A Espada Caxias
A Espada Caxias
A Espada Caxias
Brasão da FAHIMTB onde com destaque figura a invicta espada do Duque de Caxias, patrono da
Federação de Academia de História Militar Terrestre do Brasil FAHIMTB
Academia Militar das Agulhas Negras foto tirada de um Helicóptero da Brigada de Aviação em Taubaté -SP
Este sabre de campanha foi localizada em 1925 pelo Dr. Eugênio Vilhena de
Moraes, o maior biógrafo de Caxias. Ele se encontrava em poder de descendente
direto de Fonseca da Costa, o Capitão - de - Corveta Caetano Taylor da Fonseca
Costa. Este oficial de Marinha, em gesto que se reveste de nobreza e patriotismo,
decidiu, em 1925, doar a valiosa relíquia, através do Dr. Eugênio Vilhena de Moraes,
hoje patrono de cadeira na Federação de Academias de História Militar Terrestre do
Brasil. ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Desde então ficou decidido ser o cadete, o único integrante do Exército a ter
a honra e o privilégio de cingir à cinta a espada de Caxias:
"Cadetes!
"...A espada que foi esteio de um regime, que em rudes prélios cimentou
a Unidade Nacional e, em terras estranhas, acutilou bravamente os
inimigos do Brasil, tendes hoje a honra e a rara fortuna de a cingirdes à
cinta, outorgado ao Corpo de Cadetes, o encargo de guardar aquele
sabre glorioso que reflete, no brilho espelhante do seu aço, a
constância no dever e que nunca a ferrugem da Deslealdade de leve
sequer maculou, em meio século de intenso batalhar em prol da ordem
e do prestígio desta terra estremecida, a que ele serviu com inexcedível
dedicação e bem alto a elevou no conceito das nações!
Estava convicto o Marechal José Pessoa de que a História "é a mestra das
mestras, a mestra da vida" e a mãe da Tradição. E que sem documentação, não há
história e nem tradição que resista à ação dos tempos. E, mais, que o povo ou grupo
social sem tradição, ou que se a possui não a cultiva, é flor sem perfume, é espada
sem têmpera, que quebra ao primeiro embate. É nau sem bússola, à deriva na
tempestade, que não sabe de onde veio, onde está e para onde vai!.
moral e cívica, tal qual a do aço de que foi forjada - a espada de campanha de
Caxias, o Pacificador - a maior espada do Brasil. Espada que figura com destaque,
entre os maiores generais da História da Humanidade.
Trechos de oração proferida neste dia pelo General José Pessôa que declarou ter sido o dia
mais Feliz da sua vida:
"Há muitos anos, num dia como o de hoje, cheguei às portas desta acolhedora
Escola, quando ainda no Realengo, para me apresentar e prestar o meu
juramento diante da Bandeira sagrada da Pátria. Do modo por que me conduzi e
me desobriguei na minha longa jornada, todo ó Exército tem conhecimento.
Assim deu-me o Criador, bondosamente, a honra e a suprema alegria de encerrá-
la, após quase meio século, dentro deste tabernáculo de ensino, prestigiado
pelos meus dignos camaradas e pela radiosa mocidade, esperança e orgulho de
nosso Exército. Não poderia eu receber recompensa mais insigne nem mais cara
ao meu coração de Soldado, que, na vida profissional, nada mais tem feito que
amar a Pátria e trabalhar devotadamente pela felicidade de nossa classe.
Cadetes!
Vós representais aqui, na faina diária de vossos estudos e de vossos
trabalhos, um exemplo de gloriosas lutas em pról do Exército, consciente dos
seus altos deveres de um Brasil forte e coeso. O trabalho é o prazer da alma.
Viver e triunfar é o lema que vos deve guiar em vossos arroubos de jovens,
compreendendo sempre que nenhuma obra grandiosa será construída sem uma
parcela de sofrimento e de coragem, elementos que destroçam a fraqueza dos
egoístas e a maledicência dos fracos. Por isso, é hoje motivo de grande
satisfação para todos nós verificar que esta Escola, vencendo emaranhada rede
de obstáculos, pode nascer, crescer, , constituir a magnífica realidade de nossos
dias. “
Neste dia A Sociedade Acadêmica Militar (SAM) a que tanto apoiara, quando de seu
Comando, realizou uma Sessão Solene, no Cinema Escolar.
O encontro de almas abertas com "seus" Cadetes teve para ele o mesmo valor que a
conversa daquele velho Soldado em Recife: remoçava-se, renovava-se na emoção como se
aquele encontro fosse também a pedra filosofal de sua vida.
Iniciada a sessão pelo Comandante da Escola General Espírito Santo Cardoso, seguiu-
se uma saudação proferida pelo Tenente-Coronel Milton 0'Reilly de Souza, em nome da
Escola.
Recebeu ainda o título de Sócio Honorário da Sociedade Acadêmica, em caráter
excepcional, e uma rica flâmula da Escola, das mãos do Cadete Mário Augusto Stadler de
Souza, Presidente da SAM. O dia lhe reservava outros momentos intensos, como aquele em
que o Cadete Stadler anunciou a escolha do nome da Turma de Dez1949: Turma General José
Pessoa.Cada Arma e Serviço, representada por um Cadete, prestou breve homenagem ao
idealizador da Academia:
— Pela Infantaria, falou o Cadete Antonio Vitral;Pela Cavalaria, o Cadete Orlando de
Paula;Pela Artilharia, Cadete Creso Cardoso da Cunha;Pela Engenharia, Cadete Tobias Teles
de Souza; e Pela Intendência, Cadete Altamirando Rodrigues de Almeida.
E ja se passaram 66 anos deste historico momento vivenciado pelos cadetes das turmas de
1947 Agulhas Negras, 1948 Gen Ciro Espirito Santo Cardoso e 1949 Turma Marechal
José Pessoa.
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