Filosofia
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Fundamentação da moral
Para distinguir códigos morais adequados de inadequados devemos ter em conta:
- Bem último: intrinsecamente bom; o bem em função do qual valorizamos todas as
coisas
- Ação correta: promove o bem, a incorreta promove o mal.
Existem duas teorias que permitem determinar a moralidade de uma ação: a teoria
deontológica/intencionalista de Kant, que valoriza a intenção do agente, e a teoria
utilitarista/consequencialista de Mill, que valoriza as consequências da ação.
Os imperativos
“Age apenas segundo uma máxima tal “Age de tal maneira que uses a tua
que possas ao mesmo tempo querer humanidade, tanto na tua pessoa como
que ela se torne lei universal.” na pessoa de qualquer outro, sempre e
simultaneamente como um fim em si e
nunca simplesmente como um meio.”
3. A ética de Kant nem sempre permite resolver conflitos entre deveres morais,
uma vez que é uma ética demasiado formal.
Nesta perspetiva, massa não é intrinsecamente boa ou má; esta avaliação depende dos
resultados, ou seja, das consequências da ação.
Para Mill, as regras Morais não decorrem de deveres absolutos.
Isto quer dizer que não há ações boas ou más em si mesmas, só as consequências as
tornam boas ou más só as consequências as tornam boas ou más.
Quando uma ação promove a felicidade pode ser considerada uma ação correta.
Consequencialismo
Uma ação é moralmente correta se, e só se, tendo em conta as alternativas for aquela
que trouxer maior Felicidade o maior número de agentes morais, caso contrário a ação
é moralmente errada.
Princípios
- Isto exige que, no momento de decidir qual a ação a praticar, tendo em consideração
as consequências positivas e negativas que dessa ação possam advir, o cálculo se faça
em função do interesse da maioria das pessoas impondo ao indivíduo total
imparcialidade.
A justiça é a primeira virtude, ou seja, o alicerce moral que permite avaliar se uma
sociedade está bem organizada.
A escola dos princípios de justiça deve ser feita segundo estas condições:
- posição original
- véu de ignorância
- regra maximini
Posição original
A conceção de sociedade justa apresentada por Rawls é designada pelo próprio por
“justiça como equidade”, dado que a escolha dos princípios de justiça que devem servir
de base a sociedade são obtidos a partir de uma situação hipotética inicial, uma
experiência mental, em que nenhum indivíduo é favorecido em relação a qualquer
outro, designada posição original.
Regra maximini
A regra maximin é uma regra utilizada na escolha dos princípios que vão orientar a
sociedade, que permita a maximização do mínimo de bens sociais primários que cada
indivíduo pode ter.
Para Rawls, os bens sociais primários são aquilo que as pessoas precisam enquanto
cidadãs livres e iguais e enquanto membros cooperativos da sociedade, ou seja, os
direitos políticos e civis, relativos às liberdades e às oportunidades, a renda e a riqueza.
Princípios de justiça
- ao indivíduo que não coloca em causa uma liberdade igual para todos é atribuída a
igualdade de direitos e deveres básicos bem como a máxima liberdade.
O estado deve intervir para garantir que todos tenham as mesmas oportunidades no
acesso à saúde, à educação, à cultura, etc
Defende uma concepção de Estado mínimo nas quais as funções do Estado são:
- defesa das ameaças externas;
- segurança dos cidadãos e bens;
- cumprimento de contratos e leis;
- evitar horror social.
Para Sandel, não basta as nossas escolhas serem imparciais para serem boas, para um
acordo ser justo tem de ser bom e uma escolha ser boa ou má é uma questão moral,
por isso como o véu da ignorância coloca as pessoas numa situação anterior a
qualquer moral, este não permite a escolha de princípios justos.
*
comunitarista: uma perspetiva que prioriza o bem comum da comunidade em relação
às preferências individuais das pessoas, na medida em que só comunidade permite
encontrar o modo de vinda que define o bem comum.
Boa sorte!