Práticas Pedagógicas

Fazer download em docx, pdf ou txt
Fazer download em docx, pdf ou txt
Você está na página 1de 19

UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNOPAR

PEDAGOGIA – LICENCIATURA

ARIANE RAMOS ALVES

PRATICAS PEDAGOGICAS: BNCC E A ARTE DE EDUCAR

Cidade
2020
Cidade
2020
Cidade

Breves
2024
ARIANE RAMOS ALVES

PRATICAS PEDAGOGICAS: BNCC E A ARTE DE EDUCAR

Trabalho apresentado ao Curso de


Licenciatura em Pedagogia da
UNOPAR, como requisito parcial para a
obtenção de média semestral.
Disciplina: Práticas Pedagógicas: BNCC
e a arte de educar
Docente supervisor: Profª. Paula Fernanda
Belebecha Pereira

Breves
2024
2

INTRODUÇÃO

A educação ao longo do tempo vem sendo alvo de intensas pesquisas e


diálogos, a fim de melhorar e transformar o meio. Quando pensamos
especificamente na inclusão, percebemos grandes evoluções na sociedade para que
essas práticas sejam de fato respeitadas.
A inclusão trouxe consigo uma nova postura a ser desenvolvida pela escola e
pelos profissionais que atuam nas instituições. De acordo com a Lei de Diretrizes e
Base (LDB), os alunos têm o direito de desfrutar de uma educação igualitária e de
qualidade. Pensando especificamente nas crianças com autismo, Facion (2013)
mostra que se trata de uma síndrome que é presente desde o nascimento da
criança, apresenta como características problemas na compreensão da linguagem
oral e dificuldades na interação. É preciso, portanto, compreender suas
individualidades e buscar de forma própria atender as suas demandas,
principalmente, na Educação Infantil, lugar onde se iniciam as novas experiências de
aprendizagem, na qual prepara as crianças para interagir e construir saberes.
Enquanto estudantes e profissionais da educação, deparamo-nos
constantemente com o desafio da inclusão nas escolas, tanto nas públicas quanto
nas privadas, percebemos as salas de aulas cheias de estudantes e o professor que
precisa atender as necessidades das crianças. Questionar como a inclusão
acontece de fato, e quais os desafios que os professores enfrentam em seu dia a dia
em sala de aula, é uma das preocupações que se passa na mente dos futuros
profissionais da área.
Percebemos que há uma busca por parte dos professores em desenvolver a
inclusão das crianças com autismo, porém ainda há uma falta de preparo para
trabalhar com as diversas especificidades que podem surgir. São necessárias,
portanto, políticas públicas que busquem preparar os docentes para que se sintam
seguros para atender as crianças com autismo nas salas de aula regular.
Destarte, consideramos relevante a discussão e a pesquisa sobre essa
temática, pois além de possibilitar compreensão sobre o Autismo e suas
características nos permite refletir sobre a inclusão escolar e os desafios
encontrados pelos professores para consolidar essa inclusão e garantir a
progressão da aprendizagem dos seus alunos autistas no contexto da
Educação Infantil..
3

1 TEMA

O trabalho a ser apresentado traz como tema norteador: “Inclusão e


Aprendizagem: Estratégias pedagógicas para o desenvolvimento de crianças
autistas na educação infantil”. Este envolve a linha de pesquisa da docência na qual
tem a intenção de fortalecer os conhecimentos da prática docente ao trabalhar com
as crianças que sofrem deste transtorno. A busca por este tema nesta linha de
pesquisa surgiu mediante entender a dificuldade que o professor tem de estar
promovendo a socialização e integração da criança Autista no espaço da sala de
aula.
As discussões sobre a inclusão de crianças autistas nas escolas de ensino
regular foram discutidas e intensificadas nos últimos anos, este por sua vez
encontra-se amparado por documentos legais, as quais contemplam o direito à
inclusão de pessoas com necessidades especiais nos âmbitos da educação, da
saúde, do trabalho e da assistência. E no que se refere à educação compreende-se
que esta é um direito de todos.
4

2 JUSTIFICATIVA

A escolha pelo tema se deu pela necessidade de refletir sobre o processo


de inclusão das crianças autistas nas salas de aula, de forma que se
compreendam os direitos desses sujeitos a uma educação igualitária e de
qualidade, visando seu desenvolvimento e aprendizagem e analisar como o
professor deve estar preparado e capacitado para receber este aluno e de fato
incluí-lo em suas aulas. O tema se torna importante a ser discutido, pois apesar
da inclusão ser um tema bem abordado nos dias atuais, fazê-la acontecer na
prática de nossas escolas ainda tem sido um desafio. A inclusão dos alunos
autistas é possível de se acontecer sim nos espaços da sala de aula, a partir do
momento que o professor esteja preparado a desenvolver uma prática
significativa com este aluno, permitindo a ele desenvolver suas habilidades e
potencialidades, pois mesmo sofrendo deste transtorno o aluno traz consigo as
suas habilidades, que são diferentes em cada ser humano e precisam ser
valorizadas. O projeto traz algumas contribuições teóricas que nos ajudam a
entender como ocorre o processo de inclusão dos alunos autistas no espaço
escolar. Um ponto marcante é quando se trata da maneira de como o professor
deve enxergar o aluno, onde através das pesquisas feitas por Cunha (2012) este
enfatiza que “não podemos educar sem atentarmos para o aluno na sua
individualidade, no seu papel social na conquista da sua autonomia”. Assim, o
professor precisa ter um olhar voltado para a inclusão deste aluno,
contemplando suas necessidades. Este também relata algumas orientações que
o professor deve ter com a criança autista são fundamentais nas quais são
fundamentais para que esta se desenvolva, onde este deve trazer o olhar do
aluno para as atividades que ele está fazendo, procurar sempre enriquecer a
comunicação, criar hábitos cotidianos agradáveis (Cunha, 2013)
5

3 PARTICIPANTES
O projeto visa atingir, pessoas com Transtorno de Espectro Autista (TEA)
matriculados na escola e seus familiares, professores, coordenadores e alunos
em geral, residentes na cidade de Breves/PA.
6

4 OBJETIVOS

Objetivo geral:

Estudar a efetividade da inclusão dos alunos com autismo nas séries


iniciais.

Objetivos específicos:

 Pesquisar sobre as Leis que garantem acesso aos alunos com autismo;
 Analisar a efetividade do processo de inclusão do autismo;
 Realizar leitura bibliográfica que abordem sobre o processo de inclusão;
 Entender como ocorre a inclusão das crianças com autismo.
7

5 PROBLEMATIZAÇÃO

A inclusão da criança com autismo deve estar muito além da sua presença no
espaço escolar. A educação é uma das maiores ferramentas em direção a evolução
de um estudante autista, porém não é fácil. Contudo fica evidente que, com
dedicação e amor, estas crianças podem alcançar uma vida mais independente e
com qualidade.
A escola pode sim ser um local de reprodução e formação de autonomia e
autodesenvolvimento, pois a identificação dos “mais frageis” dentro do cenário da
educação inclusiva, faz com que haja acolhimento e entrosamento entre alunos,
diminuindo barreiras e dificuldades individuais. Contudo, para haver uma concepção
de sociedade, a elaboração de uma educação inclusiva deve ser levada para todos
os locais e âmbitos sociais.
A criança com qualquer necessidade especial, precisa se sentir segura em
um ambiente acolhedor e afetuoso, não somente na escola. Pacheco (2008) salienta
que para favorecer as relações interpessoais em um contexto inclusivo, alguns
fatores são primordiais: “politicas e organização, planejamento curricular, métodos
de ensino e ambiente em sala de aula, relações sociais informais” (BRASIL, 2017, p.
73-76). Uma prática inclusiva proporciona a todas as oportunidades educacionais
adequadas e desafiadoras, porém, ajustadas as necessidades e habilidades
distintas.
8

6 REFERENCIAL TEÓRICO

Os anos de 1830 a 1930 trouxeram algumas conquistas e avanços sobre


a inclusão social, nesse momento surge à curiosidade e análise a respeito desse
tema que nos anos seguintes despertaram técnicas e métodos sobre a
observação de grupos. George Herbert Mead (1934/1972) foi importante para a
sociologia e psicologia social tornando-se um pioneiro a narrar a socialização
como organização de uma identidade social na e pela comunicação com os
“outros”. Esses “outros” a quem Mead chamou de “outros significativos”, são os
intermediários da socialização, formados por pessoas que dispõem de uma
importância significativa na adequação da criança ao universo em que ela vive.
(CAMARGO e BOSA, 2009).
Na década de 1980, surge a proposta do ensino ser divido em regular e
especial. Em 1990, a educação inclusiva surge com entendimento de que o
ambiente escolar é um lugar para todos. Nesse cenário da inclusão, todas as
pessoas especiais, deveriam ter acesso e a oportunidade de ser e estar em
sociedade, pois, a escola juntamente com a família desempenha um papel de
extrema importância na criação dessas crianças não somente com
necessidades especiais, assim como para crianças sem qualquer incapacidade,
pela oportunidade do convívio com a diversidade e do incentivo a cidadania
(SAMPAIO e SAMPAIO, 2009).
Desse modo, conclui-se que somente admitir os alunos com
necessidades especiais no ambiente escolar ou executar adequações físicas
mínimas, não é o suficiente, para atender as crianças com déficit de
aprendizagem; é essencial que haja transições nos processos educativos que
apliquem nas relações entre as crianças, facilitando a convivência, ou seja, uma
interação relevante para a troca de aprendizagens conforme proposta do socio-
interacionismo Vygotsky (1987).
A inclusão da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve
estar muito além da sua presença no espaço escolar. A educação é uma das
maiores ferramentas em direção a evolução de um estudante autista, porém não
é nada fácil. Mas fica evidente que, com muita dedicação e amor, estas crianças
podem alcançar uma vida mais independente e com qualidade.
9

Nessa concepção, percebi que um dos maiores desafios que é enfretado


atualmente é garantir uma educação de qualidade e igualdade para todos. Além
de assegurar um trabalho educativo organizado e adaptado para atender os
alunos com NEE. Pesquisas indicam que, apesar do estímulo do governo, ainda
existem muitos impedimentos para a concretização da inclusão escolar (ÁVILA;
TACHIBANA; VAISBERG, 2008; RODRIGUES; MOREIRA; LERNER, 2012).
Para que se efetive a inclusão de alunos com TEA na escola é preciso
superar inúmeros desafios: a carência de formação continuada para os
professores, a falta de conhecimentos das causas dos transtornos autístico que
impendem de identificar corretamente as necessidades dos alunos com autismo;
a falta de estrutura e preparo das instituições que tendem a confundir os
fundamentos da inclusão e integração. É importante compreender da
organização, adaptação e flexibilizações no ensino (BELETI e BABOSA, 2019).
Atualmente sabemos que o autismo não é gerado por uma única causa e
suas características podem ser muito variadas, por isso é considerada uma
síndrome multicausal e multifatorial. Para pensar a Educação Inclusiva, se faz
necessário que a professora conheça seu educando para desenvolver uma
prática pedagógica levando em conta as suas especificidades, pois nenhum
autista é igual e o professor deve considerar:

(...) que no ensino do aluno com Transtorno de Espectro Autista, não


há metodologias ou técnicas salvadoras. Há, sim, grandes
possibilidades de aprendizagem, considerado a função social
construtivistas da escola. Entretanto, o ensino não precisa estar
centrado nas funções formais e nos limites preestabelecidos pelo
currículo escolar. Afinal, a escola necessita se relacionar com a
realidade do educando. Nessa relação, quem primeiro aprende é o
professor e quem primeiro ensina é o aluno. (CUNHA, 2015, p.49)

Diante da diversidade e da proposta educacional na perspectiva de uma


educação inclusiva (MEC/2008), são garantidos aos estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/ superdotação, não só o
aceso ao ensino regular, mas uma inclusão plena, com direito a aprendizagem e um
ensino que pode ir desde a educação infantil até o ensino superior. O paradigma
inclusivo reflete diretamente na prática pedagógica dos professores que necessitam
pensar na inclusão e diversidade, observando as peculiaridades de cada indivíduo,
buscando vários recursos e abordagens pedagógicas para educar. “Uma sala
inclusiva está preparada para receber o educando típico ou com necessidades
10

educacionais especiais. Por isso os materiais de desenvolvimento pedagógico


devem possuir propriedade que atendam a diversidade discente.” (CUNHA, 2013,
p.31.).
A pessoa com TEA apresenta várias limitações dentre elas comprometimento
na comunicação, dificuldade na interação social e atividades restritas e
repetitivas (uma forma rígida de pensar estereotipada). A professora para
trabalhar com o estudante com TEA, primeiro deve o observar e conhecer seu
educando antes de adaptar as atividades e conteúdo para sala de aula e mediar
quando for necessário cada atividade ou situação didática, descobrir suas
habilidades e quais precisam ser alcançadas, avaliar os recursos utilizados no
ambiente de acordo com as especificidade da criança com TEA. Buscando
práticas pedagógicas que ajudaram no desenvolvimento da aprendizagem,
procurando atividades que não dure muito tempo e nunca punir o erro, pois
nesse processo: “Haverá conquistas e erros, muitas vezes mais erros que
conquistas, mas o trabalho jamais será em vão” (CUNHA, 2012, p. 30).

A Educação Infantil e o estudante com TEA

A Educação Infantil é um lugar privilegiado, espaço de interação social que


pode proporcionar muitas possibilidades de aprendizagem nas diversas áreas como:
motora, linguística, social, entre outras, capaz de favorecer o desenvolvimento de
qualquer criança, quando as práticas pedagógicas são bem planejadas em função
das necessidades educacionais de cada criança, em especial, foco desta pesquisa,
os que apresentam Transtorno de Espectro Autista (TEA). No entanto, nem sempre
foi assim.
Ao longo da história da humanidade as concepções de infância, de criança,
foram se modificando, bem como os modelos de atendimento destinados a elas. Na
Idade 7 Média eram vistas como adulto em pequeno porte e tratados como um
adulto qualquer, sem lhes dar à devida atenção. Tais concepções foram mudando e
nos séculos XIX e XX a criança passa a ser valorizada, há um reconhecimento da
infância, que passa a ser entendida como uma etapa importante para o
desenvolvimento humano, contribuindo para a construção de escolas destinadas as
crianças. No Brasil essas escolas inicialmente seguiram o modelo trazido por ideias
dos europeus, franceses e americanos de jardins da infância, aplicando-se às
11

nossas crianças.
A partir da criação da Constituição Federal de 1988 a educação infantil torna-
se um direito de todas as crianças de 0 a 6 anos de idade, sendo dever do Estado
garantir tal direito.
Na década de 90, é promulgada a Lei de Diretrizes e Base da Educação
Nacional nº 9394/ 96, documento em que reconhece a educação infantil como a
primeira etapa da educação básica, sendo as crianças de 0 a 3 anos destinadas ao
atendimento em creches e as de 4 a 6 anos de idade em pré-escolas, que devem ter
como função o cuidar e o educar de forma indissociável, promovendo a partir de
práticas pedagógicas, o bem estar das crianças e o desenvolvimento integral. Para
orientar o trabalho do professor são criados os Referencias Curriculares para a
Educação Infantil, propostos por meio de seis eixos: movimento, música, artes
visuais, linguagem oral e escrita, natureza e sociedade e matemática.
Em 2006 o Ministério da Educação apresenta Politicas Nacionais de
Educação Infantil, recomendando que as práticas pedagógicas sejam concebidas
partindo dos saberes e do cotidiano dos sujeitos envolvido no processo educativo.
(COSTA, 2013).
Com relação às práticas pedagógicas SOUZA (2004, p.2) defende que “ em
primeiro lugar, é importante considerar a prática pedagógica como parte de um
processo e de uma prática social maior” (...) “e em segundo lugar, a prática
pedagógica expressa as atividades que são desenvolvidas no cenário escolar”. E
como a sociedade através de sua Cultura determinam essa prática ela também é
capaz de modificar e interferir na sala de aula e na prática do professor. Mas,
embora o professor não conceba em si a sua prática, ele pode no seu dia-a-dia de
sala de aula, construir e reconstruir a prática pedagógica em função dos educandos,
mas para tanto se faz necessário que o mesmo disponha de conhecimento sobre a
teoria, dos objetivos que são propostos para Educação Infantil e tempo, pois, a
prática pedagógica é uma dimensão da prática social que pressupõe uma relação
entre teoria e prática, não a prática pela prática, sem nenhuma reflexão.
Lima, Sérgio e Souza (2012, p. 6) afirmam que:
(...) prática pedagógica e uma prática docente na perspectiva das
especificidades e necessidades da educação infantil devem ser
organizadas de forma que desenvolvam suas capacidades
expressivas e instrumentais do movimento de observação e
12

identificação de imagem de comunicação sobre o meio ambiente, de


conceitos aritméticos e espaciais que levem à construção da
identidade das crianças por meio de práticas diversificadas
realizadas em situações de interação pedagógica.

O uso de Tecnologias Assistiva (TA) é de grande importância na educação de


estudantes com TEA, porque auxilia na comunicação e desenvolvimento físico,
mental e possibilita maior participação e autonomia nas atividades escolares,
através de matérias adaptados e recursos tecnológicos previamente estudados de
acordo com a dificuldade do estudante para lhe fornecer suporte, segurança e
melhor desempenho nas aulas, pois como diz Bersch (2006, p. 89), usar TA na
escola é:

(...) buscar, com criatividade, uma alternativa para que o aluno realiza o
que deseja ou precisa. É encontrar uma estratégia para que ele
possa “fazer” de outro jeito. É valorizar o seu jeito de fazer e
aumentar suas capacidades de ação e interação, a partir de suas
habilidades. É conhecer e criar novas alternativas para a
comunicação, escrita, mobilidade, leitura, brincadeiras e artes, com a
utilização de materiais escolares e pedagógicos especiais. É a
utilização do computador como alternativa de escrita, fala e acesso
ao texto. É prover meios para que o aluno possa desafiarse a
experimentar e conhecer, permitindo assim que construa individual e
coletivamente novos conhecimentos. É retirar do aluno o papel de

espectador e atribuir-lhe a função de ator.


13

7 METODOLOGIA

A pesquisa bibliográfica do projeto, abaixo segue tabela que explicita os


materiais coletados durante levantamento bibliográfico. As buscas objetivaram,
mapear a produção nacional de artigos acadêmicos sobre meu objetivo de pesquisa.
Logo, foram realizadas consultas em sites confiáveis, tais como: SciELO – Brasil e
Google Acadêmico. No primeiro levantamento, foram empregues os seguintes
termos descritores: Resgate histórico sobre o processo inclusivo e suas dificuldades,
Espectro Autista. Utilizamos como corte temporal entre anos de 2009 a 2019. Após
as leituras, à medida que me aprofundei no tema, selecionei 7 artigos que indicavam
uma proximidade com as questões da pesquisa, conforme demonstrado no quadro a
seguir:
AUTOR ANO TITULO DA LEITURA ANO
Síglia Pimentel Höher Camargo; Competência social, inclusão escolar e 2009
Cleonice Alves Bosa. autismo: revisão crítica da literatura.
Emellyne Lima de Medeiros Dias Inclusão de crianças Autistas: um estudo 2014
Lemos; Nádia Maria Ribeiro sobre interações sociais no contexto escolar
Salomão; Cibele Shirley Agripino
Ramos
Mariana Helena Silva Da Luz; Narrativas sobre a inclusão de uma criança 2017
Candid Alberto Gomes; Adriana autista: desafios à prática docente
Lira
Cristiane Soares Cabral; Ângela Narrativas sobre a inclusão de uma criança 2017
Helena Marin autista: desafios à prática docente
Thamyres Bandoli Tavares Vargas; Mediação Escolar: Sobre Habitar o entre 2018
Maria Goretti Andrade Rodrigues
Paula Nathyele Beleti; Magda Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a 2019
Ribeiro de França Barbosa Inclusão no Ensino Comum: A Organização
do Ensino em Questão
Ana Gabriela Olivati; Lucia Pereira Experiências Acadêmicas de Estudantes 2019
Leite Universitários com Transtornos do Espectro
Autista: uma Análise Interpretativa dos
Relatos
14

8 CRONOGRAMA

O tempo gasto para a realização do projeto será de duas semanas no turno


vespertino, durante 4 horas de aula cada dia gerando cinco dias da semana com
uma carga horária de 20 horas/a.
1ª semana
• Organização dos professores para fazer um breve levantamento com o
transtorno Autista que estudam na escola.
• Montar um planejamento que contemple a necessidades aqui especificadas.
2ª semana
• Promover uma palestra com os alunos da escola sobre a importância da
inclusão.
1º momento: Explicar sobre o respeito pelas diferenças
2º momento: Promover atividades
• Planejamento de atividades a realizar-se com os alunos.
• Montar um cronograma para atender os alunos com necessidades especiais
na sala de atendimento especializado..
15

9 RECURSOS

Humanos: professores, alunos, pais, equipe escolar. Materiais: Texto


previamente preparado, escrito em forma de desenhos. Utilizar DVD com
músicas selecionadas, vendas, gráficos, potinhos e dentre outros..
16

10 AVALIAÇÃO

A avaliação será contínua e processual e acontecerá durante todo o


projeto. Dar-se-á por meio de observações e registros analisando os pontos
positivos alcançados e o que precisa ser melhorado para atender a proposta.
17

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com todos os estudos apresentados verifica-se a real necessidade de amplo


estudo sobre como o autista está inserido no contexto escolar, visando um melhor
acompanhamento educacional a este aluno, para que ele desenvolva a sua
potencialidade ao máximo e diminua as suas dificuldades nas áreas cognitivas,
físicas e sociais.
Tendo como principal agente transformador o professor PAEE, juntamente
com o professor regente de sala de aula, vão auxiliar o aluno na convivência social
dentro da escola, ou seja, vão fazer que este aluno se comunicasse com os demais
colegas, vão incentivar a linguagem oral e escrita para que possam se expressar
estimular a autonomia para o deslocamento do aluno dentro do âmbito escolar e
consequentemente fora dele.
Ainda são muitas questões que cercam a inclusão dos alunos autistas em
sala de aula principalmente na idade escolar de alfabetização, ainda sim temos que
ter a ciência que não existe um TEA igual ao outro todos possui características
diferenciadas, assim como não existe um aluno “ dito normal”, igual ao outro, somos
todos somos diferentes, mas na diversidade somos todos iguais.
Diante da pesquisa desenvolvida, foi possível entender a importância da
formação docente, da organização e planejamento do professor para tornar a
inclusão possível, de modo que se valorize cada avanço deste aluno, para que ele
se sinta motivado e passe a desenvolver suas habilidades do jeito que ele consegue,
e não sendo obrigado. Foi uma forma de refletir sobre a ação docente a ser
desenvolvidas com os alunos diagnosticados com este transtorno, mostrando uma
forma de permitir que o aluno participe e se interaja nas aulas, que seja de fato
incluído no processo ensino aprendizagem, pois apesar de possuir suas
necessidades especiais, este também possui suas potencialidades e que precisam
ser valorizadas e reconhecidas pelo professor.
Enfim, diante da reflexão que aqui foram feitas, percebe-se que há muito que
ser feito para termos de fato uma educação inclusiva e integrar a criança autista no
contexto escolar. Desta forma é preciso que os professores estejam capacitados
para trabalhar com os alunos e toda equipe escolar a necessidade de manter a
ética, o respeito, e fazer valer o direito de cidadania de cada ser humano.
18

REFERÊNCIAS

BRAGA. Sheila. Educação Especial: As Dificuldades Encontradas no Ambiente


Escolar para a Inclusão. Revista Só Pedagogia, 2012, p. 01-15.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. Número 9394/1996.

BELETI, Paula ; BARBOSA, Magda. Transtorno do Espectro Autista (Tea) e a


inclusão no Ensino Comum: a organização do ensino em questão. In: Anais do XI
EPCC - Encontro Internacional de Produção Científica, Curitiba, 2019, p. 01-05.

CABRAL, Cristiane Soares; MARIN, Angela Helena. Inclusão escolar de crianças


com Transtorno do Espectro Autista: uma revisão sistemática da literatura.
Educação em Revista. v. 33, 2017, p. 1-30.

CAMARGO, Síglia; BOSA, Cleonice. Competência social, inclusão escolar e


autismo: revisão crítica da literatura. Psicologia e Sociedade, v. 21,2009, p. 65- 74.

KAUARK, Fabiana da Silva; MANHÃES Fernanda Castro; MEDEIROS, Carlos


Henrique. Metodologia da pesquisa: um guia prático. Itabuna BA: Via Litterarum,
2010.

LEMOS, Emellyne Lima de Medeiros Dias; SALOMÃO, Nádia Maria Ribeiro;


RAMOS, Cibele Shírley Agripino. Inclusão de crianças autistas: um estudo sobre
interações sociais no contexto escolar. Revista Brasileira de Educação Especial, v.
20, 2014, p. 117-130.

SILVA DA LUZ, Mariana Helena; GOMES, Candido Alberto; LIRA, Adriana.


Narrativas sobre a inclusão de uma criança autista: desafios à prática docente.
Educación. vol.26, n.50, 2017, p.123-142.

MONTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?
São Paulo: Moderna, 2003.

OLIVATI, Ana Gabriela; LEITE, Lucia Pereira. Experiências Acadêmicas de


Estudantes Universitários com Transtornos do Espectro Autista: uma análise
Interpretativa dos relatos. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 25, 2019, p.
729-746

PAPIM, Angelo. Autismo e aprendizagem: os desafios da educação especial. Porto


Alegre, RS: Editora Fi, 2020.

Você também pode gostar

pFad - Phonifier reborn

Pfad - The Proxy pFad of © 2024 Garber Painting. All rights reserved.

Note: This service is not intended for secure transactions such as banking, social media, email, or purchasing. Use at your own risk. We assume no liability whatsoever for broken pages.


Alternative Proxies:

Alternative Proxy

pFad Proxy

pFad v3 Proxy

pFad v4 Proxy