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ÂNGUL

NGULOO LIMITE E REFLEXÃO TOTAL


OTAL

VII
ÂNGULO LIMITE: Aumentando um pouco mais o ângulo de incidência, o
raio passa a ser completamente refletido.
Um raio de luz monocromática, ao passar de um meio
O maior ângulo de incidência para que ocorra a re-
menos refringente para um meio mais refringente, com ângu-
fração da luz denomina-se ângulo limite de incidên-
lo de incidência diferente de 0o, aproxima-se da reta normal e
cia (L):
sua velocidade de propagação se torna menor.
se i ≤ L, ocorre refração da luz;
se i > L, ocorre reflexão total da luz.

ni sen i = nr sen r

ni sen L = nr sen 90o

sen L = nr / ni = nmenor / nmaior


Para ocorrer a reflexão total, também chamada reflexão
Nesse caso, sempre haverá refração da luz, qualquer que
interna, é necessário, portanto, que a luz provenha de meio
seja o ângulo de incidência:
mais refringente e o ângulo de incidência deve superar o ângu-
0o ≤ i ≤ 90o lo limite.

Ao passar de um meio mais refringente (índice de refração FIBRA ÓPTICA:


maior) para outro menos refringente, um raio de luz Um filamento longo e muito fino feito de vidro ou plás-
monocromática, com ângulo diferente de 0o, afasta-se da nor- tico transparente pode, sob certas condições, “aprisionar” a
mal e sua velocidade de propagação aumenta. luz, fazendo com que esta seja guiada em seu interior. Se o
raio luminoso penetrar no interior da fibra e atingir sua pare-
de interior com ângulo de incidência que supera o ângulo
limite, temos o fenômeno de reflexão interna.

Nesse caso, nem sempre vai ocorrer a refração da luz, pois,


num determinado ângulo de incidência, o raio luminoso sairá
rasante à fronteira.

A ocorrência de sucessivas reflexões internas é a base de


funcionamento das fibras ópticas, permitindo que a infor-
mação luminosa acesse locais que dificilmente seriam atingi-
dos por iluminação direta.

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A medicina e as telecomunicações são dois dos maiores reflexão total, é denominada miragem e dá a sensação de existir
beneficiários desse fenômeno óptico. uma superfície espelhante na fronteira das camadas de ar.
No deserto, o indivíduo associa, instintivamente, a super-
MIRAGENS: fície espelhante às águas de um lago. O mesmo pode correr
Nos desertos quentes, pode suceder que, a uma massa de numa estrada sob sol intenso, dando a sensação visual de a
ar quente junto ao solo, sobreponha-se uma massa de ar mais estrada estar molhada.
frio. A situação da camada de ar fria sobreposta à de ar quente
é uma situação instável, o que explica o fato de as miragens
aparecerem e desaparecerem repentinamente.
O fenômeno da miragem também pode ocorrer nas regi-
ões muito frias, onde uma camada de ar quente de sobrepõe
a uma camada de ar frio. Nesse caso observamos uma ima-
gem “flutuando” acima do objeto.

O ar frio é mais refringente que o ar quente, a configu-


ração ar frio/ar quente forma um dioptro plano, passível
de reflexão total. A luz atinge a fronteira das camadas de ar
e, se superado o ângulo limite, sofre reflexão total, permi-
tindo que se veja uma imagem.
A visão simultânea do objeto e sua imagem invertida, por

1) (Unirio) Considere que você vive em um mundo onde o índice Considerem-se os seguintes dados:
de refração do vidro imerso em ar é igual a 3. Se o índice de
refração do ar permanecer igual a 1, quando e por que os objetos índice de refração do ar. 1
serão vistos através de uma janela, sendo esta de vidro e fechada? velocidade da luz no vácuo: 3 x 108 m/s
a) Sempre, porque sempre haverá algum ângulo de incidência rela-
tivo à normal e maior que 0º para o qual haverá refração. sen 40° = 0,64 sen 42° = 0,67 sen 75° = 0,96
b) Sempre, porque o vidro é um material transparente.
cos 40° = 0,77 cos 42° = 0,74 cos 75° = 0,25
c) Apenas se os raios da luz emitida por eles chegarem à janela
fazendo um ângulo de 90º com a superfície do vidro. Nessa situação, é verdade:
d) Nunca, porque sempre haverá reflexão total na passagem do 01) Predominam os fenômenos de reflexão e refração.
ar para o vidro. 02) O ângulo de reflexão do raio de luz que incide no ponto I é
e) Nunca, porque sempre haverá reflexão total na passagem do igual a 15°.
vidro para o ar. 04) Ao passar do ar para o cristal, o raio de luz se afasta da normal.
2) (UFBA) A figura abaixo representa um raio de luz 08) A velocidade de propagação da luz no cristal é igual a 2 x 108
monocromático que se propaga no ar e incide no ponto I da super- m/s.
fície de um bloco de cristal transparente. 16) Ao atingir o ponto J, a luz sofre reflexão total.
3) (UFBA) Na figura abaixo, estão representados três raios lumi-
nosos, a, b e c, emitidos pela fonte S, localizada no interior de um
bloco de vidro. Considere o índice de refração do vidro nv = 1,5, o
índice de refração do ar nar = 1 e a velocidade de propagação da luz
no ar c = 3,0 x 108 m/s.

Nessas condições, é correto afirmar:


(01) O ângulo de reflexão que o raio a forma com a normal é

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diferente do ângulo de incidência. de alta temperatura as camadas de ar, nas proximidades do solo, são mais
(02) O raio luminoso, ao ser refratado passando do vidro para o ar, quentes que as camadas superiores. Como explicamos essa miragem?
afasta-se da normal. a) Devido ao aumento de temperatura a luz sofre dispersão.
(04) A reflexão interna total pode ocorrer, quando o raio lumino- b) A densidade e o índice de refração absoluto diminuem com o
so incide do ar para o vidro ou do vidro para o ar. aumento da temperatura. Os raios rasantes incidentes do Sol al-
(08) A velocidade de propagação da luz, no vidro, é igual a 2,0 x cançam o ângulo limite e há reflexão total.
108 m/s. c) Devido ao aumento de temperatura, ocorre refração com desvio.
(16) O ângulo crítico θc, a partir do qual ocorre a reflexão interna, d) Ocorre reflexão simples devido ao aumento da temperatura.
é dado por θc = arc sen (2/3). e) Devido ao aumento de temperatura, a densidade e o índice de
(32) O fenômeno da difração ocorre quando a luz atravessa um refração absoluto aumentam. Os raios rasantes incidentes do Sol
orifício de dimensões da ordem de grandeza do seu comprimento alcançam o ângulo limite e sofrem reflexão total.
de onda.
9) (PUC) A figura abaixo mostra um raio de luz monocromática que
4) Uma fonte de luz, situada a 0,5 m abaixo do nível da água incide na superfície de separação de dois meios homogêneos e transparen-
(índice de refração absoluto 4/3), determina a superfície de um tes A e B, vindo do meio A. Nessas condições o raio de luz emerge rasante
disco brilhante de raio aproximadamente igual a: à superfície. Chamando de nA e nB os índices de refração absolutos dos
a) 0,20 m b) 0,30 m c) 0,57 m meios A e B, respectivamente, e de L o ângulo limite, então:
d) 0,80 m e) 1,00 m
5) (UFRN) Uma fibra ótica, mesmo encurvada, permite a propa-
gação de um feixe luminoso em seu interior, de uma extremidade
à outra, praticamente sem sofrer perdas (veja a figura abaixo).

A explicação física para o fato acima descrito é a seguinte:


Como o índice de refração da fibra ótica, em relação ao índice de
a) nA = nB e a = L b) nA > nB e a = L
refração do ar, é
c) nA < nB e a > L d) nA < nB e a = L
a) baixo, ocorre a reflexão interna total. e) nA < nB e a < L
b) alto, ocorre a reflexão interna total.
c) alto, a refração é favorecida, dificultando a saída do feixe pelas 10) (ODONTO - ARARAS) Os índices de refração absolutos
laterais. relacionados a seguir, para uma radiação monocromática amarela.
d) baixo, a refração é favorecida, dificultando a saída do feixe
pelas laterais.
6) (UECE) As fibras ópticas, de grande uso diagnóstico em Medi-
cina (exame do interior do estômago e outras cavidades), devem
sua importância ao fato de que nelas a luz se propaga sem “esca-
par” do seu interior, não obstante serem feitas de material transpa-
rente. A explicação para o fenômeno reside na ocorrência, no
interior das fibras, de:
a) reflexão total da luz; b) dupla refração da luz;
c) polarização da luz; d) difração da luz;
e) interferência da luz. Em relação aos meios citados, certamente ocorrerá o fenômeno da
7) (Vunesp) Nas fotos da prova de nado sincronizado, tiradas com reflexão total, com maior facilidade para o dioptro constituído por:
câmaras submersas na piscina, quase sempre aparece apenas a parte a) gelo - água b) vidro - água c) diamante - água
do corpo das nadadoras que está sob a água; a parte superior d) vidro - gelo e) diamante - vidro
dificilmente se vê. Se essas fotos são tiradas exclusivamente com
11) (U. Potiguar-RN) Em uma experiência realizada em laborató-
iluminação natural, isso acontece porque a luz que
rio, um raio rasante, de luz monocromática, passa de um meio
a) vem da parte submersa do corpo das nadadoras atinge a câmara, mas a transparente para outro, através de uma interface plana, e se retra-
luz que vem de fora da água não atravessa a água, devido à reflexão total. ta num ângulo de 30° com a normal, o raio refratado fará com a
b) vem da parte submersa do corpo das nadadoras atinge a câmara, normal um ângulo de, aproximadamente:
mas a luz que vem de fora da água é absorvida pela água.
c) vem da parte do corpo das nadadoras que está fora da água é
desviada ao atravessar a água e não converge para a câmara, ao
contrário da luz que vem da parte submersa.
d) emerge da câmara ilumina a parte submersa do corpo das nada-
doras, mas a parte de fora da água não, devido ao desvio sofrido
pela luz na travessia da superfície.
e) emerge da câmara ilumina a parte submersa do corpo das nada-
doras, mas a parte de fora da água não é iluminada devido à refle-
xão total ocorrida na superfície.
8) (UEPB) Ao viajar num dia quente por uma estrada asfaltada, é
comum enxergarmos ao longe uma “poça d’água”. Sabemos que em dias a) 90° b) 60° c) 30° d) 15°

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12) (ITA) A figura mostra uma placa de vidro com índice de
refração n(v) = √2 mergulhada no ar, cujo índice de refração é
igual a 1,0. Para que um feixe de luz monocromática se propa-
gue pelo interior do vidro através de sucessivas reflexões to-
tais, o seno do ângulo de entrada, senθ e, deverá ser menor ou
igual a:
a) 0,18 b) 0,37 c) 0,50
d) 0,71 e) 0,87

1) a 7) c
2) 25 8) b
3) 58 9) b
4) c 10) c
5) b 11) d
6) a 12) b

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