Dissertacao Marcus Vinicius Pelegrini
Dissertacao Marcus Vinicius Pelegrini
Dissertacao Marcus Vinicius Pelegrini
EM SENSORES E MEMS
São Paulo
2010
MARCUS VINÍCIUS PELEGRINI
EM SENSORES E MEMS
São Paulo
2010
MARCUS VINÍCIUS PELEGRINI
EM SENSORES E MEMS
São Paulo
2010
Este exemplar foi revisado e alterado em relação à versão original, sob
responsabilidade única do autor e com a anuência de seu orientador.
FICHA CATALOGRÁFICA
Aos meus pais que tanto amo Reynaldo Pelegrini e Solidea Ap. Pelegrini, aos
meus irmãos Marcelo e Eduardo, aos meus sobrinhos Natalia, Paulo Henrique, Luis
Aos professores Dr. Marcelo Carreño, Dr. Marco Alayo e Dra. Marcia Fantini
Dra. Marcia Ribeiro, Dr. Alessandro Oliveira, Dr. Gustavo Rehder, Me. Hector Baez,
Me. Alexandre Lopes, Me. Daniel Orquiza, Maria Armas, Murilo Mielli e Alexandre
Gollub pela ajuda nas tarefas laborais principalmente pelos diversos momentos de
descontração.
Aos meus amigos Sérgio Marques, Leice Amurin, André Solci, Ricardo
John Donne
RESUMO
pulverização catódica reativa por rádio frequência (r.f sputtering) utilizando um alvo
propriedades adequadas para sua utilização como elemento atuador e/ou sensor em
da relação entre o gás reativo (N2) e o pulverizante (Ar) nas características físico-
aplicações em MEMS.
que os filmes obtidos com 30% de N2 possuem maior cristalização na direção que
apresenta maior piezoeletricidade, sendo assim, mais favorável para ser utilizado
MEMS
ABSTRACT
aluminum nitride thin films (AlN) obtained by r.f. reactive magnetron sputtering, using
a target of pure aluminum. Since AlN is a material that presents piezoelectricity and
compatibility with MOS technology, the main objective of this work is to define the
process parameters that will result in a material with properties suitable for its use as
The process parameters influence study was performed in three steps. First I
second step was studied the influence of the reactive (N2) and sputtering (Ar) gas
ratio on the material physical and chemical properties. Last but not least, I studied
the temperature deposition effects in the AlN thin film obtained in the gas ratio which
did not show considerable variations with changing in the atmosphere deposition,
however X-ray diffraction results showed films obtained with 30% N2 have higher
fabrication. The study on deposition temperature effects has shown maximum (002)
Figura 1-4 – Material ferroelétrico antes (a), durante (b) e após (c) a polarização
(b). ................................................................................................................ 28
ou tensivo. .................................................................................................... 63
de N2. ........................................................................................................... 84
Figura 4-7 – Fotos de HRTEM de secção transversal dos filmes 30/70 (a) e
Figura 4-9– Índice de refração obtido através dos dados de transmitância para
Figura 4-13 – MEV das linhas definidas em AlN por corrosão úmida em TMAH. ....... 104
Figura 4-17 – Difratogramas das amostras depositadas sobre (a) Si (100) e (b)
Tabela 3.2 – Relação dos tipos de substratos utilizados nas deposições. .................... 75
de deposições) .................................................................................................. 77
4.2.2. RBS........................................................................................................... 83
AlN 113
18
As estruturas MEMS podem ser classificadas em dois grupos: sensores e
atuadores.
que podem ser tanto físicos quanto químicos. A resposta desses sensores podem
19
Figura 1-1 – Diagrama esquemático de uma micro-bomba (esquerda) e a fotografia de uma micro-
bomba utilizando esse sistema de atuação [7].
Plasma (PECVD), seja como material estrutural ou como material de sacrifício e/ou
utilizando uma única foto máscara, como grades, membranas, vigas, cantilevers e
20
termoelétrico e que implementam movimento sincronizado (ciliar) [15,16,17], sistemas
produzirá uma variação no campo elétrico que o rodeia [20], como representado na
Figura 1-2. Para ser piezoelétrico o material deve ser cristalino e sua rede
piezoeletricidade.
resposta a uma perturbação externa varia tanto com a direção da força em relação à
21
orientação cristalográfica, como com as diversas direções cristalográficas. Dessa
desses tensores seria uma matriz [3x3], porém, como esses tensores são simétricos,
eles podem ser reduzidos de ordem utilizando a notação de Voigt, passando a ser
Figura 1-2 – Representação de um cristal piezoelétrico em seu estado de equilíbrio (a), ao ser
tracionado (b) e comprimido (c).
11 → 1; 22 → 2; 33 → 3; 21 e 12 → 4; 23 e 32 → 5; 31 e 13 → 6
22
Esses sub-índices têm o mesmo princípio do plano cartesiano, no entanto as
[m / V].
23
Figura 1-3 – Representação cartesiana dos índices piezoelétricos.
elétricos, possibilitando que sejam alinhados por um campo elétrico externo e assim
portanto, devem ser orientados no momento de sua fabricação, pois caso contrário,
em sentidos opostos.
24
Devido à grande quantidade de aplicações interessantes que a
piezoelétricos.
III-nitretos, representado pelo nitreto de alumínio (AlN), nitreto de gálio (GaN), nitreto
de índio (InN) e nitreto de titânio (TiN), vem despertando bastante interesse dos
centro de simetria de cargas, fazendo com que materiais dessa natureza geralmente
materiais da família III-V é a boa estabilidade térmica [24] e o alto ponto de fusão
(~2800ºC) [25], além do fato da banda de energia proibida (Eg) destas ligas variar
em uma larga faixa de energia, desde 6,2 até 1,9 eV [26], o que possibilita que esses
25
materiais sejam utilizados tanto como isolantes ou como semicondutores, além das
família III-V, como, por exemplo, deposição química a vapor [27], epitaxia por feixe
molecular [28], deposição assistida por feixe de íons e sputtering reativo [29]. Dentre
possibilita que eles sejam depositados com alto grau de precisão [30], tanto na
este material seja muito atrativo para aplicações em altas frequências, como, por
exemplo, telefonia celular. Outra aplicação que vem sendo largamente estudada é
sua utilização como dielétrico e/ou isolante para substituir do óxido de silício. A
saber, o AlN apresenta condutividade térmica que varia entre 140 e 270 W/mK e
26
enquanto que o SiO2 apresenta uma condutividade térmica de apenas 1,38 W/mK
[32] e uma constante dielétrica de 3,9 [33], favorecendo, portanto, a utilização do AlN
eficiente, fazendo com que falhas causadas por super aquecimento sejam
material é mais uma característica muito interessante, pois, quando obtido pela
na área de MEMS.
que neste último caso sua estrutura também pode ser chamada de Wurtzite, pois o
nitrogênio apresentam hibridização do tipo sp3 [35], com três orbitais semi-completos
átomo de nitrogênio está rodeado por outros quatro átomos de alumínio, como visto
na
Figura 1-5 (a), com três ligações Al0-N(i) e outras três Al(i)-N0(i= 1, 2 e 3) com
caráter distorcido do tetraedro formado pelas ligações Al-N é devido justamente pelo
fato de um dos quatro orbitais ser diferente, pois a ligação química realizada entre o
27
orbital vazio do Al e o cheio do N, nomeada B2, tem um caráter mais iônico que as
distorcendo a estrutura.
Na
Figura 1-5 – Representação das ligações entre os átomos de alumínio e nitrogênio (a) e da
estrutura cristalina Wurtzite de sua célula unitária (b).
embora ele possua uma constante piezoelétrica menor que as cerâmicas PZT, d33=
compatível com a tecnologia CMOS [37]. Todas essas qualidades aliadas fazem com
que seja muito interessante fabricar estruturas MEMS utilizando esse material, de
28
modo a acioná-las piezoeletricamente, possibilitando assim aplicações como, por
neste projeto de mestrado produzi este material, pela técnica de sputtering reativo, e
29
CAPÍTULO 2 - PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
uma técnica de deposição física a vapor (PVD - Physical Vapor Deposition) [40] para
átomos do alvo, eles são ejetados em todas as direções, inclusive aquela em que se
a não reagir com o alvo e transferi-lo a maior energia possível. No entanto, quando
30
se deseja depositar um filme com composição química diferente daquela do alvo, um
atômico elevado gases mais pesados como o criptônio (Kr) e o xenônio (Xe) [41]
atraí-lo contra o alvo, nesse trabalho uma breve comparação será apresentada a
seguir.
aplicado ao alvo, que repele os elétrons já presentes no gás, os quais em geral são
chocarem contra ele, removem átomos de sua superfície. Um dos problemas que
alternado no alvo para que as cargas positivas não se acumulassem. Nessa forma
31
dado um alvo dielétrico, mais elétrons serão acumulados sobre o alvo no ciclo
positivo do sinal alternado do que íons positivos no ciclo negativo, levando o alvo a
atraídos pelo potencial de auto polarização faça com que a superfície do alvo se
carregue positivamente, nesse instante, mais elétrons são atraídos para anular
alternado. Nesse tipo de sputtering os íons são acelerados contra o alvo por um
sinal alternado, pois como citado anteriormente, os íons apresentam uma massa
mais elevada que o elétron, logo uma inércia maior, não respondendo às variações
chamado de magnetron faz parte do sistema, esse magnetron nada mais é que um
magnético produzido por esses imãs faz com que os elétrons fiquem confinados e
Todos os filmes depositados neste trabalho foram obtidos pela técnica de r.f.
32
diâmetro. Os principais parâmetros de processo que podem ser controlados no
uma bomba turbomolecular da Edwards STP 1003C de 3600 m3/h em série com
pressão de processo é controlada por uma válvula gaveta automática entre a bomba
feito por um termopar colocado junto ao porta amostra, e o aquecimento feito por
Figura 2-1 – Diagrama da câmara de deposição utilizada na fabricação dos filmes de AlN deste
trabalho.
33
Figura 2-2 – Foto do equipamento de sputtering reativo utilizado na deposição dos filmes deste
trabalho.
Nesse trabalho a caracterização dos filmes fabricados foi feita pelas técnicas
composição química; absorção na região do visível (UV-Vis) a qual tem por objetivo
34
determinar o gap óptico e validar os resultados de índice de refração e espessura; e
filmes.
polarização DC.
2.2.1. Perfilometria
da agulha.
35
Por se tratar de uma técnica de contato mecânico de alta precisão, este
equipamento deve ser operado numa área que apresente o mínimo de vibrações
técnica que são a velocidade de varredura e a força aplicada pela agulha contra a
varredura da ponta for muito elevada e com baixa força, a agulha pode não
uma força demasiada sobre um filme macio, como por exemplo, o fotorresiste,
Nas amostras aqui analisadas o degrau foi definido por uma máscara mecânica
de São Paulo. Esse aparelho pode medir variações de altura de até 10nm, a agulha
filmes depositados terem espessuras maiores que 100nm, três pontos de medida em
36
um mesmo substrato foram tomados e a média simples desses pontos foi assumida
dos materiais estudados em. Suas aplicações abrangem áreas de análise tanto
equilíbrio, é da ordem de até 0,1Å, com frequências que variam de 1012 a 1014 Hz.
37
mesma ordem de grandeza da radiação infravermelha*. Por essa razão ao se incidir
se for acompanhada por uma mudança no momento dipolar, ou seja, na energia das
Quanto mais espesso for o material, maior será a intensidade dos picos de absorção
absorção bastante intensa em torno de 700 cm-1 referente às ligações do tipo Al-N.
mais de um comprimento de onda nos espectros de FTIR, isso ocorre pelo fato de
que um mesmo tipo de ligação pode vibrar de forma diferente e, portanto, entrar em
38
AlN
Intensidade [u.arb]
Figura 2-4 – Espectro típico de FTIR de um filme de nitreto de alumínio fabricado nesse trabalho.
39
Michelson, cujo diagrama esquemático é apresentado na Figura 2-6, incidindo na
proveniente da fonte passa por um espelho fixo semitransparente que reflete metade
Espelho
Móvel
Detector
Espelho
Amostra Fixo
Fonte de
Infravermelho
Figura 2-6 – Diagrama esquemático de um interferômetro de Michelson.
40
Os resultados dos espectros medidos pelo FTIR não são visualizáveis
de São Paulo.
2.2.3. Elipsometria
41
é necessário, obtido geralmente por perfilometria, pela taxa de
olho humano).
visto na Figura 2-7. Esse elipsômetro apresenta uma fonte de luz não polarizada, a
que tem por objetivo polarizar a luz elipticamente, fazendo assim que ela apresente
ângulo de fase das componentes de polarização do feixe. Esse parâmetro junto com
a análise matemática realizada pelo próprio equipamento permite obter entre outras
42
Figura 2-7 – Diagrama esquemático de um Elipsômetro.
elementos será definido como choque. Quando ocorre o choque o íon incidente é
espalhado em diferentes ângulos com energia menor que a inicial, pois parte dela foi
espalhados e emite um sinal elétrico proporcional a sua energia, esse sinal por sua
43
vez é então contabilizado em um canal referente a energia do íon espalhado
detectado.
físicos e um estatístico.
chamado de fator cinemático K, sendo (0<K<1). Quão maior for a massa do átomo
utilizarmos como partículas incidentes íons leves de H+ ou He+, pois nessa técnica
partícula incidente, pois isso faria com que o fator cinemático fosse menor que zero
sendo assim, maior o número de íons espalhados que o detector irá recolher. Vale
sólido Ω, portanto o valor a ser utilizado deve ser o diferencial de Г, ou seja, dГ/dΩ;
interação faz com que os íons percam energia, e caso eles venham a colidir com
algum átomo estacionário e retornar ao detector, esse irá contabilizar esse íon em
44
um canal de energia diferente não correspondente àquele átomo. Essa perda de
material, onde ora pode passar mais perto do núcleo do átomo, perdendo mais
energia, ora passando em média mais longe do núcleo. Essa variação faz com que
diferentes. O espectro também pode ser influenciado por fatores aleatórios como
variação da energia dos íons incidentes, erros no detector devido a ruídos, dentre
gaussiano que é somado ao espectro, como pode ser observado na Figura 2-8.
Pelletron-Tandem, modelo 5SDH, fornecido pela NEC dos EUA, que alcança 1,7 MV
alto vácuo sendo que uma delas é para análises de RBS e a outra para análise
PIXE.
incidência do feixe.
45
Figura 2-8 – Espectro ideal de RBS que leva em consideração somente os fatores físicos(a).
Espectro real que leva em consideração as flutuações estatísticas e os fatores
aleatórios(b).
incidente, ângulo de detecção dos íons retro espalhados, entre outros. O terceiro
de cada camada de filme na amostra, o substrato deve ser considerado como uma
camada, e quais átomos estão presentes em cada uma dessas camadas. A partir
ultra denso (UDAC – Ultra dense amorphous carbon), pois é um material leve,
Dado um feixe de luz, com intensidade I0, incidindo sobre uma amostra, uma
porção Ir dessa intensidade será refletida pela amostra e uma fração It será
Figura 2-9 – Representação de um feixe de luz incidente, refletido e transmitido em uma amostra
de espessura d.
47
A partir dessa representação se definem a transmitância (T), a refletância (R) e
= (2.1)
= (2.2)
1
= (2.3)
material/ar será:
(1 − )
! "#$ = (2.7)
(1 − )
)(!"#$ ) = ) (2.8)
48
(1 − )
−+, = ) (2.9)
1 (1 − )
+ = − ) (2.10)
,
Onde:
T é a transmitância;
R é a refletância;
d é a espessura do filme;
caudas, devido a esse fato não existe uma banda proibida bem definida, sendo,
49
sem que haja mudança em seu momento. A energia necessária para essa transição
transição entre o nível mais energético da banda de valência para o nível menos
energético da banda de condução sem que haja mudança de seu momento, essa
+ ≈ ∗ 1ℎ3 − 4 (2.11)
50
Onde:
67 ∗ 68 ∗ /
5 (2 )
67 ∗ + 68 ∗
∗ ≈ (2.12)
);ℎ 68 ∗
ℎ;
ℎ< = (2.13)
=
Sendo:
lembrando que a equação (2.12) ignora outras fontes de absorção tais como defeitos
(ℎ3 − 4 + H ) (ℎ3 − 4 − H )
+≈ + (2.14)
4 4
!IJ K M − 1 1 − !IJ K− M
L L
Onde:
Ep é a energia do fônon;
k é a constante de Boltzmann;
uma reta, se pode concluir que se trata de um material de transição direta, com um
gap óptico que pode ser obtido pela extrapolação da reta para α = 0. No caso de um
Para obter o coeficiente de absorção (α), como descrito na equação (2.10), são
informações sobre a luz transmitida podem ser obtidas pela geometria mais comum
52
2.2.6. Difração de raios-X (XRD)
conhecida como radiação branca, pois, assim como a luz branca, essa radiação é
perdem energia da mesma maneira, existem os que dissipam sua energia de forma
que transmitem toda a energia em uma única repulsão, neste caso a energia do
sua energia, a intensidade dos raios-X obtidos também aumentará, como observado
o espectro obtido para a maior energia de aceleração (25 kV) se observam dois
53
energia ocorre quando os elétrons incidentes têm energia suficiente para ultrapassar
a barreira formada pela nuvem eletrônica mais externa dos átomos do alvo e, caso
poderá remover esse elétron, deixando um estado vazio dentro de uma camada da
de um fóton com energia muito bem definida e específica para cada tipo de metal
utilizado como alvo. A energia desse fóton será decrescente quão mais distante do
núcleo for a camada do elétron ejetado, e também variará de acordo com a origem
Figura 2-12. Existem também as radiações menos prováveis como, por exemplo, Lα,
faixa de poucos Angstroms, ou seja, da mesma ordem, ou até mesmo menor, que os
mesmo ano William Henry Bragg e seu filho William Lawrence Bragg formularam a
equação de Bragg (equação 2.20) [54], assumindo que a posição dos picos de
difração poderiam ser determinadas assumindo que os raios-X são refletidos pelos
Figura 2-12 – Ilustração da emissão de raios-X contínuo (a), e do decaimento eletrônico para
emissão de raios-X característico (b).
Q + QR = )= (2.15)
2Q = )= (2.18
Q
= WX) T (2.19)
,7UV
Onde:
e coletado pelo detector, esse gerará um pulso elétrico que é convertido em uma
um difratograma, que nada mais é que um gráfico das contagens coletadas pelo
56
Figura 2-13– Difração de raios-X entre dois planos cristalográficos de um cristal com parâmetro de
rede d.
normalizar o eixo Y caso o tempo de coleta de dados variasse de uma amostra para
pico mais intenso em 36,0° é referente ao plano (002) do AlN, já o pico menos
intenso em 33,1° pode ser atribuído tanto ao substrato de silício utilizado (100) como
à orientação (100) do AlN, o tópico 4.2.4 nos resultados e discussão explorará mais
esse assunto. Além desses picos o AlN também pode apresentar picos em 37,9°,
49,8°, 59,3°, 66,1°, 71,4°, referentes aos planos (101), (102), (110), (113) e (112) [55]
picos em 38,4°, 44,7°, 65,1° e 78,2°, referentes aos planos (111), (200), (220) e
para ângulos (2θ) maiores que 60°, esses picos são de baixa intensidade, e,
Si
(100)
100
10
30 35 40 45 50 55 60
2θ
Figura 2-14 – Difratograma de raios-X de uma amostra de nitreto de alumínio.
difratograma do filme fabricado são somadas, a qual pode ser chamado de AT (área
total), e então a área referente a cada pico de difração é dividida pela área total AT,
referente a cada pico, como sua largura a meia altura (FWHM – Full Width Half
Maximum ), foram obtidas ajustando uma curva ao pico de difração como mostra a
cada pico, utilizamos a intensidade de cada pico do padrão fornecido pelo Centro
58
Internacional de Dados de Difração (ICDD – International Centre for Diffraction
uma determinada direção, seu grau de texturização deve ser maior do que o de um
material totalmente aleatório e quanto mais próximo de 1 esse valor estiver, mais
AlN 70/30
(002) Lorentziana ajustada
10000
1000
100
30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60
2θ
Figura 2-15 – Exemplo da curva ajustada ao pico de difração referente a orientação (002).
Outra característica que também foi extraída dos difratogramas foi o tamanho
[57] onde:
50,99 ∗ =
Y7UV = (2.21)
[7UV ∗ ;W T7UV
59
Onde:
b = alargamento instrumental.
60
2.2.7. Medida do stress residual
Grande parte dos filmes obtidos artificialmente apresenta algum tipo de stress
obtido.
encontro das ilhas de deposição, formadas a partir dos sítios ativos da superfície do
substrato, a energia relacionada com esse novo contorno de grão esta associada a
formação de stress intrínseco, sendo que, quanto menor o tamanho de grão, maior
será o stress desenvolvido no filme [59]. Fatores como pressão, taxa, temperatura e
61
para um menor livre caminho médio, os íons tendem a ser espalhados em diversas
a uma temperatura diferente da qual ele será utilizado. Esse tipo de stress pode ser
facilmente calculado pela equação abaixo caso as propriedades do filme sejam bem
conhecidas.
_`
]=^ a b+` − +c d($ − ) (2.24)
1 − <`
Onde:
superfície, esse tipo de stress pode causar defeitos como envergamento, bolhas e
tensionado pelo filme, devido ao fato de que o filme apresenta um menor coeficiente
62
de expansão térmica que o substrato, esse tipo de stress pode resultar em trincas
nos filmes depositados. Em ambos os casos quanto maior for a espessura do filme
microestruturas [63], microscopia Raman [64] e difração de raios X [65]. Dentre essas
possibilidades, a que se destaca pelo fato de ser uma técnica simples e de fácil
estudos de filmes finos e suas propriedades são bem conhecidas, essa equação se
63
torna bastante útil, pois somente se baseia na espessura do substrato e do filme e
seguir.
1 c ,c
] = K M^ a (2.25)
g 6(1 − <c ) ,`
Onde:
,c =Espessura do substrato;
,` =Espessura do filme;
abaixo.
1 1 c ,c
] = ^ − a^ a (2.26)
` i 6(1 − <c ) ,`
Onde:
64
Para determinar a curvatura do substrato prévia e posteriormente a deposição,
foi utilizado uma alavanca óptica. Esse sistema consiste em um feixe de laser que
passa por uma lente divergente, em seguida, por uma matriz de pontos e, por fim, é
refletido pela superfície do substrato para um anteparo. Uma câmera digital tira uma
pesquisa por Rehder [67] calcula a distância entre o centro desses pontos (Figura
2-17).
amostra (∆X), no anteparo gerado por um espelho plano utilizado como padrão (∆E)
e a no anteparo gerado pelo substrato (∆S). O caminho óptico (L) utilizado foi de
6 linhas, sendo que cada linha apresenta mais 6 pontos cada. A distância média
entre a média das distâncias de cada linha, obtendo-se assim uma boa estatística da
65
Figura 2-17 – Diagrama esquemático do sistema de alavanca óptica utilizada nas medidas de raio
de curvatura do substrato [67].
kl
g = 2j (2.27)
k − k
Onde:
66
2.2.8. Determinação do coeficiente piezoelétrico
coeficiente piezoelétrico de carga dos materiais tanto por métodos diretos como
indiretos. Na
Tabela 2.1 é apresentado um resumo dos diversos métodos que podem ser
são aplicados, equipamentos sofisticados são necessários para que essa pequena
67
Devido à necessidade de utilizar equipamentos sofisticados ou então de
fabricar estruturas auto sustentadas, como é o caso dos cantilevers, optei por utilizar
nesse trabalho o método capacitivo, o qual apesar de ser um método não direto da
seguir.
p p
Q = (2.28)
q
Onde:
p = Permissividade do vácuo;
= Área do capacitor;
q = Espessura do dielétrico.
68
dc (rs ) é aplicado a uma estrutura, como exemplificado na Figura 2-18 (b), sua
A A-dA
t E
t+dt
p p( − u)
Qt = (2.29)
(q + uq)
carga respectivamente [20], onde o sinal negativo na variação de área é devido sua
uq = v |, | (2.30)
−v |, |
u = (2.31)
q
que não houve variação de sua densidade devido a deformação, assume-se que o
(d31) chegando a seguinte relação, a qual além de ser válida para cerâmicas de
titanato zirconato de chumbo, ou PZT [20], é uma boa aproximação para outros
70
|, | = 2|, | (2.32)
No entanto, quando se deseja utilizar uma relação mais precisa, que não faça
uq u
= 2 (2.34)
q
uq u
= I (2.35)
q
Reescrevendo a equação (2.29):
u
p p x1 − y
Qt = (2.36)
u,
q x1 + y
q
u
x1 −y
Qt = Q (2.37)
uq
x1 + q y
Sendo:
u
x1 − y
Q = (2.38)
uq
x1 + q y
Qt = Q × Q (2.39)
71
(1 − Q )
uq = q (2.40)
(I " + Q )
(Q − 1)
u = (2.41)
(Q + I)
72
CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA
filmes de AlN com orientação cristalográfica (002), pois essa é a que apresenta
maior coeficiente piezoelétrico, uma vez que tinha como objetivo utilizar esses filmes
gasosa de argônio (Ar) e nitrogênio (N2), a qual será apresentada no decorrer desse
foi previamente evacuada a pressões menores que 4x10-7 Torr, de modo a eliminar
73
Tabela 3.1 – Séries de deposição e seus parâmetros de processo.
Parâmetros de processo
Temperatura Mistura
Pressão de Potência de
de deposição gasosa Ar-N2
processo [mTorr] r.f. [W/cm2]
[°C] [sccm]
0,122, 0,612 e
1° série 5e2 25 e 250 10-20 e 80-20
1,23
2° série 2 250 1,23 Variável
3° série 2 150, 250 e 350 1,23 70-30
de deposição;
a composição química;
filmes.
Além disso, também foram caracterizados o stress residual pela medida do raio
método capacitivo.
74
Devido necessidade de utilizar substratos específicos para cada tipo de técnica
foram utilizados.
diferencia quanto a espessura ideal da camada a ser analisada como, por exemplo,
as técnicas de RBS e elipsometria são mais acuradas quando utilizado filmes com
deposição de mesmo filme, ou seja com a mesma composição gasosa, duas vezes
etapas de processo:
camada;
item 4.2.8);
fabricação.
Figura 3-1 – Ilustração da máscara utilizada na litografia para definição dos capacitores utilizados
na determinação do coeficiente piezoelétrico de carga, e da configuração final dos
dispositivos.
76
CAPÍTULO 4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO
de caracterização utilizada.
taxas de deposição desses filmes foram caracterizadas. Essa série foi dividida em
5 para 2 mTorr e incrementada ainda mais a potência de r.f. de 0,617 para 1,23
de r.f. a taxa de deposição, que para 0,122 W/cm2 foi nula, aumentou para 3 Å/min,
no entanto esta taxa é muito baixa para aplicações em MEMS, onde são
maior constante piezoelétrica, fez com que a pressão de processo de 2 mTorr fosse
escolhida para as demais séries de deposição. Pressões menores que 2 mTorr não
fica instável.
portanto, a taxa de 17 Å/min, obtida na segunda etapa ainda não é apropriada para
potência de r.f. foi duplicada de 0,617 para 1,23 W/cm2 e, desta forma se obteve
uma taxa de deposição mais razoável de 67 Å/min. Potências maiores que 1,23
(10,16 cm) de diâmetro utilizado, não foram aplicadas pois o sistema de deposição
não o permite.
78
Tabela 4.1 – Parâmetros de deposição da primeira série de deposições e suas respectivas taxas
de deposição.
Parâmetros de processo
Pressão de Temp. Potência Mistura Taxa de
processo deposição de r.f. gasosa deposição
[mTorr] [°C] [W/cm2] Ar/N2 [sccm] [Å/min]
5 25 0,123 10/20 0
1ª etapa
5 25 0,617 10/20 3
2 25 0,617 10/20 17
2ª etapa
2 25 1,23 10/20 67
2 25 1,23 100/0 257
Filme não
3ª etapa 2 25 1,23 80/20
aderiu
2 ~250 1,23 80/20 163
3ª etapa era analisar o efeito da mistura gasosa à temperatura ambiente, assim foi
filme de alumínio puro sem aquecimento proposital do substrato, para depois variar
filme não foi capaz de o descolar do substrato. Também não deve ser
torno de 250°C, como mostra a ultima linha da Tabela 4.1, o qual apresentou boa
aderência, além de uma maior taxa de deposição visto que a composição gasosa
79
A temperatura de deposição é apresentada como “em torno de 250°C” devido
potência responsável pelo controle da temperatura. Assim, para que fosse possível a
durante 10 minutos;
80
4.2. Estudo sobre a influência da composição gasosa entre Ar e N2 nas
propriedades físico/químicas do AlN (2ª série de deposições)
reportam temperaturas em torno de 250°C [81], como sendo a que resulta em filmes
para esta nova série, que tem por objetivo estudar o efeito da mudança da mistura
gasosa nas propriedades dos filmes de AlN, foi de 250°C. As amostras depositadas
de argônio e Y o fluxo de nitrogênio, onde X+Y sempre igual a 100 sccm, por
81
4.2.1. Taxa de deposição
topografia entre a parte com filme e a parte sem filme do substrato. Para diminuir o
erro da medida cada substrato foi medido três vezes e a espessura depositada foi
obtida pela média simples entre esses três resultados ( ver item 2.2.1).
como está exposto nos resultados do índice de refração apresentados no item 4.2.5.
resultados de índice de refração obtidos por essa técnica são confiáveis. Observa-se
também que quanto mais argônio há na mistura gasosa maior é a taxa de deposição
nitrogênio é somente um gás que tem por objetivo reagir com os átomos já ejetados
do alvo.
82
400
Taxa obtida por perfilometria
350 Taxa obtida por elipsometria
Taxa de deposição [A/min]
300
250
200
150
100
50
0
10 20 30 40 50 60 70 80
Fluxo de nitrogênio [sccm]
Figura 4-1 – Taxa de deposição em função do fluxo de N2 da 2° série de deposições obtida por
perfilometria e por elipsometria.
4.2.2. RBS
ciência dos materiais para determinar sua composição química. As medidas de RBS
se que na região onde o filme obtido ficou visualmente transparente não houve
83
variação estequiométrica considerável, já para os filmes que apresentaram um
medida que a concentração de N2 diminui, o que era de se esperar, uma vez que
Filme Filme
80
metálico transparente
Al
Concentração Percentual [%]
70 N
60
50
40
30
20
5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75
Fluxo de nitrogênio [sccm]
Figura 4-2 – Concentração percentual dos átomos de Al e N em função do fluxo de N2.
84
4.2.3. FTIR
transversais (TO) e longitudinais (LO) em ~611, ~670, ~890 e ~912 cm-1, relativos
aos modos A1(TO), E1(TO), A1(LO) e E1(LO) respectivamente, que são sensíveis
AlN, o pequeno desvio de seu valor característico (670 cm-1) é atribuído ao stress
filme.
É observado que quanto menos N2 a mistura gasosa tiver mais intensa fica a
85
apresenta um máximo para o filme depositado com 20 sccm de N2 e diminui quando
com 18 sccm de N2. A normalização pela espessura feita nos espectros de FTIR
maneira, posso concluir que a quantidade de ligações do tipo AlN esta variando
nessa faixa de composições gasosas estudada, no entanto essa variação não era
678
Ar-N2
82-18
80-20
70-30
60-40
Intensidade [u.a]
50-50
30-70
86
estrutural dos filmes fabricados, obtive resultados muito similares entre as próprias
amostras, o que indica, aparentemente, que não houve variação de ordem estrutural
desses filmes, porém como ocorreu uma diminuição nas ligações do tipo Al-N com o
aumento da concentração de N2, era esperado que outros tipos de ligações tivesse
aumentado, uma vez que não ocorreu variação na composição química desses
outros tipos de ligação, acredito que esse aumento tenha ocorrido em ligações que
como os modos ópticos longitudinais (LO), ou então em ligações não polares do tipo
concluir que, apesar de não ter havido variação da largura a meia altura do pico
referente a ligação AlN, houve variação das ligações químicas presentes nos filmes.
piezoelétricos.
87
A orientação cristalográfica dos grãos em um filme é determinada pelo
seção 1.1 e representado na Figura 4-4, a estrutura Wurzite dos filmes de AlN
apresenta dois tipos de ligações entre Al-N, batizadas de B1 e B2, sendo a energia
ligações do tipo B1, enquanto o plano (002) é formado por ligações B1 e B2.
70/30 e 82/18 somente dois picos de difração são observados. O pico em 33,1° pode
ser atribuído tanto ao substrato de silício (100) utilizado, como a orientação (100) do
AlN, no entanto, devido a pequena largura a meia altura desse pico, o grão dessa
orientação é grande, logo, esse pico é atribuído ao substrato, como confirmado pela
88
valor de largura a meia altura é igual ao pico presente nos difratogramas dos filmes
[55]. Na amostra 80/20, além da reflexão do plano (002) se observam outros dois
amostra 30/70 apresenta dois pequenos picos em 34,7° e 48,8° que talvez possam
acredito que essa variação possa ser atribuída ao fato dos cristais serem pequenos,
AlN Ar/N2
10000 (002) 30/70
50/50
70/30
Si 80/20
Intensidade [cps]
(100)
1000 82/18
Si(100)
AlN
100 (101)
AlN
(102)
10
30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60
2θ
Figura 4-5 – Difratogramas dos filmes de AlN em função da composição da mistura gasosa da
atmosfera de deposição.
89
Analisando a Figura 4-5 se observa que o aumento na concentração de argônio
coeficiente piezoelétrico, até atingir seu máximo na amostra 70/30. Esse aumento da
explicado pelo fato de que o argônio é o maior responsável por fornecer energia ao
mais energia, como é o caso das ligações do tipo B2, no entanto, essa explicação
não é válida para os filmes obtidos com fluxo de argônio maior que 70 sccm, pois a
passam a ser observados, como no caso do filme 80/20 onde além da orientação
(002) ter diminuído outras duas orientações apareceram e no filme 82/18, o material
comportamento semelhante a esse foi observado por J.P.Kar [81] onde os filmes
depositados com temperaturas entre 200 e 300°C eram mais orientados no eixo c,
Tanto o valor da área relativa a cada pico quanto o valor da largura a meia
altura foram obtidos a partir da curva ajustada a cada pico, que no caso dos filmes
fabricados nesse trabalho, a que melhor se ajustou foi uma curva de lorentziana,
como representado na Figura 4-6 para o filme obtido com 70 sccm de argônio.
90
AlN 70/30
(002) lorentziana
10000
Centro = 35,61
(100) o
1000 FWHM = 0,38
100
30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60
2θ
Figura 4-6– Exemplo do ajuste de uma curva lorentziana a um pico de difração de modo a
determinar o tamanho de grão cristalográfico e o grau de cristalização do filme.
analisarmos essa tabela podemos observar que, apesar do filme 80/20 apresentar
dos filmes 70/30 e 50/50. O tamanho de grão da amostra 50/50 se mostrou maior
amostras serem iguais, julgando pela intensidade de seus picos, é possível concluir
que a amostra 70/30 apresenta uma maior quantidade de material nessa direção,
91
orientados na direção (002), a qual é a que apresenta maior coeficiente
piezoelétrico.
Tabela 4.2 – Grau de texturização na direção, e tamanho de grão na direção (002) dos filmes
fabricados.
Padrão Amostra Amostra Amostra Amostra Amostra
Orientação
amorfo 82/18 80/20 70/30 50/50 30/70
(100) 0,33 -- -- -- -- 0,91
(002) 0,20 1 0,97 1 1 --
(101) 0,26 -- 0,01 -- -- --
(102) 0,08 -- 0,02 -- -- 0,08
(110) 0,13 -- -- -- -- --
Tamanho de grão
108 477 423 493
orientação (002) [Å]
de alta resolução (HRTEM). Nessa figura uma das fotografias (a) é referente a
amostra 30/70 a qual apresentou pouca orientação na direção (002) sendo quase
92
(a) (b)
50 nm
AlN AlN
Si
Figura 4-7 – Fotos de HRTEM de secção transversal dos filmes 30/70 (a) e 70/30 (b).
indicou que este material apresenta índice de refração em torno de 2,1. No entanto,
refração também permitem determinar o gap óptico do filme. Essas medidas foram
fluxo de nitrogênio, nota-se que, com exceção do filme depositado com 18 sccm de
função da composição gasosa utilizada, resultado esperado uma vez que também
não foi observada variação significativa na composição química obtida por RBS. O
índice de refração de 2,5 obtido para o filme depositado com 18 sccm de N2 não
uma vez mais a região onde ocorre a transição entre os filmes transparentes e
metálicos.
proposto por Cisneiros [83] com base nos dados de transmitância na região do
disso se conclui, mais uma vez assim como na comparação feita entre a taxa de
94
deposição obtida por elipsometria e perfilometria, que os resultados obtidos por
2,6
Filme Filme
Metálico Transparente
2,5
Índice de refração [u.a.]
2,10
2,05
2,00
10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75
Fluxo de Nitrogênio [sccm]
Figura 4-8 – Índice de refração em função da composição gasosa da atmosfera de deposição
obtido por elipsometria.
95
3,6 Filme 80-20
3,4
Índice de refração [u.arb.]
3,2
3,0
2,8
2,6
2,4
(628 ; 2,13)
2,2
2,0
150 300 450 600 750 900 1050 1200
Comprimento de onda [nm]
Figura 4-9– Índice de refração obtido através dos dados de transmitância para o filme fabricado
em uma atmosfera de deposição composta por 20 % de N2 em função do comprimento
de onda.
Como citado na seção 2.2.5, o gap óptico do AlN é direto, e pode ser estimado
do feixe incidente para a amostra 70/30, a qual cristalizou na direção (002), e 30/70,
absorção para energias do feixe incidente maiores que 4,5 eV, o que me leva a
96
poder concluir que o gap óptico desses dois materiais é algo em torno de 4,5 eV, e
fabricados.
A literatura reporta que o AlN apresenta um gap direto de 6,1 eV, no entanto,
gap de 4,5 eV, acredito que essa variação possa estar ligada ao grande stress
residual apresentado por essas amostras, a ser apresentado no próximo item, que
características como defeitos do tipo contorno de grão, entre outros, que fazem com
70/30
30/70
Coeficiente de absorção [cm ]
-1
10000
1000
100
1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0
h ν [eV]
Figura 4-10 – Coeficiente de absorção em função da energia do feixe incidente para a amostra
70/30
97
4.2.7. Stress residual
crucial saber o stress residual desses materiais, pois essa caracterização permite
de N2 foi utilizado a equação de Stoney [62] e com uma alavanca óptica determinado
De modo a ter uma melhor estatística e apurar melhor do erro inerente a essa
obtido ao mesmo tempo, por essa razão apresento nos resultados a seguir dois
percebe-se que o stress residual não variou muito, dentro do erro experimental, para
os diferentes fluxos de N2, salvo o filme que foi depositado com 30 sccm de N2 , o
foi justamente essa composição gasosa que favoreceu a deposição de um filme com
98
Em geral, para a fabricação de estruturas MEMS, é desejado que os materiais
apresentem stress residual o mais próximo possível do nulo, pois como citado no
item 2.2.7, quando o stress residual é muito elevado, defeitos no filme como trincas
apresentaram um stress residual muito elevado, fazendo com que, pelas razões
0,0
Amostra 1
-0,5 Amostra 2
-1,0
-1,5
Stress [GPa]
-2,0
-2,5
-3,0
-3,5
-4,0
15 20 25 30 35 40 45 50 55 60
Fluxo de N2 [sccm]
Figura 4-11 – Stress residual em função do fluxo de N2 na mistura gasosa.
utilização de tratamentos térmicos. Esse processo tem por objetivo fornecer energia
99
térmica aos átomos que formam o material, de modo que, devido ao aumento de sua
de modo que não hajam contaminações por gases residuais presentes na câmera
anteriormente.
Após 1 hora de tratamento térmico o stress residual dos filmes não diminuiu,
resultado similar foi observado por Hajas et. al [84], onde a diminuição do stress só
filme não muda o que é um aspecto importante, pois se deseja manter a orientação
(002) do material, no entanto mantendo sua estrutura seu stress também não varia.
Como não é possível reduzir o stress residual dos filmes após sua fabricação
livres de stress, para tanto se deve diminuir a energia dos íons incidentes sobre a
100
de r.f., a qual deve ser diminuída, e o outro a pressão de processo, que deve ser
aumentada, ambas variações visam diminuir a energia dos íons incidentes [85].
encontra presente é a corrosão, seja ela química ou física. Neste tópico descrevo os
testes que foram realizados de modo a identificar os reagentes que podem ser
utilizados para definir estruturas quando o nitreto de alumínio está presente, seja
cromo (Cr), carbeto de silício (SiC) e o oxinitreto de silício (SiOxNy) [15,16], os quais
• Remoção de cromo: Solução composta por 160 gr. de nitrato cérico amoniacal,
ambiente (20°C).
substrato.
101
A experiência do GNMD mostrou que o tempo necessário à corrosão total de
do SiOxNy. Os filmes de AlN obtidos foram expostos tanto a solução para remoção
protegida, mesmo após as duas horas de teste, foi muito pequeno, ficando dentro da
função do tempo, onde a taxa de corrosão de 16 nm/s foi obtida pelo coeficiente
Esses resultados são bastante promissores devido ao fato que mostram que se
na fabricação de microestruturas.
de varredura (MEV) mostrando uma linha que foi definida no AlN (70/30) utilizando
102
justamente como filme de mascaramento o cromo, que nesse caso já se encontra
crescimento colunar.
qual, para filmes de AlN, pode ser realizada utilizando gases clorados [84].
AlN 70/30
1800
900
600
300
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Tempo de corrosão [s]
Figura 4-12 – Pontos experimentais da evolução da espessura corroída de AlN em função do
tempo, e reta ajustada aos pontos para determinar sua taxa de corrosão para
TMAH(10%wt) a 80°C.
103
Figura 4-13 – MEV das linhas definidas em AlN por corrosão úmida em TMAH.
company, pertencente
ertencente ao laboratório de sistemas integráveis da universidade
unive de
São Paulo.
104
Os filmes depositados foram obtidos a temperaturas de 150°, 250° e 350°C, em
caracterização utilizada.
4.3.1. FTIR
temperaturas de 150°, 250° e 350°C depositados sobre (a) silício(100) e (b) silício
concluir que a quantidade de ligações do tipo AlN é máxima, para ambos os tipos de
105
(a) Si (100) 150 C
o
678
o
250 C
o
350 C
Intensidade [u.arb]
o
250 C
o
350 C
Intensidade [u.arb]
106
Na Figura 4-15 é apresentado uma comparação entre o filme depositado sobre
são praticamente iguais, o que nos leva a concluir que aparentemente o tipo de
Si (100)
Si (111)
Intensidade [u.arb]
A ordem estrutural dos filmes fabricados foi analisada pela medida da largura a
meia altura (FWHM) da banda de absorção do pico localizado em 678 cm-1 dos
107
de deposição, apresentou um crescimento mais ordenado do que quando
Tabela 4.3 – Largura a meia altura (FWHM) do pico de absorção referente a ligação Al-N
FWHM
150°C 250°C 350°C
-1 -1
Si (100) 104 cm 104 cm 120 cm-1
Si (111) 117 cm-1 108 cm-1 143 cm-1
função da temperatura de obtenção dos filmes. Ao analisar essa figura notamos que
A partir desses resultados concluo que a maior temperatura de deposição faz com
desses filmes.
108
9,5
9,0
Taxa de deposição [nm/min]
8,5
8,0
7,5
7,0
6,5
6,0
5,5
100 150 200 250 300 350
o
Temperatura de deposição [ C]
Figura 4-16 – Taxa de deposição em função da temperatura de deposição para os filmes
fabricados com 70sccm de argônio e 30 sccm de nitrogênio.
em 35,9° [55].
rompem as ligações mais fracas do tipo B2, já no caso das amostras 70/30
superfície do substrato fazendo com que átomos com menor atração, como é o caso
das ligações do tipo B2, não se encontrem, impossibilitando sua ligação química.
como pode se observar pela presença de um único pico pouco intenso e largo em
específico que é em 36,0°, talvez possa ser referente a orientação (002) do AlN.
Acredito que esse comportamento possa ser atribuído, assim como na amostra
110
(a) 70/30 sobre Si(100) 150 C
0
AlN
(002) 0
250 C
10000
0
350 C
Substrato
Intensidade [cps]
Si Si(100)
1000
100
AlN
(102)
10
30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60
2θ
Si(111)
100 AlN
(100)
AlN Si
(102)
10
30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60
2θ
Figura 4-17 – Difratogramas das amostras depositadas sobre (a) Si (100) e (b) Si (111) a 150°,
250° e 350°C.
111
Na Figura 4-18 são apresentados os difratogramas das amostras depositadas a
250°C sobre silício (100) e (111), onde se observa que ambos os substratos
intensidade, o que me leva a acreditar que exista uma maior quantidade de material
depositado nessa orientação sobre esse substrato, uma vez que ambas as amostras
AlN Si (111)
(002) Si (100)
10000
Intensidade [cps]
Si
1000
100
Si
AlN
10 (100)
30 35 40 45 50 55 60
2θ
Figura 4-18 – Comparação entre os difratogramas de AlN depositado sobre Si (100) e Si (111).
Tabela 4.4 – Grau de texturização e tamanho de grão cristalográfico na direção (002) dos filmes
fabricados sobre Si (100) e Si (111).
Si (100) Si (111)
Tamanho de 150° 250° 350° 150° 250° 350°
grão
orientação 558 554 215 627 630 302
(002) [Å]
aplicação de um campo elétrico externo, que faz com que a espessura do dielétrico
dielétrico, material esse que não é piezoelétrico logo sua capacitância não deveria
variar com a aplicação de um campo elétrico externo. Essa experiência foi realizada
113
de modo a verificar como efeitos secundários como, por exemplo, resistência série
verifica nessa figura que a capacitância variou somente 0,5% entre 0 e 17 volts, o
que vai de acordo com o esperado, uma vez que o SiO2 não é piezoelétrico, outra
Outro aspecto que se nota nessa figura é que a capacitância praticamente não
variou entre 0 e 6 volts, resultado esse que não era esperado para um material
d33, obtive um coeficiente piezoelétrico de carga d33 em torno de 0,5 ± 0,1 pm/V.
114
61,6
Dielétrico de SiO2
61,4
61,2
Capacitância [pF]
61,0
60,8
60,6
60,4
60,2
60,0
0 2 4 6 8 10 12 14 16
Tensão [V]
Figura 4-19 – Variação da capacitância em função da tensão aplicada entre as placas de um
capacitor de placas paralelas utilizando o SiO2 como dielétrico.
51,2
Incremento de tensão
51,0 Decremento de tensão
50,8
Capacitância [pF]
50,6
50,4
50,2
50,0
49,8
49,6
0 2 4 6 8 10 12 14 16
Tensão [V]
Figura 4-20 – Variação da capacitância em função da tensão aplicada entre as placas de um
capacitor de placas paralelas utilizando o AlN como dielétrico.
115
É reportado na literatura que o AlN bulk apresenta um d33 de 5,7 pm/V, acredito
que essa diferença de uma ordem de grandeza entre os resultados obtidos nesse
fabricados não são mono ou poli-cristalinos mas sim nano ou micro-cristalinos, com
18 V rompem o dielétrico.
116
Figura 4-21 – Vista superior do capacitor fabricado para o estudo da piezoeletricidado do
d AlN. Os
círculos destacam
stacam a presença de defeitos em sua superfície.
superfície
117
CAPÍTULO 5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
como questões que ficaram em aberto e que poderiam ser a base para o início de
5.1. Conclusões
caráter metálico com uma composição química rica em alumínio e um aspecto visual
118
O filme depositado com 70 sccm de argônio e 30 sccm de N2 foi o que
residual dessa composição gasosa também se destacou, pois foi o menor dentre as
residual, seu valor de 1GPa ainda é um valor de stress muito elevado, o que indica a
filme já seja obtido com baixo stress, pois o tratamento térmico não foi capaz de
reduzi-lo.
(100) e Si (111) e verificou-se que suas características pouco variaram, salvo o fato
0,5 pm/V, a qual é uma ordem de grandeza menor que o reportado na literatura para
AlN bulk, acredito que essa menor resposta piezoelétrica seja resultado da poli ou
119
5.2. Sugestões para trabalhos futuros
dos íons incidentes, reduzindo assim o stress residual dos filmes fabricados.
literatura para o material bulk, para tanto, mudanças nos parâmetros de deposição e
AlN na presença de um campo elétrico, experiência essa que foi vislumbrada nesse
manuseio do substrato nos filmes fabricados, fazendo com que os eletrodos superior
experimento devem ser de pelo menos 10x10 mm para que o feixe de raios-X incida
120
ARTIGOS DECORRENTES
121
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
[1] REBELLO, K. J. Applications of MEMS in Surgery, Proceedings of the IEEE, n. 1, v. 92, 2004.
[3] MULLER, R. S. MEMS: Quo vadis in century XXI?, Microelectronic Engineering, n.53,p. 47-54, 2000.
[4] ZHANG, W.; BASKARAN R.; TURNER K. L. Effect of cubic nonlinearity on auto-parametrically
amplified resonant MEMS mass sensor, Sensors and Actuators A,n. 102, p.139-150, 2002.
[5] THIELICKE, E.; OBERMEIER E. Microactuators and their technologies, Mechatronics, n. 10, p. 431-455,
2000.
[6] WHITESIDES, G. M. The origins and the future of microfluidics, Nature, n. 442, p. 368-373, 2006.
[7] WOIAS, P. Micropumps - past, progress and future prospects, Sensors and Actuators B, v. 105, n. 1, p.
28–38, 2005.
[8] PELEGRINI, M. V.; REHDER, G. P.; PEREYRA, I. a-SiC:H films deposited by PECVD for MEMS
applications, Phys. Status Solidi C, n. 7, p. 786, 2010.
[9] ALAYO, M.; PEREYRA, I.; CARREÑO, M.N.P. Thick SiOxNy and SiO2 Films Obtained by PECVD
Technique at Low Temperatures, Thin Solid Films, n. 332, p. 40-45, 1998.
[10] LOPES, A. T. Microfabricação à base de materiais crescidos por PECVD. 2002. Dissertação (Mestrado),
Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
[11] CARREÑO, M. N. P.; ALAYO, M. I.; PEREYRA, I.; LOPES, A. T. PECVD-SiOxNy Films for Large Area Self-
Sustained Grids Applications, Sensors and Actuators A, n. 100, p. 295-300, 2002.
[12] LOPES, A. T.; CARREÑO, M. N. P. Membranes of SiOxNy with 3D topography for MEMS application and
obtained by PECVD, Journal of Non. Crystalline Solids, v. 338-340, p. 788-792, 2004.
[13] CARREÑO, M. N. P.; LOPES, A. T. Self-Sustained Bridges of a-SiC:H films obtained by PECVD at low
temperatures for MEMS applications, Journal of Non. Crystalline Solids, v. 338-340, p. 490-495, 2004.
[14] SILVA, R. F. L. Microfacricação de Superfície baseada em a-SiC:H obtido por PECVD, 2005. Iniciação
Científica, Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
[15] REHDER, G.; CARREÑO, M. N. P. Controlled motion in microbridges of silicon carbide obtained by
PECVD, Microelectronics Technology and Devices, SBMICRO2004, Proceedings of Nineteenth International
Symposium, Edited by The Electrochemical Society, Inc., Proceedings Vol. 2004-03 125. (2004).
122
[16] REHDER, G.; CARREÑO, M. N. P. Ciliary Motion in PECVD Silicon Carbide Microstructures,
apresentado no IV Congreso Iberoamericano de Sensores, Ibersensor 2004, 27-29 de Outubro, Puebla,
México, 2004.
[17] REHDER, G. P. Filmes de a-SiC:H obtido por PECVD e sua aplicação em sistemas micro-eletro-
mecânicos (MEMS), 2005. Dissertação (Mestrado), Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São
Paulo, 2005.
[18] REHDER, G.; ALAYO, M. I.; MEDINA, H. B.; CARREÑO, M. N. P. Electro-Opto-Mechanical Cantilever-
Based Logic Gates, Proceedings of SPIE - Volume 6466, MOEMS and Miniaturized Systems VI, David L.
Dickensheets, Bishnu P. Gogoi, Harald Schenk, Editors, 64660C (Jan. 22, 2007)
[19] REHDER, G.; CARREÑO, M. N. P.; ALAYO, M. I. Simple MEMS-based Incandescent Microlamps,
apresentado no 22° Symposium of Microelectronics Technology and Devices, SBMicro2007, Rio de Janeiro,
setembro de 2007.
[20] JAFFE, B,; COOK, W.; JAFFE, H. Piezoelectric Ceramics. New York: Academic (1971).
[21] NYE, J. F. The Physical Properties of Crystals. London: Oxford Univ. Press (1957).
[22] LINES, M. E.; GLASS, A. M. Principles and Applications of Ferroelectrics and Related Materials.
Oxford: Clarendon (1977).
[23] THOMSON, J. J. Temperature Dependence of Pyroelectricity, physical review letters, v.35, p.1532-1534
1975.
[24] KAO, H. L. et al, The study of preffered orientation growth of aluminum nitride thin films on ceramic
and glass substrates, Japanese journal of applied physics,1998.
[25] MASSALSKI, T. B. Binary Alloy Phase Diagrams, ASM International, p. 176, 1990.
[26] LESHU Yu et al, Evolution of aluminum nitride nanostructures from nanoflower to thin film on silicon
substrate by direct nitridation of aluminum precursor, Diamond and Related Materials,v.16, p.1636-
1642, 2007.
[27] MENG, G. Z.; XIE, S.; PENG, D. K. Rate-limiting process and growth kinetics of AlN thin films by
microwave plasma CVD with AlBr3-NH3-N-2 system, Thin Sol. Films, v. 334, p. 145-150, 1998.
[28] YOSHIDA, S.et al, Reactive molecular beam epitaxy of aluminum nitride, J. Vac. Sci.Technol. v. 16, p.
990-993, 1979.
[29] MARTIN, F.; MURALT, P.; CANTONI, M. Re-growth of c-axis oriented AlN thin films, IEEE Ultrasonics
Symposium (2004).
[30] KUKLA, R. Magnetron sputtering on large scale substrates: an overview on the state of the art, science
direct,1999.
123
[31] Al AHMAD, M.; PLANA, R. Coefficients of Thin Film Aluminum Nitride Characterizations Using
Capacitance Measurements, IEEE Microwave and wireless components letters, v.19,n.3, 2009.
[32] SPINA, L. Characterization and AlN cooling of thermally isolated bipolar transistors 2009.tese
(doutorado), Departamento de engenharia elétrica, Universidade de tecnologia de Delft (Holanda) 2009.
[33] GREEN, M. L. Ultrathin (< 4nm) SiO2 ans Si-O-N gate dielectric layers for silicon microelectronics:
Undestanding the processing, structure, and physical and electrical limits., J. Appl. Phys. Review,
v.90, n. 5, p. 2057, 2001.
[34] HUFFMAN, G. L.; FAHNLINE, D. E.; MESSIER, R.; PILIONE, L. J. Stress dependence of reactively
sputtered aluminum nitride thin films on sputtering parameters, J.Vac. Sci. Technol. A, v. 7, n.3, 1989.
[35] CLEMENTE, R. R. et al. Morphological properties of chemical vapour deposited AlN films, Journal of
Crystal Growth, v. 133, p. 59-70, 1993.
[36] XU, X. H.; WU, H. S.; ZHANG, C. J.; JIN, Z. H. Morphological properties of AlN piezoelectric thin films
deposited by DC reactive magnetron sputtering,Thin Solid Films, v. 388, p. 62-67, 2001.
[37] WESTE, N.; HARRIS, D. CMOS VLSI Design: A Circuits and Systems Perspective, Addison-Wesley,
2005.
[38] DARGAHI, J. A piezoelectric tactile sensor with three sensing elements for robotic, endoscopic and
prosthetic applications, Sens. Actuators: A , v. 80, p. 23–30, 2000.
[39] SEDAGHATI, R. et al. Design and modeling of an endoscopic piezoelectric tactile sensor, Int. J. Solids
Struct., v. 42, p. 5872–5886, 2005.
[41] MURAKAMI, M.; BIRUKAWA, M. Sputtering gases and pressure effects on the microstructure,
magnetic properties and recording performance of TbFeCo films, Journal of Magnetism and Magnetic
Materials, v.320, p. 608–611, 2008.
[42] WEHNER, G. K. Sputtering by Ion Bombardment, Advances in Electronics and Electron Physics, v.7, p.
239–298, 1955.
[46] BACK, D. M. Physics of Thin Films, Academic Press Inc., New York, p.265-312, 1991.
[48] AZZAM, R. M. A.; BASHARA, N.M., Ellipsometry and polarized light, editora Elsevier, 1986.
124
[49] CHU, W.K.; MAYER, J.W.; NICOLET, M.A. Backscattering Spectrometry. New York Academic Press,
1978.
[51] PANKOVE, J. I. Optical processes in semiconductors, Donver publications, New York, 1975.
[53] GUINIER, A.; FOURNET, G. Small Angle Scattering of X-Rays. Editora Wiley, New York, 1955.
[54] BRAGG, W. L. The Diffraction of Short Electromagnetic Waves by a Crystal, Proceedings of the
Cambridge Philosophical Society, v.17, p. 43–57, 1913.
[57] PATTERSON, A. L. The Scherrer formula for X-Ray particle size determination” Phys. Rev. v.56, p.978–
982, 1939.
[58] THOMPSON, C. V. Stress evolution during Volmer-Weber growth of thin films, Dept. of Materials
Science and Engineering, Massachusetts Institute of Technology, Cambridge, MA USA.
[59] RAJAMANI, A. et al. Intrinsic Stress Evolution in Aluminum Nitride Thin Films and the Influence of
Multistep Processing, Appl. Phys. Lett. v.79, p.3776, 2001.
[60] MADOU, M. J., Fundamentals of microfabrication, second edition, CRC press, 2002.
[61] D'HEURLE, F.M.; HARPER, J.M.E., Note on the origin of intrinsic stresses in films deposited via
evaporation and sputtering, Thin Solid Films, v.171, p.81, 1989.
[62] STONEY, G. The Tension of Metallic Films Deposited by Electrolysis, Proceedings of the Royal Society
of London. Series A, Containing Papers of a Mathematical and Physical Character, v.82, n. 553, p.172-175,
1909.
[63] FANG, W; WICKERT, J. A. Determining mean and gradient residual stresses in thin-films using
micromachined cantilevers”, Micromech. Microeng., v.6, p.301-309, 1996.
[64] De WOLF, I. Micro-Raman spectroscopy to study local mechanical stress in silicon integrated circuits,
Semicond. Sci. Technol., v.11, p.139-154, 1996.
[65] NOYAN, I. C.; HUANG T. C.; YORK, B. R. Residual stress/strain analysis in thin films by x-ray
diffraction, Crit. Rev. Solid State Mater., v.20, p.125-177, 1995.
[66] PREISSIG, F. J. Von Applicability of the classical curvature-stress relation for thin films on plate
substrates”, J. Applied Physics, v.66, p.4262, 1989.
125
[67] REHDER, G. P. Propriedades Termo-Mecânicas de filmes finos de a-SiC:H e SiOxNy e
desenvolvimento de MEMS. 2008.Tese (doutorado), Escola politécnica da Universidade de São Paulo.
2008.
[68] ROYER, D.; KMETIK, V. Measurement of piezoelectric constants using an optical hetrodyne
interferrometer, Electron. Lett.,v.28, p.1828–1830, 1992.
[71] MURALT, P. Ferroelectric thin films for micro-sensors and actuators: a review. J. Micromech.
Microeng., v.10, p.136–146, 2000.
[72] KIM, D. G.; KIM, H. G. A new characterization of piezoelectric thin films. Appl. Ferroelectr., p.65–68,
(1998).
[73] AL-AHMAD, M.; PLANA, R.: A novel method for PZT thin film piezoelectric coefficients determination
using conventional impedance analyzer. in Proc. 37th European Microwave Conf. Munich/ Germany,
October 2007, p.202–205.
[74] AL-AHMAD M.; PLANA, R. Vertical displacement detection of an aluminum nitride piezoelectric thin
film using capacitance measurements International Journal of Microwave and Wireless Technologies, v.1,
p.5-9, 2009.
[75] WADELL, B. C. Transmission Line Design Handbook. Artech House: Norwood, 1991.
[76] NELLYA, N. R. The Theory of Piezoelectric Shells and Plates, CRC Press LLC, New York, USA, 1994.
[77] PROKOFYEVA, T., M. Seon, J. Vanbuskirk, M. Holtz, Vibrational properties of AlN grown on (111)-
oriented silicon, Phys. Rev. B, v.63, p.125313, 2001.
[78] LU, Y.F.; REN, Z.M.; CHONG, T.C.; CHEONG, B.A.; CHOW, S.K.; WANG, J.P. Ion-assisted pulsed laser
deposition of aluminum nitride thin films, Journal of applied physics, v.87, p.1540-1542, 2000.
[80] HERVA´S, A. S.; IBORRA, E. et al Influence of crystal properties on the absorption IR spectra of
polycrystalline AlN thin films Diam. Relat. Mater , v.12 . p.1186, 2003.
[81]KAR, J.P.; BOSE, G.; TULI, S. Correlation of electrical and morphological properties of sputtered
aluminium nitride films with deposition temperature, Current Applied Physics, v.6, p.873, 2006.
126
[82] ALVARADO, A. M. Estudo e caracterização de filmes de a-Si1-xCx:H obtidos por PECVD visando sua
aplicação em MEMS e dispositivos ópticos. 2008. Dissertação (mestrado). Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo. 2008.
[83] CISNEROS, J.I. Optical characterization of dielectric and semiconductor thin films by use of
transmission data, Applied Optics, v.37, p.5262-5270, 1998.
[84] HAJAS I.; SCHELLEVIS, H.; NANVER, L. K. Sputtered aluminum-nitride for integration in IC processes
Proc. SAFE, p.643-646, 2004.
[85] IBORRA, E. et al Piezoelectric properties and residual stress of sputtered AlN thin films for MEMS
applications, Sensors and Actuators A, v.115, p.501–507, 2004.
127