Recurso Israel Novo
Recurso Israel Novo
Recurso Israel Novo
AUTOS nº 0821626-45.2023.8.15.0001
RECURSO INOMINADO
Ainda, há de mencionar que o Estado da Paraíba possui uma das custas processuais
mais cara de todo o país, dessa forma, considerável expor a súmula 29 do tribunal de Justiça
do nosso Estado, que reconhece o direito do requerente sobre a concessão da gratuidade
no processo.
Haja vista ainda, que o processo que trata-se esse recurso diz respeito ao estado
econômico e financeiro do Autor, sendo elementar tal concessão de inteira JUSTIÇA.
Conforme demonstra comprovante em anexo abaixo.
TEMPESTIVIDADE
Se faz crucial alegar que o presente recurso encontra – se dentro do prazo de 10 dias
úteis para sua apresentação, desde dada a ciência da sentença, de acordo com o Art. 42
CAPUT da lei 9.099/95, de modo que encontra – se tempestivo.
Portanto, não tendo mais no que se discutir sobre aplicabilidade do CDC no presente
caso, o artigo 6, inciso V traz em seu texto fundamento suficiente para coibir os abusos
praticado pela instituição bancária.
Ora como já demonstrado, o Autor busca a revisão contratual e a nulidade dos juros
capitalizados, assim como a restituição dos valores já pagos até o presente momento, que já
somam 10 parcelas.
Nesse sentido, cita-se a jurisprudência dos tribunais pátrios:
AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. REVISÃO
CONTRATUAL C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO.
IMPROCEDÊNCIA. IRRESIGNAÇÃO. TAXA DE JUROS
REMUNERATÓRIOS SUPERIOR À MÉDIA DE MERCADO.
ABUSIVIDADE CONSTATADA. DEVOLUÇÃO DOS
VALORES DEVIDA. REFORMA DA SENTENÇA.
PRECEDENTES DO TJPB. MANUTENÇÃO.
DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. “Constatada a
abusividade na taxa de juros remuneratórios fixada
contratualmente, possível sua revisão para ajustá-la à
taxa média praticada pelo mercado, regulada pelo
BACEN, à época da contratação. Precedentes STJ.” (TJBA;
AP 0572864- 68.2017.8.05.0001; Salvador; Terceira
Câmara Cível; Rel. Des. Moacyr Montenegro Souto; Julg.
19/03/2019; DJBA 22/03/2019; Pág. 510)
"Não tenho dúvida alguma em aderir às premissas tão bem expostas pelo relator, amparado
na doutrina de Cláudia Lima Marques, Rizzato Nunes e Paulo de Tarso Sanseverino, acerca
da absoluta necessidade de que o contrato bancário seja transparente, claro, redigido de
forma que o consumidor, leigo, vulnerável não apenas economicamente, mas sobretudo
sem experiência e conhecimento econômico, contábil, financeiro, entenda, sem esforço
ou dificuldade alguma, o conteúdo, o valor e a extensão das obrigações assumidas. A
pactuação de capitalização de juros deve ser expressa. a taxa de juros deve estar claramente
definida no contrato. a periodicidade da capitalização também. Sobretudo, não deve pairar
dúvida alguma acerca do valor da dívida, dos prazos para pagamento e dos encargos
respectivos.
[…]
Diante de todo o exposto até aqui, sobeja a tutela dos danos morais
enfretado pelo Autor. Sendo assim, a Constituição Federal de 1988 assegura em seu
art. 5º, a tutela do direito à indenização por dano moral em virtude de violação de
direitos fundamentais. Vejamos abaixo:
Art. 5º, inciso X - são invioláveis a intimidade, a vida
privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;
Dessa maneira, devem ser acolhidos os danos morais sustentados, visto que, em
razão dos fatos trazidos em questão, decorrente exclusivamente da culpa da Requerida, o
autor teve a sua tranquilidade, honra e imagem abaladas com o descaso da parte Ré, então,
enseja a reparação do dano no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
d) RECEBER O PRESENTE RECURSO, para que sejam julgados procedentes todos os pedidos
contidos na inicial.
e) Seja determinado ao pagamento dos honorários advocatícios em até 20%, conforme Art.
55 da Lei 9099/95.