A Espiritualidade Da Semana Santa - Diocese de Santo André
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A Espiritualidade Da Semana Santa - Diocese de Santo André
ARTIGOS abr
15
2019
A Semana Santa é uma tradição religiosa que celebra a Paixão, morte e a ressurreição de Jesus Cristo. É o ponto
central da Fé Católica.
A história nos mostra que a primeira celebração cristã da Semana Santa ocorreu no ano de 1682. Ela se inicia no
Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Segundo o evangelho, Jesus foi para
Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os discípulos e entrou na cidade como um rei, mas sentado num
jumentinho e foi aclamado pela população como o Messias, o rei de Israel. A multidão o aclamava: “Hosana ao Filho
de Davi!”.
Na segunda-feira antes da morte de Jesus, de acordo com Mateus 21, Marcos 11 e Lucas 19, Jesus retorna a
Jerusalém e, vendo as práticas comerciais vergonhosas realizadas na área do templo, reage com indignação,
expulsando os vendedores e denunciando que eles transformaram a casa de seu Pai num covil de ladrões. O
evangelho de João registra ainda que Ele repreendeu a incredulidade das multidões.
Segundo Mateus, Marcos e Lucas, na terça-feira da Semana Santa, Jesus retorna mais uma vez a Jerusalém, onde é
confrontado pelos dirigentes do templo quanto à sua atitude no dia anterior. Eles questionam a autoridade de Jesus,
que responde e ensina usando parábolas como a da vinha (cf. Mt 21,33-46) e a do banquete de casamento (cf. Mt
22,1). Há também o ensinamento sobre o pagamento dos impostos (cf. Mt 22,15) e a repreensão aos saduceus, que
negam a ressurreição (cf. Mt 22,23). Jesus faz ainda a terrível profecia sobre a destruição de Jerusalém caso os seus
habitantes não creiam nele, afirmando que não restará pedra sobre pedra (cf. Mt 24).
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20/03/23, 11:04 A Espiritualidade da Semana Santa – Diocese de Santo André
Na quarta-feira antes de sua morte, Os ímpios conspiram contra Jesus. Judas vai até o Sinédrio e oferece-se para
entregar Jesus em troca de dinheiro, 30 moedas de prata e a partir daí, só lhe falta encontrar a oportunidade ideal
(Mateus 26,14-16, Marcos 14,10-12 e Lucas 22,3-6).
Na quinta-feira inicia-se o Tríduo Pascal, os três dias que culminarão na Ressurreição de Jesus. Jesus instrui seus
amigos a se prepararem para a Última Ceia com Ele. Durante o dia, eles fazem os preparativos (cf. Mt 26,17). Na
Missa da Quinta- Feira Santa recordamos a Última Ceia que Jesus compartilhou com seus apóstolos. Estamos com
Jesus e os doze, e fazemos o que eles fizeram. Por meio da celebração desta primeira Missa e da instituição da
Sagrada Eucaristia (Mt 26,26), unimo-nos a Jesus e recebemos o Seu Corpo e o Seu Sangue como se fosse a primeira
vez. Após a Última Ceia, os apóstolos e Jesus se dirigem até o Horto das Oliveiras, onde o Cristo lhes pede que orem e
vigiem, enquanto Ele experimenta grande sofrimento e agonia (cf. Mt 26,30).
A liturgia deste dia termina em silêncio. Permanecemos assim, ao lado de Jesus no Horto das Oliveiras e oramos
enquanto Ele enfrenta a sua terrível agonia. Perto da meia-noite, Jesus será traído por Judas. O Cristo será preso e
levado para a casa do sumo sacerdote (cf. MT 26,47).
Pela manhã, Ele é levado até a presença de Pilatos, o governador romano, que repassa o caso para o rei Herodes.
Herodes o manda de volta para Pilatos, que, em algum momento no meio da manhã, cede à pressão das autoridades
do templo e das multidões e condena Jesus à morte cruel por crucificação. No final da manhã, Jesus é levado pelos
soldados através da cidade até a colina do Gólgota. Ali, ao meio-dia, Ele é pregado à cruz e agoniza durante cerca de
três horas. Por volta das três da tarde, Jesus entrega o Espírito ao Pai e morre. Descido da Cruz, é colocado
apressadamente no sepulcro antes de anoitecer. Este é um dia de oração, jejum e abstinência. Este é o momento onde
a Igreja recorda a Morte do Salvador. É o único dia que não se celebra a missa.
Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua
descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição. No dia do silêncio, a comunidade
cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está
despojado. O sacrário aberto e vazio.
O próprio Cristo está calado. Ele, que é o Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz: “Pai, por que
me abandonaste?”, agora ele cala no sepulcro. Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O
assombro é eloquente: “resplandece o mistério da Cruz”.
O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. É um dia de meditação e silêncio. A grande lição é esta: Cristo está
no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe
Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da
Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro.
Vigília Pascal
A celebração é no sábado à noite, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35), tenham
acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e
os faça sentar em sua mesa. Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete
eucarístico, que por sua Morte e Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Entoa-se o grande glória, o brado de
que Cristo ressuscitou dos mortos.
Domingo de Páscoa
Páscoa, do hebraico Pessach, significa passagem. É uma grande festa cristã para nós, é a maior e a mais importante
festa. Reunimo-nos como povo de Deus para celebrarmos a Ressurreição de Jesus Cristo, Sua vitória sobre a morte e
Sua passagem transformadora em nossa vida.
O Tempo Pascal compreende cinquenta dias a partir do domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes,
vividos e celebrados com grande júbilo, como se fosse um só e único dia festivo, como um grande domingo. A Páscoa
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é o centro do Ano Litúrgico e de toda a vida da Igreja. Celebrá-la é celebrar a obra da redenção humana e da
glorificação de Deus que Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a morte; e ressuscitando, renovou a nossa vida.
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