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COMPLEXO ESCOLA PRIVADO AMOR E PAZ

ÉTICA DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

ÉTICA DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

DOCENTE

_________________________
JOÃO KATUABI

LUANDA, OUTUBRO DE 2023

ÉTICA DEONTOLOGIA PROFISSIONAL


ÉTICA DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

GRUPO Nº 03

SALA: 10

CLASSE: 10ª

TURNO: MANHÃ

CURSO: ENFERMAGEM

INTEGRANTE DO GRUPO

1. ANDRÉ JOSÉ SAMUCUMBI MUZANZA


2. DAVID NEVES PINTO
3. EMÍLIA CONCEIÇÃO CANONGUEMBE BONGUE
4. MARIA DA CONCEIÇÃO TCHINGANDO
5. CLAUDIA CUSSAS SAORES
6. DOMINGOS BANGO
7. FILOMENA VAN-DUME
8. TERESA JÚNIOR

DEDICATÓRIA
A todos que sempre acreditaram nas nossas capacidades em especial os nossos
familiares, que desde sempre investiram e têm investido nas nossas formações, dando-nos
todo amor, carinho, afecto, e orientações para o caminho certo.

AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus por nos ter concedido saúde e protecção para que este trabalho
se tornasse realidade, aos nossos pais por terem contribuído financeiramente. Agradecer em
especial o docente e todos aqueles que directas ou indirectamente contribuíram para que este
trabalho se realiza-se.

A todos o nosso muito obrigado!

ÍNDICE GERAL PÁGINAS


Dedicatória
Agradecimentos
Índice Geral

INTRODUÇÃO-----------------------------------------------------------------------------------------01

1. ÉTICA E DEONTOLOGIA PROFISSIONAL...............................................................02

1.1. Ética: .................................................................................................................................


.02

1.2. Profissão............................................................................................................................
..03
1.3. Deontologia.......................................................................................................................
..04

2. ENFERMAGEM................................................................................................................04

2.1. Enfermeiro profissional................................................................................................05

3. PERFIL DO TÉCNICO DE
ENFERMAGEM................................................................06
3.1. Atitude social ...............................................................................................................06
3.2. Comportamento moral (sentido de
responsabilidade) ..................................................06

4. ATITUDE
PSICOLÓGICA................................................................................................06

4.1. Atitude profissional a ter com o


doente..........................................................................07

5. QUALIDADES DE UM PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM OU


TÉCNICO.......09

6. LEI DE BASES DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE LBSNS N. º21-B/92 DE 28


DE
AGOSTO..................................................................................................................................12
7. A ENFERMAGEM EM ANGOLA
......................................................................................13

CONCLUSÃO--------------------------------------------------------------------------------------------14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS---------------------------------------------------------------
15
INTRODUÇÃO

Há casos em saúde, que são resolvidos mediante os princípios éticos, pois que a lei não traz
resposta. Exemplo da tomada da decisão ética na escolha de quem deve ter prioridade no
atendimento de três doentes. Todos graves: um de 45 anos de idade e que sofreria de hepatite
ou cirrose hepática. O segundo de 14 anos, adolescente sexo feminino e sofreria de um
acidente de aviação. E o último, de 78 anos de idade, com problema cardíaco.

O enfermeiro, sendo responsável para com a comunidade na promoção da saúde e na


resposta adequada às necessidades em cuidados de enfermagem, assume o dever de: participar
na orientação da comunidade na busca de soluções para os problemas de saúde detectados;
Conhecer as necessidades da população e da comunidade em que está inserido; Colaborar
com
outros profissionais em programas que respondam às necessidades da comunidade.

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1. ÉTICA E DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

A ética constitui um tema que sempre esteve presente nas diferentes sociedades, culturas e
religiões desde a antiguidade. Actualmente tem sido um assunto muito discutido em diversas
actividades humanas, tornou-se um assunto corrente nos meios de comunicação, na vida
política, privada e pública, no convívio social, nas relações humanas, na formação académica
e no exercício das profissões sobretudo naquelas que tem como objecto o próprio ser humano.
O estudo da ética tornou-se significativamente importante para os profissionais de saúde; as
mais urgentes questões morais da nossa era estão sendo levantadas nos sectores de cuidados
de saúde, pois é neles que as pessoas se vêm cara a cara com as reais escolhas da saúde, vida e
morte.

1.1. Ética

A ética é o estudo da boa conduta, do bom carácter e das boas razões e está preocupada em
determinar o que é bom ou valioso para todas as pessoas. A ética como ciência normativa
sobre a rectidão dos actos humanos, tenta explicar questões como a liberdade, a natureza do
bem e do mal, a virtude, e a felicidade. O termo é de origem Grega, tendo duas géneses
possíveis:

 Éthos, que significa habito ou costume, semelhante ao termo Latino morus (moral);
 Êthos, que significa propriedades do carácter, sendo o princípio orientador do que
denominamos por ética.

Ambos os vocábulos são inseparáveis, segundo Aristóteles (384-322 a.C.), uma vez que a
personalidade ou modo de ser do indivíduo desenvolve-se a partir dos seus hábitos e
costumes. Foi o Aristóteles que abordou primeiro sobre a ética como ramo da filosofia
escrevendo “ética e Nicómaco”, a sua principal obra sobre o tema.

Nela expõe as suas principais concepções de racionalidade pratica, da virtude como mediana e
as suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência na ética. Esta obra foi
traduzida para o Latim, tendo dado origem ao termo mos, moris (moral em português), que
equivale a habito ou costume.

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1.2. Profissão

A profissão é definida como a ocupação, emprego, que requer conhecimentos especiais. Esta
definição torna difícil diferenciar profissões e ofícios; o adjectivo

“Profissional” ajuda abafar o amador e o trabalho não especializado. O dicionário filosófico


descreve a profissão como a acção ou efeito de professar, e professar é exercer uma ciência,
arte ou oficio.

As profissões clássicas do mundo Greco-romano e mais tarde consolidadas na idade média


são: o sacerdócio, o direito e a medicina, embora todo com um carácter intelectual, a medicina
assumiu-se como ciência moderna pelo que deste modo converte-se num para modelo de
profissão. Isto fez com que vários autores tenham utilizado a medicina como base para
realizar seus estudos sobre as profissões. (Bello, 2006).

As profissões de saúde surgiram do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no


decorrer dos períodos históricos. As práticas de saúde instintivas foram as primeiras formas
de prestação de assistência. Na fase da evolução da civilização, estas acções garantiam ao
homem a manutenção da vida, estando a sua origem, ligadas ao trabalho feminino,
caracterizado pela prática do cuidar nos grupos nómadas, levando em linha de conta a
espiritualidade de cada um relacionado com a do grupo em que vivia.

A pratica de saúde, antes mística e sacerdotal (inicia-se no século V a.C., estendendo-se até
aos primeiros séculos da Era Cristã), passando a ser um produto desta nova fase, baseando se
essencialmente na experiência, no conhecimento de natureza, no raciocínio lógico que
desencadeia uma relação de causa e efeito para as doenças e na especulação filosófica,
baseada na investigação livre e na observação dos fenómenos, limitada entretanto, pela
ausência quase total do conhecimento sobre a anatomia e fisiologia do corpo humano. Essa
prática individualista volta-se para o homem e suas relações com a natureza e suas leis
imutáveis.

Este período é considerado pela medicina Grega como período hipocrático, destacando-se a
figura de Hipócrates (Hipócrates de Cós- nasceu na antiga Grécia) considerado por muitos
estudiosos como o “pai da medicina” ou o “pai das profissões da saúde”, que propôs uma

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nova concepção em saúde, dissociando a arte de curar dos preceitos místicos e sacerdotais,
através da utilização do método indutivo, da inspecção e da observação. Não há
caracterização nítida da prática de enfermagem nesta época.

1.3. Deontologia

A deontologia é o estudo ou ciência do que é devido (do grego to Mdéon, que significa o
necessário, o conveniente, o devido, o obrigatório; e logos). A deontologia é um conjunto de
comportamentos exigíveis aos profissionais, muitas vezes não codificados em regulamentação
jurídica.

Assim, a deontologia é uma ética profissional das obrigações práticas, baseada na livre acção
da pessoa e no seu carácter moral. A indagação e acatamento dos princípios deontológicos
significam dirigir-se pelo caminho da perfeição pessoal, profissional e colectiva.

Existem também uma série de normas representadas num código de ética, supervisionadas por
um colégio profissional. É neste sentido que se apresenta o código deontológico da profissão
de enfermagem, constantes nos Estatutos dos enfermeiros, pelo qual se deverão orientar os
futuros técnicos de saúde. REPÚBLICA DE ANGOLA. Decreto Presidencial n.º179/10 de 18
de agosto.

2. ENFERMAGEM
 A enfermagem é uma profissão que possui como seu fundamental dispositivo: o
cuidado. Historicamente sempre foi muito difícil descrever caminhos possíveis para as
melhores práticas de cuidado, até a solidificação da enfermagem como ciência. No
entanto, para que se haja actividades de enfermagem que revelem as práticas
intencionais da profissão, torna-se necessário uma orientação para que todos os
profissionais possam em um só sentido desempenharem seus princípios fundamentais,
que se materializa a produção da gestão de cuidado prestado, nos diferentes contextos
soca ambientais e culturais, em resposta às necessidades da pessoa, assim como, toda
complexa rede que em si, se promove a saúde física, mental, social e espiritual de um
indivíduo;
 É ciência porque é necessário apreender os seus princípios para melhor praticá-la;
 É arte porque habilita, promove a habilidade e destreza manual dos conhecimentos
científicos adquiridos. Relaciona.

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 É a ciência e arte que

Importa ressaltar que ciência e arte são faculdades indispensáveis a todos profissionais, vão
contribuir para o justo significado da enfermagem actual, que envolve muitas leis e princípios,
não só os de natureza física e biológica, mas também, os das ciências sociais e do
comportamento. A enfermagem é uma ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao
ser humano individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico (num
todo indivisível), desenvolvendo autonomamente ou em equipa, actividades de promoção e
proteção da saúde e prevenção e recuperação de doenças ou de estados de alteração da saúde.
(Andrade, 2008).

A enfermagem se caracteriza pela caridade e compaixão diante dos pacientes agonizantes,


mas também têm seu reconhecimento devido às conquistas por direitos e aquisições de
abertura no cenário entre os demais profissionais de saúde. Entretanto, ainda se encontra
elementar no relacionamento em referência ao ambiente de trabalho, e à postura diante dos
embates éticos e aos posicionamentos interpessoais.

2.1. Enfermeiro profissional

É todo indivíduo que tendo seguido estudos profissionais de base, está apto e habilitado a
assumir no seu Pais as responsabilidades do conjunto de cuidados de enfermagem no quadro
da equipe responsável pela prevenção da saúde, pela prevenção de doenças e pelos cuidados
dos doentes.

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3. PERFIL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
3.1. Atitude social
 Postura física: como qualidade social que um técnico deve possuir: Sentar
adequadamente;
 Usar uniforme completo, limpo e adequado ao corpo (uso de passe de identificação em
local visível, conforme as normas da instituição);
 Higiene corporal (cabelos cortados, perfume suave, verniz discreto, jóias não se usam
durante os trabalhos, unhas rentes a pele etc.).
3.2. Comportamento moral (sentido de responsabilidade)
a Ser educado, amável, simpático e alegre;
b Ser capaz de incutir a coragem e a confiança;
c Respeitar a opinião e maneira de ser dos outros;
d Aceitar a crítica tirando dela o positivo
e Ser paciente e ter o respeito mútuo
f Colaborar sempre que é possível
g Modo de falar (calmo e sem gesto)
h Não aceitar recompensas monetárias do doente ou familiar

NB: a dignidade da vida privada é muito importante. Todos são responsáveis pelo bom nome
da profissão

4. ATITUDE PSICOLÓGICA

1. Consciência profissional: o técnico de saúde, deve ter a consciência que vai lidar com o
corpo humano, pessoa como ele e que hoje se encontra doente. O enfermeiro deve colocar se
no lugar do doente, sentir a sua preocupação “ que seria de mim se fosse tratado mal?

2. Silêncio: deve-se manter o silencio nos locais hospitalares, evitando ruídos pois, que
provocam perturbações no estado daquele que se encontra doente. O silêncio cria a
tranquilidade e cura

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4.1. Atitude profissional a ter com o doente

a Atender com atenção e carinho todo o doente que nos aparecer na unidade de
tratamento
b Respeitar as confidências e as probidades do doente
c Não discutir problemas dos doentes fora do hospital ou classes (fofocas
d Saber ser sincero com os doentes e seus familiares e deve ser curioso
e Deve ajudar o doente a compreender melhor a sua doença
f Explicar ao doente o que tem os seus exames e o diagnóstico
g Explicar também a causa da doença e como deve preveni-la de forma clara e simples
h Usar somente os medicamentos quando é necessário

Para com a família:

a Servir de intermediário entre o família e o doente


b Criar relações de cooperação entre si
c Transmitir as necessidades do doente aos seus familiares
d Deve-se encorajar a família para confiar os nossos serviços

Para com a comunidade:

O técnico de saúde deve merecer a confiança da comunidade onde vive, mostrando a sua
capacidade técnica com dignidade e profissionalismo, sempre dentro da ética e da
deontologia. O enfermeiro ou o técnico de saúde deve em primeiro lugar procurar saber como
é que a comunidade vive, como reage aos nossos serviços e ensinamentos. A partir dai, poder-
se-á criar programas desenvolvimentos nesta comunidade no campo da saúde.

Para com a equipa:

a Deve haver espírito de cooperação e interajuda


b Não abandonar o turno antes que o colega se faz presente
c Não apropriar-se dos bens destinados aos doentes
d Reconhecer as suas falhas e procurar superá-las
e Não fugir as responsabilidades em caso de notar qualquer dano
f Ser pontual e cumprir os horários

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Para com os superiores:

a Cumprir e fazer cumprir as orientações superiormente dimanadas


b Respeitar a hierarquia existente
c Nunca denigrir as orientação do médico conforme prescrição Comportamento
profissional:
d O técnico de saúde deve merecer a confiança de colegas cumprindo as normas de
tratamento
e O técnico deve reconhecer os limites de sua competência
f Nunca assumir situações que não são da sua competência mas sim devem ser
evacuados para outros níveis superiores de tratamento.

É uma prática que consiste em exercer a profissão de saúde ilegalmente: é explorador público,
exemplo o vendedor de medicamentos sem autorização. Esta atitude deve ser combatida
porque lesa a moral e a deontologia profissional além de prejudicar a saúde do homem pode
mesmo levá-lo a morte. O homem que se dedica a esta prática denomina-se diabolizado ou
charlatão.

5. QUALIDADES DE UM PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM OU TÉCNICO

Todo o técnico que trabalha na saúde deve sim reunir os predicados indispensáveis para
melhor desempenho das suas funções.

1º Qualidades físicas: são aquelas que permitem uma resistência física eficiente e conservar a
saúde. Exige-se para o efeito: Bons hábitos de higiene Boa alimentação, Repouso Distracção e
lazer Exercícios físicos etc.
2º Qualidades intelectuais: estas vão permitir um grau de ciência de modo a torna-lo seguro
nos seus conhecimentos científicos e adquira sua segurança. Para o efeito de ter: Curiosidade
intelectual Espírito de observação (olho clinico) , Saber exprimir-se (falar e escrever)
3º Qualidades Morais: estas baseiam-se sobretudo no sentido da responsabilidade que tem
por base a seriedade e o cumprimento do dever. Assim o enfermeiro deverá ter a noção de
responsabilidade:

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Perante o doente deve:

a Respeitar e manter a individualização;


b Prestar ao doente toda assistência;

Perante a equipe deve:

a Acatar, respeitar e cumprir os serviços que lhe forem atribuídos.


b Não fugir à verdade e ter a coragem suficiente para confessar um erro cometido, que
uma vez cometido poderá trazer graves consequências e confessado poderá evitar o
perigo Dignidade profissional:

Como deve se apresentar o técnico de enfermagem?


a Uniforme irrepreensível;
b Higiene pessoal;
c Cabelos cortados ou presos e penteados;
d Jóias (apenas o uso de alianças);
e Perfume suave e verniz discreto.
Que atitude dever ter o enfermeiro?
a) Correcção na postura;
b) Pronunciar correctamente as palavras/ cuidado com que falar;
c) Evitar fazer gestos, e reflectir em cada acto protagonizado;
d) Não aceitar recompensas monetárias do doente e familiares.

Qualidades espirituais: Estas baseiam-se no respeito espiritual de cada um:

a) Respeitar a religião dos outros;


b) Não construir um obstáculo ao conforto espiritual do doente;
c) Servir de intermediário entre o doente e o serviço religioso, caso ele peça ou necessita.

Qualidades sociais: como membro de uma equipe necessita de ter boas relações humanas.
Assim o enfermeiro deve:
a) Ser educado;
b) Amável;
c) Simpático e alegre;

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d) Ser capaz de incutir coragem e confiança;
e) Respeitar a opinião dos outros e maneiras de ser dos outros;
f) Aceitar a crítica tirando dela o lado positivo;
g) Ser paciente, não esquecer de que o doente é egoísta por natureza;
h) Ter respeito mútuo e consideração;
i) Colaborar sempre que possível.

Qualidades técnicas: Estas são importantes se saber executar cuidadosamente as técnicas que
lhe são atribuídas. O técnico de saúde, deve cultivar a destreza manual, a delicadeza e bons
êxitos nos trabalhos. Com isto deve-se criar:

Leveza e precisão nos movimentos que são essenciais para ser bom enfermeiro (técnico) mas
uma maneira geral só se pode adquirir com a prática;

Limpeza e ordem. Esta deve realizar-se em todos os trabalhos, nunca deixar coisas
incompletas, limpar todo o material, e logo após o trabalho feito.

Responsabilidades do técnico no atendimento do doente: Antes do técnico começar o


atendimento dos doentes convém analisar primeiro a questão do relacionamento.
Enfermeiro-doente e vice-versa.
a) Receber o doente e seus familiares como amigos iguais e não como doente;
b) Verificar se há lugar para todos estarem sentados;
c) Sente-se ao lado do doente e não atrás de uma mesa de trabalho;
d) Use uma linguagem simples e clara que as pessoas entendam

Princípios básicos de relacionamento a ter em conta:


a) Pergunte sempre a família não apenas sobre a doença, mas outros problemas que
tenha;
b) Não deixar que as anotações e registos interfiram na comunicação. Não escreva
enquanto a pessoa estiver a falar;
c) Respeitar as tradições e crenças das pessoas;
d) Apreender escutar, seja compreensivo com as esperanças e receios das pessoas
e) Respeitar o natural pudor e a intimidade do doente.

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Toda profissão, a sua dimensão prática exige sempre ter em conta os segredos da profissão.

Segredo profissional: pode ser definido como tudo aquilo que por sua natureza ou por um
contacto especial deve ser conservado oculto. Este segredo fundamenta-se na confidência e na
justiça; sem confiança não há confidência pelo menos espontânea. Ao se revelar ou guardar
um segredo individualmente respeitamos ou desrespeitamos a justiça, pois o segredo pertence
ao dono.

Tipos de segredo: Segredo natural e segredo profissional

a) Segredo natural: é a que se vem a saber sem estar no exercício de uma profissão;
b) Segredo profissional: é a que se vem saber no exercício de uma actividade cada
profissão possui seu conteúdo específico frente ao segredo.

Para o profissional de enfermagem o conteúdo do segredo é tudo o que se refere ao doente, a


família e aos trabalhadores. Tudo que se refere ao doente está contido na sua papeleta
(diagnostico, prescrição, assuntos particulares etc.).

A verdadeira forma de possível revelar o segredo


O segredo profissional pode ser revelado de forma directa ou indirecta.
a) Revelação directa: dá-se quando são publicados os conteúdos e o nome da pessoa a
quem pertence o segredo;
b) Revelação indirecta: é a partir do momento em que são fornecidos indicativos para
conhecimento da coisa secreta e de seu dono.
A revelação do segredo tanto de forma directa como indirecta a injustiça é praticada da
mesma forma e as responsabilidades jurídicas e deontológicas estão presentes. Quando é
permitida e quando é obrigatório a revelação do segredo?
A circunstância em que o segredo pode ser revelado e outros em que deve ser manifestado a
quem de direito. Este aspecto é importante porque podemos ser processados ou ferir a
deontologia revelando ou guardando um segredo. Pode se revelar o segredo:
 Quando o dono permitir;
 Quando o bem comum o exige;
 Quando o bem da terceira pessoa exige;

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 Quando o bem do depositário o exige deve-se revelar o segredo:
 Ao se tratar de uma declaração de nascimento;
 Para evitar um casamento, em casos de enfermidades que possam pôr em risco um dos
conjugues ou a progénie;
 Na declaração de doenças infecto-contagiosas de notificação obrigatória;
 Ao se tratar de factos delituosos previsto na lei;
 Em caso de seviciais de menores;
 Ao ter conhecimento de abortadores profissionais

6. LEI DE BASES DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE LBSNS N.º21-B/92 DE 28


DE AGOSTO

A Política Nacional de Saúde definida na Lei n.º9/75 de 13 de Dezembro, visou a sua essência
a melhoria do Sistema sanitário do País, tendo sido adaptada como Sistema de cuidados de
saúde, o tipo de Sistema Nacional de saúde totalmente socializado.
Art.1. Princípios gerais: O estado promove e garante o acesso de todos, cidadão os cuidados a
saúde nos limites dos Recursos humanos, técnicos e financeiros disponíveis.

Artigo 2. Linhas gerais da política de saúde: A política de saúde tem âmbito Nacional e
obedece aos seguintes critérios:
a) A promoção da saúde e prevenção das doenças […]. O estado garante a equidade na
distribuição dos recursos e na utilização dos serviços;
b) Promoção de igualdade dos cidadãos, no aceso aos cuidados de saúde seja qual for a
sua condição económica e onde quer que viva.

Art. 6. Responsabilidade do estado. De fende que o governo deve definir a Política de saúde;

Art.12. Níveis de cuidado de saúde: O sistema de cuidado de saúde está assente a sua
estratégia nos cuidados de saúde primária, que devem situar junto da comunidade.

Art. 13. Os utentes têm direito à: escolher, no âmbito do sistema de saúde na medida dos
recursos existentes e de acordo com as regras de organizada, o serviço e agente prestadores.

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Art.14. Profissionais da saúde em geral. A lei estabelece os requisitos indispensáveis ao
desempenho de função e os direitos e deveres dos profissionais de saúde, designadamente as
de natureza deontológicas, tendo em atenção a relevância social da sua actividade.
Art. 15. Formação do pessoal da saúde. A formação e o aperfeiçoamento profissional
incluindo a formação permanente do pessoal de saúde constitui um objectivo fundamental a
prosseguir.

7. A ENFERMAGEM EM ANGOLA

Com os progressos incessantes na medicina a enfermagem no nosso pais passou de práticas


magicas à científica. Os portugueses ao chegar em angola trouxeram os seus técnicos de saúde
e verificavam que havia a necessidade de formarem mais enfermeiros a fim de prestar
assistência a população angolana.

Com base nisto os portugueses fundaram a primeira escola de saúde pública em Luanda, para
formação de enfermeiro geral e auxiliar de enfermagem, a mesma era dirigida por um médico.
Naquela altura os médicos eram responsáveis pela formação de enfermeiros gerais, e estes por
sua vez formavam os auxiliares em enfermagem. Posteriormente foram fundadas as escolas de
enfermagem de nova Lisboa e sã da bandeira e a partir dali fundadas várias escolas de
enfermagem em diferentes províncias de Angola.

Hoje a enfermagem em angola passou de um enfermeiro de simples guarda dos doentes à um


técnico; de tratamento curativo à uma enfermagem mais preventiva e promocional; de
prevenção individual à prevenção colectiva; de consciência de solidariedade familiar a uma
solidariedade nacional.

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CONCLUSÃO

Um caminho para melhor o sentido do saber-fazer profissional, pode estar ancorado na


deontologia. Esta trata-se do conjunto de actividades e comportamentos que são exigidos na
actividade profissional, e que geralmente não são codificados em regulamentação jurídica.
Dessa forma, a deontologia refere-se aos deveres da enfermagem durante sua actuação
profissional nos diferentes serviços e diversos níveis de complexidade. Na prática de
enfermagem, constata-se o confronto com situações nas quais o profissional tem de escolher
entre alternativas do saber-fazer. Para isso, é necessário o direccionamento, considerando o
conhecimento específico, os valores, os princípios éticos e legais e as normas ou regras de
conduta agregadas.

Outrossim, a enfermagem pode utilizar um dispositivo orientador para as práticas


profissionais a deontologia. As intervenções de enfermagem são realizadas com a
preocupação da defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana e do enfermeiro. A
deontologia são normas estabelecidas não pela moral e sim para a correcção de suas
intenções, acções, direitos, deveres e princípios. Conquanto a deontologia busque um caminho
para o aspecto intencional dos conflitos, serve também para uma directriz invisível no ato do
fazer que já é incorporado em boas práticas de saúde. Para tal podemos a seguir compreender
melhor a intensão. Para Tchipesse (2019, p. 126), a deontologia são valores universais a
observar na relação profissional:

14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BELLO L. Nilda.(2006). Fundamentos de enfermeria, part I. Ecimed, Habana. CANO C. A.


María. .(2005). História de la Enfermería. Editorial Ecimed, Havana.

________..(2005). Problemas éticos y legais en enfermeria. Editorial Ecimed:Havana.

JUNGES J. R. et al. .(2011). Reflexões legais e éticas sobre o final da vida: uma discussão
sobre a ortotanásia. Unisinos: São Leopoldo brasil 2011.

TCHIPESSE, M. F.(2019). Dimensão ética do Professor na Sala de Aula. Angola: Muenhu.

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