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Filosofia - Kant

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O problema do critério ético

da moralidade de uma ação:


a ética deontológica de Kant
Ética kantiana Ética deontológica

O valor moral de uma ação assenta no cumprimento do dever,


independentemente das suas consequências.
Boa vontade

Única coisa que pode ser concebida


como sendo boa em si mesma.

Possui um valor intrínseco,


incondicional e absoluto.

Páginas 212-213
Intenção e boa vontade

O valor moral de uma ação reside na intenção.

A ação boa é aquela que resulta da intenção


boa. Uma intenção boa encontra-se na vontade
consciente e boa de um agente que sabe
o que deve fazer.
Intenção pura

Decorre da vontade (boa) que segue a razão.

Só mediante uma intenção pura a ação


se torna legítima.

Só uma vontade santa, não sujeita


A vontade humana não é perfeita e
à coação, age sempre guiada
deixa-se influenciar por apelos dos
única e exclusivamente
sentidos.
pela razão.
Motivações/Intenções vs. consequências

As consequências das
ações encontram-se, O que é decisivo para a
frequentemente, fora do moral são as
nosso controlo: intenções/motivações.
elas não podem ser
decisivas para a moral.
Dever

Diferentes tipos de ações

Ações contrárias ao Ações meramente Ações realizadas por


dever conformes ao dever dever

Página 215, 216 e 217


Páginas 218-219

O imperativo categórico

Kant não pretende apontar um


conjunto de regras concretas de
ação, mas encontrar o fundamento
universal dos deveres morais.

É na razão que importa procurar


esse fundamento.

Imperativo categórico
IMPERATIVO HIPOTÉTICO IMPERATIVO CATEGÓRICO

Ordem ou mandamento Ordem ou mandamento


que nos diz o que que possui um carácter
devemos fazer se absoluto e incondicional.
queremos realizar Representa uma ação
determinados desejos como objetivamente
ou atingir um certo fim. necessária.

Exemplo: “Se queres


emagrecer, pratica Exemplo: “Não mintas!”
exercício físico.”
Páginas 220-227

O imperativo categórico de Kant, ainda que apresente


várias formulações, constitui o princípio de todos os
imperativos categóricos, indicando absoluta, incondicional
e universalmente a forma como devemos agir.

Trata-se de um princípio ou lei moral fundamental que


estabelece que a ação é necessária e boa em si mesma.

Duas formulações principais do imperativo categórico:


fórmula da lei universal e fórmula da humanidade (ou do
fim em si mesmo)
FÓRMULA DA LEI UNIVERSAL

Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo


tempo querer que ela se torne lei universal.

Quem quiser saber se está a agir bem deve perguntar-se a si


próprio se a máxima ou princípio que orienta a sua ação
poderia transformar-se numa lei à qual todos os seres
humanos em circunstâncias semelhantes adeririam.
Páginas 220-225

Aplicação da primeira fórmula do imperativo categórico

O que sucederia se determinadas máximas se


tornassem leis universais? Poderemos querer que
todos os agentes racionais sigam essas máximas?
O que sucederia com a sua
Exemplos de máximas
universalização
O potencial suicida, aquele que faz promessas enganadoras, o
que negligencia os seus dons e o egoísta concluiriam, por
exigência da lei moral, acerca da impossibilidade de querer tornar
universal o princípio que orienta a sua ação.

Seguir tais máximas equivale a adotar regras que não podemos


querer que sejam seguidas pelos outros.
FÓRMULA DA HUMANIDADE OU DO FIM EM SI MESMO

Age de tal forma que trates a humanidade, tanto na tua pessoa


como na de qualquer outro, sempre simultaneamente como um fim
e nunca simplesmente como um meio.

Exigência de tratar os outros (e a nós próprios) como fins e nunca


como simples meios ou como instrumentos para atingirmos os
nossos objetivos ou realizarmos desejos egoístas.

O valor do ser humano está acima de qualquer preço. Tratar os


outros como fins é respeitá-los como agentes racionais ou pessoas,
é respeitar a sua racionalidade e reconhecer a sua dignidade.
A segunda fórmula do imperativo categórico conduz, segundo
Kant, às mesmas conclusões práticas que a primeira:

– O potencial suicida está a


servir-se da sua própria – O que negligencia os seus
pessoa unicamente como dons não contribui para a
um meio, sem se considerar sua realização como fim em
como um fim em si mesmo. si mesmo.

– Aquele que faz promessas – O egoísta não está a tratar


enganadoras serve-se do o outro como um fim em si
outro simplesmente como de mesmo.
um meio, sem o tratar como
um fim em si mesmo.
Imperativo categórico
(lei moral fundamental)

Corresponde, nas suas fórmulas, às exigências que a razão nos dá sempre que
queremos agir corretamente.

As máximas, para serem moralmente corretas, devem respeitar as exigências de


universalidade (primeira fórmula) e de reconhecimento do ser humano, enquanto pessoa,
como um fim em si mesmo e nunca como um simples meio (segunda fórmula).
Páginas 226-227

Exemplos de deveres que decorrem da primeira


fórmula do imperativo categórico

Interiores Exteriores
(ou para connosco) (ou para com os outros)

Não fazer promessas


Perfeitos Não cometer suicídio
enganadoras

Desenvolver as nossas Contribuir para o bem-estar


Imperfeitos faculdades dos outros

Os deveres perfeitos têm prioridade sobre os deveres imperfeitos.


Moralidade

Autonomia da vontade Liberdade moral do agente

A moralidade das ações não depende de nada que nos seja imposto do
exterior, mas de algo que deriva do interior.

Capacidade de autodeterminação e de o indivíduo dar


Autonomia
leis a si mesmo, agindo em função delas.

Sujeição do indivíduo a leis que outros lhe impõem e o


Heteronomia obrigam a cumprir.
A vontade não se limita a submeter-se à lei moral.

A vontade é legisladora universal.

A lei moral não nos é imposta a partir de fora. Ela deriva de


nós próprios, enquanto agentes racionais.

O ser humano só é verdadeiramente livre


quando a sua vontade se submete às leis da razão.
Críticas à ética de Kant
Páginas 229-234

A teoria ética de Kant é criticada porque:

Conflitos irresolúveis entre deveres absolutos.

O lugar das emoções na ética de Kant.

A consideração moral além das pessoas.

Contraexemplo das ações corretas com máximas não universalizáveis

Contraexemplo das máximas imorais universalizáveis


3
Análise comparativa das
perspetivas éticas de Kant
e Stuart Mill
Fundamentação da moral:
O que é que faz com que uma ação seja moralmente correta ou incorreta?

Ética utilitarista de Mill Ética deontológica de Kant

O que é bom em si
mesmo, tendo Felicidade Boa vontade
valor intrínseco? (identificada com o prazer) (guiada apenas pela razão)

Qual é o critério de Consequências Intenções


determinação do (Não há ações boas ou más (As ações são boas ou más
valor moral da em si mesmas.) em si mesmas.)
ação?

Princípio da utilidade ou
Qual é o princípio princípio da maior Imperativo categórico
ético fundamental? felicidade

O que é uma ação Ação realizada de modo a Ação realizada por


moralmente maximizar a felicidade geral puro respeito pelo dever
correta?

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