Máquinas Elétricas Unidade 1 PDF
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ESPÍRITO SAt~TO
Campus Vitórta
Máquinas Elétricas
Unidade 01
.
-
SUMÁRIO
Unidade I- Transformadores
1.18.1-Definição. _ _ _ _ _ cp,
1. 18. 2-Princípio de Funcionamento.
~
1.18.3-Relação de Transformação.
<;"J
1.18.4-Potência Nominal de um Auto-Transfonnador. {,ti
1.18.5-Comparação Auto-Transfonnadores & Transformadores. _ _ _ _ _ {;5
Máquinas Elétricas Transformadores
UNIDADE 01 - TRANSFORMADORES
11
.-. Chama·se transformadores estáticos ou simplesmente transfonnadores os
dispositivos, sem partes necessariamente em movimento, os quais, por meio de indução
eletromagnética, transferem energia elétrica de um ou mais circuitos(primário) para outro ou
outros circuitos(secundário, terciário), mantida a mesma frequência, mas geralmente com
tensões e intensidades de corrente diferentes."
a)Quanto a função:
- Elevadores, Abaixadores, isoladores;
- Medidores;
~ Casadores de impedância.
c)Quanto a aplicação:
~Transmissão, Distribuição;
-Instrumentos (TP, TC);
- Audio, RF (Rádio Frequência).
I
Máquinas Elétricas Transformadores
t)Quanto a refrigeração:
- Secos - Parte ativa envolta pelo ar
- A óleo - Parte ativa imersa em líquido isolante
1.4-Características Construtivas
1.4.1-Parte Ativa
-Núcleo;
O núcleo é constituído por um material ferromagnético, que contém em sua
composição o silício, que lhe proporciona características excelentes de magnetização e perdas.
Porém este material é condutor e estando sob a ação de um fluxo magnético alternado, dá
condições de surgimento de correntes parasitas. Para minimizar este problema, o núcleo, ao
invés de ser uma estrutura maciça, é contruído pelo empilhamento de chapas finas isoladas
entre si. Estas chapas de aço, durante sua fabricação na usina, recebem um tratamento especial
com a finalidade de orientar seus grãos. É este processo que toma o material adequado a
utilização em transformadores, devido a diminuição das perdas específicas.
- Enrokunentos;
Os enrolamentos, primário e secundários. são constituídos de fios de cobre, isolados
com esmalte ou papel, de seção retangular ou circular. O secundário,ou ,dependendo do caso,
BT, geralmente constitui um conjunto único para cada fase, ao passo que o primário é
fracionado em "panquecas11, por motivos de isolamento e para facilitar a manutenção. São
dispostos concentricamente com o secundário ocupando a parte interna e consequentemente o
primário a parte externa, por motivos de isolamento e econômicos, uma vez que é mais fácil
de "puxar" as derivações. Chamamos de derivação, aos pontos, localizados no enrolamento
primário, conectados ao comutador.
2
,Máquinas Elétricas Trafl§[ormadores
1.4.2·Comutador de Derivações
Tem por finalidade adequar a tensão do transformador à tensão de alimentação.
~Tipo painel (maior durabilidade, menor custo);
-Tipo rotativo (facilidade de operação);
-Acionamento externo (não é necessário abrir o Trafo)
Os comutadores descritos só podem ser acionados com o transfonnador desconectado
da rede de alimentação.
1.4.4-Tanque
Invólucro da parte ativa e recipiente do liquido isolante.
Lateral, fundo, Tampa.
Acessórios Normais:
- Gancho ou olhais para suspensão;
- Sistema de fechamento da tampa; .).. ~-~
-Janela de inspeção;
- Dispositivo de drenagem e amostragem do líquido isolante;
- Conectar de aterramento;
- Radiadores;
Todo-o calor gerado na parte ativa se propaga através do óleo e é dissipado no
tanque (tampa e sua Jate"ral). As elevações de temperatura do óleo e dos enrolamentos são
normalizados e devem ser limitadas para evitar a deteriorização do isolamento e do óleo.
Dependendo da potência do transformador, ou melhor, de suas perdas, a área da superfície
externa poderá ser insuficiente para dissipar este calor e é então necessário aumentar a área de
dissipação. Para tal usam-se radiadores que poderão ser tubos ou elementos.
- Furo de passagem das buchas;
- Visor do nível do líquido isolante;
-Placa de identificação.
Acessórios Especiais:
- Conservador de líquido isolante com respirador, com indicador de nível de líquido
isolante e bujão de drenagem.
- Comutador de derivações manobrável externamente;
- Previsão para termômetro;
- Torneira para amostragem para filtro;
- Rodas bidirecionais;
- Conexões para filtro prensa;
-Previsão para desumidificador de ar (silica-gel);
Tem por finalidade eliminar a humidade do ar que entra no tanque de expansão,
quando do movimento de dilatação e contração do líquido isolante no interior do
mesmo(respiração), afim de que sejam mantidos elevados ínQices dielétricos do óleo do
transformador.
3
Máquinas Elétricas Transformadores
-Azul -Seco
- Vermelho - Húmido
- Relé de gás (tipo Bulhhoz);
É um dispositivo que tem por finalidade de proteger aparelhos elétricos que trabalham
imersos em líquidos isolante, normalmente transformadores.
-Branco ou cinza - Papel
- Amarelo - Madeira
- Preto - liquido isolante
-Termômetro mostrador com contato elétrico para alarme e desligamento;
-Válvula de sobrepressão (alivio de pressão);
- Relé de súbita pressão.
1.4.5-Placa de Identificação
-Fabricante;
- Número de série de fabricação;
-Mês e ano de fabricação;
- Potência - KVA;
- Norma utilizada para fabricação;
- Impedância percentual Zo/o;
- Tipo de liquido isolante;
-Tensão primário, tensão secundário;
- Diagrama de ligação;
-Diagrama fasorial (trifásico) e polaridade;
- Volume do líquido isolante em litros;
- Massa total em kg;
- Número da placa de identificação;
- Tipo de identificação.
4
Máquinas Elétricas Transformadores
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4. GuamiçAo
5. Comutador
1. NOO!ao
a. BobinBS
B. 1 Bobina de BT
B.2 Bobina de AT
a T""'""
9.1- Olhai de suspunsão
9.2 Radiedor
9,3 Suporte para fiXaç!o ao posiEI
10. Bu~hadebai~atftlldo
1o. 1 :renmna1 de baixa lensllo
11. Plaea de ldentillcaçâo
12. Disposill'lo de aterramanlo
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MáQuinas Elétricas Transformadores
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Máquinas Elétricas Transformadores
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7
Máquinas Elétricas Transformadores
construçic
O secadOt de ar é composto de um recipiente metálico, no
qual está contido o agente secador, e uma antecâmara para
óleo, colocada diante do recipiente (que contém o agente)
isolandCK> da atmosfera (figura 4.1.2). Durante o funciona·
mento normal do transfoiTJlador, o óleo aquece e dilata, ex·
pulsando o ar do conservador através do secador. Havendo
diminuição da carga do transfoiTJlador ou da temperatura am·
biente, também haverá abaixamento da temperatura do óleo,
acompanhada da respecüva redução do volume.
• Agente secador
O agente secadOt, denominado silfcia-gel, é vftreo e Çuro,
quimicamente quase neutro e altamente higroscópico. E um
s~fcico, impregnado com cloreto de cobalto, tendo, quando
em estado aüvo, a cor azul ceieste, de aspecto cristalino. É
capaz de absorver água até 40% de seu próprio peso.
Oevldo à absorção de égua, toma-se róseo, devendo, então,
ser subsülufdo. Tem a vida muito prolongada e através de um
processo que pode ser aplicado repetidas vezes, pode ser
regenerado e reutffizado.
Regenera96D da sllica-gel
A h!grosoopicidade da snica-gel pode ser restabeleclda pelo
aquecimento em temperatura de 200 a 300 "C, evaporando
desta maneira a ãgua absorvida. Para tal fim, pode-se utilizar
qualquer gãs limpo (como por exemplo, o gás de fomo ou
simplesmente ar quente}, sendo sulicien!e uma pressão de
100 a 200 mm de coluna de égua. O aquecimento poderâ ser
feito também indiretamente num cadinho. Recomenda-se
como combuslfvel, usar o mais barato do lugar (carvão, gés
ou óleo). A f1m de acelerar o processo de secagem, convém Figura 4.a.1
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Máquinas Elétricas Transformadores
..,_. ::.
do relê é de ferro fundido, possuindo duas aberturas flangea·
das e ainda dois visares providos de uma escala graduada .;:-·_ ... .:, .--
indicativa do vOlume de gâs. Internamente encontram-se
duas bóias montadas uma sobre a outra. Quando do acOmukl
de uma certa quantidade de gãs no relê, a bóia superbr é flgura4.3.1- TermOmem
forçada a descer, Se, por sua vez, uma prcduçi!io excessiva
de gãs provoca uma circulação de óleo no relê, é a bóia infe- O termOmetro possui na extremidade um bulbo que é coloca·
rior que reage, antes mesmo que os gases formados atinjam do no ponto mais quente do 61eo,logo abaixo da tampa.
o re!é. Em ambos os casos, as bóias ao sofrerem o deslo-- O bulbo contém em seu Interior uma coluna de mercíírio {Hg)
·-
camento, ligam um contato elétrico. que transmite as variações da temperatura até o b!metâlico
existente, indo à agulha indicadora de temperatura.·
. Instruções de Slllrviço
O alarme soa sem que o transformador seja desligado. Deve-
se desligar imediatamente o transformador, e em seguida fa- Pelo controle externo os ponteiros limites poderão ser movi-
zer-se o teste do gás. mentados à vontade,
De acordo com o resultado do teste, os seQt.lintes defeitos Ponteiro indicador de temperatura mãxima do perfodo: Após a
podem ser distinguidos: inspeção periódica do termômetro voltar o ponteiro indicador
a) Gás combuslfvef. presença de acetileno. até encostar no ponteiro principal atraris do controle exter-
Neste caso deve haver um deleito a ser reparado na parte
elétrica. ""·
b) Gás incombusffvel, sem acetReno. .lndlcactor ele nfvel de óleo
Neste caso temos ar puro. O transformador poderá ser li·
gado novamente sem perigo. O ala1me soando repetida· • Generalidades
mente, indica ar penetrando no transformador. Desligue e Vs indicadores magnéticos de nfveltêm por finalidade indicar
repare a falha. com perfeição o nfvel de Uquidos, tais como água, óleo, etc.,
c) Nenhuma formação de giJ.s, nrvel de gás no re/é estS b~ cuja densidade não ultrapasse 10 graus Engler, e ainda,
xanr:io e uma quantidade de ar estiJ. sendc sugada através quando providos de contatos para alarme, servtrem como
da torneira aberta. aparelhos de proteção à máquina, tais como transformado-
Neste caso o nfvel do óleo está muilo baixo, possivel- res, etc.
mente devido a um vazamento. Preencha com óleo até o
nlvel e controle a estanqueidade. Deseriçio e principio de funcionamento
d) O transformador é desligado sem alarme p~vio. Os indicadores magnéticos de nfvel (figura 4.4) possuem a
Neste caso o transformador deve ter sido sobrecarregado sua carcaça em alumfnio fundido, sendo que a indicação de
termicamente. ·ugue novamente ap6s um Intervalo para nl've! é feita por ponteiro acoplado a um fmã permanente, de
refrigeração. grande sensibilidade, fato este que o toma bastante preciso.
O deleito poderá ser encontrado no contato de curto-cir·
cuito ou no sistema de relês.
e) O alarme soa e o transformador é desHgado imedlafa..
mente antes ou após ter soado.
Neste caso uma das falhas já descritas sob a), b} ou c)
devem ser a causa.
Faz-se o teste do gás e procede--se do mesmo modo aci-
ma mencionado.
Terrn6metro
..
. Apllcaç:Ao
O termômetro {figura 4.3.1), possui dois ponteiros de ligação
e um de indicação de temperatura máxima atingida em perb-
do. :·--· -~··:..· '•
9
Máquinas Elétricas Transformadores
O mostrador dos Indicadores magnéticos de nfvef possu'1 três A pressão Jntema do transformador é rapidamente reduzida a
lndiéações, ou sejam, MIN, que corresponde ao nfvel mlnimo, valores normais em conseqüência do escape pela válvula, e
25 •c, que corresponde à temperatura ambiente assinalada e as molas (7) reconduz.em o disco (3) para a posição de re-
MAX, que corresponde ao nfvel mãximo. pouso, vedando novamente a válvula. Um pequeno orifício de
sangria do espaço compreendido entre as gaxetes (4 e 5)
Válvula de alivio de presdo evita que a válvula opere desnecessariamente em caso de
A vâlvula de alivio de pressão de fechamento automático (fi. vedação imperfeita entre o disco (3) e a gaxeta (4) ocasiona·
gura 4.5) é instalada em transformadores imersos em liquido da por partfculas estranhas depositadas sobre a gaxeta {4).
isolante C001 a finalidade de protegê-los contra possrvel de- A válvula é provida na tampa {6} de um pino oolorido {8), lndi·
formação ou ruptura do tanque, em casos de defeito interno cador mecânico da atuação da válvula. O p!no estA apoiado
com aparecimento de pressão elevados. sobre o disco (3) e levanta-se com ele durante a abenura,
sendo mantido na posição de vãlvula aberta pela gaxeta {11}.
O pino é claramente vlsfvel a grande distancia, indicando que
a válvula operou, podem ser rearmada manualmente, empur-
rando-o para baixo .até encostar no disco (3),
A válvula também é provida de uma chave selada e a prova
de tempo {9), montada na tampa, com contatos de atuaçlio
simultânea. A chave é acionada pelo movimentO do disco (3)
e deve ser rearmada manualmente por meio da alavanca (10)
ap6s o funcionamento.
• Genentlldades
O relb de pressao súbita {f~gura 4.6} é um equip.amento de
proteção para transformadores do tipo selado. E instalado
acima do nrvel máximo do lfquido, no espaço com gás com-
preendido entre o liquido e a tampa do transformador.
O relê é projetado para atuar quando ocorrem defeitos no
transformador que -produzem pressão Interna anormal, sendo
sua operação ocasionada somente pelas mudanças rápidas
Flgur~~4.S- Vâl-rola de aiMo de prassáo da pressêo Interna, Independente da pl"essão de operação ·oo
translonnador.
A válvula é extremamente sensfvet e rápida (opera em me-
nos de dois milésimos de segundo), !echa•se automatica·
mente após a operaçao, impedindo assin a entrada de qual-
quer agente externo no interior do transformador•
. Caractertsticas e funcionamento
A vãJvula de all'vlo de pressão, de fechamento automático, é
uma válvtda com mola provida de um sistema de ampnflca·
ção Instantânea da força de atuação.
Flgufl!l4,5.1 - Valwla de alfvlo de pr$$11!o am corto Figura 4.6- Relé de preSSI'Io s!lb!ta
O cone (figura 4.5.1) mostra a válvula montada sobre o Para aumentos de pressão de 0,4 atm/seg o relé opera em
transformador por meio de parafusos que a prendem à flange cerca de 3 ciclos. Para aumentos de pressão mais rápidos (1
(1), vedada pela gaxeta (2). abnlseg) a operação dá·se em menos de um ciclo. Por outro:
O disco da vâlvula (3) ê apertado pelas molas (7} e vedado lado, o re!é não opera devido a mudanças lentas de pressão
por meio das gaxetas {4 e 5). A operaçAo da vãlvula dA·se próprias do funcionamento normal do transformador, bem
quando a pressão que atua na área defmida pelo diâmetro da corno durante perturbações do sistema {raios, sobretensAo
gaxeta (4) excede a contrapressão de abenura exercida pe- de manobra ou curto-circuito) a merlos que tais perturbações
las molas (7). produzam danos no transformador.
logo que o disco {3) levanta-se ligeiramente da gaxeta (4), a
pressão Interna do transformador passa Imediatamente a agir Construçio e furu:Jonamenlo
sobre toda a área do disco delimitado pelo diâmetro da ga- O re!é é composto essencialmente de um elemento sensível
xeta (5), resultando uma força muito maior que aciona o disco à pressao, com microrruptor.
para cima e causa a abertura imediata e total da válvula até a a) O elemento sensfvel à pressão (llgura 4.6a) consUtui-se
altura das molas (7) em posição de compressão. de:
10
Máquinas Elétricas Transformadores
• Uma caixa totalmente fechada (pos.1), flangeada sobre Relé de pressão sliblta
uma aberlura do tanque do translonnador, localizada
acima do lfquldo isolante. A caixa comunica com o inte-
rior do transformador somente através de um pequeno
oriffcio equaUzador da pressão existente no p!ug de latão
(pos.2).
• Um fole metálico (pos. 3), em liga não corrosiva!.
• Um microrruptor {pus. 4), acionado pelo fole quando
este alonga devido a desiquilfbrios de pressão entre o
transformador e o interior da caixa {pos. 1) do relê.
• Uma caixa de lenninais (pos. 5), com bomes (pos. 6) do
microrruptor.
• Um bujão de teste (pos. 7),
30 r:
~I
r
Figura ot,6b- Flsngo tio nnslmmiiÓX pare ~o do relê
Forma de lnstalaçio
Normalmente o relê de pressão súbita é montado em uma
das paredes laterais do tanque do transformador, no espaça
entre o nlvel máximo do lfquida isolante e a tampa. Entretanto,
é aceitâvel também a montagem horizontal, sobre a tampa da
transformador.
Quando a transformador é transportado cheio de lfqu!do iso-
lante ou é enchida no campo com vácuo, é importante verifi-
car que não penetre liluido isolante no oriffcio equalizadarde
pressão ou no Interior do relê.
Normahlente o flange ao qual se aplica o relê é fornecido
com tlange cego de vedação. O retê ê fornecido em separa·
do, devendo ser montado após conclufcla a instalação do
transformador e o enchimooto com lfquido isolante.
11
Máquinas Elétricas Transformadores
1.5.1-Funcionamento a Vazio.
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H2 N1. __
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12
Máquinas Elétricas Transformadores
T
"' N.l ____ ---- Nl
Supondo que a carga ZL seja indutiva, esta produzirá uma corrente I 2 atrasada em
-~ relação a E 2 de um ângulo 8 2 .
Esta corrente passando pelo secundário faz com que os amperes espiras secundários
criem um fluxo de reação desmagnetizante , Q>R , que reduz o fluxo mútuo , cl>m , resultante no
circuito magnético, provocando a redução instantânea de E 1 e E 2 . Esta diminuição causada
pela diminuição do fluxo resultante no circuito magnético faz o fluxo criado pela corrente
primária reagir tendendo a diminuir o efeito desmagnetizante do fluxo de reação ci>R . Para isto,
mais corrente primária é drenada da fonte. Como a corrente de magnetização é considerada
constante, ao acréscimo de corrente primária surgido pela diminuição de E, e E 2 ,
denomina-se componente pçimária da corrente de carga, I 1' . Esta corrente I 1' é taJ que, para
que o fluxo resultante seja restabelecido em seu valor original , os amperes espiras primários
criados por esta corrente 11' deverão ser iguais aos amperes espiras secundários N 1 I,· = N 2 12
Desta fonna vê-se que a corrente primária I 1 é a soma vetorial desta componente de
carga 11• com a corrente de magnetização Im .
9j• ~ 92
N!l'l ~N2!2
13
Máquinas Elétricas
E, =N, l!.<Pm
XTt
l!.<Pm
E1=N2x(;J
N 1 I,·~N,J,
1.5.4-Impedíincia Rçfletida
14
Máquinas Elétricas Tran:;forma4ores
Z,=-
v,
J,
v,=· N2
N, x v2
.-
z, =(~r xZ2
IZ,=a2 xZ2J
A Transferência de uma impedância de um lado do transformador para outro é
chamada referir a impedância ao outro lado.
Os dois circuitos das figuras abaixo são idênticos desde que seu desempenho seja
observado dos terminais ab.
li
:;;.. Iz :;;.. II ;:.
a a
15
Máquinas Elétricas Transformadores
Exercícios:
01-Um transformador de 4,6 KVA, 23001!15 V, 60Hz foi projetado para ter uma
fem induzida de 2,5 volts/espira. Imaginando~o um transformador ideal, calcule:
a)O número de espiras do enrolamento de alta, Na; (920 espiras)
b)O número de espiras do enrolamento de baixa, N,; (46 espiras)
c)A corrente nominal para o enrolamento de alta, I,; (2 A)
d)A corrente nominal para o enrolamento de baixa, I,; (40 A)
e)A relação de Transfonnação funcionando como elevador. (0,05)
f)A relação de Transformação funcionando como abaixador. (20)
02~0 lado de alta tensão de um transformador abaixador tem 800 espiras e o lado de
baixa tensão tem 100 espiras. Uma tensão de 240 V é aplicada ao lado de alta e urna
impedância de carga de 3 .Q é ligada ao lado de baixa tensão, calcule:
a)Corrente e tensão secundárias; (lO A, 30 V)
b)Corrente primária; ( 1,25 A)
c)Impedância de entrada do primário a partir da relação entre tensão e a corrente
primárias; ( !92 Q)
d)Impedãncia de entrada do primário por meio da eqnação Z 1 = a.2 X Z2.
03-Um servo-amplificador CA tem uma irnpedãncia de saída de 250 Q e o
servo-motor CA, que ele deve acionar, tem uma irnpedância de 2,5 n. Calcule:
a)Relação de transformação do transfonnador que faça o acoplamento da impedância
do servo-amplificador à do servo-motor; (10)
b)Número de espiras do primário se o secundário tem lO espiras. ( 100 espiras)
16
Máquinas Elétricas Transformadores
Tranformador ideal
v.
17
Máquinas Elétricas TransfOrmadores
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Máquinas Elétricas' TransfOrmadores
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Máquinas Elétricas Trans(onnadores
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Exercícios:
20
Máquinas Elétricas Transformadores
Relação de Transformação
v1 N1
ar=-::t:-
V2 N2
Onde V1 e V, são os módulos da tensão nos terminais do primário e secundário,
transfonnador com tensão nominal, frequência nominal e carga nominal (potência, fator de
potência)
21
Máquinas Elétricas Trw1sformqdores
Isto significa que o fluxo é determinado pela tensão aplicada, frequência e número de
espiras.
A equação acima estabelece o máximo fluxo mútuo permissível, ou a máxima,
densidade de fluxo pennissível a uma dada frequência e urna dada tensão.
Com isto conclue-se que os transfonnadores projetados para operação a uma dada
frequência não podem ser operados a outra frequência sem as correspondentes alterações na
tensão aplicada, para não alterar a indução máxima. Isto é necessário para que o
transformador não sobreaqueça.
~ ~
~ ___ __________
~c c ____._L11L:::7.
o t
'"
••
22
Máquinas Elétricas Transformadores
Procedimento gráfico:
Se a corrente de excitação for analisada por série de fourier, verifica-se que ela se
compõe de uma fundamental e urna família de harmônicas ímpares. A principal harmônica é a
terceira. Para transformadores de potência típicos, a terceira harmônica é usualmente cerca de
40% da corrente de excitação.
Excetuando-se os problemas referentes diretamente aos efeitos da~ harmônicas, as
peculiaridades da forma de onda da corrente de excitação usualmente não precisam ser
consideradas, pois a corrente de excitação em si mesma é pequena. Por exemplo, a corrente de
excitação de um transformador de potência típico é cerca de 5% da corrente de plena carga,
consequentemente os efeitos das harmônicas usualmente são sobrepujados pelas correntes
senoidais de outros elementos lineares no circuito. A corrente de excitação pode então ser
representada pela sua "onda senoidal equivalente" que tem o mesmo valor eficaz e mesma
frequência, e produz a mesma potência média que a onda real.
23
Máquinas Elétricas Transformadores
Quando não se tem em mãos os valores dos parâmetros cedidos pelo fabricante,
pode-se obtê-los através da manipulação matemática dos resultados colhidos nos ensaios à
vazio e em curto-circuito.
1.9.1-Ensaio à Vazio
magnético (H) ele possui uma propriedade de resistir ao movimento imposto aos seus
domínios causando um atraso na orientação dos mesmos (hister.ese). Todo movimento dos
domínios é acompanhado de fricção, que produz calor no núcleo do material ferromagnético
ou seja há dissipação de energia sob forma de calor.
Para reduzir as perdas por histerese usa-se materiais doces com baixa coercitividade
com introdução de certa percentagem de silício no ferro.
24
Máqyinas Elétricas Transformadores
o caminho disponível para corrente, isoladas entre si por vernizes e ou óxidos na construção
do núcleos de Transformadores.
11
lfr=2,22xfxB 2 xa 2 xiO Watts/Kgl
Fonte CA
Ajustável
v,
Hz
Procedimento do Ensaio
Po Perdas a vazio
PN Perdas no núcleo (PH + PF)
P co Perdas no cobre a vazio (despreza-se)
25
Máquinas Elétricas Transformadores
lo r, XL2
----;.
lp Vo
~1 0
.!;r ~1m
Vo 1m ------- --- lo
Xfm
<l>m
Po ~Vo x lo x Cosc:p 0
]p ~Ia x Cosc:po
Pa~Voxlp
lp~-
Po
Va
- Perdas no cobre;
- Queda de tensão interna;
- Resistência, .reatância e impedância percentuais;
-Regulação de tensão.
-Regulação
- Rendimento
26
Máquinas Elétricas Transformadores
l l2 nominal
Procedimento de Ensaio
l-Ajusta-se a fonte CA regulável até que a corrente nominal primária, Il' seja lida no
amperímetro.
2-Lê-se a potência de çurto-circuito, P cc ,
A tensão de curto-circuito, Vcc , e a
corrente primária de curto-circuito; Ice == 11 nominal.
- ____,.
I~ Rcc Xcc
1
r1 + a?r2 xu+ a?xu
- v~
~ IJ,ominol
ZEI
reduzidas de (10) 1' 6 = 40 vezes, e, as perdas por correntes parasitas de (10) 2 == 100 vezes, o
que leva a concluir que as perdas no núcleo são desprezíveis face as perdas no cobre, no
ensaio em curto-circuito
Portanto fazendo circular as correntes nominais, o wattímetro inseridO registra a
potência perdida por efeito joule nos dois enrolamentos.
27
Máquinas Elétricas Transformadores
Pcc :::.PJ
P cc Perdas de curto-circuito
Vcc
Z cc=--
Icc
Exercícios
28
Máquinas Elétricas TraJJs(ormadores
1.10-Transformação Trifásica
t··o·······t o·····t
tA <!>a te
--- ··--- .. --- .
O diagrama vetorial dos fluxos nas três colunas do núcleo, está indicado na figura a
seguir, o qual mostra que a resultante dos fluxos em duas colunas quaisquer, como indicado
pelas linhas pontilhadas, é exatamente igual e oposta ao fluxo na terceira coluna. Isto quer
dizer que, em um instante qualquer, a soma dos fluxos para cima em duas colunas é igual ao
fluxo para baixo na terceira coluna.
cjlA
<j>A
i
F~ <j>A
_l_~
<I> c G=_l_<j>B ~
2
30
Máquinas Elétricas Tratl§/ormadores
A
IAN • IAN
>
VcA
VAB
r luN
~
• B
N
ICN lBN
-- Voe~ • c
I II;=If I
ICN
VcA VAB
--
VAB=VAN-VBN
VcA=VcN-VAN
VL=Vl Vr
VBc
31
Máquinas Elétricas · Transfonnadores
A
IAB --=..- ryy\
_.I.
• B
vABl lnc ..!4 'ryy\
VcA
Vnc~ ICA
I
-4 fYY'
• c~ VcA Vnc
IAB=IA-IB
-IB 1-
IBc=IB-Ic
ICA= le-IA
IL= Vl I f
~······"-IA ~· IBc
32
Máquinas Elétricas TransfOrmadores
1.11.3-Conexão em Zig-Zag ou Z
A conexão em zig-zag ou Z é uma derivação da conexão em estrela, com a diferença
que o enrolamento de cada fase é dividido em duas metades, dispostas sobre duas colunas
distintas, agrupadas em série entre si, em sentido contrário uma em relação a outra e a
conexão entre os seis enrolamentos assim obtidos é feita como indica o diagrama da figura a
seguir:
Vxst
Xl
- Vxt Vxs
• •
vcl c
-
N
• •
~l B'
vcJ C'
® ©
-VA•
L VX35
t.;.
33
Máguinas Elétricas Transformadores
v .
Chamando de 2 a tensão em cada metade do enrolamentc de cada fase, a tensão de
fase da conexão zig-zag será:
V 10 ·
V!z=Ix,;3 = VXI = VX3= Vxs=0,866V
Portanto a relação entre as tensões entre fases das conexões em estrela e zig-zag será:
VLy_2x/3_
VL- 3 - 115
'
z
Conclui-se então que para se obter a mesma tensão com a conexão em zig-zag teremos
que ter mais 15 % de espiras que no caso da conexão em estrela.
34
Máquinas Elétricas TransfOrmadores
- Corrente à vazio
- Relação de Transfonnação
r---------------xi
Vu ~V2L = V2f
VIL x2
«3----------------~
~ N, --> t.
~
35
Mágy.inas Elétricas Transfonnadores
Potência Potência
de TRAFO de
Entrada Saída
T]; f sAlDA
F ENTRADA
PNÚCLEO ; I~ X RE2
37
Máquinas Elétricas TransfOrmadores
I2 = JPNúCLEO
,.11!Á>: Rm
Exercícios
38
Máquinas Elétricas Transformadores
l]a- ---------~~~(~V~,~x~/L2~x~t~x~c~os~8~2~)_________
- ~(V2 x!, x tx cos8,)+ ~Rm x x l+24PNúcLEoIl
Os transformadores para redes de distribuição de energia elétrica trabalham com uma
carga muito variável, cujo ciclo diário típico está representado na figura seguinte e fornecem
aos consumidores em 24 horas. uma energia muito menor do que poderiam fornecer se a sua
carga fosse constante. Durante poucas horas por dia o transformador trabalha a plena carga.
KW
• 12 18 24 h
Curva típica de carga - Rede de distribuição
Para que o rendimento diário desse transformador seja máximo é necessário que o
termo 24PNÚCLEo , seja o menor possível, ou seja , a perda no núcleo seja reduzida em relação a
perda nos enrolamentos a plena carga.
Os transformadores para essa aplicação recebem o nome de transformadores de
distribuição , e são projetados para perda nos enrolamentos a plena carga igual a
aproximadamente três vezes a perda no núcleo, e seu rendimento máximo se dará em tomo de
1/2 carga.
39
Máquinas Elétricas Transformadores
'Jlo/o
95
90
85
80
TJ%
95
90
85
80
40
Máquinas Elétricas Transformadores
A queda de tensão absoluta será V2vz - VJ.Pc . Esta queda será positiva , isto é ,
V2PC < V2vz quando o fator de potência da carga for indutivo e pode ser negativa , isto é ,
aumento de tensão ao invéz de queda de tensão , V 2PC > V2vz , quando o fator de potência da
carga for capacitivo. tAa..lor
Pela fónnula da regulação de tensão , pode-se observar que quanto for a
regulação, maior será a tensão secundária V2 em carga, com a mesma tensão primária, isto é ,
melhor será a regulação de tensão do transformador.
Diagrama Vetorial- CargaResistica ( Cos82-l)
:;:"i f-.,
/
/
4-i
Máquinas Elétricas Transformadores
Fónnula Geral
Exercicios
Charna~se
deslocamento angular de um transformador o ângulo que define a posição
recíproca entre o triângulo das tensões concatenadas primárias e o triângulo das tensões
concatenadas secundárias.
Como regra geral pode-se dizer que o deslocamento angular entre os bomes ATe BT
é medido pelo ângulo compreendido entre as duas retas HoHI e xoxl definidas pelos vértices
correspondentes H, e X 1 e pelos centros ~ dos triângulos. De acordo com a ABNT o
ângulo deve ser medido de BT para AT no sentido antihorário. sequência 1,2,3.
iü Ho -o
'f.i ' /<v - 0
43- 44-
1- Conexão Y-Y:
ill
X, x, X,
m·
b. Deslocamento_, Y·y _ , primário e secundário com polaridade oposta
ill
X, X, X,
w.
11 - Conexão t;.. t;.:
111 -Conexão A· Y:
m·
x, X. X.
w.
c. DesloCIImento _ ,D-y _,primário e secundário com e mesma polaridade
IV· Conexão Y· A:
ill
d. Deslocamento_, Y-4 _,primário e secundário com polaridade oposta
,.
H, H2 H3
~· ~·
ESCOLA TÉCNICA FEDERAl. DO ESPiR110 SANTO
Máguir.as Elétricas TramforttUJtlores
Exercícios:
.. .
-~--
/.~Acoplamento em Paralelo de Transformadores
1.17.1-lntroduçiio
Suponha uma linha de transmissão fornecendo' energia a uma carga através de
um transfonnador. Se a carga aumentar muito além da capacidade nominal do transfonnador,
este deverá ser substituido por um outro de maior capacidade. Isto implica num alto
investimento (aquisição de outro transformador)
Este problema pode ser solucionado se for ligado um outro transformador em
palaJelo com o primeiro, com potência tal que somada a potência do primeiro resulte na
potência requerida pela carga.
1.17.2-Dqiniçiio
Dois ou mais transfonnadores são agrupados em paralelo entre si quando
recebem energia da mesma linha primária para transferi-la com tensão transfonnada sobre uma
mesma linha secundária.
- . .
1\·T·
Ti T.:z.
.
Máquinas Elétricas Transformadores
53
Máquinas Elétricas Tran§[ormadores
..- -
T.i r.U l(_T' ~r~ t.:/,1.
T ;L.
•• .. •
v~
llU l.
1 It.. llc. 1
- - ~
~
'f== ar:ctan x21 +X,,
R21 +R22
cose=~~
Idem item a)
IR = VR(V22 + V2l)
j(R" +Rzz) 2 +(X21 +X,) 2
A fórmula I= f diz que para uma dada tensão V de um circuito, I será tanto
maior quanto menor for a impedância Z deste circuito. Desta forma pode-se dizer que ª
porcentagem de corrente fornecida por .cada transformador em paralelo é -inversamente
proporcional a porcentagem de inpedância de cada um. Uma vez que as porcentagens de
potências fornecidas pelos transformadores são proporcionais ás porcentagens de corrente
teremos que: 11 As porcentagens de potência fornecida por dois transformadores em paralelo
estão na relação inversa das p~rcen~de ~CÍ!t_~e.s~.~~~~~~ºores"
Sendo então ,S 1 e S2 , as porcentagens de potência fornecidas por dois
transformadores T 1 e T2 em paralelo e Z 1% e Z 2% as respectivas porcentagens de impedftncia,
teremos:
Como exemplo, considere o caso em que Z 2%=2XZ 1%, desta forma S1=2xS2•
Isto informa que, quando o transformador T 2 estiver com sua carga
nominal(lOO%), o transformador T 1 estará com 2000/o de sua potência( sobrecarga).
Então, quando as porcentagens de impedâncias são diferentes, a corrente dos
diversos transfonnadores em paralelo reparte-se na razão diretas das capacidades nominais
dos transfonnadores e na razão inversa da impedãncia de curto circui~o. independentemente
do fator de potência e da carga.
Na prática admite-se uma diferença entre as impedâncias percentuais que não
exceda de I 0% , sendo que este limite já é dificil de se conseguir em duas
unidades(economicamente) quando suas potências estão na relação 1:5. Em função disto, não
se recomenda acoplar em paralelo unidades cujas capacidades estejam acima da citada relação.
,4- (!1Sp<!.,i'!Wt:j4 bf!-C~64- PA/F'Sf...f.. fUlft>'eêr/.l/.-f( A-(JOTFfte!4 POS{bf/Õ.S
h)Mesma relação entre resistência e reatâncias relativa a um dos enrolamentos
ou valores muito próximos.
5G
Máguinas Elétricas Transformadores
Isto pode fazer com que um transformador venha a trabalhar com uma
sobrecarga excessiva e o outro não chegar a atingir sua capacidade nominal.
Quando as relações entre as quedas ôhmicas e reativas são iguais, a corrente
total do conjunto é resultado da soma aritmética das correntes de contribuição de cada
transformador (h +lz).
Quando as relações entre as quedas ôhmicas e reativas são iguais, a corrente
total do conjunto é resultado da soma aritmética das correntes de contribuição de cada
transformador (h +h). Em caso contrário , esta soma será vetorial e o rendimento será
reduzido a um excesso de perdas no cobre.
Então, se ~; são iguais para os transformadores , tem-se
Máquinas Elétricas Traniformadores
1.18-Autotransformadores
1.18.1-Dejinição
1~~
/J~ }.)~
~~~ IJJ
1.18.2-Prindpio de Funcionamento
li>
A
~c. Z.,l. vf
~ .
~ I
, ~.l. rc. f B
::1:.,2.
~
r~~ I~LI
I
Mágyinas Elétricas Tra11!ffonnadores
1.18,3-Re/sç/lo de Transforlllilfllo
N.L.
Vp
v'a.
Máquinas Elétricas Tr!1!1§/ormadores
Que substituida em v, = Vp + V2 :
mas como v2 = ~
f8.
V,
= Nt +N
N,
2 => Relação de transformação do autotransfonnador
Go
Máquinas Elétricas Tran:ifornuuiores
"
Vp ~ X.~
~
~ I>
.. i
""
\)';J, Ó' IJ;, r -e L 1
Potência transfunnada
Potência condutiva
J
Máquinas Elétricas Trl11l§[ormadores
V2 = V, + Vs (xh)
Potência transformada
Potência condutiva
l+.t 1U.
• •
l-lo
!1-.l '1-J.
• •
:53 ~ v
~
~
!lo 't-o
Máquinas Elétricas Traniformadores
o •
lto
. (ck!O \j
13J.o v
"i-1 •
(;3
Máquinas Elétricas Tram;jonnadores
'l-c
I!
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')(.r • r
~3.20 v
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t
1;2vov lrc
l IH
o
I
l
\l'!ft
NJ,
volT }J~
'""
I I
Máquinas Elétricas Tram!formadores
Das figuras acima pode-se notar que a tensão do circuito primário que para o
transformador convencinal era V 1 • no autotransformador será V Aura= V 1 + V2 , assim a
potência do autotransformador será:
SAuro = (vt + V1 x Z
TT
2
1
) x/1 =
T
(1 +~2 ) x Vt xlt
1 TT
Observações:
l-A equação SAuro = STMN x ( 1 + Z~) mostra que qualquer que seja a relação
de espiras de um transformador convencional • se ele é convertido em um autotransformador ,
sua potência disponivel é maior. Com isto observa-se que para a mesma potência fornecida o
autotransformador é de tamanho menor , ou então , pode-se dizer que o custo do KVA para o
autotransformador é menor que para o transformador convencional.
Exercícios:
66
CEFETES Transfonnadores
Instrumentos: Transformador Y -~
Megôhmetro MG 5200 AS
Condições de Ensaio
O transformador dever estar desenergizado e imerso em líquido isolante.
Procedimento:
OBS: Após efetuar uma medição, desligue o megôhmetro, aguarde seu "LED"
apagar para efetuar a outra ligação.
Ligações Resistência de
Isolamento (MQ)
AT!BT
AT/carcaça
BT/carcaça
3 • Resistência de Isolamento
3.1 - Considerações Gerais
L-------------~~G.uaro
A fonte de tensão "Vin" pode fornecer tensões entre 500·e 2500 V, a ABNT
recomenda uma tensão mínima a ser aplicada em uma medição de 1000 V para
transformadores até 69 kV, e de no mínimo de 2000 V para transformadores de classe
superior a 69 kV.
AT BT
RAT-c - Resistência de Isololamento
entre o lado AT e a carcaça
c
Fig. 3 .. Circuito Equivalente das resistências de isolamento de um transfonnador
RAl'C
+
i'
RAHlf
R;n -R
i' RBl'C i2
vin
A
Guard
Os valores das medidas deverão ser iguais ou superiores aos mostrados nas
expressões a seguir, especificados pela norma NBR 7036/91. Como a temperatura
influencia muito na medida, e a expressão (1) fornece a resistência mínima de
isolamento por fase para um valor medido à 75°, devemos conigi-la para a temperatura
em que foi realizado o ensaio, através das equações (2) e {3):
(J)
75-t
a=-- (3)
10
onde,
Índice de Polarização:
Outra maneira de se avaliar as condições da isolação se dá através da
determinação do índice de polarização (lP), que é calculado dividindo-se a resistência
de isolamento medida aos 1O minutos pela resistência medida a lminuto. Comparando o
valor encontrado com a referência dada na tabela abaixo.
IMPORTANTE:
Uma única e simples medição da resistência de isolamento utilizando-se o
megôhmetro nos dá uma idéia das condições do isolante de um equipamento, porém
esta medida não é decisiva Para se ter condições de avaliar com mais rigor o isolamento
é importante que se tenha um acompanhamento das medições ao longo do tempo de
operação do referido equipamento. Desta forma é possível inClusive fazer uma previsão
de até quando um equipamento pode permanecer em funcionamento, sob o aspecto do
isolamento.
CEFETES Transformadores
Instrumentos:
Testador de Rigidez Dielétrica
Procedimento:
Conclusão:
CEFE1ES Transformadores
Óleos Minerais
São os mais antigos empregados como isolantes, e obtidos da destilação
fracionada do petróleo. Os óleos minerais são constituídos de hidrocarbonetos que, sob
a ação do calor reagem com o oxigênio dissolvido no óleo, gerando compostos
oxigenados com polaridade elétrica e água, reduzindo a rigidez dielétrica do mesmo.
·Portanto os princiPais ".inimigos" das boas condições do óleo isolante são o excesso de
temperatura e o contato com o oxigênio.
Para minimizar os efeitos da oxidação do óleo, os transformadores mais recentes
têm sido dotados de sistema de preservação do óleo selados (sem contato óleo-
oxigênio), podendo dobrar a vida útil estimada de um transformador.
Devido a sua inflamabilidade fácil, sua utilização é restrita a ambientes que
ofereçam segurança em relação a riscos de incêndio.
Ascaréis
São fluidos isolantes resistentes a fogo a base de PCB (befenilas policloradas),
com ótimas características dielétricas. Entretanto são composws insolúveis em água,
não biodegradáveis e altamente cancerígenos. No Brasil a fabricação do PCB foi
proibida desde 1980.
Süicones
Surgiu como solução para substituição do ascarél, suas principais características
são: boa estabilidade térmica e à oxidação, inércia química, elevado ponto de fulgor e
ignição, não tóxico e biodegradável. Sua rigidez dielétrica é afetada pela umidade e
impurezas sólidas. Tem como grande desvantagem o alto preço.
CEFETES Transformadores
Condições de Ensaio
O transformador dever estar desenergizado.
Procedimento:
1) Golpe Indutivo
1,5 v
H2
H?
-
-Ajustar a fonte de tensão para 70 Volts e anotar as tensões nos voltímetros V2 e V3;
Polarida Adjacente:
Polarida Invertida:
--
CEFETES Transformadores
Objetivo:
Este ensaio visa medir a resistência ôhmica dos enrolamentos e calcular as Perdas
Jóulicas de Transformadores Trifásicos
Hl H2 H3
Hl H2 H3
Rcua
Xl X2 X3 xo
Xl X2 X3 XO
Onde:
Rcua ~Resistência efetiva dos enrolamentos de alta tensão
Rcub - Resistência efetiva dos enrolamentos de baixa tensão
Procedimento
Antes de começar a medir as resistências, verifique se o transformador está
desenergizado.
-Medir as resistências dos cabos de medição para descontar do valor lido para as
resistências dos enrolamentos.
-Medir as resistências ôhmica entre os terminais de alta tensão ( Hl, H2, H3), descontar
a resistência dos cabos de ligação e anotar na tabela a seguir:
Obs.: Observar que essas medidas não são as resistências efetivas dos enrolamentos
(internas) do transformador, mas sim as dos terminais acessíveis.
CEFETES Transformadores
Terminais Resistência (m Q)
H!-H2
H2-H3
H!-H3
.
- Determine a resistencta efetiva dos enrolamentos de alta tensão .
~
- Calcular as correntes de fase da alta (If.~) e baixa tensão (Ifb), usando os dados de placa
do transformador
Onde:
Pn - Potência nominal do transformador;
Vm11 - Tensão nominal do transformador de fase (lado de alta);
Vrnb- Tensão nominal (fase-neutro) do transformador (lado de baixa);
[W] [W]
[W]
Rcua = Rcub-
Alta !ta - Baixa Iib- Total
Pja- Pjb- Pt-
.~
Instrumentos:
Transformador Y -8
I Fonte Trifásica ca variável;
3 Voltímetro (O- 250 Vca);
3 Amperímetro 15 A;
3 ou 2 Wattímetros.
Esquema de Ligação
H
1
s
T
H
2
W2
L_----====t-x
~ Cuidado! Alta Tensão
X
- F 1ettura
t<aça a . das correntes, tensoes e potenc1as e anote na T a bel a a segurr:
Corrente (A) :t1• Tensão (V) ·1 Potência (W)
]o, - ~l Vo1- WoJ-
ii
loz - ·:y; V02- G Wo2-
]o, - VOJ- ,,
..
lo( média)- .· V o( média) i' W 0 (total)-
CEFETES Transformadores
.-
CEFETES Transformadores
Instrumentos:
Transformador Y -Â
1 Fonte Trifásica ca variável;
3 Voltímetro (O- 250 Vca);
3 Amperímetro 15 A;
3 ou 2 Wattímetros.
c) Esquema de Ligação
Wl
s
W2
Energizar os bornes de alta tensão e ajustar uma tensão que faça circular a corrente
nominal, no lado de alta, do trafo; (CUIDADO: como o transformador esta em curto
as tensões aplicadas no lado AT são pequenas para fornecer a-corrente nominal-
portanto ajuste a tensão vagarosamente)
'
Corrente (A) tt;4 Tensão (V) ~J
;._
Potência (W)
"'-
lce1 - ~\; Vcc1 - \'i
-cl WcCI -
-_--, }'
lcez - à
{' VeC2 __,_
Wcc2-
--<'
lce2 - -'k- Vcc3-
·:>:
<::-,__ Vedmédia)= W ce(total) -
ledmédia)-
CEFETES Transformadores
--