta nova fase, baseando se
essencialmente na experiência, no conhecimento de natureza, no raciocínio lógico que
desencadeia uma relação de causa e efeito para as doenças e na especulação filosófica,
baseada na investigação livre e na observação dos fenómenos, limitada entretanto, pela
ausência quase total do conhecimento sobre a anatomia e fisiologia do corpo humano. Essa
prática individualista volta-se para o homem e suas relações com a natureza e suas leis
imutáveis.
Este período é considerado pela medicina Grega como período hipocrático, destacando-se a
figura de Hipócrates (Hipócrates de Cós- nasceu na antiga Grécia) considerado por muitos
estudiosos como o “pai da medicina” ou o “pai das profissões da saúde”, que propôs uma
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nova concepção em saúde, dissociando a arte de curar dos preceitos místicos e sacerdotais,
através da utilização do método indutivo, da inspecção e da observação. Não há
caracterização nítida da prática de enfermagem nesta época.
1.3. Deontologia
A deontologia é o estudo ou ciência do que é devido (do grego to Mdéon, que significa o
necessário, o conveniente, o devido, o obrigatório; e logos). A deontologia é um conjunto de
comportamentos exigíveis aos profissionais, muitas vezes não codificados em regulamentação
jurídica.
Assim, a deontologia é uma ética profissional das obrigações práticas, baseada na livre acção
da pessoa e no seu carácter moral. A indagação e acatamento dos princípios deontológicos
significam dirigir-se pelo caminho da perfeição pessoal, profissional e colectiva.
Existem também uma série de normas representadas num código de ética, supervisionadas por
um colégio profissional. É neste sentido que se apresenta o código deontológico da profissão
de enfermagem, constantes nos Estatutos dos enfermeiros, pelo qual se deverão orientar os
futuros técnicos de saúde. REPÚBLICA DE ANGOLA. Decreto Presidencial n.º179/10 de 18
de agosto.
2. ENFERMAGEM
A enfermagem é uma profissão que possui como seu fundamental dispositivo: o
cuidado. Historicamente sempre foi muito difícil descrever caminhos possíveis para as
melhores práticas de cuidado, até a solidificação da enfermagem como ciência. No
entanto, para que se haja actividades de enfermagem que revelem as práticas
intencionais da profissão, torna-se necessário uma orientação para que todos os
profissionais possam em um só sentido desempenharem seus princípios fundamentais,
que se materializa a produção da gestão de cuidado prestado, nos diferentes contextos
soca ambientais e culturais, em resposta às necessidades da pessoa, assim como, toda
complexa rede que em si, se promove a saúde física, mental, social e espiritual de um
indivíduo;
É ciência porque é necessário apreender os seus princípios para melhor praticá-la;
É arte porque habilita, promove a habilidade e destreza manual dos conhecimentos
científicos adquiridos. Relaciona.
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É a ciência e arte que
Importa ressaltar que ciência e arte são faculdades indispensáveis a todos profissionais, vão
contribuir para o justo significado da enfermagem actual, que envolve muitas leis e princípios,
não só os de natureza física e biológica, mas também, os das ciências sociais e do
comportamento. A enfermagem é uma ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao
ser humano individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico (num
todo indivisível), desenvolvendo autonomamente ou em equipa, actividades de promoção e
proteção da saúde e prevenção e recuperação de doenças ou de estados de alteração da saúde.
(Andrade, 2008).
É todo indivíduo que tendo seguido estudos profissionais de base, está apto e habilitado a
assumir no seu Pais as responsabilidades do conjunto de cuidados de enfermagem no quadro
da equipe responsável pela prevenção da saúde, pela prevenção de doenças e pelos cuidados
dos doentes.
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3. PERFIL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
3.1. Atitude social
Postura física: como qualidade social que um técnico deve possuir: Sentar
adequadamente;
Usar uniforme completo, limpo e adequado ao corpo (uso de passe de identificação em
local visível, conforme as normas da instituição);
Higiene corporal (cabelos cortados, perfume suave, verniz discreto, jóias não se usam
durante os trabalhos, unhas rentes a pele etc.).
3.2. Comportamento moral (sentido de responsabilidade)
a Ser educado, amável, simpático e alegre;
b Ser capaz de incutir a coragem e a confiança;
c Respeitar a opinião e maneira de ser dos outros;
d Aceitar a crítica tirando dela o positivo
e Ser paciente e ter o respeito mútuo
f Colaborar sempre que é possível
g Modo de falar (calmo e sem gesto)
h Não aceitar recompensas monetárias do doente ou familiar
NB: a dignidade da vida privada é muito importante. Todos são responsáveis pelo bom nome
da profissão
4. ATITUDE PSICOLÓGICA
1. Consciência profissional: o técnico de saúde, deve ter a consciência que vai lidar com o
corpo humano, pessoa como ele e que hoje se encontra doente. O enfermeiro deve colocar se
no lugar do doente, sentir a sua preocupação “ que seria de mim se fosse tratado mal?
2. Silêncio: deve-se manter o silencio nos locais hospitalares, evitando ruídos pois, que
provocam perturbações no estado daquele que se encontra doente. O silêncio cria a
tranquilidade e cura
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4.1. Atitude profissional a ter com o doente
a Atender com atenção e carinho todo o doente que nos aparecer na unidade de
tratamento
b Respeitar as confidências e as probidades do doente
c Não discutir problemas dos doentes fora do hospital ou classes (fofocas
d Saber ser sincero com os doentes e seus familiares e deve ser curioso
e Deve ajudar o doente a compreender melhor a sua doença
f Explicar ao doente o que tem os seus exames e o diagnóstico
g Explicar também a causa da doença e como deve preveni-la de forma clara e simples
h Usar somente os medicamentos quando é necessário
O técnico de saúde deve merecer a confiança da comunidade onde vive, mostrando a sua
capacidade técnica com dignidade e profissionalismo, sempre dentro da ética e da
deontologia. O enfermeiro ou o técnico de saúde deve em primeiro lugar procurar saber como
é que a comunidade vive, como reage aos nossos serviços e ensinamentos. A partir dai, poder-
se-á criar programas desenvolvimentos nesta comunidade no campo da saúde.
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Para com os superiores:
É uma prática que consiste em exercer a profissão de saúde ilegalmente: é explorador público,
exemplo o vendedor de medicamentos sem autorização. Esta atitude deve ser combatida
porque lesa a moral e a deontologia profissional além de prejudicar a saúde do homem pode
mesmo levá-lo a morte. O homem que se dedica a esta prática denomina-se diabolizado ou
charlatão.
Todo o técnico que trabalha na saúde deve sim reunir os predicados indispensáveis para
melhor desempenho das suas funções.
1º Qualidades físicas: são aquelas que permitem uma resistência física eficiente e conservar a
saúde. Exige-se para o efeito: Bons hábitos de higiene Boa alimentação, Repouso Distracção e
lazer Exercícios físicos etc.
2º Qualidades intelectuais: estas vão permitir um grau de ciência de modo a torna-lo seguro
nos seus conhecimentos científicos e adquira sua segurança. Para o efeito de ter: Curiosidade
intelectual Espírito de observação (olho clinico) , Saber exprimir-se (falar e escrever)
3º Qualidades Morais: estas baseiam-se sobretudo no sentido da responsabilidade que tem
por base a seriedade e o cumprimento do dever. Assim o enfermeiro deverá ter a noção de
responsabilidade:
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Perante o doente deve:
Qualidades sociais: como membro de uma equipe necessita de ter boas relações humanas.
Assim o enfermeiro deve:
a) Ser educado;
b) Amável;
c) Simpático e alegre;
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d) Ser capaz de incutir coragem e confiança;
e) Respeitar a opinião dos outros e maneiras de ser dos outros;
f) Aceitar a crítica tirando dela o lado positivo;
g) Ser paciente, não esquecer de que o doente é egoísta por natureza;
h) Ter respeito mútuo e consideração;
i) Colaborar sempre que possível.
Qualidades técnicas: Estas são importantes se saber executar cuidadosamente as técnicas que
lhe são atribuídas. O técnico de saúde, deve cultivar a destreza manual, a delicadeza e bons
êxitos nos trabalhos. Com isto deve-se criar:
Leveza e precisão nos movimentos que são essenciais para ser bom enfermeiro (técnico) mas
uma maneira geral só se pode adquirir com a prática;
Limpeza e ordem. Esta deve realizar-se em todos os trabalhos, nunca deixar coisas
incompletas, limpar todo o material, e logo após o trabalho feito.
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Toda profissão, a sua dimensão prática exige sempre ter em conta os segredos da profissão.
Segredo profissional: pode ser definido como tudo aquilo que por sua natureza ou por um
contacto especial deve ser conservado oculto. Este segredo fundamenta-se na confidência e na
justiça; sem confiança não há confidência pelo menos espontânea. Ao se revelar ou guardar
um segredo individualmente respeitamos ou desrespeitamos a justiça, pois o segredo pertence
ao dono.
a) Segredo natural: é a que se vem a saber sem estar no exercício de uma profissão;
b) Segredo profissional: é a que se vem saber no exercício de uma actividade cada
profissão possui seu conteúdo específico frente ao segredo.
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Quando o bem do depositário o exige deve-se revelar o segredo:
Ao se tratar de uma declaração de nascimento;
Para evitar um casamento, em casos de enfermidades que possam pôr em risco um dos
conjugues ou a progénie;
Na declaração de doenças infecto-contagiosas de notificação obrigatória;
Ao se tratar de factos delituosos previsto na lei;
Em caso de seviciais de menores;
Ao ter conhecimento de abortadores profissionais
A Política Nacional de Saúde definida na Lei n.º9/75 de 13 de Dezembro, visou a sua essência
a melhoria do Sistema sanitário do País, tendo sido adaptada como Sistema de cuidados de
saúde, o tipo de Sistema Nacional de saúde totalmente socializado.
Art.1. Princípios gerais: O estado promove e garante o acesso de todos, cidadão os cuidados a
saúde nos limites dos Recursos humanos, técnicos e financeiros disponíveis.
Artigo 2. Linhas gerais da política de saúde: A política de saúde tem âmbito Nacional e
obedece aos seguintes critérios:
a) A promoção da saúde e prevenção das doenças […]. O estado garante a equidade na
distribuição dos recursos e na utilização dos serviços;
b) Promoção de igualdade dos cidadãos, no aceso aos cuidados de saúde seja qual for a
sua condição económica e onde quer que viva.
Art. 6. Responsabilidade do estado. De fende que o governo deve definir a Política de saúde;
Art.12. Níveis de cuidado de saúde: O sistema de cuidado de saúde está assente a sua
estratégia nos cuidados de saúde primária, que devem situar junto da comunidade.
Art. 13. Os utentes têm direito à: escolher, no âmbito do sistema de saúde na medida dos
recursos existentes e de acordo com as regras de organizada, o serviço e agente prestadores.
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Art.14. Profissionais da saúde em geral. A lei estabelece os requisitos indispensáveis ao
desempenho de função e os direitos e deveres dos profissionais de saúde, designadamente as
de natureza deontológicas, tendo em atenção a relevância social da sua actividade.
Art. 15. Formação do pessoal da saúde. A formação e o aperfeiçoamento profissional
incluindo a formação permanente do pessoal de saúde constitui um objectivo fundamental a
prosseguir.
7. A ENFERMAGEM EM ANGOLA
Com base nisto os portugueses fundaram a primeira escola de saúde pública em Luanda, para
formação de enfermeiro geral e auxiliar de enfermagem, a mesma era dirigida por um médico.
Naquela altura os médicos eram responsáveis pela formação de enfermeiros gerais, e estes por
sua vez formavam os auxiliares em enfermagem. Posteriormente foram fundadas as escolas de
enfermagem de nova Lisboa e sã da bandeira e a partir dali fundadas várias escolas de
enfermagem em diferentes províncias de Angola.
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CONCLUSÃO
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JUNGES J. R. et al. .(2011). Reflexões legais e éticas sobre o final da vida: uma discussão
sobre a ortotanásia. Unisinos: São Leopoldo brasil 2011.
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