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Re Sen Hae Narra Tiva

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

CURSO SUPERIOR EM CINEMA E AUDIOVISUAL


COMUNICAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE

RESENHA DO LIVRO “IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO” E CRIAÇÃO DE


NARRATIVA

PROFESSORA: JUNIA MIRANDA CARVALHO


INTEGRANTES:
BRENO FRANÇA
JAMYLE FERNANDES
LUANA VIDA
LUNA DANIEL
MATHEUS CORRÊA
PEDRO MACHADO
INTRODUÇÃO
O propósito inicial do trabalho é analisar o livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”,
destacando seus pontos fortes, como a relevância de suas reflexões sobre a crise ambiental e
civilizacional, e sua capacidade de conectar saberes indígenas ao debate contemporâneo, além
de mostrar o ponto de vista do grupo sobre o livro. A partir da leitura e resenha crítica do livro,
foi criada uma narrativa para audiovisual. O livro de Ailton Krenak foi publicado em 2019 pela
editora Companhia das Letras, seu gênero é Ensaio, uma obra carregada de reflexões e críticas
sociais, que aborda questões ambientais, culturais e filosóficas, conectadas à visão de mundo
indígena e à relação da humanidade com a natureza.

RESENHA CRÍTICA
Em Ideias para Adiar o Fim do Mundo, Ailton Krenak oferece uma crítica profunda ao modelo
de desenvolvimento da sociedade ocidental, que coloca o crescimento econômico e o consumo
acima da preservação ambiental e do respeito às culturas tradicionais. Para Krenak, a noção de
"progresso", associada ao capitalismo, está diretamente ligada à destruição dos ecossistemas,
à extinção de povos indígenas e à desconexão do ser humano com a natureza. Ele argumenta
que a sociedade moderna perdeu o equilíbrio necessário para viver de maneira sustentável e
respeitosa com o planeta.

Em resposta a essa crise, o autor propõe a sabedoria indígena como uma alternativa. Ele vê a
Terra não como um recurso a ser explorado, mas como um ser com o qual devemos viver em
harmonia e reciprocidade. A cosmovisão indígena, que valoriza o cuidado com a natureza, a
solidariedade e a espiritualidade, é apresentada como uma solução para os desafios ambientais
e sociais atuais, oferecendo um contraponto à exploração desenfreada que caracteriza a visão
ocidental.

Outro ponto central da obra é a reflexão sobre a perda da conexão com o sagrado. Krenak
acredita que a espiritualidade dos povos indígenas, que está intimamente ligada à Terra, é um
dos pilares para superar a crise ecológica e espiritual que enfrentamos. Para ele, o "fim do
mundo" não é apenas uma crise ambiental, mas uma crise profunda de valores, onde a
humanidade perdeu a capacidade de se relacionar com o mundo de forma reverente e
cuidadosa.

O estilo de Krenak, poético e filosófico, pode ser desafiador, mas é justamente essa forma
introspectiva que convida o leitor a refletir sobre suas próprias escolhas e a transformação
necessária para reverter a atual crise. Em vez de soluções prontas, a obra provoca uma mudança
de perspectiva, desafiando-nos a repensar nossa relação com o mundo e com o sagrado.

O livro de Krenak é de grande relevância nos dias de hoje, especialmente diante das crescentes
crises ambientais e sociais. Ele nos chama a repensar os valores que orientam nossas vidas e a
agir com mais responsabilidade para com a Terra e as culturas que ainda preservam uma relação
harmônica com ela.

Em resumo, "Ideias para Adiar o Fim do Mundo" é uma obra profunda que não apenas denuncia
os problemas atuais, mas também oferece uma visão alternativa para a construção de um futuro
mais justo, sustentável e respeitoso, tanto com a natureza quanto com as culturas ancestrais.

STORYLINE DA NARRATIVA PARA AUDIOVISUAL


Uma jovem guardiã de um livro ancestral luta para salvar as memórias do mundo e adiar o
colapso da humanidade em um futuro devastado.

SINOPSE PARA A NARRATIVA


Em um futuro distópico, onde a natureza foi devastada, Anaí, descendente de um povo
originário, é a guardiã de um livro ancestral que guarda os segredos de uma vida harmoniosa
com o planeta. Perseguida por corporações que buscam explorar os últimos recursos naturais,
ela embarca em uma jornada para proteger o livro e despertar a humanidade para sua conexão
perdida com a Terra. No confronto entre destruição e memória, Anaí enfrenta dilemas que
podem decidir o destino do mundo.

TÍTULO: ADIAR O FIM


ARGUMENTO
O planeta Terra entrou em colapso. No final do século XXI, o esgotamento dos recursos
naturais transformou o mundo em um lugar árido e hostil. As florestas foram substituídas por
desertos de poeira, os rios secaram, e a biodiversidade desapareceu. As grandes corporações
assumiram o controle dos últimos reservatórios de água e recursos, impondo uma tirania
silenciosa, na qual quem detém o capital sobrevive, enquanto o restante da população luta para
respirar um ar contaminado. Nesse cenário, o consumismo extremo e a desconexão com a
natureza deixaram o mundo à beira da extinção.

Pequenos grupos de resistência cultural surgem como guardiões das histórias e saberes
ancestrais. Esses grupos, chamados de "Guardiões da Memória," vivem isolados, preservando
os fragmentos do que um dia foi uma coexistência harmoniosa entre a humanidade e a Terra.
Entre eles está Anaí, uma jovem descendente de povos originários que cresceu em uma
comunidade protegida em uma região inóspita e esquecida pelas corporações. Anaí é a guardiã
de um artefato chamado "Livro dos Sonhos," uma antiga coletânea de histórias, poemas e
narrativas que simbolizam a conexão espiritual e prática entre os povos ancestrais e o planeta.
Para Anaí e sua comunidade, o livro é mais do que um objeto; ele representa uma esperança de
reconexão para a humanidade.
Essa tranquilidade é rompida quando uma grande corporação descobre a existência do livro.
Após interceptar informações sobre o poder simbólico e estratégico do objeto, a corporação
acredita que ele contém mapas ou pistas para localizar recursos naturais escondidos. Decidida
a capturá-lo, a empresa envia mercenários e drones para invadir a comunidade de Anaí. Durante
o ataque, o vilarejo é destruído, forçando Anaí a fugir com o livro e deixando sua família e
amigos para trás.

Sozinha em um mundo desconhecido e hostil, Anaí é obrigada a enfrentar não apenas os perigos
externos, mas também suas dúvidas internas sobre o peso de sua missão. Em sua jornada, ela
encontra Ivan, um cientista que abandonou a corporação após perceber o impacto destrutivo
de suas ações. Ivan, atormentado pela culpa, vê em Anaí uma oportunidade de redenção. O
segundo aliado é Caio, um jovem ativista urbano que sobrevive em zonas controladas pelas
corporações, hackeando seus sistemas e criando redes clandestinas para disseminar mensagens
de resistência. Embora os três venham de mundos completamente diferentes, eles formam uma
aliança baseada na necessidade mútua de sobrevivência e no reconhecimento de que a luta de
Anaí transcende interesses individuais.

Enquanto fogem, o grupo atravessa paisagens devastadas: cidades em ruínas, campos secos e
mares de lixo. Essas cenas reforçam o contraste entre o presente sombrio e as narrativas do
"Livro dos Sonhos," que Anaí compartilha ao longo da jornada. As histórias contidas no livro
revelam como os povos ancestrais viam a Terra como uma mãe generosa e não como um
recurso a ser explorado. Ivan e Caio, inicialmente céticos, começam a perceber que as histórias
não são apenas metáforas, mas também lições práticas e espirituais sobre como reconstruir um
mundo perdido.

A jornada culmina em um local sagrado, um antigo reduto natural ainda preservado, onde Anaí
acredita que o livro estará seguro. No entanto, o grupo é seguido pela corporação, que lança
um ataque final para capturá-lo. Durante o confronto, Anaí é capturada e levada diante do líder
da corporação, que lhe oferece um acordo: entregar o livro em troca de sua liberdade.
Confrontada com a escolha entre sua sobrevivência ou a preservação do livro, Anaí recorre às
histórias ancestrais para encontrar força.

Em um ato de sacrifício, Anaí decide destruir o livro, mas não antes de compartilhar todo o seu
conteúdo por meio das redes clandestinas de Caio. Usando tecnologia e estratégias de guerrilha,
eles conseguem disseminar as histórias para milhares de pessoas ao redor do mundo. A
destruição do livro físico torna-se um gesto simbólico, enfatizando que o verdadeiro poder do
"Livro dos Sonhos" não está em sua materialidade, mas em sua capacidade de ressoar na
memória coletiva e inspirar transformação.

O desfecho mistura tristeza e esperança. A corporação vence a batalha imediata, mas a


mensagem do livro começa a criar pequenas mudanças ao redor do mundo. Grupos de
resistência se fortalecem, comunidades começam a se reorganizar em torno de princípios de
sustentabilidade e interdependência, e a ideia de que a humanidade pode adiar o fim do mundo
ganha força.

Adiar o Fim é uma narrativa de luta, sacrifício e conexão. Inspirada nos pensamentos de Ailton
Krenak, a história propõe uma reflexão urgente sobre a crise ambiental, a espiritualidade e a
necessidade de reimaginar a relação entre a humanidade e o planeta. Mais do que uma história
distópica, é um convite a sonhar com um futuro possível, onde memória e ação se unem para
salvar o que ainda resta.

CONCLUSÃO
A nossa narrativa é uma história "alternativa" contando a história de outro personagem, em um
sentido mais linear e aventuroso, tendo um pouco de ação, um tipo de antagonista e um lugar
fictício no meio da história.
Diferente de “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, é uma narrativa com menos aventura,
contada de uma maneira não linear, fazendo também uma crítica aos tempos modernos da
sociedade e da situação da natureza.

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