Direito Notarial - Ufpe - 2024 - Rebeka Batista
Direito Notarial - Ufpe - 2024 - Rebeka Batista
Direito Notarial - Ufpe - 2024 - Rebeka Batista
NA PRÁTICA
Rebeka Batista - 2024
Rebeka Batista
Advogada. Presidente da Comissão de Direito
Notarial e Registral da OAB. Especialista em
Direito Notarial e Registal, Direito e Mercado
Imobiliário, de Direito de Famílias e
Sucessões. 13 anos de atuação na área
notarial e registral
RETRATO DO JUDICIÁRIO
O Poder Judiciário finalizou o ano de 2022 com 81,4 milhões de processos em
tramitação, aguardando alguma solução definitiva (pg. 92 do relatório);
Em relação aos casos novos, o crescimento é ainda mais acentuado, pois o ano de 2022
revela-se como o de maior demanda processual no judiciário, o que pode denotar o
ingresso de ações represadas nos anos de 2020 e 2021 em razão da pandemia (pg. 93 do
relatório);
Em média, a cada grupo de mil habitantes, 127 ingressaram com uma ação judicial
no ano de 2022. Houve aumento em 7,4% no número de casos novos por mil
habitantes em 2022, em relação a 2021. Nesse indicador, são computados somente
os processos de conhecimento e de execução de títulos executivos extrajudiciais,
excluindo, portanto, da base de cálculo, as execuções judiciais iniciadas. (pg. 102
do relatório).
1 2 3 4 5
Procedimento de Inventário e divórcio Usucapião extrajudicial Adjudicação compulsória
Execução da alienação consensuais através perante o cartório do extrajudicial perante o
retificação de área
fiduciária em garantia de escritura pública registro de imóveis cartório do registro de
diretamente no
(Lei nº 9514/1997) em cartórios de Notas (artigo 216-A, LRP - imóveis (artigo 216-B, LRP -
Registro de Imóveis
Incluído pela Lei nº
(Lei nº 10.931/2004); (Lei Federal nº Incluído pela Lei nº
14.383/2022);
11.441/2007) 13.105/2015);
Livrar-se da cultura Saber o que pode ser Saber como deve ser Entender o valor do Ser especialista no que
de litígio e dos mitos feito na esfera feito serviço prestado se presta a fazer
extrajudicial
PLANEJAMENTO PATRIMONIAL;
Art. 236 da CF. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por
delegação do Poder Público.
§ 1º Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários, dos oficiais de
registro e de seus prepostos, e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. Lei nº 8935/95
§ 2º Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados
pelos serviços notariais e de registro. Lei nº 10.169/00
§ 3º O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, não se
permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por
mais de seis meses.
Características gerais da atividade A fiscalização judiciária será exercida pelo juízo competente (art. 37, caput) que
zelará para que os serviços notariais sejam prestados com rapidez, qualidade
satisfatória e de modo eficiente (art. 38), aplicando, inclusive, as penas
disciplinares cabíveis (art. 34).
LEI 10.169/00
moeda corrente do País (art. 2º, I)
Art. 6º Aos notários compete: Art. 7º Aos tabeliães de notas compete com exclusividade:
II - intervir nos atos e negócios jurídicos a que as II - lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados;
partes devam ou queiram dar forma legal ou
autenticidade, autorizando a redação ou redigindo III - lavrar atas notariais;
os instrumentos adequados, conservando os
originais e expedindo cópias fidedignas de seu IV - reconhecer firmas;
conteúdo;
V - autenticar cópias. (...)
III - autenticar fatos.
Art. 405 do CPC. O documento público faz prova não só da sua formação,
01 mas também dos fatos que o escrivão, o chefe de secretaria, o tabelião ou
o servidor declarar que ocorreram em sua presença
Art. 108 do Código Civil. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à
validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou
renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário
mínimo vigente no País.
Art. 298 do CNPE § 1º O valor de 30 (trinta) salários-mínimos a que se refere o artigo 108 do
Código Civil, ao dispor sobre a forma pública ou particular dos negócios jurídicos que
envolvam bens imóveis, é o valor do recolhimento do tributo ou da avaliação fiscal.
REGISTRO Art. 1.245 do CC. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro
do título translativo no Registro de Imóveis.
CONSTITUTIVO § 1o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser
havido como dono do imóvel.
§ 2o Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de
invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a
ser havido como dono do imóvel.
Título aquisitivo (causa jurídica da O título não registrado gera efeitos As transferência causa mortis e a
transmissão) + Registro (modo de obrigacionais entre as partes, enquanto aquisição originária (ex. usucapião) são
aquisição) = transferência de que o título registrado gera efeitos erga exceções à regra, servindo o registro
propriedade omnes para dar publicidade à titularidade
04 VIABILIZA NEGÓCIOS
05 FOMENTA A ECONOMIA
07 RESOLUÇÕES EXTRAJUDICIAIS
“A Due diligence imobiliária, que tem relação com o termo “diligência prévia”, nada mais é do que uma espécie de “auditoria” prestada pelo
advogado especializado em direito imobiliário, onde será feita uma análise de informações, documentos do imóvel e dos contratantes, visando
não somente dar o parecer sobre a situação atual das condições para a negociação como também dos riscos futuros, acaso existente.” *
01 ADVOGADO(A) ESPECIALIZADO(A)
FORMA:
Art. 657 do CC (primeira parte). A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o
ato a ser praticado.
PODERES SUFICIENTES:
Art. 661 DO CC. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração.
§ 1 o Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da administração ordinária,
depende a procuração de poderes especiais e expressos.
Art. 662 DO CC. Os atos praticados por quem não tenha mandato, ou o tenha sem poderes suficientes, são
ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados, salvo se este os ratificar.
Parágrafo único. A ratificação há de ser expressa, ou resultar de ato inequívoco, e retroagirá à data do ato.
ART. 446, § 2º, DO CNPE A procuração para alienar, dispor, transferir domínio, direito e ação, hipotecar, gravar ou praticar
quaisquer outros atos que não seja de administração ordinária, deve constar de poderes especiais, com expressa menção
e referência aos bens móveis e imóveis que poderão ser alienados ou gravados pelo mandatário
Art. 448 do CNPE. Considera-se procuração em causa própria o instrumento que autoriza o procurador a transferir
bens para si mesmo, desde que, além dos requisitos para qualquer procuração, constem do referido ato:
§ 2º Da procuração em causa própria deverá constar expressamente que sua revogação não terá eficácia, nem se
extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensado de prestar contas e podendo
transferir para si os bens objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais.
§ 3º Ausente qualquer dos requisitos previstos nos incisos I a VI do caput deste artigo, a procuração não será
classificada como procuração em causa própria, ainda que, por meio dela, sejam outorgados poderes para
transferência de bem para o próprio outorgado ou para terceiros por ele indicados.
§ 5º Nos casos em que o estado civil for inerente à legitimação das partes para o ato, deverá ser apresentada, para a
lavratura da procuração:
II – certidão de casamento com averbação de separação ou divórcio do que se declarar separado ou divorciado;
III – certidão de óbito do cônjuge, para aquele que se declarar viúvo, dispensada sua apresentação quando o óbito já
estiver anotado no nascimento ou no casamento.
Art. 291 DO CNPE. A escritura pública, para a sua validade e solenidade, além dos requisitos exigidos em lei especial, deverá
conter a precisa identificação do tabelião responsável pela sua lavratura, bem como:
IV – quando o estado civil for essencial para legitimar o ato, como nas escrituras que tenham por objeto transferência,
constituição e extinção de direitos reais ou cessão de direitos sobre imóveis, renúncia de direitos sobre imóveis ou heranças,
escrituras de inventários, estremação, entre outras, deve constar: se casado, data do matrimônio, serventia onde foi expedida a
certidão, livro, folha e termo da certidão de casamento, regime de bens adotado, menção expressa à serventia, ao livro e à folha
onde foi lavrado o pacto antenupcial, se houver, e ao nome do cônjuge, com sua qualificação completa;
V – declaração de que é solteiro e, no caso de conviver em união estável, sendo está formalizada em escritura pública deve
mencionar o tabelionato que fez a sua lavratura, livro e folha, quando for essencial para lavratura do ato, deve ser mencionado o
regime de bens e o nome do companheiro, com sua qualificação completa;
Atenção! Inexistindo pacto, solicitar certidão negativa ao registro civil competente (Art. 1.411, parágrafo único, do CNPE)
Art. 1.647 do CC. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da
separação absoluta:
Art. 1.648 do CC. Cabe ao juiz, nos casos do artigo antecedente, suprir a outorga, quando um dos cônjuges a denegue sem motivo justo, ou
lhe seja impossível concedê-la.
Art. 1.649 do CC. A falta de autorização, não suprida pelo juiz, quando necessária (art. 1.647), tornará anulável o ato praticado, podendo o
outro cônjuge pleitear-lhe a anulação, até dois anos depois de terminada a sociedade conjugal.
Parágrafo único. A aprovação torna válido o ato, desde que feita por instrumento público, ou particular, autenticado.
estado civil na
ADQUIRENTE
AQUISIÇÃO
X é transmitente e Y não
X adquiriu viúvo SEPARAÇÃO CONVENCIONAL
precisa assinar
ITBI
Art. 156, ii, da CF -
Competência
Art 1º, II, do Decreto 93.240/86. Municipal
§ 1º Para fim de gozar da alíquota reduzida prevista no parágrafo único do art. 52, o contribuinte deverá realizar o
pagamento antecipado do ITBI, em substituição ao recolhimento do imposto nos prazos estabelecidos nos incisos I
e II do caput, observadas as seguintes condições:
▫I – no caso de imóveis novos, o pedido de lançamento deve ser protocolado em até 180 (cento e oitenta) dias da data de concessão do
habite-se ou da data de início de tributação no CADIMO, o que ocorrer primeiro; ou do instrumento particular que formalizar o
compromisso da transmissão da propriedade ou dos demais direitos reais sobre imóveis.
► Inciso acrescentado pelo artigo 30 da Lei nº 19.174, de 29 de dezembro de 2023.
▫ II – no caso de imóveis usados, o pedido de lançamento deve ser protocolado em até 180 (cento e oitenta) dias da data de assinatura
do instrumento particular que formalizar o compromisso da transmissão da propriedade ou dos demais direitos reais sobre imóveis.
► Inciso acrescentado pelo artigo 30 da Lei nº 19.174, de 29 de dezembro de 2023.
§ 3º Para a hipótese de aquisição através de financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação, os prazos previstos
no § 1º contar-se-ão a partir da data de assinatura do contrato de financiamento.
► Inciso acrescentado pelo artigo 30 da Lei nº 19.174, de 29 de dezembro de 2023.
§ 4º Não cumprido o previsto nos incisos I ou II do § 1º, a tributação será realizada com a aplicação da alíquota
ordinária de 3% (três por cento).
► Inciso acrescentado pelo artigo 30 da Lei nº 19.174, de 29 de dezembro de 2023.
Art. 8º As alíquotas do imposto são as indicadas a seguir, relativamente aos fatos geradores ocorridos:
I - até 31 de dezembro de 2015, na hipótese de transmissão causa mortis, 5% (cinco por cento); (Lei 15.601/2015)
II - até 31 de dezembro de 2015, nas demais hipóteses, 2% (dois por cento); e (Lei 15.601/2015)
III - a partir de 1º de janeiro de 2016, conforme estabelecido no Anexo Único. (Lei 15.601/2015)
TABELA PROGRESSIVA:
ATE R$ 302.673,33 - 2%
DE R$ 302.673,33 a R$ 454.008,47 - 4%.
DE R$ 454.008,47 a R$ 605.344,63 - 6%.
E ACIMA DE R$ 605.344,63 - 8%.
§ 2º As certidões referidas na letra a , do inciso III, deste artigo, somente serão XArt. 299 do CNPE. Além dos requisitos gerais previstos para realização do
exigidas para a lavratura das escrituras públicas que impliquem a ato notarial, as escrituras relativas a imóveis e direitos reais devem conter
transferência de domínio e a sua apresentação poderá ser dispensada pelo ou consignar de modo expresso:
adquirente que, neste caso, responderá, nos termos da lei, pelo pagamento
dos débitos fiscais existentes. XIII – certidão Negativa de Débitos de IPTU, ou declaração de ciência de
dispensa pelo adquirente, indicando que se responsabilizará pelos débitos
eventualmente existentes;
Prof. Rebeka Batista
CONTRATOS IMOBILIÁRIOS
Art. 1.345 do CC. O adquirente de unidade responde pelos OBRIGAÇÕES PROPTER REM
débitos do alienante, em relação ao condomínio,
“Excepcionalmente, a mera titularidade de um direito real
inclusive multas e juros moratórios. importará a assunção de obrigações desvinculadas de
qualquer manifestação da vontade do sujeito. A obrigação
propter rem está vinculada à titularidade do bem, sendo
Art. 299 do CNPE. essa a razão pela qual será satisfeita determinada
prestação positiva ou negativa, impondo-se sua assunção
XII – certidão Negativa de Débitos Condominiais, se for o caso, ou a todos que sucedam ao titular na posição transmitida. A
declaração de ciência de dispensa pelo adquirente, indicando que se obrigação nasce com o direito real e com ele se extingue.
(...) Qualificam-se como propter rem as obrigações dos
responsabilizará pelos débitos eventualmente existentes;
condôminos de contribuir para a conservação da coisa
comum e adimplir os impostos alusivos à propriedade,
bem como todos os direitos de vizinhança, referenciados
Art. 1320 do CNPE. (...) no Código Civil.”
(FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson.
Curso de direito civil: reais. 19ª ed. p- 55-56)
Parágrafo único. O comprador poderá também dispensar,
expressamente, a apresentação da declaração de débitos
condominiais, desde que assuma, nos termos do art. 1.345, do
Código Civil, os débitos do alienante perante o condomínio.
ESPECIAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO STF. TAXAS
CONDOMINIAIS EM ATRASO. COBRANÇA. POSSUIDOR DO IMÓVEL. AQUISIÇÃO POSTERIOR. LEGITIMIDADE
PASSIVA. (...) 2. O adquirente de imóvel em condomínio responde pelas cotas condominiais em
atraso, ainda que anteriores à aquisição, ressalvado o seu direito de regresso contra o antigo
proprietário (REsp n. 1.119.090/DF). 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 215.906/RO,
Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/03/2016, DJe de
28/03/2016, grifou-se)
6.2 - É de única e exclusiva responsabilidade dos PROMITENTES VENDEDORES todo e qualquer débito decorrente de impostos, taxas de
bombeiros, taxa de condomínio, despesas com Neoenergia e Compesa, taxa de foro, multas e juros, cujo fato gerador tenha ocorrido
até a imissão do PROMISSÁRIO COMPRADOR na posse do imóvel, mesmo que emitidos ou lançados em momento posterior à imissão na
posse.
6.3. É de única e exclusiva responsabilidade do PROMISSÁRIO COMPRADOR o pagamento de todo e qualquer débito decorrente de
impostos, taxas de bombeiros, taxa de condomínio, despesas com Neoenergia e Compesa, taxa de foro, multas e juros, cujo fato
gerador tenha ocorrido após a sua imissão na posse, ainda que emitidos ou lançados em nome dos PROMITENTES VENDEDORES.
6.4. Será observada, ainda, a responsabilidade proporcional entre os contratantes em relação aos dias corridos do mês até a imissão
na posse do PROMISSÁRIO COMPRADOR, se for o caso.
6.5. Caso uma das partes realize o pagamento de impostos e taxas que sejam de responsabilidade do outro contratante, este último
deverá reembolsar aquele que houver promovido o pagamento, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis contados da efetiva
comunicação do responsável para tanto.
§ 3º A apresentação das certidões previstas no inciso IV, deste artigo, não eximirá o outorgante da
obrigação de declararar na escritura pública, sob pena de responsabilidade civil e penal, a existência de
outras ações reais e pessoais reipersecutórias, relativas ao imóvel, e de outros ônus reais incidentes
sobre o mesmo.
Os atos da matrícula
Os títulos apresentados A descrição do imóvel A qualificação do titular
devem ser encadeados,
devem preencher todos deve ser precisa e do imóvel deve ser
de modo que não
os requisitos legais correta de modo a a precisa e correta, de
existam lacunas na
necessários ao seu permitir sua perfeita modo a permitir sua
cadeia registral.
registro. identificação. perfeita identificação
§ 10. As certidões do registro de imóveis, inclusive aquelas de que trata o § 6º deste artigo,
serão emitidas nos seguintes prazos máximos, contados a partir do pagamento dos
emolumentos: (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)
I - 4 (quatro) horas, para a certidão de inteiro teor da matrícula ou do livro auxiliar, em meio
eletrônico, requerida no horário de expediente, desde que fornecido pelo usuário o respectivo
número; (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)
Art. 54 DA LEI Nº 13.097/15. Os negócios jurídicos que tenham por fim constituir, transferir ou modificar direitos reais sobre imóveis
são eficazes em relação a atos jurídicos precedentes, nas hipóteses em que não tenham sido registradas ou averbadas na matrícula
do imóvel as seguintes informações: (Vigência)
I - registro de citação de ações reais ou pessoais reipersecutórias;
II - averbação, por solicitação do interessado, de constrição judicial, de que a execução foi admitida pelo juiz ou de fase de
cumprimento de sentença, procedendo-se nos termos previstos no art. 828 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de
Processo Civil); (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)
III - averbação de restrição administrativa ou convencional ao gozo de direitos registrados, de indisponibilidade ou de outros ônus
quando previstos em lei; e
IV - averbação, mediante decisão judicial, da existência de outro tipo de ação cujos resultados ou responsabilidade patrimonial
possam reduzir seu proprietário à insolvência, nos termos do inciso IV do caput do art. 792 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015
(Código de Processo Civil). (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)
V - averbação, mediante decisão judicial, de qualquer tipo de constrição judicial incidente sobre o imóvel ou sobre o patrimônio do
titular do imóvel, inclusive a proveniente de ação de improbidade administrativa ou a oriunda de hipoteca judiciária. (Incluído pela
Lei nº 14.825, de 2024)
§ 1º Não poderão ser opostas situações jurídicas não constantes da matrícula no registro de imóveis, inclusive para fins de
evicção, ao terceiro de boa-fé que adquirir ou receber em garantia direitos reais sobre o imóvel, ressalvados o disposto
nos arts. 129 e 130 da Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, e as hipóteses de aquisição e extinção da propriedade que
independam de registro de título de imóvel. (Renumerado do parágrafo único com redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)
§ 2º Para a validade ou eficácia dos negócios jurídicos a que se refere o caput deste artigo ou para a caracterização da
boa-fé do terceiro adquirente de imóvel ou beneficiário de direito real, não serão exigidas: (Incluído pela Lei nº 14.382, de
2022)
I - a obtenção prévia de quaisquer documentos ou certidões além daqueles requeridos nos termos do § 2º do art. 1º da Lei
nº 7.433, de 18 de dezembro de 1985; e (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)
II - a apresentação de certidões forenses ou de distribuidores judiciais. (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)
Art. 304 DO CNPE. A existência de ações e execuções registradas ou averbadas na matrícula em face ao vendedor, ou de ações reais ou
reipersecutórias sobre o imóvel, ou de penhora judicial, desde que não conste expressa comunicação de indisponibilidade, não impedem a
sua alienação ou oneração, mas na escritura deverá constar a referência, com indicação do juízo e número do processo respectivo,
cabendo ao tabelião alertar o adquirente quanto a possíveis consequências
jurídicas futuras, não gerando efeitos a alienação perante o credor.
§ 1º A penhora efetivada em processo de execução de dívida da previdência Social, nos termos do art. 53, § 1º., da Lei 8.212/1991, bem
como nos casos de registro de cédulas hipotecárias rural, industrial e comercial de que trata o Decreto Lei no 167/67 e normas correlatas,
torna o imóvel indisponível por disposição legal, não podendo ser lavrada, sob pena de responsabilidade civil e penal do tabelião, qualquer
ato de alienação ou oneração do bem penhorado ou oferecido em garantia.
§ 2º A existência de comunicação de indisponibilidade não impede a lavratura de escritura pública representativa de negócio jurídico,
tendo por objeto a propriedade ou outro direito real sobre imóvel de que seja titular a pessoa atingida pela restrição, devendo constar na
escritura pública, porém, que as partes do negócio jurídico foram expressamente comunicadas da existência da ordem de
indisponibilidade que poderá ter como consequência a impossibilidade de registro no Cartório de Registro de Imóveis competente,
enquanto vigente a restrição, nos termos do art. 14, §1º. do Provimento nº 39/2014 do CNJ.
IV – após 30 (trinta) anos da data do contrato, sem a renovação da hipoteca, por requerimento do devedor ou terceiro interessado,
desde que declare, sob as penas da lei, a inexistência de ações ou execuções relacionadas à hipoteca;
Art. 299. Além dos requisitos gerais previstos para realização do ato notarial, as
escrituras relativas a imóveis e direitos reais devem conter ou consignar de modo
expresso:
Art. 489 DO CC. Nulo é o Art. 490 DO CC. Salvo Art. 496, CAPUT, DO CC. É
contrato de compra e cláusula em contrário, anulável a venda de
venda, quando se deixa ficarão as despesas de ascendente a descendente,
ao arbítrio exclusivo de escritura e registro a salvo se os outros
descendentes e o cônjuge
uma das partes a cargo do comprador, e a
do alienante
fixação do preço. cargo do vendedor as da
expressamente houverem
tradição. consentido.
Apelação cível. Ação anulatória de escritura pública de compra e venda de ascendente para descendente. Erro substancial. Art. 138 e
139 do CCB. Não configurado. Anuência e concordância dos demais herdeiros. Irrestritos, irrevogáveis e irretratáveis consentimentos.
Comparecimento em Tabelionato pra expressar a concordância. Sentença mantida. I. Os elementos de prova carreados ao feito, dão
conta da realização de ato jurídico de ascedente para descendente, por meio de escritura pública de compra e venda, com a
anuência e concordância dos demais irmãos (herdeiros), que, na ocasião comparecerem no Tabelionato, expressaram seus
irrestritos, irrevogáveis e irretratáveis consentimentos. II. Friso que, o posterior desentendimento entre os herdeiros não autoriza a
nulidade do ato jurídico por erro substancial. Configurado o arrependimento dos recorrentes. (TJ-RS - AC: 70074400938 RS, Relator:
Glênio José Wasserstein Hekman, Data de Julgamento: 29/11/2017, Vigésima Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do
dia 05/12/2017)
Art. 1333 DO CNPE. Em uma mesma escritura, poderão constar uma ou mais cessões de direitos aquisitivos, bem como a transferência definitiva para o último
cessionário.
§ 1º Bastará que compareça ao ato o proprietário registral e o último cessionário, sendo facultativo o comparecimento dos cedentes.
§ 2º Da escritura constará a descrição dos negócios jurídicos intermediários de promessa de compra e venda e cessão de direitos, indicando-se, de cada um
deles:
a) tipo (promessa de compra e venda e/ou cessão de direitos);
b) objeto;
c) partes (promitentes e ou cedentes/cessionários);
d) data;
e) valor declarado e
f) valor fiscal.
§ 3º Será dispensada a apresentação ao registro de imóveis dos instrumentos dos negócios jurídicos intermediários, procedendo-se ao registro de tais
negócios jurídicos (promessa e cessões) com base nas informações constantes da escritura, conforme o parágrafo anterior.
§ 4º O ato definitivo de compra e venda, entre o proprietário do imóvel e o último cessionário de direitos, será objeto de registro próprio, assim como deverá
ser promovido o registro da promessa de compra e venda e de cada ato de cessão de direitos aquisitivos, na respectiva ordem cronológica de atos
compatíveis entre si. (...)
Art. 1355 DO CNPE. Constituem modalidades de permuta de bens imóveis para fins de registro imobiliário:
Art. 1356 DO CNPE. Na permuta simples, o título respectivo deverá descrever os imóveis objeto da permuta, podendo determinado imóvel
ser permutado por outro ou mais imóveis, desde que a soma de valores seja equivalente e os permutantes deem entre si total e recíproca
quitação.
§ 1º O valor de equivalência dos imóveis permutados será aquele atribuído ou declarado pelas partes, independentemente do valor de
avaliação fiscal.
§ 2º Na permuta de imóveis, para efeitos do imposto de transmissão imobiliária, consideram-se duas as operações de alienação, sendo
devido o pagamento de ambas as transmissões e, assim, consignado na escritura de permuta, salvo previsão legal em sentido diverso.
Art. 486 DO CNPE. O reconhecimento de firma é o ato notarial em que o Tabelião e seus prepostos certificam a autoria da assinatura em
um documento. O reconhecimento de firma pode ser autêntico ou por semelhança.
§ 1º O reconhecimento de firma por autenticidade é aquele em que o autor que possua autógrafo em cartão ou livro arquivado na
Serventia, após ser devidamente identificado pelo Tabelião de notas, seu Substituto ou Escrevente, assinar o documento em presença
do Tabelião ou declarar-lhe que é sua a assinatura já́ lançada, repetindo-a no cartão ou livro de autógrafos.
§ 2º O reconhecimento por semelhança é aquele em que o Tabelião de notas, seu Substituto ou Escrevente, confrontando a assinatura
com outra existente em seus cartões ou livros de autógrafo, verificar a similitude e declarar a circunstância no instrumento.
§ 3º Se, eventualmente, não for feita a restrição quanto à espécie, entender-se-á que o reconhecimento é por semelhança.
§ 4º É obrigatória a abertura de cartão de autógrafos por ocasião do primeiro reconhecimento de firma na respectiva Serventia.
notarial.
§ 5º No ato do reconhecimento de firma, o Tabelião de notas e seus prepostos são responsáveis unicamente pela análise da assinatura
constante do documento a ele apresentado, caso verifique que a firma não corresponde à assinatura aposta no documento, o Tabelião
e seus prepostos podem exigir sua atualização.
(...)
Prof. Rebeka Batista
RECONHECIMENTO DE FIRMA
Art. 496 DO CNPE. Para os contratos ou instrumentos particulares de natureza econômica relativos a negócios imobiliários ou de valor
relevante, é recomendável que o Tabelião oriente as partes, para maior segurança jurídica do ato, a fazer o reconhecimento autêntico da
firma, observando-se, quando se tratar de pessoa jurídica, igual exigência quanto ao seu representante legal.
Parágrafo único. Se impossibilitado ou recusar-se o signatário a viabilizar o reconhecimento autêntico exigido por lei ou por terceiro
interessado, poderá ser feito o reconhecimento por semelhança, declarada a causa.
Art. 497 DO CNPE. Nos documentos de alienação de veículos automotores, o reconhecimento de firma dos transmitentes e adquirente
deverá ser feito por autenticidade, com indicação do local, data, natureza do documento exibido, do número do selo utilizado e, ainda, se
apresentado Certificado de Registro de Veículo – CRV visando à transferência de veículo automotor, do número do Registro Nacional de
Veículos Automotores – RENAVAM, do nome do comprador, do seu número de inscrição no CPF e da data da transferência.
§ 1º No ato de reconhecimento de firma por autenticidade, o transmitente, por si ou por procurador constituído através de instrumento
procuratório específico, deverá assinar também, no cartório, o livro de registro de firma autêntica, que seguirá a ordem de protocolo ou a
sequência das senhas de atendimento emitidas, com data e hora, pelo sistema informatizado da Serventia.
Art. 1326 DO CNPE. O contrato de promessa de compra e venda deverá conter os seguintes requisitos ou cláusulas essenciais para o seu
registro:
I – qualificação completa das partes, de acordo com os requisitos deste Código de Normas;
II – descrição do imóvel conforme os dados da matrícula respectiva constante no Cartório de Registro Imobiliário;
III – determinação do valor do negócio jurídico, importância paga a título de sinal, prazo e condições de pagamento, fixado em moeda legal e
corrente;
IV – critério de atualização monetária das parcelas de pagamento do preço, juros e encargos moratórios incidentes;
V – assinatura das partes e de 2 (duas) testemunhas, com firmas reconhecidas.
Parágrafo único. Na promessa de compra e venda celebrada por instrumento público, devem ser observados, no que couber, os mesmos
requisitos exigidos para a escritura ou contrato de compra e venda.
Art. 1406 DO CNPE. O contrato de locação com cláusula expressa de vigência no caso de alienação do imóvel será registrado na
matrícula do imóvel e consignará o seu valor, a renda, o prazo, o tempo e o lugar do pagamento e a pena convencional.
§ 1º O contrato de locação pode ser ajustado por qualquer prazo, dependendo de vênia conjugal se igual ou superior a 10 (dez)
anos.
§ 2º O registro será feito mediante a apresentação de qualquer das vias do contrato, assinado pelas partes e subscrito por duas
testemunhas, com firmas reconhecidas, bastando a coincidência entre o nome de um dos proprietários e o locador.
Art. 455 DO CNPE A ata notarial, é dotada de fé pública e de força de prova pré-
constituída de presunção relativa, sendo o instrumento em que o tabelião, seu Pode ter como objetos fatos
substituto ou escrevente, a pedido de pessoa interessada, constata fielmente ilícitos, diferente dos demais tipos
os fatos, as coisas, pessoas ou situações para comprovar sua existência ou de atos notariais
seu estado.
Realização de
01 Obras barulhentas
assembleias 06 APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER - SEGURO OBRIGATÓRIO DPVAT –
TENTATIVA DE PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO – RECUSA PELA SEGURADORA
– ATA NOTARIAL – MEIO DE PROVA - FÉ PÚBLICA – ART. 384, DO CPC – PRETENSÃO
Atestar estado de imóveis RESISTIDA - CONFIGURADA – AÇÃO DE COBRANÇA - INTERESSE DE AGIR –
02 07 Infiltrações em imóvel
DEMONSTRADO - OBRIGAÇÃO DE FAZER – DESNECESSIDADE - SENTENÇA MANTIDA –
RECURSO DESPROVIDO. A recusa comprovada de recebimento do prévio
Conteúdo de internet ou requerimento administrativo atestada por Ata Notarial é meio de prova no
03 Descumprimento processo judicial para caracterizar resistência à pretensão e configurar o
mensagem 08 contratual interesse de agir para a propositura de ação de cobrança do Seguro DPVAT.
(TJ-MT 10316614420188110041 MT, Relator: SEBASTIAO BARBOSA FARIAS, Data de
Funcionamento de Julgamento: 02/02/2021, Primeira Câmara de Direito Privado, Data de
04 Situações relacionadas ao
estabelecimentos 09 direito de família
Publicação: 08/02/2021)
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE DESPEJO FUNDADA EM ABANDONO DO IMÓVEL. RECURSO INOMINADO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS
PROCEDÊNCIA. RECURSO RECEPCIONADO EM SEU EFEITO DEVOLUTIVO. PROVA MORAIS. (...) Disse o autor que o réu escreveu diversos comentários
DOCUMENTAL OBJETIVA. CONDIÇÃO DO BEM ATESTADA POR OFICIAL DE JUSTIÇA. RÉU ofensivos contra a sua pessoa na rede social Facebook. Os fatos alegados
EM LOCAL INCERTO E NÃO SABIDO. CITAÇÃO POR EDITAL. REVELIA. NOMEAÇÃO DE restaram comprovados mediante documentos juntados que demonstram
CURADOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE CENTRADA NA AUSÊNCIA DE PRÉVIAS que o requerido, por diversas vezes chamou o autor de ladrão, falso, entre
TENTATIVAS. INOCORRÊNCIA. PRINCÍPIOS DO RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO E DA outras ofensas contidas a ata notarial de fls. 05/12, denegrindo sua imagem
CELERIDADE. DEVIDO PROCESSO LEGAL ATENDIDO. (...) Tratando-se de ação de e a sua honra em um meio de comunicação amplamente acessado por
despejo fundada em abandono do imóvel, com lastro em prova documental todos. As expressões utilizadas pelo demandado não podem ser resumidas
oficialmente produzida (ata notarial), e posteriormente confirmada, não se ao direito de livre manifestação porquanto claramente ofensivas aos
afigura ilegal a citação por edital de réu revel sem as prévias tentativas direitos da personalidade do ora recorrido, não havendo justificativa para
previstas na lei adjetiva, mitigada na hipótese. As circunstâncias indicam que tenham sido utilizadas. Danos morais configurados porque atingido o
incerta a localização do réu, mostrando-se mais adequado dispensar-se a nome e a honra, do demandante. Valor indenizatório que não comporta
adoção das providências do art. 256, § 3º, do Código de Processo Civil, que alteração. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS FUNDAMENTOS. RECURSO DESPROVIDO. (
demandaria tempo e custo, em prol do julgamento célere da demanda (TJ-RS - Recurso Cível: 71007523962 RS, Relator: Roberto Behrensdorf Gomes
desalijatória, que possui rito especial e que exige duração abreviada no da Silva, Data de Julgamento: 16/05/2018, Segunda Turma Recursal Cível,
seu trâmite. Apelação não provida. Decisão unânime. (TJPE - Apelação Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 18/05/2018)
499239-20001605-57.2012.8.17.0730, Rel. Eurico de Barros Correia Filho, 4ª
Câmara Cível, julgado em 24/05/2018, DJe 06/06/2018)
01 estável extrajudiciais
Arts. 610 e 733 do CPC
Usucapião extrajudicial
02 Art. 216-A da Lei nº 6.015/73
Cobrança de honorários
em cima de percentual
Não dependem de 7
do patrimônio
4 homologação do
judiciário
Art. 610 do CPC. Havendo testamento** ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial.
§ 1o Se todos forem capazes e concordes, o inventário e a partilha poderão ser feitos por escritura pública, a qual
constituirá documento hábil para qualquer ato de registro, bem como para levantamento de importância depositada em
instituições financeiras.
§ 2o O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas estiverem assistidas por advogado
ou por defensor público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial.
Recolhimento do
ITCMD 3 Registrar no RGI
(referentes aos imóveis)
1 Lavrar e assinar a
2 escritura no
cartório de notas -
4
Reunir a livre escolha**
documentação
Art. 401 DO CNPE. Nas escrituras públicas de inventário e partilha, a nomeação de interessado com
poderes de inventariante pode incluir a outorga de poderes para representar o espólio na
efetivação de venda de imóveis ou de direitos a eles relativos, em cumprimento a obrigações de
fazer firmadas anteriormente pelo “falecido”, tais como as de cumprir contratos de promessas
de compra e venda, obedecidas, em especial, as regras constantes deste artigo.
§ 1º Sempre que houver o registro do contrato preliminar celebrado pelo autor da herança no
serviço de Registro de Imóveis competente, será suficiente essa menção na escritura de
inventário e partilha, bem como na escritura em que o espólio, representado pelo inventariante,
transferir o direito em definitivo.
§ 4º Compete exclusivamente ao Tabelião de Notas firmar a convicção de que o contrato preliminar fora celebrado antes do falecimento do autor da
herança, podendo a prova de sua pré-existência constituir-se em:
I – reconhecimento de firma realizado em data anterior ao falecimento;
II – registro do contrato em títulos e Documentos feito antes do falecimento;
III – qualquer outra prova que, de modo inequívoco, convença o tabelião de Notas da formalização do contrato ainda em vida do “falecido”. (...)
§ 6º A nomeação de inventariante do espólio para cumprimento destas obrigações assumidas em vida pelo “falecido” poderá ocorrer em escritura
pública específica ou como parte da escritura de inventário e partilha, desde que, em qualquer caso, contemple os requisitos previstos neste artigo;
§ 7º Na escritura pública de efetivação da compra e venda, o vendedor será o Espólio, em nome do qual firmará o inventariante nomeado, respeitadas as
cláusulas e condições constantes no negócio jurídico original.
§ 8º A escritura pública de efetivação do negócio jurídico, celebrada nos termos deste artigo, deverá declarar expressamente que é outorgada em
cumprimento à promessa de compra e venda ou outro compromisso originário, com a descrição completa desse contrato preliminar ou ao registro
público correspondente, se existir.
Art. 733. O divórcio consensual, a separação consensual e a extinção consensual de união estável, não havendo
nascituro ou filhos incapazes e observados os requisitos legais, poderão ser realizados por escritura pública, da
qual constarão as disposições de que trata o art. 731 .
§ 1º A escritura não depende de homologação judicial e constitui título hábil para qualquer ato de registro, bem
como para levantamento de importância depositada em instituições financeiras.
§ 2º O tabelião somente lavrará a escritura se os interessados estiverem assistidos por advogado ou por
defensor público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial.
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Reunir a Lavrar a escritura no Registrar no RGI
documentação cartório de notas - (referentes aos
livre escolha**
imóveis)
Prof. Rebeka Batista
USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL
Art. 216-A. Sem prejuízo da via jurisdicional, é admitido o pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião, que será processado diretamente
perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que estiver situado o imóvel usucapiendo, a requerimento do interessado, representado
por advogado, instruído com:
I - ata notarial lavrada pelo tabelião, atestando o tempo de posse do requerente e de seus antecessores, conforme o caso e suas circunstâncias,
aplicando-se o disposto no art. 384 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil;
II - planta e memorial descritivo assinado por profissional legalmente habilitado, com prova de anotação de responsabilidade técnica no respectivo
conselho de fiscalização profissional, e pelos titulares de direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo ou na matrícula
dos imóveis confinantes;
III - certidões negativas dos distribuidores da comarca da situação do imóvel e do domicílio do requerente;
IV - justo título ou quaisquer outros documentos que demonstrem a origem, a continuidade, a natureza e o tempo da posse, tais como o pagamento
dos impostos e das taxas que incidirem sobre o imóvel. (...)
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Reunir a documentação Apresentar
requerimento do RGI
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Reunir a Apresentar Recolher imposto de
documentação requerimento no RGI transmissão**
Analisa qual o Orienta o cliente sobre Conduz a reunião dos Intermedia junto ao Elabora o requerimento Protocola, acompanha
instrumento os custos e documentos cartório de notas para com a observância dos e impulsa o pedido
adequado (usucapião condicionantes necessários a lavratura da ata requisitos legais junto ao registro de
ou adjudicação) notarial imóveis competente
RES. 35/07
INVENTÁRIO
*tabelionato do local do
*exceto se houver
imóvel
partilha desigual entre
**tabelionato do local do imóvel
os cônjuges
apenas se precisar de diligência
Prof. Rebeka Batista
ALBERT EINSTEIN JÁ DIZIA: “LEMBRE-SE QUE
AS PESSOAS PODEM TIRAR TUDO DE VOCÊ,
MENOS O SEU CONHECIMENTO”
OBRIGADA!