Filosofia Last
Filosofia Last
Filosofia Last
Ética Deontológica
Boa vontade - bem último, do qual todos os demais dependem. Bem
incondicional e intrínseco. O mais elevado bem, pois só ela é absolutamente
boa, sem reservas. Determinação de agir por dever, isto é, de acordo com a
lei moral.
Boa vontade
Ação em conformidade com o dever (legalidade) - meio para atingir um fim
● Ajo em conformidade com o dever quando a minha ação cumpre a lei,
mas, simultaneamente, persegue um interesse particular ou é resultado
de uma inclinação ou desejo.
➔ A ação está de acordo com a lei moral, mas tem como motivo
inclinações. Portanto, não tem qualquer valor moral.
Nota:
● O que determina a moralidade da ação é a intenção que a origina.
● O único motivo moralmente admissível é o respeito pela lei em si
mesma.
Imperativo hipotético - afirmação normativa ou princípio prático que
estabelece que uma ação é boa porque é um meio para conseguir algum
propósito. Este usa a razão instrumental e tem a forma: Se queres X, então
deves fazer Y.
Imperativo hipotético
● Uma ação é boa porque é um meio para conseguir algum fim ou
propósito.
● Ordena condicionalmente, dependendo da existência de determinadas
circunstâncias.
● É uma lei particular (vale apenas em determinadas condições e para
alguns indivíduos) e contingente (é verdadeira, mas podia ser falsa
noutro mundo possível).
➔ Surgem as ações em conformidade com o dever.
Imperativo categórico
● Uma ação é boa se, e apenas se, for realizada por respeito à lei em si
mesma.
● Ordena incondicionalmente, valendo independentemente das
circunstâncias.
● É uma lei universal (válida para todos os seres racionais, quaisquer que
sejam as circunstâncias) e necessária (tem de ser verdadeira em todos
os mundos possíveis).
➔ Surgem as ações por dever.
● 3º - Fórmula do fim em si
➔ Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa
como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente
como fim e nunca simplesmente como meio.
Ações incorretas para Kant: matar, mentir e roubar
Ética utilitarista
Princípio da utilidade ou da maior felicidade - fundamento ou critério de
moralidade do utilitarismo, permitindo ajuizar sobre o valor moral das ações:
● uma ação será correta se, e só se, promover imparcialmente a maior
felicidade agregada (prazer e ausência de dor).
Nota:
Por utilidade, Stuart Mill entende o bem-estar ou a felicidade. Por felicidade,
entende o prazer e a ausência de dor.
Quase se afirma que o utilitarismo é uma ética consequencialista, o que se
pretende destacar é que este sistema filosófico avalia a correção ou
incorreção das ações apenas a partir dos seus resultados ou consequências
previsíveis.
Critério da imparcialidade
● A felicidade de cada uma das pessoas envolvidas, incluindo a
felicidade do próprio agente, conta exatamente o mesmo.
● Ser moral, agir moralmente, implica decidir cada ato de um ponto de
vista neutro e considerar os interesses e desejos de todos os que são
afetados por ele.
● Nem a etnia, nem o género ou a classe social afetam o estatuto moral
do indivíduo.
Nota:
Para o utilitarismo, não é apenas a seres humanos que nos referimos, mas a
todos os seres capazes de sentir prazer e dor: a felicidade de cada ser
senciente deve ser contabilizada como sendo igualmente importante.
A boa vontade é o mais elevado bem. Só ela, diz Kant, age por dever, de
acordo com a lei da autonomia ou liberdade, independentemente de qualquer
impulso ou interesse. A boa vontade é, pois, a vontade que age impondo-se a
si mesma a lei moral, absoluta, universal e racional, ou seja, o imperativo
categórico.