Saúde Mental No Trabalho
Saúde Mental No Trabalho
Saúde Mental No Trabalho
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3
2. ASPECTOS INTRODUTÓRIOS ............................................................................. 4
3. A SAÚDE DO TRABALHADOR ............................................................................. 8
3.1 Situações que colaboram para o surgimento de doenças mentais ................... 10
3.2 Ações de prevenção visando o indivíduo .......................................................... 12
3.3 Ações de prevenção no trabalho ...................................................................... 13
4. A PSICOLOGIA DO TRABALHO ......................................................................... 15
5. DEPRESSÃO DECORRENTE DO AMBIENTE DE TRABALHO ......................... 18
6. SÍNDROME DE BURNOUT: MANIFESTAÇÕES E CARACTERÍSTICAS .......... 21
6.1 Informar e desmistificar o problema .................................................................. 22
6.2 Não incentivar cargas de horário excessivas .................................................... 23
6.3 Criar programas de qualidade de vida .............................................................. 23
6.4 Oferecer a psicoterapia como benefício corporativo ......................................... 24
7. DOENÇAS MENTAIS EM RAZÃO DO TRABALHO ........................................... 25
8. ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO TRABALHO.................................................. 28
6.5 Consequências do assédio moral ..................................................................... 30
9. CUIDADOS EM TEMPOS DE HOME OFFICE ..................................................... 31
10REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 36
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1. INTRODUÇÃO
Prezado aluno,
Bons estudos!
3
2. ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
Fonte: bit.ly/3yQzXSs
Nos últimos anos, muito se tem falado sobre o efeito do trabalho na saúde
mental do indivíduo. Na área médica, constatamos que o trabalho tem duas vertentes,
por um lado positivo, pois oferece ao indivíduo a capacidade de socialização,
realização e retorno financeiro, mas por outro lado, o trabalho pode representar
desgaste mental, além do risco de acidentes e outras lesões.
Entende-se que trabalhadores com condições de saúde desfavoráveis podem
ter fortes impactos sociais, principalmente na economia, pois são responsáveis por
grande parte das finanças do departamento. Cuidar da saúde mental dos
trabalhadores pode prevenir danos pessoais e coletivos, por isso é importante investir
e garantir eficiência e respeitar políticas que valorizem os colaboradores.
Conforme definição da Organização Mundial da Saúde – OMS (2017), a saúde
mental é “um estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza suas próprias
habilidades, sendo capaz de lidar com o estresse normal da vida, capaz de trabalhar
de forma eficaz e bem-sucedida e ser capaz de contribuir para a sua comunidade”.
A saúde mental, portanto, é composta por vários elementos:
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A saúde mental não é apenas a capacidade do indivíduo de aproveitar a vida.
Da mesma forma, não se limita a criar um equilíbrio entre as atividades da vida e os
esforços para alcançar a resiliência psicológica. É uma construção complexa que deve
ser vista de muitos ângulos.
A saúde mental dos trabalhadores está ligada ao seu desempenho e
produtividade, palavras que são de ordem mais procurados no ambiente de trabalho
pois, referem-se à eficiência com que os recursos são usados. Podem ser medidos
em termos de todos os fatores de produção combinados (produtividade total dos
fatores) ou em termos de produtividade do trabalho. Em relação às condições que
prejudicam o equilíbrio psíquico, também refletem em alguns indicadores que são
importantes para os recursos humanos, tais como:
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O sofrimento psíquico relacionado ao trabalho atinge a vida de muitos
trabalhadores. Estão associados a experiências angustiantes como medo,
insegurança, ansiedade decorrentes de conflitos que surgem no ambiente de trabalho,
entre outros. A depressão, ansiedade e esgotamento podem ser mencionados como
resultado desse tipo de doença. Infelizmente, o Brasil lidera a lista de países da
América Latina com o maior número de casos de depressão.
Essas complicações acontecem antes mesmo do desenvolvimento da doença
mental, pois mesmo o estresse considerado “normal” por muitos empregadores pode
levar ao comprometimento da força de trabalho. Portanto, é preciso estar atento aos
sinais de esgotamento e sobrecarga.
As próprias doenças mentais, como ansiedade e depressão, estão diretamente
ligadas à retirada e à perda de produtividade. Uma descoberta que é particularmente
importante para as empresas, é de que, estudos descobriram que mesmo levando em
consideração outros riscos à saúde, como obesidade e tabagismo, funcionários com
alto risco de depressão tiveram altos custos de saúde.
De fato, os funcionários com saúde mental comprometida tornam-se um custo
muito alto para as empresas. Todas as medidas de tratamento e prevenção para
esses profissionais devem ser vistas como um verdadeiro investimento. Os programas
de bem-estar no local de trabalho podem ser muito eficazes na prevenção do
absenteísmo no trabalho, e ainda mais quando combinados com medidas de saúde
física.
Ferreira (2013) refere-se à relação com a saúde mental no ambiente de
trabalho como algo que requer um debate profundo, observando que ainda hoje o
Brasil busca constantemente a complementaridade, inserir é o que queremos em
meados do século XX. O autor entende que a inclusão que queremos trata-se da
inclusão econômica, onde o indivíduo esteja inserido em um trabalho, produzindo,
bem como gerando e auferindo renda, ou seja, participando da vida econômica do
país. Assim, menciona ainda que, tratar-se de algo de suma importância o debate
sobre a saúde mental no trabalho uma vez que:
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O estudo em questão merece uma atenção especial, para entender todos os
aspectos da saúde mental no trabalho.
Ferreira (2013) entende que:
Segundo Ferreira (2013), foi na Idade Média que ficou evidente que havia
relação entre certas doenças físicas e algumas profissões e que de fato algumas
doenças se relacionavam indiretamente ao ambiente de trabalho.
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Diversas normativas e declarações buscam orientar a forma como os
trabalhadores devem ser tratados e de como seus ambientes necessitavam estar
adequados, para impedir que os o desenvolvimento de qualquer tipo de doença, seja
física ou psicológica.
3. A SAÚDE DO TRABALHADOR
Fonte: bit.ly/3o9cMOj
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Essa é uma ferramenta importante para avaliar os fatores prováveis em uma
situação de trabalho que dão origem a problemas de saúde. Portanto, tal análise deve
incluir: as situações no ambiente de trabalho (como ruídos); temperaturas extremas;
ou contato com agentes químicos e até mesmo a questão da iluminação. Deve-se
incluir no processo de análise, situações relativas a como o trabalho é organizado,
além do conteúdo de tal trabalho, ou seja, a quantidade de informação, a presença de
tomada de decisões rápidas, responsabilidades do trabalhador no ambiente de
trabalho, a presença de trabalho extremamente monótono ou, por exemplo, uma
desatenção momentânea que pode ter consequências graves.
Vale ressaltar que existem fatores psicossociais relacionados ao trabalho, os
quais compreendem a percepção dos trabalhadores relativa à situação e às relações
humanas que o envolvem, considerando superiores, colegas ou clientes. Este
conjunto de fatores parece ser integrado e interdependente aos impactos na saúde
dos trabalhadores, que dependem da personalidade, bem como da experiência e
expectativas do indivíduo nessa relação.
Para Oliveira (2001), em geral, quando o trabalho apresenta altas demandas
psicológicas e cognitivas, está associado a baixo poder de decisão e baixo nível de
suporte social, havendo alta probabilidade de afetar a saúde dos trabalhadores.
Porém, entre os indicadores de saúde, destacam-se as prevalências de doença
mental diante de uma situação de trabalho em que esses fatores estão presentes.
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Nesses casos, os trabalhadores podem apresentar reações adversas. Em resposta
ao estresse por diferentes mecanismos patogênicos, cognitivos, afetivos, condução
ou mecanismos fisiológicos, podem causar o aparecimento de doenças mentais e
psiquiátricas em certas condições de intensidade, frequência ou duração.
Estudos epidemiológicos de trabalhadores expostos ao estresse no local de
trabalho revelaram as seguintes disfunções:
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diabetes, entre outras. Muitas vezes, os trabalhadores podem vivenciar distúrbios
mentais devido a uma condição pré-estabelecida além da sobrecarga de trabalho, ou
o contrário pode ocorrer, o estresse e o desgaste causados pelo trabalho promovem
aos trabalhadores a formação de hábitos passíveis de causar essas doenças. Em
ambos os casos, pode levar a uma diminuição da sua qualidade de vida e afetar o seu
desempenho global em relação à sua vida familiar, profissional, emocional e social
(FERREIRA, 2013).
Dentre os fatores que podem contribuir para a exacerbação do adoecimento
mental no ambiente de trabalho, também podemos elencar situações que banalizam
a violência laboral, como: assédio moral, sexual e psicológico, muitas vezes,
encontram-se enraizados nas instituições e ocorrem de forma sutil, mas impactante;
relações entre colegas e superiores baseadas em relações verticais, incluindo
autoritarismo e competição; pressão sobre a produtividade, pois isso gera lucros para
a empresa e, assim, garante um salário de fim de mês ou promessas de promoção;
acompanhada de uma perda da subjetividade do empregado, pois muitas vezes a
empresa não percebe que esse trabalhador tem uma família esperando por ele, um
pai, mãe ou filho doente, uma carreira, anos de vida, mês dedicado ao estudo e
outras coisas, problemas que permanecem para ele; e, em última análise, uma
redução no valor potencial dos trabalhadores. A seguir serão apresentadas algumas
situações que podem causar problemas e insatisfação no ambiente de trabalho:
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3.2 Ações de prevenção visando o indivíduo
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3.3 Ações de prevenção no trabalho
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Por diversas vezes nos deparamos com “turbulências” em nossa vida
profissional, e isso é muito comum. São nesses momentos que diálogos e programas
de prevenção devem intervir, ressaltando a importância de falar sobre o tema, com a
intervenção, inclusive, de um especialista. Enquanto o controle emocional e mental é
individual, promover um ambiente propício à saúde mental é uma tarefa coletiva e um
elemento fundamental da qualidade de vida humana.
Assim, como já mencionado, investir em programas de prevenção e promoção
da saúde mental demonstra o interesse da empresa em atingir suas metas e objetivos,
porém, não descura nenhuma preocupação. É um investimento com retorno definido.
O diagnóstico realizado no ambiente guiará as medidas que precisam serem
implementadas para melhorar as condições de trabalho, de acordo com a
necessidade de cada lugar.
A intervenção a ser realizada exigirá medidas a curto, médio e longo prazo e
um programa que estimule os trabalhadores a levar uma vida mais saudável, que
permita seu desenvolvimento, alterando períodos de repouso e a interação dinâmica
entre as pessoas e o ambiente.
Não obstante, tarefas que envolvem alto grau de tensão, se encaradas como
desafio ou oportunidade de aprendizagem, tendem a não serem percebidas como
estressantes (PEREIRA, 2014).
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tempo de trabalho e melhor interface entre trabalhadores e máquinas ou novas
tecnologias.
4. A PSICOLOGIA DO TRABALHO
Fonte: bit.ly/3IMZNv8
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atribuições que cabem ao psicólogo do trabalho. A função mais conhecida da
psicologia do trabalho (às vezes também chamada de psicologia organizacional) diz
respeito à área de RH das empresas, com a aplicação de testes psicológicos ao
recrutamento de funcionários (BORGES, 2005).
As atribuições do psicólogo do trabalho vão além:
Em uma organização onde diferentes pessoas vivem cerca de oito horas por
dia, sob pressão para alcançar resultados, a carga de fenômenos psicológicos é
intensa e variada. O psicólogo do trabalho deve compreender e gerir todas estas
situações que são benéficas para a saúde mental dos trabalhadores, mas também
para a saúde da organização, em termos de produtividade e qualidade.
O trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro, é até mesmo parte da
personalidade de uma pessoa, muitos de nós são identificados por nossa profissão.
Portanto, sentir-se satisfeito com o seu trabalho é essencial para se sentir satisfeito
consigo mesmo. Portanto, é alta a importância social e humana dos psicólogos no
trabalho.
O principal objetivo da psicologia ocupacional é manter um ambiente de
trabalho saudável. Para isso, concentra-se no desenvolvimento profissional geral e na
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solução de problemas relacionados à gestão de pessoas. A sua principal função é
estudar formas de melhorar a qualidade de vida dos profissionais que trabalham.
Por isso é tão importante para as organizações, afinal, passamos a maior parte
do nosso tempo trabalhando. Não buscamos apenas garantir os recursos financeiros
necessários para viver. As pessoas precisam de um motivo para se levantar e se sentir
à vontade para conhecer e trabalhar com seus colegas, não importa o quanto sejam
pagos. A psicologia ocupacional oferece melhores condições para os funcionários
com base em como eles se sentem.
A psicologia organizacional possibilita a gestão estratégica de pessoas. Seus
recursos permitem contratações mais precisas, reduzem os custos de desligamento
de funcionários e melhoram o desempenho da equipe. Isso significa que os psicólogos
organizacionais desempenham um papel importante nas organizações. Como o
capital humano é o ativo mais valioso de uma empresa para atingir suas metas e
objetivos, contar com a ajuda desse especialista é uma forma de alcançar o máximo
de resultados.
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5. DEPRESSÃO DECORRENTE DO AMBIENTE DE TRABALHO
Fonte: bit.ly/3rTWgUf
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Intervenções que incluem tratamento antidepressivo, intervenções presenciais
por telefone, intervenções presenciais ou baseadas em terapia cognitivo-
comportamental, intervenções multimodais, etc., podem ter benefícios positivos tanto
para sintomas depressivos quanto para resultados ocupacionais, sugerindo que o
ocupacional é executável.
A depressão é caracterizada por um transtorno de humor que afeta a maneira
como uma pessoa se sente, pensa ou age, causando uma deterioração no
funcionamento social ou no trabalho. Um episódio depressivo maior foi definido como
a ocorrência de cinco ou mais dos nove sintomas depressivos maiores em duas
semanas. Os episódios depressivos podem ser causados por fatores biológicos,
psicossociais ou ambientais, incluindo fatores de risco presentes no ambiente de
trabalho. Aqueles que experimentaram um episódio depressivo em sua vida são mais
propensos a desenvolver depressão no futuro.
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A doença ainda é considerada um tabu, mas o tema ainda é amplamente
debatido. As pessoas deprimidas não lutam mais sozinhas e compartilham suas
experiências com pessoas deprimidas para que possam procurar ajuda e aprender a
lidar com uma crise. Uma das maiores dificuldades nessa situação é se tornar um
adulto trabalhador e manter a responsabilidade profissional. A depressão é um dos
principais motivos para não ser rejeitado no mercado de trabalho.
As pessoas trabalham para sobreviver e recebem salários que não são
necessariamente proporcionais ao seu sustento. Portanto, o trabalho tende a
prevalecer como meio de atendimento de necessidades básicas, e não
necessariamente como forma de expressar satisfação pessoal ou valorização das
pessoas. A força de trabalho torna -se uma mercadoria usada na produção de
mercadorias, e o trabalho torna-se irrelevante, alienado, marginalizado (AZAMBUJA
et al., 2007).
A alienação significa que um indivíduo não se sente como um governante ativo
do mundo, mas o mundo permanece alheio a ela, e os produtos de seu trabalho são
"objetos estranhos que a governam" (FROMM, 1983). O mesmo ainda acrescenta:
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6. SÍNDROME DE BURNOUT: MANIFESTAÇÕES E CARACTERÍSTICAS
Fonte: bit.ly/3PSJiAb
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relacionado ao cliente é susceptível de afetar os hábitos de trabalho, o que também
pode criar estresse.
A literatura científica indica que a síndrome de burnout tem sido encontrada em
diversos campos, embora algumas profissões sejam mais suscetíveis devido às
características individuais. Os maiores riscos potenciais são aqueles que exigem um
contato mais próximo com o indivíduo, principalmente aqueles relacionados às
emoções. Nesse contexto, destacam-se especialistas nas áreas de saúde, segurança
pública, educação, entre outras. Isso é evidenciado pelo fato de que os trabalhadores
muitas vezes têm que “absorver” as emoções negativas que esses empregos causam,
afetando sua saúde mental (CAMARGO; CAETANO; GUIMARÃES, 2005).
O esgotamento está associado ao nervosismo, sofrimento emocional e
problemas físicos, como dor abdominal, fadiga excessiva e tontura, sintomas esses
que pode indicar o início da doença. Outros sintomas são: dores de cabeça
frequentes, alterações de apetite, insônia, dificuldade de concentração, negatividade
constante, isolamento, fadiga, pressão alta, etc.
Conforme Cosenza (2021) a síndrome de burnout é um distúrbio psíquico
motivado pelo ambiente de trabalho, é necessário haver uma prevenção por parte das
empresas, oferecendo diferentes formas de tratamento, considerando que existem
diversas iniciativas que podem ser realizadas no dia a dia, confira algumas delas:
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disso, é importante dissipar alguns mitos de saúde mental para tornar mais fácil para
todos relatarem seus problemas.
Uma forma interessante de abordar o tema é envolver especialistas, como por
exemplo, psicólogos, outra forma é organizando workshops para discutir o tema. É
uma maneira interativa e diferente de falar sobre coisas que antes eram
desconhecidas, ao mesmo tempo em que promove a seriedade sobre coisas que nem
sempre são levadas a sério.
Trabalhar horas extras todos os dias é comum, mas cada vez mais as pessoas
estão preocupadas com sua qualidade de vida e bem-estar, por isso as empresas têm
a obrigação de proteger essas bandeiras. Sua organização deve desencorajar o
excesso de trabalho que pode prejudicar sua saúde física e mental. Essa não é uma
posição que deve incentivar e elogiar os funcionários, muito pelo contrário.
Para evitar esse tipo de problema, as organizações de hoje também oferecem
políticas de trabalho remoto e horários de trabalho flexíveis, visando criar um melhor
equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
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implementar um programa que crie valor e, ao mesmo tempo, contribua para a marca
do empregador.
24
7. DOENÇAS MENTAIS EM RAZÃO DO TRABALHO
Fonte: bit.ly/3AYN7iN
25
trabalhadores. No entanto, deve-se considerar que as características pessoais são
muito importantes para estabelecer uma boa relação entre trabalho e saúde mental,
pois, do ponto de vista psicológico, uma determinada atividade motivadora para uma
pessoa pode ser frustrante para a outra. E, para o bem-estar físico e psicológico, é
preciso avaliar as questões sociais, econômicas e ambientais nas quais esse
especialista está inserido.
Há muito tempo a relação saúde-trabalho-doença é objeto de pesquisa, no que
se refere às pessoas e à sociedade. As teorias sobre a relação entre doença mental
e trabalho utilizam pressupostos da teoria cognitivo-comportamental, bem como
métodos relacionados ao exercício e relaxamento para tratamento e prevenção. A
psicodinâmica se preocupa em organizar essa atividade como contribuinte para o
adoecimento mental e ansiedade, enquanto as abordagens epidemiológicas e/ou de
modelagem diagnóstica contribuem para a saúde dos trabalhadores ao abordar os
efeitos do trabalho nos processos mentais, dada a multiplicidade desta realidade.
O campo do trabalho e da subjetividade teve início na década de 80 e, a partir
da concepção do trabalhador sobre suas vivências no trabalho, atuando como eixo de
orientação para o homem. A teoria afirma que, além das características técnicas e
econômicas, o significado do trabalho vai além dos valores sociais, culturais,
valorativos e subjetivos. Buscava-se, portanto, compreender a experiência do
trabalhador e as implicações que o trabalho traz para o processo saúde-doença
(ZANELLI, 2010).
Além disso, existem outras correntes teóricas que sustentam os estudos dessa
relação, como o positivismo, que defende que o adoecimento dos trabalhadores pode
levar a riscos ocupacionais, e o materialismo histórico, baseado na determinação da
sociedade de que a carga de trabalho é considerada parte dos determinantes do
trabalho e doenças relacionadas.
Além disso, também são enfatizados os pressupostos marxistas a favor da
identificação histórica dos processos saúde-doença e da relação entre eles, dada a
relevância histórica e contextual da relação de produção dos resultados, realizados
em termos dos trabalhadores, sejam eles causadores de sofrimento psíquico.
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Assim, teorias da dinâmica psicológica do trabalho e do estresse, as
abordagens epidemiológicas e/ou baseadas em modelagem diagnóstica e domínios
subjetivos e de trabalho correspondem a modelos psicológicos, teoria que avalia a
relação entre sofrimento psíquico e trabalho. De acordo Pereira (2014), existem
muitos distúrbios relacionados ao ambiente ocupacional.
A seguir, listam-se alguns transtornos mais frequentes:
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8. ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO TRABALHO
Fonte: bit.ly/3zfpaCM
O assédio moral no ambiente de trabalho pode ser percebido como uma forma
de violência contra os trabalhadores, incluindo a execução de uma série de situações
ofensivas que causam vergonha, humilhação e insulto ao trabalhador. Esses
comportamentos são muitas vezes realizados por superiores, mas também podem vir
de colegas de trabalho, e em suma, visam desacreditar, isolar e desestabilizar
mentalmente esse funcionário no local de trabalho, seu local de trabalho, muitas vezes
com consequências desastrosas tanto para o funcionário e a empresa.
Para definir o assédio moral, o comportamento deve ser repetitivo, ou seja, não
ocorre esporadicamente, mas frequentemente, além disso, o comportamento do
agressor precisa ultrapassar os limites do senso comum, geralmente esperado de
uma relação de trabalho. De fato, em qualquer ambiente de trabalho, os ônus serão
necessários e parte da própria relação de trabalho, mas seus excessos podem levar
ao assédio ético (PELBART, 2000).
Para facilitar e ajudar a entender melhor, a tabela a seguir apresenta as
principais situações típicas e não específicas do assédio moral no local de trabalho:
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6.5 Consequências do assédio moral
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de erros e acidentes de trabalho, danos à sua marca, multas administrativas e muitas
outras consequências negativas.
A permanência de situações de assédio quando prolongado, causa
instabilidade emocional na vítima, caracterizando um estado latente patológico em
que a incapacidade de superar o ocorrido é entendida como um novo golpe a
enfrentar, vai enfraquecendo gradativamente a força do profissional. Entre os
problemas que podem surgir, os autores destacam também as síndromes de pânico
e burnout.
O comportamento das vítimas irá interferir em outras áreas de seu
relacionamento, muitas das quais acabam recriando situações de violência em
ambientes familiares e sociais. Outros optam por se isolar da família e dos amigos, o
que aumenta as fragilidades e aumenta o impacto e as consequências da experiência
vivida (PELBART, 2000).
Fonte: bit.ly/3Oi5NgC
Ao que tudo indica, nesse período de pandemia uma das transformações desse
período está aqui. As empresas que implementaram o home office rapidamente
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acharam o sistema benéfico, por reduzir os custos operacionais e por ajudar os
funcionários a trabalharem com mais eficiência (LIMA; BRIDI, 2019).
Os dados da home office pós pandemia tem mostrado impactos em diversas
áreas da saúde mental. Afinal, eles não perdem tempo no deslocamento para o
trabalho, podem aproveitar melhor o tempo livre e ter mais qualidade de vida. Portanto,
a previsão é que o home office cresça mais ainda.
No entanto, a liberdade que um home office proporciona também pode
acarretar riscos à saúde. Se os trabalhadores não tomarem os devidos cuidados,
podem sofrer de doenças na coluna, além dos hábitos que levam ao ganho de peso e
suas consequências.
Para muitos profissionais, trabalhar em casa significa passar muitas horas na
frente de um computador. Embora você possa realizar suas atividades em qualquer
ambiente de sua casa, é importante ter um local adequado que permita observar
determinados tratamentos posturais (LIMA; BRIDI, 2019).
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Vale destacara necessidade em não trabalhar com a tela muito baixa. Isso o
forçará a abaixar os ombros e forçará o pescoço a apoiar a cabeça por horas. Além
de causar dor nessa área, essa postura pode causar alguns problemas a médio e
longo prazo.
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Um outro problema para o home office é a proximidade de geladeira e armário.
Pois desse modo, durante os intervalos ou até mesmo nos momentos de ansiedade,
a primeira atitude é correr para a cozinha, e comer em horários inadequados. Além de
descontrolar o peso, esse hábito também é prejudicial ao sistema digestivo, que
precisa de descanso (intervalo) para fazer seu trabalho corretamente e relaxar (LIMA;
BRIDI, 2019).
A pessoa que já tem esse hábito de ingerir guloseimas ou doces durante a
pandemia, deve substituir os alimentos sólidos, como por exemplo deixando uma
garrafinha de água ou chá ao seu alcance. Dessa forma, sempre que aparecer aquela
vontade de correr para a cozinha, beba a água primeiro, pois, na maioria das vezes o
cérebro pede por líquidos, e não comida.
Estudos mostram que mesmo para pessoas que se exercitam diariamente, ficar
sentado por mais de três horas continuamente aumenta o risco de problemas
cardiovasculares. Portanto, não se movimentar ao longo do dia também é um estilo
de vida sedentário. Planeje sua rotina para não ter essas complicações (LIMA; BRIDI,
2019).
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No entanto, se a luz natural não for possível, mantenha o ambiente bem
iluminado. A luz deve ser suficiente, uniforme, não ofuscante, e não causar fadiga
visual. As lâmpadas que continuam a piscar devem ser substituídas. Deve haver um
equilíbrio entre a luz da tela e a luz ambiente. O brilho excessivo e o contraste em
uma sala escura exigem mais esforço visual para ver com clareza.
Outra medida muito válida é desligar a tela algumas horas antes de ir para a
cama. Assim, seu cérebro entenderá que é hora de descansar e preparar todo o corpo
para um boa noite de sono. Praticando os exercícios mesmo estando em casa, é
possível manter uma rotina de exercícios. Muitos especialistas em educação física
compartilham exercícios que podem ser feitos em seu quarto que o ajudarão a passar
por esse período mais saudável.
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10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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PELBART, P. P. Sob o fio da ameaça, a captura do sentido. Aliás. O Estado de São
Paulo, 2006.
PEREIRA, E. F. et al. Estresse relacionado ao trabalho e queixas musculoesqueléticas
em músicos de orquestra. Revista Dor, São Paulo, v. 15, n. 2, 2014.
ZANELLI, J. C. Estresse nas organizações de trabalho: compreensão e
intervenção baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2010.
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