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Cf
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L I l MBEM t
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É o HOMEM PRODUTO DO ACASO?
W Criswell
I
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C Morrison
Estudos visando d e m on
on s tr
tr a r a o s filósofos
a existência d e u m Se r superior .
EDiÇÕE
EDiÇÕES
S JER
JERP
P
J E R P
M RV L ROS
edição
9 9
E d i ç ã o da J u n t a de E d u c a ç ã o Rel i gio sa e P u b l i c a ç õ e s
da C onv
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ençã
ção
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ta Brasileira
Caix a P o s t a l 32 ZC
Rio de Janeiro RJ
Todos os direito
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s reservados C
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Ro s · p s l Rosa Me r va l
d ePsIcologia
Educação dBae U 2 edição R iUn
g i o u e PubUcações
reUgIão o d e J an
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ro J u n t a
251p.
1. Psicologia d a BeUgIão I Título
CDD - 200.19
mogêni
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pela
a pas
passage
sagem
m do seu décimo sétimo
anive
anivers
rsár
ário
io na
nata
talíc
lício
io
ecife de junho de 9 9
OT O L TOR
Este livro não é um si st em a de psicologia da religião isto é
n ão te m por objetivo for mul ar uma t e or i a geral do c ompo r ta -
smag eenm
t o rqeuliagliqouso
er dloivrhoomheom
je ecodma tsolciepdraete
etdeensão
. ão
ns Aliáas ndoigssaosevedre seri
p aria
se sa-
prematuro pois ind não temos uma teor i a geral do comp or t a-
mento humano ano de cará caráteterr cientifico incontestável. Temos algumas
t e nta
nta t i vas
vas louváveis mas mas nenh
nenhumumaa delas pode a r r o ga r s e o direito
de considerar se a ú n i ca i n t e r p r e t a ç ã o cor reta. O mesmo podemos
diezn
m erto dares lig
t eio
nsto
a t. i vSaãso deapfeonram
s utleaçnãt aot i vdaes teeorinenhum
as gerais pdoodecomporta-
conside-
r a r s e melhor do que as outras.
obse
bs
ra eo
raçã
çãorvaç
vadçeãovási
siste
ristemát
os mática
pesica
quisd
adoofreen
s ômeno
cada
cad a urelígíoso
m eststudaatndo
uda é oqude
nd e tcermi
det omina
er m nad
a dco
oo s
pe--
pecto da expeexperriê
iênc
nciia religiosa sej possível a formulação de teorias
gerais em bases cientificas mais sólidas que possam resi resist
stiir a exame
mais sério e con tr i bu ir p r a melhor compreensão desse impor-
t nte aspecto do c om portame nto huma no. Essa é a posição teórica
d
doescpornefsiean
mto
es t rdaeb aql huoa.lquCerrem
t eoosr i anogeral de croem
ráter dupcoernt atemednato cq
iêunecin
a ãoe
sejj a b a s ea d a em observação empírica ou experimental.
se
Apesar do ráter me
mera
rame
ment
ntee in
intr
trod
odut
utór
ório
io do pres
presen
ente
te tr
trab
abal
alho
ho
h á certos princípios que per me ía m este livro. Um deles po
por exem
7
plo é a c r e n ç a n a c a us a li d ad e do c o m por
por t a m e n t o religioso. teso
sig
signifi
nifica
ca que acred credit
itam
amosos se r o com
com po
port
rtam
amen
ento
to religioso apr pren
enddido
ido
como a p r e n d i d a é q ua lq u er outra f or
or ma
ma de c om
omp p ort
ort a m enentt o huma-
no. Mesmo a d m i t i n d o que a c a p ac i d a d e de c o m p o r t a r s e religiosa-
mente seja natural ao h omem o co n te úd o espe f o desse com-
portamento contudo é ap apre
rend
ndido
ido.. Dai po r que algu
algunsns são reiigiosos
e o ut ro s n ão o são.
àvisa
psicchamar
ologia daa arteelingçiãão
o. doO l eciotnotreúpara
do deo cqaudea seumt e m seitso capítulos
desd so bre o
as
assu
sunt
ntoo aatra
través
vés de u m a exposição simples e acessível a todos.
O livro nã o t e m qu qual
alqu
quer
er pret
preten
ensã
são o de origi
rigin
nali
alida
dade
de.. Trata se
repetimos de obra in intr
trod
odut
utór
ória
ia e did
idáátic
tica cujo propósito é reunir
nu m só l uga r iin nformações g era is Sobre o tema de que se ocupa.
O autor procura d ar o devido cré dito a t o d a s as f on te s de onde
extt ra
ex ra i u informações. Muito do m a t er erii a l entretanto é r e s u l t a d o de
assimilação a t r a v é s de demorado c o n t a t o com vários au t or es o que
toma e x t r e m a m e n t e difícil a i d e n t i f i c a ç ã o a d e q u a d a de cada u m
deles. Tanto quanto poss[vel vel poré
rémm as afi afirm
rmaç
ações
ões s ã o documenta
8
Ao colega José Almeida Gtümarães pela paci aciência de l er o m -
nusc
uscritrit o e tent r reduzir algumas de s u a s asperezas de estilo. S u a s
cr íti cas f o r a m de inestimável valor e os senões que a i n d a r e st e m
devem s e r atr íbutdos exclusivamente ao auto utor .
minh ram lia esposa e filhos pelo s a e r í n c í c das longas
h o r a s em que estive au se nt e do convívio famlllar. Sem o apoio i r r e s-
trito de minh fam1lia este livro não pode ria t e r sido escrito. A
todo
todoss portanto mul multo
to obri
obrigagado
do..
Fi nal
nal ment e desejamos agr adecer a qualquer leit or que t endo endo
u m a crítica. a fazer ao pr es en t e t r a b al h o escreva ao autor. Não
h j hesitação. Toda c r í t i c a h o n e s t a s e r á bem vi
vinda. Acataremos
com o mãxímo de interesse a p a l a v r a do l ei t o r que se der ao tr b -
lho de e s t u d a r crí ti cament e este livro e sobre ele se d i g n a r de e m i t i r
s u op
opin
iniião.
ão. Espe
Espera ramomoss s u cooper
peração nesse parti
particu
cular
lar..
ONTEÚ O
Páginas
DEDICATóRIA. •
o • • • • • •
• o
o
5
NOTA AO LEITOR o o o o •• o o o o • • 7
Capitulo I. PSIC
PSICOL
OLOG
OGIA
IA DA RELI
RELIGI
GIAO
AO::
Definição 15
o o • • • • • • • •
H1.stória . o o • o • • • • • • • • • 19
Métodos o o....... 32
Sumário . o o o o o o • • • • • • • • • • 38
A R eligiã o do Adulto 94
A Reli
Religi
gião
ão d a Velhice 101
Sumário .. . . . . . . . . 103
Capi
Ca pitul
tulo
o IV. F t E DúVI
úVIDA:
A F é Religiosa 105
Niveis de crença 107
crença e Fé 108
Funções d a Fé 110
A Dúvida Religiosa 111
Suas Causas 115
Ateismo 115
Sumário 118
Capi
Capitu
tulo
lo V. CONVERSA0 RELIGIOSA:
Importância do A s s u n t o 120
Exem
Exempl
plos
os Clás icos de conversão Religiosa
lássicos 122
O A p ós t o l o P a u l o 124
John Bunyan 127
George Fo x 130
Ramakrishna 131
O Proc
Proces
esso
so d a Conversão Religiosa 134
F.atores d a Co
Conv
nver
ersã
são
o Reli
Religi
gios
osaa 135
T ipos de Convers
ersão Religios a 138
Sumário 141
Capi
Capitu
tulo
lo VI. MATURIDADE RELIGIOSA:
Definição 144
Teorias
Sigmund Freud 145
Carl Jung 145
Erich From·m 146
William James 148
Gordo
Go rdon
n Allp
Allpor
ortt 151
Viktor FrankI 151
umário
154
Capitulo VII ORAÇ
ORAÇAO
AO E AOORAÇAO:
Oração Cont
Conteú
eúdo
do Bási
Básico
co 157
Motivos d a Oração 160
T i poraçã
Adora
Ad os ção
deo raçâo
Ele
Elemen
mentos
tos Básicos
162
166
Sumário 177
Importância d a E x p e r i ê n c i a Mí
M ística 181
Tipos
Tip os de MISticismo Re Reli ligi
gios
osoo
MíBticLsmo de Ação 183
Mist
Mistic
icis
ismo
mo de Reaçã 184
Características d a E x p e r i ê n c i a Mí
Mí s t i c a 185
O MétodoPsicológicos
d a E x p er i ên c i a Mí st ica
119829
Fatores
Místic o
Exemplos d a E x p e r i ê n c i a M í s t i c a 197
Sumário 207
Capitulo IX. VOCAÇAO RELIGIOSA:
Sentido Bí
Bíbl
blic
icoo de Vocação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 210
Motivação para o MiniStério 212
Pessoas Influentes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217
Sumário .. . . . . . . . 220
Capítulo X. RELI
RELIG
GIA
IAO
O E SAÚDE MENTAL:
Contri
Con
Re
Rel igtribui
ligi iãbuiçõe
o eções
s Esp
Espec
ecífi
íficas
Psicoterapiacas da Relig ião 2236
34
Sumário . .. .. .. .. .. ... 242
PSI OLOG
OLOGII D REL
RELIGI
IGIÃO
ÃO
Definição
ensosebnucdiaislm
moeno
teu anomehsim
ndau, íqueor. se estude o renômeno no cris
sm cristi
tiani
anism
smo,
o,
16
(1959). pAg. 5.
17
cien
enttífica.
ica. Mas h á c e r t a razão de ser n a afirmação de Clark, por
que é difícil ch eg ar a conclusões claras e específicas a respeito de
muitos aspectos do comportamento religioso. E o mistério que p a-
rece envolver a experiência religiosa e s p a n t a o cientista, que, via
de regra, e s t á mais i me di at am en te interessado no estudo de fenô
menos a respeito dos quais possa fazer generalizações que conduzam
a resultados mais objetivos e, sempre que possível, quantificáveis.
18
siadam
sia damententee sagrada para ser exposta ao estudo objetivo de um obser-
vador. Acham esses que o estudo objetivo da experiência religiosa
ser i a a p r o f an a ç ã o de algo e x t r e ma m e n t e sagrado. Julgamos des-
necessário dizer quão ridícula é e s t a at i tu de ma mas não podemos
n e g a r que ela existiu e a i n d a existe até mesmo e n t r e líderes re -
ligiosos de g r a n de i nf l uênci a no mundo moderno.
Voltemos agora àquela parte da definição de Strunk que deu
origem ao comentário acima. Se definirmos psicologia da religião
como o estudo científico do comp
omporta
ortame
ment
nto
o religioso do homem se-
gue se logicamente que ela pode e deve ser considerada um ramo
da psicologia geral qu rno é o estudo cíentínco do com-
quee por seu turno
portam
port amen
ento
to huma
humano
no.. Nesse mesmo sentido pode se dizer que apren-
dizagem perpercepç
epção etc. são ramos da psicologia geral. Logicamente
repe
repeti
timo
moss o est
estudo
udo pstcoiõsícc da experíêncía religiosa pert
perten
ence
ce ao
campo da psicologia cient1fica. Na realídade po poré
rém
m esse
esse estu
estudo
do
a i n d a é mais do teólogo que do psicólogo. Mesmo n as gr
gran
and
des uni-
uni-
versidades em que h á um depa depart
rtam
amen
ento
to de teologia psicologia da
religião é est udad a quando muito em cooperação com o depa
deparr tta-
a-
mento
nto de psicologia como função do teólogo e não do psicólogo.
Espera
Esperamo
moss porém
porém que
que em br brev
evee os comp
compên
êndi
dios
os de psic
psicol
olog
ogia
ia
comecem a considerar a psicologia da religião como um dos ramos
reconhe
nhecidos da psi
psicologiia cíentinca geral. Cremos que isso acon-
olog
tneocse rpároqcuesasnodso doas oebssteurdviaoçsãoos edm
o paísriscuanteo cfoom
reemçarmais a bu
em ems a r trm
e iénto
ad
dooss
mais precisos n a investigação do comportamento religioso do ho-
mem e das comunidades religiosas.
À se
seme
melh
lhan
ança
ça da psicologia cie
cient
ntíífica
ica mode
oderna a psicologia da
religião tem su a s raízes históricas na filosofia ou n a ch cham
amadadaa psi-
cologia raraccio
iona
nall. Homens como Buda Só Sócrates Pl
Plat
atão
ão Jere
Jeremi
mias
as
Agos
Ag osti
tinh
nho
o Pascal
Pascal sã
são o exem
exempl
plos
os tlpícos de indivíduos que refl
reflet
etir
iram
am
sobre a vida i n t e r i o r e descreveram s u a s próprias observações. O
f r u t o da observação i ntrospect iva desses grandes vultos da huma-
n i d a d e c o ns t i t u i p
po
or assim dizer o primeiro esforço rumo ao e st u-
do psicológico da experiência religiosa.
A h i s t ó r i a da psicologia da religião e s t á t amb ém r el aci onada
com a c h a m a d a teologia filosófica. Os escritores dessa linha se
preocu
preo cupa
para
ram
m com exte extens
nsas
as discussões de teses como: monísmo ver-
sus dualismo; idealismo versus materialismo e empirismo. l aqui
t amb ém que encontr amos o célebre debate relação e n t r e o espí -
r i t o e a m a t é r i a. O dualismo i n t e rraacionista de Descartes o p a r a l e -
lismo psicofísico de Leibnitz e o psícomontsmo de Berkeley. que
s ur gi r a m ao tempo como solução do problema a i n d a hoje são dis-
20
deenti
id
idenctida
odade
nsde
ciênor
ciaigin
orig, inal
isal,
to, néão
, n aqueaxlipfeicriaêdnociaouredliegtieorsm
a,inéadoo peour eenmergsíuaas
e objetos específicos existentes no seu próprio universo.
terceiro lugar, a frase absoluta dependência sugere que
o e u que assim se percebe <isto é, como absolutamente depen
dente> n ã o se a p r e s e n t a a si mesmo como objeto de s ua própria
vontade, mas em virtude de uma causalidade que não pode s e r r e -
duzida aos termos de qualquer conceito específico. O s e n tim e n to
religioso, p o rta nt o, não é derivado de qualquer concepção prévia,
mas é a expressao original de uma relação existencial imediata.
Nota-se, finalmente, que, no conceito de Schleiermacher, reli
g
diêãnocin
a ãdoe éum
proPpordiearmm
enatieorudmoa qiudeéioa, pm
róapsrioo hsoem
n teim
m.e5n to de depen
Em meados do século XVIII Da Davvid Humumee <1711-1776 publicou o
livro The N a t u r a l History of Religion, em que advogou a tese de
que a religião tem s u a s origens no se n t im en t o de medo e ao mesmo
tempo no se n ti me n t o de esperança, evocados pelo conflito en entr
tree as
necessidades do homem primitivo e as forças hostis da n atu atu r ez
ezaa que
o rodeia. Essa tese de Hume tem sido a pre se nta da , a t ra v é s dos anos,
em diferentes roupagens e com ma ior ou menor g r a u de aceitação.
Deixando agora os estudos teóricos das filósofos e dos teólogos,
vamos e n co n tra r, no fim do século XIX, um psicólogo preocupado
coanle
St m ley
Stan pryobHleam
ll a<1844-1924
s de psicol.ogEm
ia da1881
relig
Hiaãlol. cEsseeçp
om osuicaóloegs tou d
é aG
r raanvc1
olnle
versão religiosa em conexão com o problema ce cenn tral
tral da adolescência
- o problema da identidad e de c a d a indivíduo - e chegou à con
clusão de que a conversão religiosa é um fenômeno típico da ado-
5. R l e h a r d Nlebuhr Schleiermacher on Christ an d R e l i g i o n : A New l n -
troduction or k : C h a r J e s S::r1bner s S o n s (1964), pAgs. 182, 184.
N e w Y or
Sabe-se po
porr exemplo que a adolescência é o perlodo em que
o homem proc ur a e define s u próp
ópri
riaa identidade. A conversão
portanto fa
portanto faz-z-se
se nec
necess
essári
áriaa qu
quan
ando
do p r usar a linguagem de K a r e n
Horney o eu ideal é c ont ra s ta do com o eu real e o c ontr as te
se torn chocantemente vívido. Por essa e ou tr a s razões a tese de
Hall e S ta r buc k é essencialmente correta. st não quer dizer que
só h j coconv
nverersã
são
o reli
religi
gios
osaa n ad adol
oles
escê
cênc
ncia
ia m
mas
as si
sim
m q
que
ue es
esse
se fe
fe
nômeno favorece a ocorrência da conversão religiosa sendo que
mesmo quando ela se dá fora dessa faixa e tá ria a experiência re
ligiosa da conversão tem as características do problema c en
entr
tral
al des
sa fase da evolução do homem.
Segu
Segund
ndo
o St
Starb
arbuc
uck
k h ã três tipos básicos de conversão religiosa
a saber a conversão volitiva a conversão ne gativa ou m e r a s ub
missão e a conversão gradual. Seu estudo revela ta mbé m que a
vida religiosa daqueles que tiveram uma experiência de conversão
n adolescência não difere fu fund
ndam
ameent
ntaalm
lmen
ente
te da vida religiosa da
queles cuja conversão se deu pelo processo gradual. O que r e a l
ment
ntee im
impo
port
rtaa é a experiência de conversão. Como esesta
ta conversão
se deu - momentâ nea ou gr a dual - é or di na ri a me nt e de pouca
conseqüência es esp
pecialmente no caso de indivíduos comuns.
22
afaptroe,seSnhteardro
Ulncoh am
ama
capaítudleo psroobcreesso
o daemsaidmuprelicfiim
caeçnãtoo draelivgiidoas,o qduae p
s erá
er
esá
soa ad adul
ultata..
Podemos dizer, sem medo de er rar , que a maior contribuição
de S tar buck para
para o estudo psicológico do fenômeno religioso é su
su
terseeendseãocad
p uesalqiu
deadae deo
xpceorm
iênpcoiratam
amen
reento
ligto
iosraelidgoioshoo, mbeem
m eco
stm
á osu j e i tcom
a b
leis da evolução.
A obra de S tarbuck tem sido criticada de vários ângulos. Alguns
acham, com c e r t a razão, que ele se preocupou demais com a con
versão religiosa, como se fosse a única forma de comportamento
religioso que ininte
tere
ress
ssaa ao psicólogo. Outros dizem que sua am amos
ostr
traa
não era bem representativa da realidade religiosa que procurou es
tu
tuda
dar,
r, isto é, esses críticos questionam a validade est
stat
atís
ísti
ticca da pes
quisa de Starbuck. A crítica mais forte que se pode fazer a Starbuck,
entretanto, é que ele sugere que a adolescência, to mad a como fe
nômeno
nômen o ps
psic
icol
ológ
ógic
ico,
o, é a causa da conversão religiosa. l ób óbvi
vio
o que
que
ele ignorou os fatores sociais e culturais que influenciam a conver-
tanto,
Th e Varieties se R
nenhum nota
no
eltabl
igblll
iollzo
uszouu tanto
Expe
Ex peri
rien como19W
ence
ce 02l)l,llaaínda
m Ja
Jame
mes.
é s.
o livro obra,
Su a
mais
famoso no campo da psícología da rellglão. Essa o b r a é o r es ul t ad o
das Preleções Gifford apr apr ese
esent
ntad
adas
as n a Un
Uniiversidade de Edim dimbur
urgo
go
<1901 1902 . A pr e oc upa ç ão de J a m e s, nesse lívro, são os casos
extt r a ord
ex ord i ná
nárr i o s de ex
exper
períen
íencía
cía re
relí
lígí
gíosa. Através de documentos
osa.
pessoai
oais, pro
procur
curou
ou estudar a e xper íênc ía relígíosa daqueles para
quem re relí
lígí
gíâo
âo existe nã o como há
hábI
bIto
to rotín
otíneí
eíro
ro,, ma s como um a fe
bre aguda .
Nesse livro, revela-se t a m b é m o espírito altamente pragmático
de Wllliam J a m e s . Assim sendo, o valor da experIêncIa religIosa
nã o é medido po r s u a ver
erac
acIIdad
da
Jadm
e eosu, op oqrues u ar e afals
falsId
eIdad
nade
t e e,I mmpaosr t a é o
antes
por s u a funcIonalidade. Para lm
que esta experíêncía sígnífíca para o Indivíduo, os f ru t o s que ela
produz em s u a vida.
ssítícação
o fi
figu
gurram
da entre os em
relígíão m a iduas
s I m pcoartteagnot erisa sda- oabrada dem eJn
amt eesadía
s . Suae eal adsa
24
6. K a r l Stolz. T h e Psychology of R el
el ig
ig io
i o us
us L iv
iv in
in g N
Naashv
vll l lle
e: Ablngd<>n
- Cakesbury P r e s s 1937). Jlâg. 132.
em Em ele apRruedso
que 1923, elnft aOtato ex
ppuebrliicêo
nuciaseruelifgaim
osoasocolim
vroo aD
lgaos aBbesW
oluctee,
a,·
mente s ul p n r i
Para Otto, a t e senso de realidade é ob obje
jetiv
tivame
ament
ntee of
ofer
ere
e
cido como dado p rimário e imediato da consciência não dedu
zfvel de outros dados. A esse dado peculiar de um 'To talm ente
Outro', ele c h a m a o 'numínoso', do l a t i m numen, que signifi
ca a força divina ou poder, atribuído a objetos ou a seres para
quem se olha com reverência. E sse estado me menn tal
tal é perfeita
m e n te sui generis e irredutível a qualquer outro estado.' Re
p r e s e n t a uma percepção d i r e t a da realidade in depend ente de
outr
ou tras
as formas de conheci cim
m e nt o. 7
Também em 1923, Robert H. Thouless publicou, n a Inglaterra,
um livro Intitulado The Psychology 01 Religion, que exerceu ce cert
rtaa
influên cia no mundo de Ungua inglesa e cujo maio r defeito é a
quase tototatall dependência da teoria freudiana, n a ex expl
plica
icaçã
ção
o ps
psico
icoló
ló
gica do fenômeno religioso.
Elmer T. Clark estudou extensivamente o fenõmeno do Avi
vame
va ment
nto o Religioso, sob
sobrerettudo em s ua relação com a conversão re -
1929,
liingtiiot u
sala de,o eT
mhe Psycphuobllolg
coyu 0o reesluigltiaoduos A
1 R dewsaukaesninpge,sqquuiseassenotom
tolm
ivoru
o
clâssico no gênero.
• A versão inglesa d es es sa
sa o bbrr a se i nt
n t lltt ul
ul a T h
hee Idea of T h . Holy: An ln
quiry Into t h . non·rational facto r In t h e i d e a of t h e divlne a n d I t l re
lation to t h e r a
att io
io na
na l ( T
Trr a
add uç
uç ã
ãoo de John W . Harvey), N e w Y o r k : O x -
s ob r as de Paul E. Jo
John
hnso
son
n Psychology 01 Religion e Pe
Pers
rson
ona-
a-
lity a n d Religion são tentativas de i n t e g r a ç ã o de a l g u m a s m o d e r -
na s t e o r i a s de p e r s o n a l i d a d e e da religião. Johnson é um dos auto-
res m a i s bem i n f o r m a d o s no c a mp o da. psíeologta da reli religi
gião
ão mas
a nosso ver toma as t e o r i a s psicológicas como se t o d a s fossem
f a t o s observados e não meros i n s t r u m e n t o s de pesquisa. Como re-
s u l t a d o dessa a t i t u d e ffaaz g r a n d e s generalizações d
diifíceis de ve-
r i f i c a r no m u n d o real.
Em nossos dias o h o m e m que m a i s c o n t r i b u i u para a respeí-
t ab
abililid
idad
adee ac acad
adêê mi
mica
ca da psicologia da religião foi G or d o n W. Allport
Seu livro T h e Individual a n d Bis Religion t e m exercido gr gran
ande
de
i n f l u ê n c i a nos meios ac adê mic os em que se estuda psicologia da
religião. O pr es tí gi o i n t e l e c t u a l do autor é um dos f a t o r e s dessa
grande in
grande infl
fluê
uênc
ncia
ia.. Allport rrec
ecententemement
entee falecido e r a p ro rofe
fess
ssoo r de
psicologia em H a r v a r d e q u a n d o escreveu esse livro e ra Presidente
da Ameri riccan Psychological Association. Allport vo volt
ltaa à tese d e f e n -
d i d a por Williarn James de que a e x p e r i ê n c i a religiosa é algo t i p i -
cament
cam entee in indi
divi
vidu
dualal.. ntretanto ao c o n t r á r i o de J a m e s que por
c a u s a da óbvia i n f l u ê n c i a de S c h l e i e r m a c h e r advogou a p r e d o m i -
nância do sent sentim
imenentoto n a ex
expe
peririên
ênciciaa religiosa Al Allp
lpor
ortt dá ma
mais
is ênfa-
se ao i n t e l e c t o do que ao s e n t i m e n t o n a ex expeperi
riên
ênci
ciaa religiosa. Vol-
t a r e m o s ao s eu trabalho quando tratarmos da evolução da
e x p er i ê nc i a religiosa e s p e c ia
iall m e n te no c ap apii tul
tul o sobre mamatuturi
rida
dadede..
Lame
La ment
ntav
avel
elme
ment
ntee ne
nest
stes
es últi
último
moss anos nenhuma ob
obra
ra real
realme
ment
ntee
marcante a p a r e c e u no c a m p o da psicologia da religião. O a sp ec to
p r á t i c o dos e st u do s da psicologia da religião es p e c i a l m e n t e o mo-
v i m e n t o pr
prátátic
icoo de psicologia pastoral ou de a c o n s e l h a m e n t o pas-
toral tem p o r a s s im dizer monopolizado este c a mp o de e st u do s e
quase t o d a s as publicações são caráter nimiamente prático sem
r e ve l a r g rraa nd
nd e p r e o c u p a ç ã o t e ó r i c a .
28
Em conferência p r o n un c i ad a per
per aant
ntee os supervisores de t rrei
eina
na
mento clínico do ministério do
do Concílio de Treinam
Treinamento
ento Clín
Clínic
ico
o o
Prof. Wayne Oates apr esen to u algumas das maiores contribuições
do t rein
reinam
amen
ento
to clínico do ministério à educação teológica em nos
sos dias. O que se segue r ep r e se n t a essencialmente o que ele disse
naqu el a ocasião se bem que não s e j a m su a s pal av r as textuais.
O t re
rein
inam
amen
ento
to clínico do ministério contribuiu p r d r corpo
ou r epr esent ação concr eta a c er t a s idéias a b s t r a t as . Por exemplo
o conceito de graça pecado perdão culpa etc. pode ser n sala
de aula m e r a abstração porém ao co nt a t o vivo com homens e
mulheres de c a r n e e osso essas p a l a v r a s deixam de ser mer as abs
traç
traçõe
õess poi
poiss vemo
vemoss s u expressão objetiva nas mais var iadas for
mas de comportamento dos indivíduos com quem t rrat
atam
amos
os n vida
real.
O utr
utr a contribuição positiva desse movimento é a quebra da r-
r e i r a a r t i f i ci al e n t r e estudos teóricos e estudos pr át i cos em educa
ção teológica. Essa dicotomia t en de a desaparecer, n proporção
em que se compreende que o mi ni st ro serve ao homem integral,
mer
eo nm ãoiniasotroh,omemems ucomporeocupaçcãooleçdãeo sdeervvi rár iaaos h
par
pa
om r t es.
es
em. , Aasosim
invséesnddoe,
d i c ot o m i z a r e n t r e p r ob l e m a s m a t e r i a i s e p r o b l e m a s e s p i r i t u a i s ,
os considera como problemas humanos. Em o u t r a s pal avras, o ho
mem age como um todo, Gonseqüentemente, todo e qualquer p r o
blema que e n f r e n t e r e p r e s e n t a r á relações com t odas as dimensões
do seu ser.
Essa nova perspectiva em educação teológica con tr i bui u t m -
bém p r a ampliação do conceito do sacerdócio individual do cris
tão. Esse conceito se a mpl ia e se t o r na, de certo modo, comunitário.
Quando o p a s t o r tent jud r o homem n solução de dete determ
rmin
inad
adoo
problema e o envia a out ro profissional, p r assisti-lo n á r e a de
s u especialização, ele e s tá , com isso, reconhecendo que o m i ni s
tério desse pro
roffissi
ssiona
onal pode t er significação tão pr
pro
o f unda
unda q uant o o
seu próprio ministério.
Qualqu
Qual quer er disc
discip
iplilina
na que tenha a p r e t e n s ã o de se r considerada
ci
ciên
ênciciaa terá forç forços
osamamenente
te ddee adotar um a atitude cientlfica n a
i n v es t i g a ç ã o dos f a t o s que c o n s t i t u e m o seu o b j e t o fo rm al . A essa
atitude chama se m ét odo c i e nt í f i c o de inv estigação.
A Psicologia como ciê iênc
nciaia lança mão do m é t o d o ci en tl fi co como
seu p r iin
n c iip
p a l instrumento de pesquisa. B a s i c a m e n t e eessse m é t o d o
consiste n a observação si sist
stem
emátátic
icaa de fatos n a f o r m u l a ç ã o de h i-
póteses qu quee serã
serãoo tes
testad
tadas
as dede pre
prefe
ferê
rênci
nciaa por ex
expe
perim
rimen
enta taçã
çãoo e na
form
formuula
laçção de prínc ríncíípíos
píos gera
gerais
is ou leis psicológicas que se
serã
rão
o se
semp
mpre
re
leis e s ttaa t í s t i c a s ou leis de p ro ba bi li da de .
Até que p ont o entretanto pode se usar esse mét od o no es t u d o
do c o m p o r t a m e n t o religioso? Temos que r e c o n h e c e r que at é hoje
não se conseguiu e l i m i n a r o s u bj e t i v i sm o dos mét odos de pesquísa
em psicologia da religião co como j á se logrou eem m g rraa nd
nd e parte eli-
minar a i n t r o sp e c çã o como método de p esqui sa n a psicologia cíen-
tlfíca em geral. O psicólogo da religião ainda d e p e n d e m u i t o da
íntrospecção.. e suas conclusões a t é a g o orr a são altamente subjetivas
porque b a s e a d a s quase t o t a l m e n t e em r e l a t o s v er b ai s de e x p e -
riências relígíosas que não podem s e r diretamente observadas.
._
as
a um a for
orçça impe
impess
ssoa
oal;
l;
b a r epr es ent ação i deal da bondade;
c a expressão má x i m a do amor ;
d o p r o t e t o r dos ju sto s;
e o cr i ad or e s u s t e n t a d o r do universo.
rpeoldaeciofonreneccoem
r do
adoasssquu
nat on t osuagoerisdigonip
fieclaodopessiq
mubisoalidzoard. o E
psosre t ami sétopdao-
lavr as. Pede-se po por exemplo que o individuo su bl i n he wdas as
pala
pa lavr
vrasas em dete determ
rmininad
ado o texto que que tenham alguma relação com
s u a expe
experiê riência
ncia re
reli
ligi
gios
osa.
a.
O u t r a técni ca é aquela em que o r espondente é convidado a
comp
comple
lettar cert
certas
as frases. e tipo de questionário é mais próprio
para a avaliação de conhecimentos teóricos da vida religiosa ma mas
pode ta
tambmbém ém pres
presta
tar-
r-se
se à investigação de a t i t u d e s sobre o f a t o que
se inve
invest
stigiga.
a.
Fi n al ment e existe o tipo de questionário baseado n a associa
ção de p al avr as. Nesse questionário apr apr es e n t a - s e uma
uma l i s t a de pa -
l a v r a s ao respondent e e se lhe pede que r esponda com a p r i m e i r a
p a l a v r a que lhe vier à mente. Esse método é baseado n a t e o r i a de
associação de Carl un g e exige considerável t r ei no para julgar
corr
co rretetam
amen
ente
te.. Em principio porém pode ser um método válido de
pesq
pe squi uisa
sa psic
psicol
ológ
ógic
ica.
a. u ng distingue q u a t r o tipos de associação:
Intrínseca ex extrínseca t ona
onall e mista. Mediante vocabulário bem
selecionado podemos tirar conclusões válidas desse tipo de ques
tionário.
Como dissemos acicim
ma o ques
questi
tion
onár
ário
io pode
ode s er excelente instru
m e n t o de pesquisa mas t e m defeitos que n ã o podemos i gnor ar .
E ntr
ntr e esses defeitos diz Clark o método pressupõe a cooperação
do resp
esponde
ndente
nte be
bem como s u a compreensão dos i t e ns do questio
nário qu que obviamente dedepende do seu nivel de inteligência. A
éumlivm
reínpimro dfea l ai nr t esrofberreê nacsisaundtaosp qrte
ue ldo
he pesq
p asqui
pe r euisa
ç asado
mdor.
rr.elevantes com
Ex per imen tação Até que pont o podemos e x p e r i m e n t ar em
religião? ~ e e óbvio que se defblirmos experimentação como a
rigorosa t éc ni ca de laboratório incluindo o controle adequado de
variáveis que possam i n t e r f e r i r nos resultados da experi ência que
se realiza in n ão podemos f a l a r de método e x pe r i m e n t a l no
estudo psicológico do fenômeno religioso. No e n t a n t o se dermos
mais flexibilidade ao termo expe experirime
ment
ntaç
ação
ão p r com ele si gnigni f i car
car
a observação cont r ololad
adaa e si stemáti ca com o propósito de descobrir
det
eteermin
rminaados
dos fatos e estabelecer generalizações nesse caso pode di-
zer se que é possível a experi mentação no estudo psicológico do fe-
nômeno religioso. Um bom exemplo dessa tent tiv de expe experi rime
men-n-
t ação é o estudo de Coe em que ele usou o hipnotismo p r estudar
a sugestíonabíüdade e sua relação com ce r t as formas d r a m á t i c a s
de conversão religiosa e com o misticismo.
O método recriativo sugerido por Stolz consiste n tent tiv de
r e co n s t r u i r as experiências religiosas do homem primitivo com o
auxUio da antropologia da psicologia social e da psicologia gen é-
tica. Admitimos que os dados antropológicos sobre o homem pri-
mitivo podem ser muito i nt er essantes porém achamos que como
método de pesquisa deixam muito a desejar porque a i nte nte r p r e t a ç ã o
desses dados é al altt ame
ament
ntee subjetiva.
Litera
Lite ratu
tura
ra As gr a nde s obras de l i t e r a t u r a s a g r a d a da hum -
n i d a d e são fontes de excelente inf ormação p r o estudo psicoló-
gico da religião. A Blblia por exemplo pres pr estt a se a estudos psicoló-
gicos como a conversão o poder de cur ar o dom de llngua certos
tipos de pers
person
onal
alid
idad
adee religiosa etc
etc.
1: verdade que muitos psicólogos t e nd e m a r e j e i t a r a valida de de
liter tur como f on t e de inf ormação psicológica. Outros porém
ach am que é possível a pr o ve i t ar a i ntu ição de escritores talentosos
ach
na investigação de fatos psicológicos. Allport por exemplo acha acha
que o escri tor tem c er t a s v a n t a g e n s sobre o psicólogo e que o estudo
o.
SU ÁR O
NôM NO R LIGIOSO
Definição d e Religião
q
a uevidan oresleignitoid
sao cmoanissistaemn
plao cereenm
ça tedremqous e geerxaiisst,e puom
dea-soerddeim
zerinqvuie
slvel e que nossa felicidade su supr
prem
emaa consiste em pormo-nos em har-
m o n i a com essa ordem em que cremos . E, em consonância com su a
posição teórica, diz ele: Religião, p o rt rtan
anto
to,, como eu ag o ra arbitra-
r i a m e n t e vos peço admitir, sig nificará para nós os sentimentos,
acetobseme aexspi em
rieêsnm
cioass edm
e rin
eldaiçvãldoucoos mem
o que qsuoelirtuqduee, sen
sua enq
ejqa uqan
anto
uetoeleses cpe
per
onr
side
sidere rem
m divino.
ionudid
veiducaolm
. uD
niidzadeeles: para
Relicgoiãmo oé puom
dear, aot iut updoedesroecsi,alqudee eilnedsivclrdêueoms
exercer controle final sobre seus Interesses e destinos. 8
Mesmo re
reco
con
nhec
eceendo as deficiências de s u a definição, o que se
ri verdade a respeito de qualquer outra, Pratt advoga que ela re -
p
qu r ees ernetliagidão
ois épounm
toas aptoitsuitdiveo
. s. OEram
, dpiz
rimeelier,o alupgaalra, var a deaftiin
tuiçdãeo, diz
t l
como é usa usadada aqui, si
sign
gnif ificicaa o lado responsívo da consciência, en enco con
n
t r a d o em fenômenos como a atenção, o interesse, a expectação, o
sent
se ntimimen ento to,, as te
tend
ndên
ênci
ciasas à rea eaçã
çãoo, etc. A definição, po portrtan
antoto,, susuge
ge
re que religião n ã o é questão de determinado de dep p arta
artam m en
entoto da vida
pslquica, ma ; envolve o homem como um todo.
A outra van vantag
tagem
em desse co
connceito é que ele in d ic a que religião é
Im e d ia ta me n te subjetiva, diferindo, assim, das ciências que dão
ênfase ao conteúdo, ao invés de à a titu de , mas ao mesmo t e m p o ela
4. G Stephens Splnks op cit p ã g , 6.
5. Wll1iam Jamcs Vari tiss of Rsligious Exp ri ncs N e w Yark: T h e
Th
Ne
eww A me
me ri
ri ca n Library or Warld Literature Inc (1958), pA.g. 42.
ca
6. J Bls s ett Pratt Th ~ i g i o u Consciousnell citado p o r Splnks op.
cit., pâg 8.
Origem da Religião
8. W alter E
Iigious Behavior Noefw Yor k: T hAn
rie n c e Tahned Psychology
Hx p Clark Religion: Introduction t o R ·
e M a cM
cM iill la
la n C o
ommp
paa nv
nv
pAgo 22.
On t h e T rack of Prehiatoric n
9. H e r b e r t KUhn ( 19 5 8 ), pâg-ll, 184. 185.
citado p o r Spinks o p cit pAgo n.
são gera
geralm
lmen
ente
te produzidos. 10 A posição teór ica de Tylor é coeren
te com s u a definição de religião, que é simplesmente fé em seres
espirituais .
religOu
Outr
iãotros
. os
Nãvoêeqm uerneamomsa gnega
i agar
ne ar fqourm
e an amariesligpirãiomidt iovahoemeelm
e mpernim
t airtiv
dao
haja algo de magia. Podemos mesmo dizer que ela a i n d a se e nc o n
t r a em, v á r ia s formas i m at at ur
ur a s da religião do homem civilizado. J
possível que Durkh urkhei eim
m tenha certa r az ã o quando vê n a m a gi a o
elemento int e r me di á ri o e nt nt r e ciência e religião. Convém s a l i e n t a r ,
enomean
gtiaandt oif,erqeume tanto
a teseemn ãsou aé odriegetm
odoqudaenfteonseám
vels,eupom
rqéutoedor.eliP
gieãlo
a
magia, o homem tenta co cont
ntro
rola
larr os poderes sobr sobren
enatatur
urai
ais;
s; n a reli
gião, o homem pr oc ur a agradar e pôr-se em h a r m o n i a com os po
deres sobr
sobren enatatururai
ais.
s.
46
47
crhonm
n olócontnbuído
gica dos acopntreciamefnotromsaçeãosem
de nt elg aidéia.
r que out r os f a t or es te
Ao que tudo Indica a príncípío o h omem a t r i b u i vida a todos os
seres n n a t u r e z a . Desde cedo ele a p r e n d e u que estes seres n tur is
podem s er benéficos ou maléficos. O e spl r i t o e x i s t e n t e n e s t e s
seres porém é di f eren te de seu espl ri to . Dal a conclusão de que
h á fora do homem forças que c on tr o l a m seu bem- bem-esestt ar
ar e seu destino.
Conseqüentemente h á necessidade não só de c r er nos deuses mas
de descobrir meios de g r r aos benéficos e expelir os maléficos.
Os deuses obviamente se re
rellaci
acionam
onam com a vida sócio-econômica
dos índívíduos que neles cr êem. Em muitos casos o oss deuses pri-
mitivos er eram
am animais ár árvores ri
rios etc.
etc. A aquisição de ali ment o
teve pape
papell impo
import
rtan
ante
te nesse processo. As forças n tur is benéficas
t a i s como o sol e a chuva f or am n a t u r a l m e n t e t r a n s f o r m a d a s em
deuses e a g r at i dã o pela ceifa a b u n d a n t e deu origem ao sacriflcio
a esses deuses generosos.
Em fase mais a v a n ç a d a de s u evolução o homem começa a
procu
pr ocurar
rar resprespos
osta
tass p r a origem deste universo. A r espost a mais
óbvia é a de que a criação pressupõe um C riador. A cont emplação
da n a t u r e z a e dos mistérios que ela e n c e r r a levou o homem a u m a
explicação religiosa do m un do . Nessa explicação e s t á impl1cita a
idéia de Deus ou de deuses.
em suas O as
su povcoonjucdeu
epçõedentr
den
s retre
liegiotosd
aso.s Part
os rtín
Pa píndo
ovdo
os dtaalvaenti
nt
ziguid
gu
daida
s afde
ormsali
sa
aslien
ento
detou-
pu-se
olse
i
teísmo pr evalecent e no seu mundo c u l t u r a l e geográfico esse povo
a t i n g i u a forma mais r e f i n a d a de monoteísmo de que se tem co
nheci
hecime ment ntoo na Histó tóri
riaa.
Aparentement e o povo h e b r e u não pulou do politetsmo ao mo-
notetsmo. Houve uma uma forma i n ter med i ári a cham
chamadadaa henoteísmo
ou s e j a a l i a n ç a com um deus p a t r o n o de s u a tribo ou de s u a nação.
P ar ece que esse henoteísmo existiu ao lado da cr ença n a existência
das divindades de outros povos. Os hebreus t e m i a m os deuses das
outras nações ma mas n ã o os adoravam. Essa forma a v a n ç a d a do
políteísmo di diz Stolz é chamada
chamada monoteísmo prát prátic
ico.
o.
Através de Moisés o povo é apr esen tad o a Jeo vá. Como Moisés
chegou a conhecer Jeová é problema p r a t i c a m e n t e insolúvel. P r o -
vavelmente ele abr açou o culto h e no t eí s t a de Jeová dur duran
antt e s ua
per egri nação em Midiã. Sob o comando de Moisés Jeová livrou
ISrael do cativeiro eglpcio e agora faz um pact o com ele para s er o
seu p r o t e t o r . Na terra prprom
ometetid
idaa o pov
povo hebr
hebreueu entra em c on t at o
com outros deuses. A maior ia tenta um si sinc
ncrreti
etism
smo
o mas os prof
profetetas
as
r e s t a u r a m o culto a Jeová. Com a ajuda dos seus gran grande
dess profe
ofetas
o povo de I srael chegou a el abo ra r a cr en ça monoteísta q quue ao
lado de s ua concepção da História como o desenrolar de um pl a no
de DeusDeus constconstit
itui
ui s u a maio
maiorr cont
contri
ribu
buiç
ição
ão para o mu ndo . Segundo
o monoteísmo ético do povo hebreu Deus não é ap e na s o Deus de
I s r a e l . Ele é o único Deus que existe. E o Deus de todo o mundo
e a ele devem adoração e obediência t odas as c r i a t u r a s da terra
O monoteísmo cristão é basicament e o mesmo que encontr amos
nos pr of e t a s de I s r a e l . No cristianismo Deus é a pr e sen t ado como
Pai e o homem se torna filho de Deus por adoção em Jesus Cristo.
Tanto o Velho como o Novo T e s t a m e nt o dão m ai or ênf a s e à Trans-
cendên
cend ênci
ciaa de Deus mas nono v TeTest
stam
amen
ento
to Deus é apre
aprese
sent
ntadado o
como sendo bondoso e acessível ao homem. Conforme o monoteísmo
cristão Je
Jesus Cristo é a expressão máxi ma da revelação do c a r á t e r
de Deus.
A xperiência Religiosa
exis
existê
tênc
nciaia dess
dessaa re real
alid
idad
adee obje
objetitiva
va.. Para ele, a exp
exper
eriê
iên
nci
ciaa religiosa
deve s e r j u l ga
ga da
da pelos f r u t o s que produz n a vida do indivIduo.
H á v á r i o s t i p o s de c l a s s i f i c a ç ã o d a e x p e ri
ri êên
n ci
ci a r e li g i o s a . A p r e
e
sent
sentar
arem
emos
os a segu seguir ir duas des dessas sas class
classifi
ifica
caçõçõeses que n o s p a r e c e m
bastante sugestivas.