0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações5 páginas

04 Noe Diluvio

Fazer download em pdf ou txt
Fazer download em pdf ou txt
Fazer download em pdf ou txt
Você está na página 1/ 5

IV.

 A  história  de  Noé  e  do  dilúvio.  Gn  6-­‐10  


A história do Dilúvio, que inclui a de Noé, é uma das histórias bíblicas
mais conhecidas, secularmente também. No filme Impacto Profundo, so-
bre possível destruição da humanidade por colisão de um meteoro com a
Terra, o abri subterrâneo onde se poderia salvar uma representação da
raça foi chamado de Arca de Noé.
Essa história é desacreditada por muitos, mas Jesus referiu-se à mesma
como fato histórico; o apostolo Paulo e o autor da Epístola aos Hebreus
também (Mt 24.37-39; Lc 17.26-27; II Pe 2.5; Hb 11.7). Além disto, há
provas científicas de um grande dilúvio em épocas remotas. Vamos citá-
las no fim desta lição. Por agora, vamos examinar o relato bíblico.

1.Deus anuncia o dilúvio. Gn 6.1-14.

Nos versos 1-5 há algumas referencias obscuras, difíceis de entender.


(a) “Como se foram multiplicando os homens n aterra, e lhes nasceram
filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas,
tomaram para si mulheres…” Quem foram os filhos de Deus que se casa-
ram com as filhas dos homens? A interpretação mais simples e contextual
é que as expressões “filhos de Deus” e “filhas dos homens” referem-se,
respectivamente, aos homens piedosos da linhagem de Sete e às mulhe-
res ímpias da linhagem de Caim. O intercurso sexual entre eles precipitou
a corrupção generalizada que antecedeu o dilúvio.
(b) “Ora, naquele tempo, havia gigantes na terra; e também depois,
quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes
deram filhos; estes foram valentes, varões de renome na antiguidade ...”
A palavra gigantes é tradução do hebraico nephilim (plural), que significa
caídos. Muitos associam os nephilim aos referidos “filhos de Deus” e en-
tendem que os filhos que tiveram com as filhas dos homens também fo-
ram nephilim. Estes indivíduos agigantados e valentes não souberam usar
seus dons e valentia, e caíram ainda mais que seus pais. Ficaram famo-
sos, mas por sua maldade... “Viu o Senhor que a maldade do homem se
havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo o desígnio
do seu coração; então se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na
terra, e isso lhe pesou no coração...” (vs.5-6).
(c) Então disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no
homem, pois ele é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos (v. 3).
O Espírito de Deus dá vida a todos; age em todos. Se Deus o retira, todos

       
perecem. O castigo anunciado aqui é justamente este. Porém, graciosa-
mente, Deus prometeu esperar cento e vinte anos.
d) Disse o Senhor: “Farei desaparecer da face da terra... o homem e o
animal... porque me arrependo de os haver feito...” (v.7). O arrependi-
mento de Deus, naturalmente, não é como o do homem quando reconhe-
ce e lamenta um erro, um pecado. A linguagem é antropopática, ou seja,
atribui a Deus sentimentos humanos. O arrependimento de Deus é uma
mudança de atitude e ação, não porque a anterior fosse errada, mas por-
que as circunstâncias mudaram.
(e) A maldade e a corrupção nos dias daqueles nephilim foram extre-
mas e generalizadas. Todavia, houve um homem, da antiga linhagem de
Sete, que, de algum modo, com a graça de Deus, não se corrompeu. “Noé
achou graça diante do Senhor... Noé era homem justo e íntegro entre os
seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gerou três filhos: Sem,
Cam e Jafé” (Gn 6.8-10). O texto não diz, mas podemos subentender que
a mulher de Noé também foi uma setita piedosa. Eles não se corrompe-
ram. E seus filhos cresceram num lar piedoso. Deus ordenou a Noé que
construísse uma arca na qual ele e sua família seriam salvos.
1. A arca de Noé. Gn 6.14-22
a) O tipo da embarcação. A arca de Noé parecia-se mais com uma
caixa do que com um navio; não foi feita para navegar, mas para
flutuar. Aliás, a palavra hebraica traduzida por “arca”, em Gn 6.14,
ocorre somente em mais uma passagem, para descrever o cesto
em que o menino Moisés flutuou no rio Nilo (Êx 2.3).
b) As dimensões da arca. Estão especi-
ficadas em Gn 6.15: comprimento: 133m;
largura: 23m; altura: 14m. A Caravela
Santa Maria, de Pedro Álvares Cabral,
tinha 30m de comprimento; um tran-
satlântico tem cerca de 258m.
c) Cuidados especiais. Abertura ao redor,
uma porta lateral, três pavimentos...
(6.16). A porta é de importância óbvia e seria um tipo ou símbolo
de Cristo, a Porta do Aprisco e da Salvação.
d) Os passageiros. Noé, sua mulher, seus filhos e as mulheres de
seus filhos, oito pessoas ao todo (6.18; 7.7,13; I Pe 3.20; II Pe
2.5). Estas passagens, a referência à longanimidade de Deus e à
pregação de Noé, assim como a tipologia da porta dão a entender
que outros poderiam ter entrado, mediante arrependimento e fé.
e) A carga. Dois animais de cada espécie, macho e fêmea (6.19-21).
Note que dos animais limpos, Noé embarcou 7 pares. (7.2-3). De-
pois veremos porque.

       
2. As águas do dilúvio. Gn 7.10-12.

a) “Romperam-se as fontes do
grande abismo.” A terra foi in-
vadida pelas águas dos mares
circundantes (Mediterrâneo,
Negro, Cáspio, Golfo Pérsico,
Oceano Índico).
b) “As comportas dos céus se
abriram”, isto é, houve
“copiosa Chuva” durante 40 di-
as.
c) “Prevaleceram as águas ex-
cessivamente sobre a terra, e
cobriram todos os altos mon-
tes...” (7.19; II Pe 3.6).

3. A cronologia do dilúvio.

a) Noé entrou na arca 7 dias an-


tes de começar o dilúvio. Esta-
va com 600 anos de idade
(7.1,4,10; 7.6).
b) Noé passou 379 dias dentro da arca, 1 ano e 13 dias; foram 5 me-
ses vogando sobre as águas e 7 meses encalhado no Monte Ararate
(7.11-13; 8.13-16).
c) Quando no Ararate, Noé soltou um corvo e, posteriormente, por
três vezes, em dias esparsos, uma pomba. Queria saber se já havia
terra seca. Da segunda vez, a pomba voltou trazendo uma folha
nova de oliveira, e “entendeu Noé que as águas tinham minguado
de sobre a terra” (8.6-11). Esperou mais sete dias e soltou a pom-
ba outra vez; “ela, porém, já não tornou a ele” (8.12).
d) Ao desembarcar, a primeira coisa que Noé fez foi construir um al-
tar, sacrificar animais limpos e oferecê-los ao Senhor (8.20). (Ele
embarcara pares extras de animais limpos, 7.2-3). A nova humani-
dade começou com um culto! Culto como o de Abel, aceitável a
Deus (8.21). Note uma vez mais a presença de sacrifícios animais.
“Um filete de sangue percorre a Bíblia” (D. Moody). Lv 17.11.

       
4. A aliança de Deus com Noé. Gn 6.18; 9.9-17.

a) Esta é a primeira menção de aliança na Bíblia: “Contigo estabelece-


rei a minha aliança...” (6.18).
b) O conteúdo da aliança de Deus com Noé: “Não será mais destruída
toda a carne por águas de dilúvio, nem mais haverá dilúvio para
destruir a terra” (9.9-11).
c) O sinal desta aliança é o arco-íris (9.12-17).

5. A arqueologia e a geologia comprovam o dilúvio.

Os arqueólogos têm encontrado registros interessantes de um dilúvio


de grandes proporções., ocorrido em eras remotas. São tradições anti-
gas, evidentemente pagãs, mas que comprovam o fato em si.

a) Egípcia: Os deuses certa vez purificaram a terra por um dilúvio, do


qual só uns poucos pastores escaparam.
b) Grega: Deucalião, avisado de que os deuses iam trazer uma inunda-
ção à terra, por causa da grande perversidade desta, construiu uma
arca, que repousou no monte Parnasso. Uma pomba foi solta duas
vezes.
c) Babilônica: Conhecida como Épico de Gilgamés. Neste seu poema,
Gilgamés, quinto rei da dinastia de Ereque, conta sua visita a Utna-
pistim, o Noé babilônico, a procura do segredo da vida eterna. Utna-
pistim, então, contou a Gilgamés a história do dilúvio e como esca-
pou dele.

Faz poucos anos, uma camada de lama, evidentemente deposi-


tada por dilúvio, foi encontrada em quatro lugares distintos, na região
Mesopotâmica: Ur, a 19 km do lugar tradicional do Éden; Fara, 96 km
mais acima; Quis, subúrbio da cidade de Babilônia, mais além; e Níni-
ve, bem mais ao norte.

6. A tipologia do dilúvio.

No Dilúvio, a iniciativa da salvação foi de Deus. Foi ele quem idealizou e


mandou construir a arca. Assim também é a salvação em Cristo. “Cristo
morreu por nós sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

       
No dilúvio, Deus providenciou a arca, mas os que se salvaram tiveram
que crer e entrar na arca. Assim também a salvação em Cristo. “Crê...
e serás salvo” (At 16.31).

A arca de Noé tinha uma porta, uma só. Jesus disse: “Eu sou a porta.
Se alguém entrar por mim, será salvo...” (Jo 10.9).

Os passageiros da arca tiveram total segurança. Assim também quem


está em Cristo. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?“ (Romanos
8.31).

PR. Éber Lenz Cesar


eberlenzcesar@gmail.com

       

Você também pode gostar

pFad - Phonifier reborn

Pfad - The Proxy pFad of © 2024 Garber Painting. All rights reserved.

Note: This service is not intended for secure transactions such as banking, social media, email, or purchasing. Use at your own risk. We assume no liability whatsoever for broken pages.


Alternative Proxies:

Alternative Proxy

pFad Proxy

pFad v3 Proxy

pFad v4 Proxy