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Introdução

O presente trabalho fala sobre Psicologia como Campo teórico da educação, dentro
deste tema, irei abordar os seguintes aspectos conceituais como: a história evolutiva,
características e classificação da psicologia e sua relação com a educação. A educação
representa desde os primórdios e principalmente na atualidade o recurso mais precioso
numa sociedade, fator reforçado no mundo globalizado em que vivemos. As gerações
precedentes a nós fizeram muitos esforços para educar as novas gerações. Desse modo,
a Psicologia da Educação constitui um campo do conhecimento que historicamente vem
atuando no sentido de subsidiar a prática educacional em todos os contextos nos quais o
homem torna-se humano. O interesse pela educação, suas condições e seus problemas
foi sempre uma constante entre filósofos, políticos, educadores e psicólogos.

Objectivos

Geral

Falar acerca da Psicologia como campo teórico da educação

Específicos

 Conhecer a história evolutiva da psicologia da educação, características e


classificação da psicologia e sua relação com a educação;
 Descrever o processo de desenvolvimento humano;
 Explicar as teorias da psicologia e da educação.

Metodologia

Para a realização do presente trabalho, foram utilizados os procedimentos


metodológicos de revisão bibliográfica do módulo da Disciplina Psicologia da educação
, no curso de Biologia da UnISCED e os autores as obras consultadas estão citadas,
dentro do trabalho este estruturado como rege as regras de trabalho científico contendo
Índice, introdução, metodologia, desenvolvimento, conclusão e Bibliografia.
Evolutiva da Psicologia da Educação

A educação representa desde os primórdios e principalmente na atualidade o recurso


mais precioso numa sociedade, fator reforçado no mundo globalizado em que vivemos.
As gerações precedentes a nós fizeram muitos esforços para educar as novas gerações.
Desse modo, a Psicologia da Educação constitui um campo do conhecimento que
historicamente vem atuando no sentido de subsidiar a prática educacional em todos os
contextos nos quais o homem torna-se humano. O interesse pela educação, suas
condições e seus problemas foi sempre uma constante entre filósofos, políticos,
educadores e psicólogos.

Até o final do século XIX: a psicologia e a educação estiveram totalmente mediadas


pela filosofia;

Até 1980 aproximadamente: não se falava da psicologia da educação durante ente


período, porém teve influência de caráter psicológico de natureza filosófica no
pensamente educativo;

1890 – 1920 aproximadamente: a psicologia começa a se distanciar da filosofia e se


transforma em uma disciplina cientifica autônoma. Os precursores da psicologia da
educação foram: J. M. Cattell (1860-1944) e G. Stanley Hall (1844-1924).

1920-1955 aproximadamente: durante esse período, a psicologia da educação mostrou-


se como a “rainha das ciências da educação”, segundo expressa Wall (1979, p.376).

A partir de 1955, aproximadamente: no decorrer da década de 50 ocorreram vários fatos


que modificaram de maneira substancial o panorama da psicologia da educação.
A psicologia da educação, no decorrer das duas primeiras décadas do século XX,
identifica-se, pois, com as tentativas de utilizar e de aplicar na educação todos os
conhecimentos potencialmente relevantes proporcionados pelas pesquisas desenvolvidas
no âmbito da psicologia cientifica nascente. Contudo, existem três áreas ou campos da
pesquisa psicológica que se sobressaem, entre outros, pelo interesse potencial na
educação escolar; chega a constituir, além da diversidade comentada, o núcleo da
psicologia da educação durante esse período: o estudo e a medida das diferenças
individuais e a elaboração de teses, a analise dos processos de aprendizagem e a
psicologia da criança.

Na metade da década de 50, 30 anos ou mais depois da data que marcou o seu
nascimento a psicologia da educação apresenta um panorama extremamente complexo e
um pouco contraditório. De um lado, e como conseqüência do protagonismo que lhe foi
atribuído na tarefa de abordar todos os aspectos, todas as dimensões e todos os fatores
presentes no processo educativo. Por outro lado, seus limites perfilam-se
progressivamente como uma conseqüência dessa ampliação dos conteúdos e das
temáticas que estuda, torna-se cada vez mais difícil precisar em que consiste a sua
especificidade em relação às outras áreas da psicologia e ás outras ciências da educação.

A Psicologia da Educação é o ramo da psicologia que se propõe a estudar o processo de


ensino e aprendizagem em suas diversas vertentes: os mecanismos de aprendizagem nas
crianças e nos adultos; a eficiência e eficácia das estratégias educacionais; bem como o
estudo do funcionamento da própria instituição educacional enquanto organização
buscando compreender os processos de desenvolvimento e aprendizagem humana, bem
como compreender e explicar os fenômenos de ordem psicológica que ocorrem em
contextos de educação formal e não formal.

Os psicólogos escolares desenvolvem o seu trabalho em conjunto com os educadores e


as famílias na tentativa de alcançar um processo de aprendizagem mais efetivo,
principalmente no que diz respeito à motivação e às dificuldades de aprendizagem.

Origens da Psicologia da Educação

As origens da Psicologia da Educação são observadas ainda na fase do Funcionalismo,


nos Estados Unidos, em função das características próprias da sociedade americana, em
especial o pragmatismo, onde só era valorizado o que era útil. Por essa razão, a
Psicologia da Educação surge inicialmente para resolver os problemas da educação nos
Estados Unidos, por volta de 1894. A partir dessa década, o número de psicólogos
voltados para esse campo teve um crescimento admirável.
Stanley Hall (1844-1924) e Edward Thorndike (1874-1949) aparecem com destaque
com mais contribuições para o desenvolvimento da Psicologia da Educação. A partir de
1905, começam o uso de testes de inteligência para aferir o desempenho dos alunos. O
teste criado por Alfred Binet (1857-1911) e Théodore Simon (1873-1961), tinha a
proposta de conseguir separar os alunos que tinham um bom desempenho, daqueles que
apresentavam dificuldades de aprendizagem.

A Psicologia aparece neste momento como solução para os problemas da educação, o


que fez com que se tornasse uma espécie de mania nacional nos Estados Unidos,
aparecendo amplamente divulgada em periódicos científicos, revistas populares e em
outros meios de comunicação, como jornais locais. Já nas décadas de 20 e 30, a
Psicologia atravessa um período de questionamentos quanto a sua eficácia. Com a
Segunda Guerra Mundial, novamente é cogitada para solucionar diversos problemas.
Especificamente no que se refere à Psicologia da Educação, observa-se sua influência
em diversos países, como por exemplo, a criação do Instituto de Pesquisa Psicológica
Jean Jacques Rosseau, na Suiça por Édouard Claparède (1873-1940), em 1912. O
Instituto trabalhava na investigação e no ensino da psicologia e da psicopedagogia. No
decorrer da década de 50, inúmeras transformações ocorridas no mundo, como, por
exemplo, o final da guerra fria e a decorrente prosperidade econômica do período,
favoreceram novamente a Psicologia da Educação. Muitas questões aparecem
levantadas pela Educação em prosperidade e pela psicologia.

A partir da década de 70, a Psicologia da Educação começa a desenvolver estudos mais


intensos na área da aprendizagem, aproximando-se da Psicologia da Instrução que trata
dos aspectos instrumentais de todo o processo de aprendizagem, assim como esta última
se aproxima da Psicologia Cognitiva que estuda os processos mentais que estão por trás
do comportamento, examinando questões sobre a memória, atenção, percepção,
representação de conhecimento, raciocínio, criatividade e resolução de problemas.

Enfim, a Psicologia da Educação surge como resultado do esforço empreendido por


muitos psicólogos e pedagogos, preocupados em aplicar o conhecimento, os princípios,
as explicações e os métodos da Psicologia no campo das práticas da Educação. Assim,
parece lógico que, como fruto do trabalho de psicólogos e pedagogos, a história da
origem e da evolução da Psicologia da Educação confunde-se com a história da
Psicologia científica.

Até por volta de 1890, ocorre a justificativa para o emprego do método da disciplina
formal, que, orientado pela principal finalidade que é de exercitar as faculdades
humanas dos alunos como a inteligência, memória, raciocínio, atenção, concentração
etc., priorizou os conteúdos de ensino. Nessa época, a teoria educativa vigente era a das
faculdades ou funções cognitivas. Considerando que em razão de tomar como objeto de
estudo os aspectos psicológicos das vidas humanas, o estudo do desenvolvimento pela
Psicologia revela-se complexo. Ocorrendo o mesmo com a teoria educativa.

A Psicologia da Educação, uma área historicamente recente, se delineia e se caracteriza


como uma área para onde convergem interesses e questionamentos sobre a
aprendizagem e educação. Encontramos no Brasil contribuições muito relevantes sobre
a história da Psicologia da Educação e suas relações com a história da Psicologia por
Bernadete Gatti, Marli André, Mitsuko Antunes, Maria do Carmo Guedes, entre outros
pesquisadores da área.

A psicologia da educação tem sua crença em que a educação e o ensino podem melhorar
sensivelmente com a utilização correta dos conhecimentos psicológicos.

Atualmente parece claro que a educação escolar para conseguir seus objetivos considera
as características dos alunos, porem no principio deste século a situação era
completamente diferente.

De acordo com a atividade oferecida neste capitulo podemos expressar a importância


que a psicologia pode ter para a analise e para resolução dos problemas educativos,
através da psicologia da educação podemos, por exemplo, observar as diferenças entre
os alunos e não mais qualificar com “inteligentes” e “burros”, observar que os fatores
externos influenciam no aprendizado, que a relação aluno x professor é de suma
importância.

Alguns autores entendem que a psicologia da educação é o resultado da seleção entre o


conjunto de princípios e explicações que as diferentes área ou especialidade da
psicologia proporcionam, os aspectos especialmente relevantes e pertinentes para a
educação e para o ensino, sendo assim a psicologia da educação não constitui um
âmbito especifico de conhecimento e sim com um campo de aplicação da psicologia.

Porém  existem autores que compartilham do princípio em que a psicologia da educação


tem relação básica com aplicação da psicologia aos fenômenos educativos sendo assim
algo mais que apensa um campo de aplicação.

Classificação da Psicologia da Educação

A Psicologia da Educação classificada como uma “disciplina ponte”, termo cunhado por
César Coll (2002.), que considera uma disciplina psicológica e educativa de natureza
aplicada. Dessa classificação, decorrem algumas situações, muitos são os aspectos
estudados pela Psicologia da Educação e muitas são as contribuições para o profissional
de educação. 

 A Psicologia da Educação é entendida como mera etiqueta de designação para as


explicações e princípios psicológicos pertinentes e relevantes à educação e ao
ensino, não consegue ter autonomia didática. Essa corrente de especialistas
entende que “Psicologia da Educação” é apenas a terminologia empregada para
designar o corpo de princípios e explicações alcançados pela Psicologia,
aplicáveis à situação educativa;
 A Psicologia da Educação é entendida como uma disciplina com autonomia
científica e didática, uma vez que tem já determinado objetivos e conteúdos,
princípios psicológicos que atendem aos fenômenos educativos.

Característica da Psicologia da Educação

A Psicologia da Educação é caracterizada como um ramo da psicologia que estuda o


comportamento do ser humano no ambiente educacional. Ou seja, tenta compreender
como funciona o processo de ensino e aprendizagem, assim como procura se aprofundar
nos estudos das dificuldades de aprendizagem, como a dislalia, a dislexia, o déficit de
atenção, entre outros.

A Psicologia da Educação é entendida como mera etiqueta de designação para as


explicações e princípios psicológicos

pertinentes e relevantes à educação e ao ensino, não consegue ter autonomia didática.

Essa corrente de especialistas entende que “Psicologia da Educação” é apenas a


terminologia empregada para designar o corpo de princípios e explicações alcançados
pela Psicologia, aplicáveis à situação educativa;

2 A Psicologia da Educação é entendida como uma disciplina com autonomia científica


e didática, uma vez que tem já determinados objetivos e conteúdos, princípios
psicológicos que atendem aos fenômenos educativos;

Esses estudos ajudam a criar ferramentas e estratégias que podem melhorar os processos
de ensino, a forma como os professores lidam com os problemas de aprendizagem dos
alunos, a maneira como deve ser feita a inclusão desses discentes e mais.

Dessa forma, é possível transformar positivamente um ambiente escolar para que os


alunos tenham mais facilidade de aprende
A Psicologia da Educação estuda o processo de ensino e aprendizagem e a Psicologia
Escolar aplica as ferramentas desenvolvidas por ela.

A relação da Psicologia com A educação

a Psicologia e a Educação, incluindo aspectos históricos e intelectuais que conduzam


para novas perspectivas em relação à compreensão de conceitos e o desenvolvimento de
habilidades, além de competências sobre o homem na sociedade, partindo de um estudo
introdutório da Psicologia, apresentada aqui em seus vários aspectos, em direção a um
estudo reflexivo da práxis pedagógica.

Relação Psicologia e Educação; estudo das correntes teóricas relativas ao ensino e a


aprendizagem; adolescência, sociedade e família; fatores relevantes no processo de
aprendizagem; situações especiais: o fracasso escolar, a evasão escolar e a diversidade;
Behaviorismo, Psicanálise, Humanismo.

Cujo as contribuições da Psicologia à Educação, suas implicações para a compreensão


do desenvolvimento e da aprendizagem na educação.

Para a educação, a aprendizagem é parte de um processo social de comunicação e


apresenta os seguintes elementos segundo José & Coelho (1999):

 O Professor comunicador: enquanto transmissor de informações ou agente do


conhecimento que tem participação ativa no processo educativo.
 A Mensagem: um conteúdo educativo, conhecimentos e informações que
devem ser adequadas, claras e precisas para ser bem entendida.
 O Receptor da mensagem: o aluno que tem papel passivo no processo.
 O Meio ambiente: meio escolar, familiar e social, onde se efetiva o processo de
ensino-aprendizagem.

Definição de Psicologia e a Educação

Em meio a variadas definições, hoje, define-se Psicologia como a ciência que estuda o
comportamento e os processos mentais do ser humano, tendo construído, ao longo de
seu processo histórico, uma evolução científica, traçando para a Psicologia, um âmbito
de atuação que cobre um amplo espectro de possibilidades de estudos.

Segundo Ana Mercês BahiaBock (2009), algumas ditas psicologias aparecem com seus
objetos de estudo, como no caso de um psicólogo comportamentalista, ele dirá que seu
objeto de estudo é o comportamento humano enquanto que um psicólogo psicanalista
dirá que seu objeto de estudo é o inconsciente e ainda encontramos outros que dirão que
é a consciência humana, a personalidade, entre outros. A psicologia ainda não consegue
trazer soluções para muitos aspectos relativos ao ser humano, já que a realidade está em
movimento e surgem novas perguntas a cada dia. Ainda, segundo Ana Mercês Bahia
Bock (2009): “A ciência, como forma de saber do ser humano, tem seu campo de
atuação com métodos e princípios próprios, mas, como forma de saber, não está pronta
e nunca estará. A ciência é, na verdade, um processo permanente de conhecimento do
mundo, um exercício de diálogo entre o pensamento humano e a realidade, em todos os
seus aspectos. Nesse sentido, tudo o que ocorre com o ser humano é motivo de interesse
para a ciência, que deve aplicar seus princípios e métodos para construir respostas”.

Educação – processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da


criança e do ser humano em geral visando à sua melhor integração individual e moral
educação de juventude; educação de adultos; educação de excepcionais.

Processo do desenvolvimento humano

O desenvolvimento humano é um processo de construção contínua que se estende ao


longo da vida dos indivíduos, sendo fruto de uma organização complexa e hierarquizada
que envolve desde os componentes intra-orgânicos até as relações sociais e a agência
humana. Até meados do século XX, embora diferentes áreas do saber estabelecessem
parâmetros e critérios para estudar o desenvolvimento humano, não havia articulação
entre estes saberes, resultando em pesquisas antagônicas e contraditórias (van Geert,
2003). Se, por um lado, as abordagens do desenvolvimento, protagonizadas pela
filosofia, afirmavam ser o desenvolvimento uma ilusão; por outro, os processos de
mudança na linha do tempo eram objeto de estudo das ciências naturais, que os viam
como algo real e natural, decorrentes dos processos evolutivos da espécie.

O indivíduo vivencia mudanças e continuidades ao longo de todo o seu processo de


desenvolvimento. Tais mudanças são interdependentes não apenas em relação a um
dado momento de vida, mas também às mudanças que ocorrem na sociedade da qual ele
é participante (Elder, 1996; Valsiner, 1989).

As interações sociais levam a pessoa ao constante organizar-se e reorganizar-se, de


modo a reestruturar suas relações com o mundo, o que abre novas possibilidades para o
curso do seu desenvolvimento (Hinde, 1992). Cada etapa gera a possibilidade da
próxima, em uma relação probabilística (Gotlieb, 1996; van Geert, 2003), cabendo à
pessoa, no exercício da sua vontade, e considerando o ambiente sócio-histórico, a
escolha de que direção tomar (Branco & Valsiner, 1997).

Teorias da Psicologia e da Educação

As principais teorias da Psicologia consideradas por inúmeros autores como sendo o

Behaviorismo ou Teoria (S-R) (do inglês Stimuli-Respond — Estímulo- Resposta), a


Gestalt e a Psicanálise.

Behaviorismo ou Teoria (S-R) (do inglês Stimuli-Respond — Estímulo- Resposta

O Behaviorismo, que nasce com Watson e tem um desenvolvimento grande nos Estados
Unidos, em função de suas aplicações práticas, tornou-se importante por ter definido o
fato psicológico, de modo concreto, a partir da noção de comportamento (behavior).

O Behaviorismo, também conhecido como comportamentalismo, é uma área da


psicologia que tem o comportamento como objeto de estudo. Esta palavra tem origem
no termo behavior, que em inglês significa comportamento ou conduta. John Watson
(1878-1958) foi o principal divulgador do Behaviorismo. O behaviorismo contempla o
comportamento como uma forma funcional e reacional de organismos vivos.

Objeto: comportamento.

Métodos: comparativo, observação, método experimental.

Contribuição: Contribuição: principalmente no processo educacional, pois contribuiu


com o destaque às contingências presentes no ambiente de ensino, a importância do
feedback (retroalimentação, capacidade de reorganizar a ação a partir de seus
resultados) e do reforço, mas também colaborou com instrumentos de investigação para
a Psicologia Animal e para a própria Psicologia Clínica, gerando a terapia pelo método
diretivo. Uma obra de referência, entre outras, é o livro Walden Two do estudioso de
Psicologia do Comportamento B. F. Skinner.

Teoria de Gestalt ou Psicologia na Forma

A Gestalt, que tem seu berço na Europa, surge como uma negação da fragmentação das
ações e processos humanos, realizada pelas tendências da Psicologia científica do século
19, postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade. A
Gestalt é a tendência teórica mais ligada à Filosofia.

Objeto: a percepção globalizadora.

Métodos: observação e experimentação.


Contribuições: ocorreram na área da aprendizagem e nos estudos sobre os processos
cognitivos, levando à mudança na metodologia do ensino de algumas disciplinas: ao
ensinar anatomia, por exemplo, estuda-se o corpo humano e não partes separadas; no
ensino fundamental, o aprendizado das sílabas e das letras se dá a partir de uma palavra-
chave etc. Muito importante também foram os trabalhos de Kurt Lewin (1890−1947)
sobre dinâmica de grupo (que é de especial importância para o professor que deseja
lidar com seu grupo de alunos).

A Teoria da Gestalt estuda a percepção e a sensação do movimento, os processos


psicológicos envolvidos diante de um estímulo e como este é percebido pelo sujeito. A
Psicologia da Gestalt afirma que as partes nunca podem proporcionar uma real
compreensão do todo. O todo é diferente da soma das partes. Os psicólogos da Gestalt
analisam os fenômenos mentais e comportamentais em elementos pré-determinados
arbitrariamente, pois o todo psicológico é mais do que a soma de suas partes, merecendo
ser compreendido em sua totalidade. A Gestalt encontra no fenômeno da percepção as
condições para a compreensão do comportamento humano. A maneira como
percebemos um determinado estímulo irá desencadear nosso comportamento.

Teoria de Psicanalise

A Psicanálise, que nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera
para a Psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de
estudo, quebrando a tradição da Psicologia como ciência da consciência e da razão.

Objeto: os fenômenos da consciência/inconsciente, da personalidade normal e


patológica.

Método: da livre associação, análise dos sonhos e de atos falhos.

Contribuição: está presente nas diferentes áreas da Psicologia, quais sejam: do


desenvolvimento, educacional, da personalidade, social, clínica e organizacional. Ela
inspirou os neopsicanalistas como: Erik Erikson, Henry Murray, Gordon Allport, Lacan,
Anna Freud, Karen Horney e outros. Os psicanalistas de hoje utilizam os métodos
criados por Freud em seu trabalho terapêutico.

Teoria do Humanismo

Ao final do século XIX e durante as primeiras décadas do século XX, a psicologia


passou a ter o status de ciência, desenvolvendo propostas metodológicas junto às
diversas teorias sobre o funcionamento da mente e o comportamento humano. O
Humanismo teve seu início
em meados do século XIV, na Itália, em meio à transformação do homem medieval para
o homem moderno, entre o final da Idade Média e o início do Renascimento. Com o
humanismo, o homem volta a ser centro das coisas após o período dominado pela Igreja.
A educação do Renascimento foi centrada no homem, com inclusão da cultura do corpo,
alcançava a formação burguesa não chegando à população em geral.

A partir da segunda metade do século XX, o Humanismo de Carl Rogers (1902-1987)


fez-se tão forte e com tantos adeptos que poderia também ser considerado como uma
escola da psicologia.

A Psicologia Humanista concentra-se no conceito de valorização da pessoa como um


todo. Carl Rogers sofreu profundas influências do conceito de Adler (1870-1937) de
busca da perfeição onde Adler (1961) diz o seguinte:

“A primeira coisa que descobrimos na vida psíquica é que seus movimentos se


dirigem a um fim. (…) A vida psíquica do homem é determinada pelo seu
objetivo. Homem nenhum pode pensar, querer, sonhar sem que estas atividades
sejam determinadas, continuadas, modificadas e dirigidas para um objetivo
constante. Isso resulta da necessidade de adaptação do organismo ao meio
envolvente (…). Assim, todos os fenômenos da vida da alma podem ser
considerados como preparação para alguma situação futura. Parece-nos
impossível conceber a alma como outra coisa senão força a agir rumo a um
objetivo – e a Psicologia Individual considera todas as manifestações da alma
humana como dirigidas para um objetivo”. Com isso, concluímos que podemos,
como diz Adler, passar de um sentimento de inferioridade para um sentimento
de domínio. As pessoas que vivem todo o seu potencial são aquelas que tendem
a viver plenamente cada momento da vida, deixando-se guiar por seus próprios
instintos, sem levar em consideração outras opiniões. Seus pensamentos ficam
livres e com alta criatividade.

Para o humanismo, a educação não deveria se limitar aos saberes necessários para um
exercício profissional específico. O humanismo aparece inserido em quase todas as
concepções pedagógicas do século XX. Mizukami (1986) identifica dois enfoques
tipicamente humanista, predominantes principalmente no Brasil: de Carl Rogers e
Alexandre S. Neill. O ensino nessa abordagem é totalmente centrado no aluno que
aparece como uma pessoa situada no mundo e em processo constante de descoberta. O
professor não ensina: apenas cria condições para que o os alunos aprendam. O papel do
professor se assemelha ao do terapeuta e o do aluno ao do cliente.
Isso quer dizer que a tarefa do professor é facilitar o aprendizado que o aluno conduz ao seu
modo. Rogers propunha ainda uma aprendizagem significativa que ocorre quando o conteúdo é
percebido como relevante pelo aluno. Desse modo, as experiências pessoais e subjetivas são
fundamentais para o conhecimento no processo de ensino-aprendizagem. O importante é
aprender a aprender centrando seu processo nas necessidades do aluno. Ainda, como
representantes dessa corrente humanista, podemos citar Célestin Freinet (1896-1966), Maria
Montessori (1870-1952) e Paulo Freire (1921-1997).

Referencias bibliográficas:
COLL César, Jesús Palácios e Álvaro Marchesi. Desenvolvimento
psicológico e educação. Psicologia da educação. Volume 2. editora
Artes m´edicas sul ltda. Porto Alegre, 1996.
COLL César, Mariana Minas Mestres e Javier Onrubia.Psicologia da
educação. Volume 2. editora Artes m´edicas sul ltda. Porto Alegre, 1996.

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